Notas iniciais
HELLOOOOO ♥ Um capítulo ainda introduzindo todos os personagens e também mais um pouco dos pais da Addie. Obrigada a todos os comentários, amei cada um deles. ENJOY ♥

BIRDIE

HOGWARTS

1971

1th YEAR

—McKinnon, o que é que você está fazendo? Não toque nas minhas coisas.

Escutei o alvoroço e me levantei da cama, bocejando. Hogwarts estava sendo muito melhor do que eu pensei que seria. A cama era muito confortável e todo o dormitório e o Salão Comunal eram muito acolhedores, me faziam eu me sentir bem.

Observei as duas meninas no meio do dormitório, muito escandalosas e muito diferentes. Emmeline tinha os cabelos preto e olhos azuis muito eletrizantes, o pescoço longo. Marlene era loira com franja na testa, olhos castanhos e pernas que se mostravam ser longas.

—Eu pensei que era o meu malão. – Marlene retrucou. — Qual o problema?

Emmeline estava a mirando irritada e cruzou os braços.

—O que está acontecendo? – perguntei, trocando de roupa para por o uniforme. Lily tinha a testa franzida, já totalmente pronta. Os cabelos ruivos amarrados em um rabo de cavalo e o uniforme impecável.

— Parece que Emmeline acordou com Marlene mexendo no malão dela. – quem me respondeu foi Dorcas Meadowes. A mirei de lado, torcendo meu nariz para ela. Essa menina era estranha, usava uma touca grande demais para a cabeça dela e parecia que não conseguia tirar os olhos dos pés para olhar para os olhos das pessoas.

—E porque Marlene tava mexendo no malão da Emme? — perguntei, abotoando meu uniforme. Lily mirou Marlene e Emmeline preocupada.

—Acho que confundiu com o dela. – contou.

Revirei os olhos e fui escovar os dentes e terminar de me arrumar. Tomei um susto quand Mary simplesmente entrou no banheiro e fez xixi enquanto eu estava lá. Ela cantou uma música para o xixi ir mais rápido e pediu para que eu abrisse a torneira para ajudar. Eu a olhei chocada, mas achando muito engraçado, já que nós nem nos conhecíamos ainda, mas ela disse "Somos amiguinhas, então não tem problema".

Quando sai do banheiro Emmeline e Marlene ainda estavam no meio do quarto brigando uma com a outra por aquela coisa boba. Peguei a minha capa do uniforme e vesti.

—Emme. – a chamei, mas ela estava agora chamando Marlene de "Cabeça de Vassoura". – Vou te esperar no Salão Principal. — avisei, passando pelo o meio das duas que nem me escutaram direito. Talvez aquilo fosse uma daquelas vezes em que as pessoas simplesmente não iam uma com a cara da outra.

—Vaca Vance! – Marlene berrou tão alto que provavelmente toda a Torre da Grifinória devia ter escutado.

Emmeline ficou tão irritada com esse novo apelido, que pegou sua escova de cabelo e jogou na cara da Marlene. Ao ser atingida no olho, Marlene gritou de dor e caiu no chão surpresa.

—'To cega! 'To cega! – ela gritou, exagerando. Comecei a gargalhar e Mary me acompanhou, se apoiando no meu ombro para rir. Lily e Dorcas pareciam mais preocupadas e Lily foi correndo ajudar Marlene a se levantar.

—Vou chamar uma monitora. – Dorcas avisou e saiu correndo do dormitório, usando metade o uniforme e metade seu pijama.

—Acho que você se deu mal, Emme. – falei para ela, quando eu consegui parar de rir. Ela deu de ombros e fez uma careta.

—A Lenezinha teve o que merece. – ela disse, comum pouco de maldosa. – Que apelido ridículo ela inventou para mim. – ela sussurrou no meu ouvido com uma careta. Parece que ela ficou magoada por aquele apelido. Sorri para ela e me desgrudei de Mary.

—Até depois. – disse e desci as escadas para o Salão Comunal pulando de dois em dois degraus. Vi Dorcas falando histericamente com uma monitora ruiva que tentava entender o que ela dizia.

—Você demorou. – me virei assustada para James que tinha um sorriso no rosto. Acho que ele vivia sorrindo, o tempo inteiro.

—Estavam me esperando, meninos? — indaguei, com uma voz melodiosa. Os meninos me olharam e notei James mantendo o sorriso e os outros sorrindo para mim, menos Sirius que olhou os amigos que tinham sorrisos bobos e revirou os olhos.

—Remus fez questão. – dedurou Sirius e Remus corou, desviando o olhar do meu. – Que gritaria foi essa? – meu primo quis saber, olhando as escadas do dormitório feminino curioso. Dava para escutar os berros de Marlene e a gargalhada de Emme.

—Emmeline e Marlene estão brigando. — contei e dei de ombros.

—Sério? Podemos ir ver? — indagou James, arregalando os olhos.

—Claro que não, idiota. — eu ri e o puxei pelo braço. — Vamos.

—Então, amiguinha, obrigada por abrir a torneira quando eu tava apertadinha. – Mary falou. Ela falava tudo no diminutivo e tudo muito rápido. – Muito obrigadadinha, amiguinha. – ela riu escandalosamente. – Te vejo na aula. Vamos ser grandes amiguinhas! – ela disse, muito animada. – Até depois. – ela me beijou na bochecha e saiu correndo, mas voltou logo depois. – Você é tão bonitinho. – ela disse e sorriu para Peter, depois saiu correndo novamente.

—Ela fez xixi com você no banheiro? – perguntou Remus, ele tinha um sorriso engraçado no rosto.

—Ela é meio doidinha. – imitei a voz dela e tentei girar os olhos. Os meninos riram. Mary fazia algo com os olhos que eu nunca havia visto antes, ela conseguia girar a íris de seus olhos de um jeito muito louco e o modo que ela encarava você fazia tudo ficar ainda mais estranho.

—Os olhos delas são tão estranhos. – comentou Sirius, também tentando imitar. — Como ela consegue fazer aquilo?

—Olhos loucos (Crazy Eyes). – falei e rimos de novo. – Mary "Crazy Eyes" ta caidinha pelo Peter. – debochei. Os meninos riram e Peter nos olhou envergonhado. – Você gostou dela, Peter? — indaguei querendo provocá-lo.

—Ela é bonitinha. – ele sussurrou.. – Mas os olhos dela me assustam. – ele arregalou os olhos.

—Peter Pançudo ta 'xonado na Mary "Crazy Eyes", Peter Pançudo ta 'xonado na Mary "Crazy Eyes". – James começou a cantarolar e saiu correndo com Sirius e Peter atrás dele.

—Que aula temos agora? – perguntei para Remus depois que paramos de rir.

—Transfiguração. — ele respondeu, entusiasmado. Ele tinha um sorriso muito feliz no rosto que o fazia ficar muito bonitinho, pois ele sempre mantinha aquele rosto cansado. Segurei sua mão e o puxei para sairmos do Salão Principal.

—Adhara Black! – escutei um grito. Eu e Remus nos viramos e vimos uma das minhas primas, Bellatrix. Ela era a prima mais velha, filha do irmão mais novo do meu pai. Ela caminhou apressada até onde eu estava parada. – Cadê o pestinha do Sirius?

—Ele já foi para aula, prima. – respondi. Ela me olhou completamente furiosa, seus cachos negros balançaram assustadoramente.

—Hoje de manhã eu mandei uma carta para meus tios avisando o que vocês fizeram. – ela sibilou, os olhos escuros dela cintilaram.

—O que exatamente fizemos, prima? — perguntei mais para provocá-la.

—Foram para Grifinória. Foi isso que fizeram. – ela rugiu. – Sujando o nosso sangue com essa Casa amante de trouxas!– ela continuou, parecendo mais assustadora ainda. – É melhor que você não faça amizade com nenhum sangue-ruim, ouviu? — ela mandou e mirou Remus atrás de mim com o pior dos olhares. Concordei, para que ela saísse logo.

Bellatrix mirou algo muito atrás de mim e Remus. Nos viramos e vi que era a minha outra prima, Andromeda. Ela era muito parecida com Bella, apesar dos cabelos serem acastanhados. Ela estava conversando com um garoto da Lufa-Lufa.

—O que...

—QUE SACO, ANDY! — Bellatrix berrou. Andromeda a olhou surpresa. — Eu vou ter que resolver isso e é melhor me escutar, Adhara. Ou eu vou dar um jeito em você. — ela sibilou, pegando meu pulso. — E COM AQUELA PESTE DO SIRIUS! – ela berrou e me empurrou para caminhar furiosamente até Andy e a puxar pelo braço.

Antes de finalmente eu sair do Salão Principal, eu vi as duas conversando aos sussurros.

—Que vaca. — murmurei emburrada. Remus parecia um pouco assustado.

—Era sua prima? De verdade?

—Sim. – dei de ombros.

—Addie! – Emmeline pareceu ofegante. – Temos que ir para aula antes que a Professora chegue. O que você ainda 'ta fazendo aqui? – ela pegou minha mão e começou a me puxar pelo corredor, na pressa consegui agarrar a mão de Remus.

Chegamos na Sala de Transfiguração a tempo e eu me sentei com Emme e Remus foi se sentar com Peter.

—O que aconteceu com você e Marlene? – perguntei baixinho. Ela deu uma risadinha e nós duas olhamos para trás ao mesmo tempo, sem se preocupar em sermos discretas.

—Quase fiquei de detenção, mas consegui convencer a monitora que foi sem querer. – ela me contou. Nós duas vimos Marlene com um roxo embaixo do olho. — Idiota. – sussurrou Emme.

A aula foi interessante, só que um pouco chata, mas como era o primeiro dia eu prestei atenção. Teria sido mais legal se eu já não soubesse o feitiço Vera Verto e conseguisse transformar um rato em uma taça. Madame St. Clair, me ensinou muito bem a maioria dos feitiços básicos.

—Addie. – James me chamou epassou o braço pelo meu ombro assim que saímos da aula. — Está bonitinha hoje. – ele disse. Eu sorri para ele e revirei os olhos.

—Não sabia que Addie já tinha admiradores. — comentou Emmeline ao meu lado, risonha.

—Claro que ela tem. — disse James. — Quer ter também?

—Você é muito saidinho para quem tem onze anos. — eu disse, mas tinha o achado fofo.

—E qual é o seu nome mesmo? – Sirius perguntou a Emmeline. Ele tinha um sorrio no rosto e a mirava de cima a baixo.

—Emmeline Vance. – ela respondeu. Jogou o cabelos para atrás do ombro, colocando uma mão na cintura em seguida.

Sirius sorriu para ela novamente.

—Aula de Vôo. – James berrou no meu ouvido ao ler o horário que eu segurava. Ele me puxou pela mão correndo para fora do castelo.

Fomos os primeiros a chegar, já que James nos arrastou correndo para lá.

Madame Hooch não demorou para chegar, assim como o resto dos alunos. Ela tinha cabelos grisalhos e olhos amarelos como os de um falcão. Fiquei com meus olhos iguais aos delas e me virei para Sirius e James que riram baixinho. Ela mandou ficarmos ao lado das nossas vassouras. Mirei a vassoura ao meu lado, ela estava velha e tinha algumas farpas apontando em ângulos estranhos. Eu queria ter trago a minha própria vassoura, era um modelo francês que eu adorava.

—Estiquem a mão direita sobre a vassoura. – a Madame Hooch orientou. – E digam "suba".

—SUBA. – todos gritamos. A minha vassoura veio direto para a minha mão, assim como a de James. Nos entreolhamos com sorrisos. Sirius conseguiu na segunda tentativa e Remus só na quarta, mas foi melhor do que Peter que não conseguiu.

Madame Hooch nos ensinou a subir na vassoura e foi passando por nós, corrigindo alguns alunos.

—Eu vou ser um dos melhores jogadores de quadribol de Hogwarts, Addie. — me disse James, voando em volta de mim. Eu ri, no ar, mas sem me mexer. — Vou entrar no timE ano que vem.

—Acredito que você, Jamie.

—Joga um feitiço nele. – gritou Emmeline. – Mata esse rato nojento!

Estávamos no dormitório, já tinha anoitecido e tínhamos acabado de chegar do jantar. E quando íamos trocar de roupa um rato apareceu saindo de baixo da cama de Dorcas. O rato era familiar, mas eu não me lembrava do porque.

Lily gritou quando o rato foi para perto dela e subiu na cama com Emmeline. Dorcas e Marlene tinham se trancado no banheiro e Mary estava miando, fingindo ser um gato para assustar o rato. E eu estava com minha varinha, tentando jogar qualquer feitiço nele.

—Manda a sua coruja pegar ele, Addie. – gritou Emme. Minha coruja Magenta, estava empoleirada em sua gaiola ao lado da minha cama. Eu ia ir abrir a gaiola da minha coruja, mas o rato passou correndo por debaixo das minhas pernas. Mary agora ronronava e foi quando lancei um Wingardium Leviosa que havia aprendido na França. Acabei jogando o rato para fora do dormitório e sai correndo para ver o que havia acontecido. Chegando lá, os meninos estavam em volta do rato que parecia morto, acho que quando voou para fora do dormitório bateu em alguma coisa que acabou o matando.

—Não! Melado! – gritou Peter. – Você matou o Melado. — ele acusou apontando um dedo para mim.

—Essa coisa tem nome? – perguntou Emmeline, aparecendo atrás de mim e apoiando o queixo em meu ombro.

—Sim! Ele é o meu rato, o Melado. – Peter choramingou, olhando o rato morto. Me lembrei de ter visto o rato no Expresso de Hogwarts.

—Faz um respiração boca a boca, Peter. – sugeriu James e isso fez Sirius dar uma risadinha.

Peter me olhou esperando.

—Nem pensar. – falei. Ele ficou me olhando e chorando, até que eu bufei e me ajoelhei na frente do rato. — Não vou fazer respiração boca a boca. — resmunguei e com nojo coloquei meus dois dedos indicadores no que eu acho ser o peito do rato e comecei a contar enquanto pressionava o peito dele. Fiz isso por alguns minutos, mas o rato não se mexeu. —Sinto muito, Peter. – falei e coloquei a mão no ombro dele. – Melado morreu.

Peter começou a chorar compulsivamente, só que ele chorava muito feio e de um jeito tão engraçado que ninguém estava conseguindo o levar a sério. Escutei a risadinha de Emmeline atrás de mim.

—Seu monstro. – James gritou para mim, levemente divertido. – Matou o Melado.

—Não se pode sair por ai matando ratos alheios, Adhara. – Sirius disse também. Eu revirei os olhos, rindo.

Todos estavam risonhos, mas Peter continuava chorando, o que fez Remus ficar sério e se ajoelhar ao lado dele para confortá-lo.

—Temos que enterrá-lo. – choramingou Peter. – Fazer um enterro decente.

—Claro que vamos, Peter. — James disse e todos ficamos sérios vendo o quanto Peter estava chateado. — Vamos dar um enterro digno ao Melado. — James proferiu a todos.

Então eu e Emme enfeitamos um caixa de papelão rapidamente com flores e maquiagem que Emmeline tinha, Remus foi ao dormitório deles pegar salsicha com queijo e leite que Peter tinha guardado e Sirius e James foram cavar um buraco no Jardim. Quando fomos para o Jardim, Peter colocou Melado dentro da caixa e eu coloquei a caixa no buraco. Estávamos fora do Salão Comunal depois do horário de recolher, então tínhamos que ser o mais rápido possível para não sermos pegos.

Todos tínhamos colocados nossas capas pretas do uniforme e Peter tinha até penteado o cabelo para trás. Estava tudo escuro a lua brilhava intensamente no céu e as estrelas brilhavam igualmente.

—Bom... – comecei. Peter pediu para eu dizer algumas palavras para o rato. – Hoje tivemos um dia de alegria e tristeza. – li o pergaminho que Remus escreveu. – Nosso primeiro dia em Hogwarts, mas o último do nosso querido rato Melado. Sentimos muito, meu querido amigo rato, adoraríamos ter podido conhecê-lo melhor. – eu disse, olhei para Remus arqueando a sobrancelha, mas ele apenas deu de ombros. – Aqui estão suas comidas preferidas, para você ficar para sempre com elas. – disse e joguei as salsichas com queijo cada uma de um lado da caixa e depois despejei o leite na tampa da caixa. – Que Melado descanse em paz. – sentenciei.

James e Sirius começaram a tampar o buraco, jogando a terra de volta. Fincamos uma plaquinha na terra escrita "Aqui jaz Melado, um rato bom, um rato legal". Não sabíamos se ia durar ou se no outro dia Filch iria arrancar dali mas por hora foi o suficiente para fazer Peter feliz.

—Não acredito que fizemos um enterro para um rato. – Emme me disse, enquanto voltávamos para dentro de Hogwarts cautelosos para não sermos pegos por um monitor em ronda.

—Não era um rato qualquer. – a repreendi – Era o Melado. – nós rimos baixo já que Peter andava choroso a nossa frente, com Remus ao seu lado o confortando novamente.

—Obrigada por me proteger do rato, Addie. – Emme riu e beijou minha bochecha e entrelaçou nossos braços.

—Sempre que precisar, Emme.

Estávamos a mais de uma semana em Hogwarts. Meus pais não me mandaram nenhuma carta, então também não mandei nenhuma para eles também. O olho roxo de Marlene já tinha saído, mas em troca Emmeline ficou com o cabelo horrível depois de Marlene ter jogado uma mistura de ingredientes de poções no cabelo dela. Lily e Dorcas tentaram ficar fora disso, mas eu só incentivava Emme a dar o troco em Marlene. Mary tinha se declarado completamente apaixonada por Peter depois que ele deu para ela o livro que ela tinha esquecido no Salão Comunal. Sirius tinha recebido um berrador de Tia Walburga dizendo que não o queria ver pelos próximo 100 anos e James tinha levado detenção depois que azarou Severus no corredor.

E Remus e eu estávamos cada vez mais próximos, era fofo como ele corava toda vez que me olhava.

—Certo, então vocês o distraem enquanto eu faço o trabalho sujo. – mandei. Eu, James e Sirius estávamos arquitetando um plano, iríamos jogar tinta cor de rosa em pó na cabeça do Filch que quando explode espalha pelo corpo todo e faria Filch ficar todo rosa. – Prontos? – perguntei.

—Prontos. – eles responderam ao mesmo tempo.

Nesse momento estávamos cabulando aula de Herbologia, andamos pelos corredores e Sirius e James começaram a gritar e a chamar anteção e Filch e sua gata – um dia eu iria tosá-la – correram atrás deles. Silenciosamente eu fui atrás. Filch quando alcançou os garotos começou a puxar a orelha deles, então mirei e atirei a bomba de tinta bem na careca do Filch. Uma fumaça rosa explodiu e vários alunos gritaram, um pouco me atingiu e vi meu nariz ficar rosa. Quando a fumaça se dissipou vimos um Filch totalmente rosa e de brinde sua gata também.

Gargalhei alto, assim como vários alunos em volta. James tinha ficado com o queixo rosa, parecendo uma barba e Sirius metade do cabelo foi atingido, outros alunos também foram atingidos, mas não ligaram, todos estavam rindo de Filch e sua gata. Filch puxou James e Sirius pelas veste que agora choravam de rir e depois me puxou junto, nos arrastanto.

—Seus garotinhos malandros, pestinhas dos infernos. – ele reclamava enquanto nos levava para as estufas. Professora Sprout nos olhou horrorizada e a sala começou a rir. – Encontrei esses daqui cabulando aula no corredor! E olha o que eles fizeram comigo! – Filch rosnou.

Ela nos olhou com os olhos arregalados.

—Detenção!Duas semanas! – ela disse espantada, mas eu dou uma risada estrondosa fazendo todos me acompanharem.

Filch nos levou a Professora Minerva – que era Diretora da nossa Casa, com o papel da Detenção.

—Isso é um absurdo! Um ultraje! – ela tinha tentado tirar a cor rosa do Filch, mas era permanente e então ele e sua gata ficariam rosas por uma semana. – Pamona devia ter dado 1 mês de detenção. – ela disse. – Vocês vão lavar todo o sétimo andar ouviram? Vão limpar tudo!

—Não acredito que vou ficar com o nariz rosa por uma semana – reclamei. – Eu devia ter ficado mais longe.

—Pelo menos você não parece ter uma barba rosa. – James falou com a boca cheia de batatas assadas.

—Oras, calem a boca. – disse Sirius, passando a mão pelo cabelo. – Meu cabelo ta rosa. – ele guinchou. Remus e Peter riram da nossa cara.

—Falei para vocês não fazerem isso! Mas você me escutaram? – disse Remus.

—Deixa disso, Remy. – ri. Os garotos me olharam. Remus corado e os outros com sobrancelha arqueada. — Que foi?

—Remy? – perguntou Peter. Quase corei, mas eu não coro, então apenas dei de ombros.

—É só um apelido, Petelzinho. – retruquei. Peter ficou corado e os meninos riram. Mary “Crazy Eyes” agora só o chamava assim, o tempo inteiro.

—Não me chame assim, Addie! – ele pediu.

—Meu Petelzinho. – escutamos a voz esganiçada de Mary. – Petelzinho? – Peter nos olhou suplicante e então se escondeu embaixo da mesa. — Ué? Cadê meu Petelzinho? – ela olhou para os lados. – Tinha o visto agorinha mesmo!

—Ele estava te procurando, Mary. – Emmeline falou e se sentou ao meu lado. – Eu o vi na biblioteca.

—Obrigada, Emmeline. – Crazy Eyes riu, então aproximou seu rosto ao de Emme. – Eu ouvi a Lene falando para Dory que ia colocar baratas no seu malão. – contou e então saiu saltitando e chamando o seu Petelzinho.

—AH! Graças a Merlin ela já foi. – Peter disse e saiu de baixo da mesa.

—Qual é, Peter. – ri e bati na sua cabeça. – Crazy Eyes e você combinam. – disse e ele me olhou irritado.

—Eu combino com a Crazy Eyes tanto quanto você combina com a Emmeline!

—Uhhhhhh. – James e Sirius gritaram em coro.

—Eu e Emmeline somos almas gêmeas, Peter. – brinquei, o olhando cinicamente.

—São aquelas garotas que gostam de garotas? – Peter perguntou confuso. Revirei os olhos para ele e bati em sua cabeça novamente.

—Não é isso, idiota.

—Então o que isso quer dizer?

—Quer dizer que somos melhores amigas, seu gorducho! – Emmeline disse e jogou uma coxa de frango na bochecha de Peter.

—Retardado. – falei, me levantando. Emme se levantou também e entrelaçou nossos braços. — Até mais, meninos.

—Até mais, Petelzinho. – eu e Emme falamos em uníssono.

—Isso é besteira. – gritei, enquanto lavava o chão com o esfregão. Não estava acostumada a fazer trabalhos manuais desse jeito.

—Pare de reclamar, garotinha mimada. – resmungou Sirius.

—Olha só quem ta falando, engomadinho. — retruquei. — Cale a boca. – mandei. James riu, esfregando o chão com um paninho.

—Vem calar. – Sirius riu, provocativo. Enfiei o esfregão na boca dele e ele caiu no chão cuspindo sabão.

—Calei. – debochei. James gargalhou.

—Você me paga, Adhara. – Sirius berrou e pulou em cima de mim e rolamos pelo chão molhado. Gritei quando acabamos batendo os pés no balde de água e ela molhando o chão inteiro embaixo de nós.

—Sirius! – gritei encharcada. Percebi que James também estava encharcado e se jogava no chão e deslizava até o final do corredor e fazia novamente. Eu e Sirius nos entreolhamos e nos jogamos imitando James.

—Essa é a detenção mais legal do mundo!

"Querida filha.

Desculpe não escrever, aconteceram algumas coisas comigo e com sua mãe e não tivemos tempo, mas agora já está tudo resolvido. Nos desculpe por não ter mandando nenhuma carta, por favor.

Fiquei irritado ao saber que não entrou para Sonserina e sim para a Grifinória, mas sua mãe me acalmou dizendo “ Que uma casa não faz uma pessoa”. E também estou orgulhoso que uma de suas maiores qualidades seja a coragem.

Como vão as coisas em Hogwarts?

Por aqui sua Tia Walburga está louca, quer matar Sirius. Seu Tio Orion não comentou nada, mas está visivelmente irritado. Tenho pena do meu sobrinho quando ele voltar para a casa.

O trabalho aqui é mais calmo do que na França. Espero que esteja indo bem nas matérias.

Estou com saudades.

Com amor, papai.

PS: Na carta da sua mãe tem uma surpresa."

Sorri. Aquela carta me fez muito feliz, já estava com saudades dos meus pais. Abri desesperada a carta da minha mãe curiosa sobre qual era a surpresa.

"Minha querida.

Estou tão feliz por você ter entrado na Grifinória (não conte ao seu pai). Só acho que você deve traçar o próprio caminho e eu sei o suficiente sobre Hogwarts e suas Casas para saber que Grifinória é uma ótima Casa.

E a grande novidade, minha filha, é que eu estou grávida.

Eu não estava suspeitando de nada, mas confirmei antes de nos mudar para cá. E como eu já não sou tão nova decidi esperar antes de contar ao seu pai, para ver se a gravidez iria durar. Já estou com cinco mesmo, provavelmente irá nascer no Natal! Isso não é incrível, minha filha?

Estou tão feliz, querida.

É um menino. Edward Pollux Black! Não é lindo? Seu pai não queria que o nome dele fosse dado ao menino, mas sua tia conseguiu o convencer de contrário. Mas nós vamos o chamar pelo apelido dele Teddy, não é adorável?

Estou com saudades! Me conte tudo que aconteceu nessas semanas. Fez amigos? Como vão as aulas? Está se metendo em encrenca?

E fique do lado de seu primo, porque quando ele voltar para a casa vai ficar perdido com Walburga.

Eu te amo, meu amor.

Com amor, mamãe."

Eu ainda estava muito estupefata para dizer alguma coisa. Eu iria ganhar um irmãozinho, assim do nada.

—O que é? – perguntou Emme. Eu estava sentada no sofá e ela estava sentada no chão copiando meu dever de Feitiços.

—Grávida. – eu murmurei.

—'Cê ta grávida? – perguntou Mary, que estava deitada com a cabeça no meu colo. Depois da insistência de Mary, eu e Emmeline acabamos ficando muito amigas dela. Ela antes ficava pelos corredores conversando com qualquer pessoa, mas até uma noite que a encontramos no corredor e ela tinha acabado de fazer Theo Nott vomitar lesmas. Não podíamos não ser amigas dela depois disso.

—Claro que não, Mary. – respondi. Ela riu para mim e girou os olhos. – Minha mãe está grávida. – contei. Emmeline pegou a carta da minha mão e leu.

—Isso é muito legal. Você vai ter um irmãozinho. – ela disse. Dou de ombros, fingindo não ligar. Emme me cutucou e acabei dando um sorrisinho, enrolando os dedos nos cabelos encaracolados de Mary.

—Sempre quis ter um irmãozinho, mas mamãe se foi antes. – contou Mary. Ela pareceu triste por um momento, mas logo voltou a sorrir. Ela não parecia ser o tipo de pessoa que ficava triste por mais de dois segundos.

—Qual a graça? – James indagou e se jogou no sofá ao meu lado. Sirius se sentou ao lado de Emmeline no chão e passou um braço pelo ombro dela. Remus e Peter se sentaram no outro sofá em frente a nós.

—Vamos ter mais um Black na família. – contei para Sirius.

—Minha mãe 'ta grávida? Ela ainda pode ficar grávida? Ela já não está velha demais? – Sirius perguntou tudo de uma vez, com os olhos arregalados. Todos rimos, mas Sirius parecia realmente horrorizado.

—Não, idiota. – ri e joguei a carta para ele. – Minha mãe está grávida. – disse. – Um meninho. O nome dele vai ser Teddy.

—Teddy é um nome legal. – falou Remus, pegando seus pergaminhos para termina sua lição.

—É. – resmunguei, não gostando de que vou ter que dividir a atenção dos meus pais.

—Vai ser bom você ter um irmão. – Remus continuou. – Você pode cuidar dele e tudo mais.

—Tudo mais o que? – James quis saber. – Do que vocês estão falando? – ele perguntou confuso. Dou uma risada com Remus.

—Vance. – escutamos um grito irritado. Marlene desceu do dormitório furiosa. – Você colocou insetos no meu malão. – acusou.

—Insetos? Que tipo? – perguntou Mary interessada.

—Só insetos, Crazy Eyes! – ela respondeu a Mary. — O que estava pensando? – Marlene se aproximou de Emme que já estava de pé e Sirius se colocou entre as duas. – Eu vou matar você!

—Eu quero só ver.. – Emmeline retrucou. No momento seguinte as duas começam a tentar passar por Sirius para se baterem, como se elas conseguissem dar um soco em alguém com seus punhos de onze anos. Revirei os olhos e comecei a escrever a resposta da carta dos meus pais, escutando as meninas gritando e James incentivando.

"Mamãe e papai.

Não sei o que dizer. Um irmão parece ser legal, mas também um pouco esquisito. Mas Teddy é um bom nome, achei legal e Remus também.

Estou indo bem nas matérias, já tinha aprendido muita coisa com Miss St. Clair.

Fiz muitos amigos e levei uma detenção por deixar o zelador da escola o Filch rosa (não briguem comigo).

E sabia mãe que você tem o nome igual ao da minha professora de Transfiguração?

Estou com saudades da França.

Também estou com saudades de vocês!

Com amor, Addie."

Terminei de escrever e dei para Magenta levar, já que ela tinha acabado de chegar. A briga ainda acontecia a minha frente. James continuava a incentivar, rindo junto de Peter. Remus parecia não querer prestar atenção, fazendo suas lições.

—Argh! Eu te odeio, Vaca Vance! – Marlene berrou tão alto e tão fino que poderia fazer uma taça quebrar.

—Não me chame assim, sua idiota! – Emmeline berrou de volta.

—Já chega! – me assustei ao ver Professora McGonagall, as olhando com os braços cruzados. Parada no sofá atrás de mim. — As duas parem agora mesmo! Sem esses insultos horríveis e ofensivos. — ela disse. — Detenção! Uma semana e você vão limpar todos os troféus existentes nessa escola! – ela ordenou para as duas e saiu marchando do Salão Comunal.

—Isso é culpa sua! – acusou Marlene. Emmeline a deu um olhar com descaso e cruzou os braços.

—Minha? Oras, cale a boca.

—Cale você, Vaca Vance. — disse Marlene e se virou, agitando seus cabelos loiros. Ela subiu de volta para o dormitório ao mesmo tempo que Emmeline pegava suas coisas e saia do Salão Comunal.

Suspirei e mirei Mary.

—Vai você. – falei. Mary assentiu e correu atrás de Emmeline. Apesar de não parecer Emmeline podia ser muito frágil. Ela adorava brigar com Marlene, mas chorava depois quando Marlene a chamava por aquele apelido que estava pegando entre outros alunos.

—Tudo bem com ela? – perguntou Remus se sentando ao meu lado. James tinha saído para fazer alguma besteira com Sirius, deixando eu e Remus sozinhos, já que Peter foi tirar uma soneca no dormitório.

—Sim. – respondi, ele sorriu. – Você está bem, Remy? Está meio pálido. – falei. — Mais que o normal. — murmurei. Ele desviou o olhar.

—Só estou um pouco doente. – respondeu. Dei um sorrisinho e deitei minha cabeça em seu ombro.

—Espero que você melhore logo, então. – murmurei, me encostando mais nele. Sinti Remus mexer nas pulseiras coloridas em meu pulso e olhei para baixo. Ele desceu lentamente a mão até que nossos dedos ficaram entrelaçados e dávamos as mãos. Não consegui levantar minha cabeça para olhá-lo, sentia minhas bochechas coradas.

—Eu gosto muito de você, Addie. — ele sussurrou. Sorri mais e apertei sua mão.

Eu me sentia diferente, estranhamente como se estivesse em outro planeta. Anestesiada. Como se não sentisse nenhuma outra parte do meu corpo só a mão dele tocando na minha.

—Ele segurou mão? – indagou Emmeline. Assenti, mordendo meu lábio inferior.

—Isso quer dizer alguma coisa, não é? – perguntei. Eu não era a maior perita em meninos e Emmeline parecia saber mais, pelo menos mais do que eu e Mary.

—Talvez ele queria te devorar. – Mary riu. Emme revirou os olhos, com um sorriso.

—Sim! Talvez ele seja um monstro e queria te devorar – Emmeline debochou.

—Vamos pensar nessa hipótese, Mary. – falei para ela e ela riu feliz.

Emms me olhou com um sorrisinho.

–Acho que ele gosta de você. — disse. — Acho que Remus gosta de você, como queridinhos, namoradinhos. — riu.

—Acho que você gosta do Sirius. – Mary praticamente gritou.. Gargalhei a ver Emme ficar toda vermelha. – Vi você toda sorridente quando ele te abraçou! – continuou Mary.

—Meu Deus. – suspirou Lily. Ela tirou os olhos do seu livro, para nos lançar um olhar irritado. – Temos apenas 11 anos, não é para pensar em garotos agora. Certo?

—Claro, minha querida amiga ruiva.. – Emmeline debochou. – Estamos completamente de acordo. – ela riu. Lily bufou e fechou suas cortinas. Emmeline voltou a me encarar. — Ainda acho que Remus gosta de você.

"Minha querida filha.

Acredite em mim, ter um irmão mais novo vai ser uma das melhores coisas que vai te acontecer. E sim, Teddy é um nome muito bom mesmo e agora seu pai quer saber quem é esse tal de Remus. Mas não ligue para ele.

Fico muito feliz que esteja indo bem nas matérias, mas pintar o zelador da escola de rosa? Isso veio da minha parte da família (foi isso que o seu pai disse).

Com todo o amor do mundo, mamãe."

Notas finais
O que acharam? Esse capítulo adicionou Mary ao grupo e vemos um pouco mais da interação Addie e Remus. Será que vai dar em alguma coisa? Me digam o que acharam, todas suas opiniões. xoxo ~Aurora