When We Were Young

59 Big Wide World


Notas iniciais
Quase que posto esse capítulo em Legado Lestrange hsuahsuahsua xD Releva Ooooi, amores! Tia Vênus aqui com um capítulo fresquinho ^^ Espero que gostem, ok? Beeeeijos!



BIG WIDE WORLD

KESTER’S OFFICER

1975

SUMMER

BEFORE

Kat olhou o marido com pesar. Ele balançava Teddy em seu colo, tentanto o fazer dormir. Sua mãe fumava perto da janela, e seu pai sentado ao seu lado estava com os lábios crispados.

—Então, a amiga dela... morreu? – Henry perguntou. Willow segurou a mão dele, chorosa.

—Sim, a Mary. – Denny respondeu ao amigo. – Addie... ela não está bem. O enterro foi há dois dias e ela não sai do quarto, não com e... tem pesadelos. Acorda gritando toda noite. Vamos leva-la em um psicólogo.

—E ela chorou? – Willow perguntou preocupada.

—Sim, quando ela voltou de Hogwarts, ela chorou bastante.... – Kat contou, eles ouviram um barulho no quarto de Addie, de choro sofrido. E Kat se levantou na hora, preocupada, Denny se levantou, e passou Teddy para Henry, e os dois subiram as escadas. Bateram na porta e Addie não respondeu, escutaram mais barulhos estranhos e bateram de novo. Como Addie não respondeu, Denny pegou a varinha, e abriu a porta com um feitiço.

Addie os olhos no meio do quarto, de joelhos, o tapete roxo e felpudo. Ela chorava, e na frente dela estavam fotos rasgadas, dela e dos amigos, mas em todas Mary estava sorrindo ou girando os olhos. Addie terminou de rasgar uma que estava apenas ela e Mary no meio e jogou no bolinho. Denny e Kat se entreolharam e depois se viraram para a filha, que agora pegava a varinha e apontava para o bolinho.

—Addie, filha, o que está fazendo? – Kat perguntou. Addie chorou, eles viram o elfo dela Cricket no canto do quarto, tremendo e chorando.

—A Senhora Adhara, mandou Cricket não se mexer. Ela mandou.

—Vão embora. – Addie pediu. Denny negou com a cabeça, e foi até a filha, se ajoelhando ao seu lado e passando um braço pelo seu ombro. – Me deixem sozinha. – ela chorou.

—O que está fazendo? – Denny perguntou, acariciando os cabelos dela, e Addie chorou em seu peito.

—Eu quero queimar. Eu não quero ver ela mais. Eu não quero. – Addie murmurou soluçando. Kat se ajoelhou em frente a filha, e começou com a varinha a concertar todas as fotos. – Eu sinto tanta falta dela! – Addie se debulhou em lágrimas, chorando no peito do pai, aos soluços, seu corpo tremendo. – Mary era o brilho do nosso grupo. Sem a Mary... O que fazemos sem a Mary, papai?

KESTER’S OFFICER

Eu estava sentada, na sala de espera fazia trinta minutos. Eu escutava no walkman do Adam uma fita do The Clash, e batucava os pés no chão, ao som da música.

Observei um garoto estranho passar na minha frente, com enfermeiras o seguindo. Uma mulher negra e alta passou por mim, reclamando com coco de passarinho nos cabelos. Ela entrou em uma sala e alguns minutos depois botou a cabeça para fora da sala e me olhou. Ela assobiou para mim e entrou de volta para sala. A olhei com a sobrancelha erguida, mas me levantei, e a segui para dentro de sua sala.

Ela já estava sentada em uma poltrona perto da janela, na frente dela tinha uma pequena mesa de centro, e depois outra poltrona. O resto do escritório era aconchegante. As paredes eram de cor salmão e tinha vários quadros de cavalos pendurados nas paredes, tinha uma mesa e uma cadeira atrás dela, na mesa tinha vários enfeites, e porta retratos, ela indicou a poltrona para mim, e eu me sentei a frente dela, colocando a mochila em meu colo.

Ela sorriu, e abriu a janela, para depois pegar um cigarro ascender.

—Eu sou a substituta do Dr. Gill, seus pais me contrataram depois de uma indicação de uma amiga minha, Sra.Cook. Eu sou Dra. Meyer, mas pode me chamar de Kester. – ela sorriu, e pegou uma prancheta na mesinha de centro. – Adhara, certo?

—Addie. – respondi. Ela assentiu.

—Eu pedi para Dr. Gill, para falar para você começar um diário, mas ele disse que você já tem um.

—Você não pode ler. – falei arrogante, ela assentiu.

—Eu não quero ler. É seu, é privado. – ela falou. Ficamos um tempo olhando uma para outra, quietas. – É sempre tão quieta? – ela indagou, fumando.

Dou de ombros, nada interessada em estar nessa sala.

—Tem uma teoria, que diz que você pode descrever a personalidade de uma pessoa nos primeiros cinco segundos que a conhece. – ela murmurou. – O que seus instintos dizem sobre mim?

—Meus instintos dizem que um pássaro cagou na sua cabeça.

Ela riu, e assentiu, e pegou sua varinha.

—Se eu fosse uma trouxa, isso seria um problemão. – ela sorriu. – Então... você sobreviveu as primeiras duas semanas de férias. Na primeira semana, foi difícil, e você arrumou o trabalho e novos piercings para se ocupar, mas o que fez na segunda semana?

—Com o Dr. Gill, nós só conversávamos sobre...

—Eu não sou Dr. Gill. – ela me cortou gentilmente. – Então, o que você fez essa semana?

—Nada demais. – murmurei.

Grande mentira.

Essas primeiras semana de férias podem ter sido umas das melhores da minha vida.

WEDNESDAY

—Eu e a banda vamos sair hoje. – Adam me disse quando eu fui entregar o pedido da mesa número cinco para o cozinheiro. Olhei para ver se tinha alguma mesa nova para fazer o pedido, e como não tinha, me apoiei no balcão e sorri para Adam, que hoje estava atrás do caixa. – Quer vir?

—Seria legal. – sorri. – Meus pais querem que eu vá me divertir, então não acho que vão encrencar. – respondi. Ele sorriu satisfeito. — Onde vamos? – perguntei.

—Em um pub, depois aqui na lanchonete comer algo. E outro dia vamos para a garagem da Liz ensaiar e beber um pouco, tem uma piscina. Está convidada para amanhã também.

O meu pedido ficou pronto, então coloquei em cima da bandeja redonda com cuidado e sorri para Adam antes de sair.

—Estou ansiosa. – sai rebolando de leve, e fui até a mesa colocando o pedido na mesa. O cliente agradeceu, e eu fui atender um grupo de amigos que tinha chego, com surpresa percebi que era o meu grupo de amigos. – O que vocês estão fazendo aqui? – perguntei a Emmeline, James, Remus e Dimy.

—Nós viemos te ver. – Emms, sorriu, se levantando para me abraçar. – Fomos na sua casa, mas seu pai disse que você estava trabalhando.

—Uma Black servindo pessoas, isso não se vê todo dia. – James riu, me beijando na bochecha. Revirei os olhos com um sorriso, e beijei Remus e Dimy na bochecha.

—E onde ta Sirius e Peter?

—Sirius ainda está preso na casa dele, ele que mandou a gente fazer essa reunião e vir te ver. Ele vai pra lá pra casa semana que vem, depois que a namoradinha do Régulos ir conhecer a família. – James me respondeu, olhando o cardápio. – E Peter não responde nossas cartas direito, está se isolando. Amanhã nós vamos a casa dele, quer vir?

—Eu já tenho compromisso. – murmurei. – Que tal hambúrguer, batata-frita e milk-shake pra todo mundo?

Todos concordaram com sorrisos, e eu fiz o pedido e fui entregar para o cozinheiro.

—Seus amigos? – Adam perguntou, depois de uma moça pagar ele.

—Sim, eles vieram me ver.

—Porque não sai? Chamo uma amiga, e ela pode cobrir os pedidos por você.

—Sua avó não vai ligar? – perguntei.

—Ela ta em casa, hoje ela não vem pra cá, e ninguém vai te dedurar. – ele sorriu. – Só esteja em casa as sete, ok? Para irmos pro pub.

—Okay. – sorri, tirando meu avental, e entrando na cozinha, para passar para a ala dos funcionários. Troquei de roupa, e sai, Adam tinha ido entregar os pedidos para meus amigos, e quando eu cheguei lá, ele já saia voltando para o caixa. Me sentei ao lado de Emmeline. – Adam vai achar alguém para me cobrir.

Ficamos um tempo lá comendo e rindo, depois saímos, e ficamos andando pelas ruas e zuando. Eu e Emmeline conseguimos algumas bebidas, mandamos cartas para o Sirius, o irritando, dizendo que estávamos nos divertindo e ele não. Quando deu seis horas, eles foram embora, e eu corri para minha casa.

Meus pais estavam na sala assistindo um desenho animado com Teddy.

—Eu vou sair com Adam. Agora. – murmurei, indo beber água na cozinha. – Tudo bem?

—Vai voltar que horas? – meu pai perguntou. Bebi a água e fui o beijar na bochecha.

—Sei lá, umas dez? Adam não falou.

Meus pais se entreolharam, mas assentiram, e eu sorri animada e corri para meu quarto, para tomar um banho e me arrumar.

Eu coloquei um vestido roxo colado, sem decote, que mostrava bem minhas curvas, amarrei uma jaqueta na cintura, e coloquei meu tênis branco de sempre, deixei meu cabelo solto, e passei um batom escuro. Joguei o perfume que Jay tinha me dado, e finalmente desci, era sete e dez da noite, e Adam estava sentando-se à mesa de jantar com os meus pais. Meus pais jantavam, com Teddy aprendendo a comer a própria sopa sozinho, e Adam, apenas bebia um suco rindo com eles.

Ele se virou e meu viu. Eu sorri para ele, admirando sua blusa branca colada, uma calça jeans meio rasgada e uma jaqueta preta de couro. Me despedi dos meus pais, e puxei Adam para fora. Ele me levou até sua kombi, e entrou logo em seguida.

Eu e Adam conversamos um pouco, mas como o pub não era muito longe, não foi tanto. Nós descemos e Adam veio até mim, e passou o braço pelo meu ombro. Eu olhei para o outro lado para ele não ver o meu sorriso bobo.

Entramos no pub, e Adam me guiou até uma mesa barulhenta, onde tinha dois garotos e uma garota, e eles gargalhavam e tomavam cerveja.

—Pessoal. – Adam chamou a atenção. – Esse é a Addie. – ele apresentou.

Eu sorri para eles, que sorriram de volta. Sentamos-nos na mesa, e Adam pediu duas cervejas para nós.

—Addie, essa é a Astrid. – ele apontou a garota ruiva, que piscou para mim, fazendo os outros dois garotos rirem. – Esse é o Marshall, mais conhecido como Marshmallow e esse é o Eddy.

Sorri para o garoto super alto, e o negro cheio de tranças ao lado.

—Marshmallow? – perguntei, bebendo da minha cerveja com um canudinho.

—Nem pergunte. – ele respondeu, revirando os olhos. – Eles são idiotas.

—Ownnn, mas combina Marshmallow e o Cookie. – Eddy riu, junto de Astrid. Ri da cara de Adam, que sorriu com o trocadilho do nome dele.

—Então, Addie... Adam fala tipo muito sobre você. – Astrid sorriu.

—Espero que seja bem. – ri.

—Sempre. – Adam sorriu, mordendo o lábio, e eu o achei simplesmente sexy.

—Ele contou sobre as coisas que estão acontecendo com você, tipo da sua amiga. – Marshall falou. – A gente queria dizer que sentimos muito.

—Obrigada. – murmurei. – Adam está sendo uma ótima companhia, então ajuda bastante.

Eddy suspirou, e me deu uma câmera.

—Porque não faz algo útil e tira foto dos maiores músculos da Grã-Bretanha, baby? – ele riu, mostrando os braços. Todos gargalharam e eu ri, tirando a foto, enquanto Marshall e Astrid apertavam os músculos de Eddy. A foto saiu e eu chacoalhei e mostrei a Adam, que riu.

—Eu já volto. – Adam sussurrou no meu ouvido. Assenti, e observei os três amigos rirem, falando sobre os músculos de Eddy.

—Saca só, Addie. – Astrid apontou. Adam subia no pequeno palco, com um violão na mão. – Sempre que a gente vem aqui, Joe o dono do pub, pede pro Adam cantar. -suspirei completamente e perdidamente encantada, enquanto Adam cantava uma música dos Beatles. -Você nem consegue disfarça sua cara. – Astrid riu.

Enquanto Marshall e Eddy gritavam e berravam o nome de Adam, batendo palmas e socando a mesa.

—O que?

—Essa cara de apaixonada.

—Não estou apaixonada... talvez tenha uma queda. – respondi. Ela riu, e assentiu, fingindo que acreditava, e voltamos a olhar Adam cantando Octopu’s Garden.

Adam era incrível. Falei isso a ele, assim que ele voltou.

—Obrigado. – ele riu.

—Você canta e toca super bem. – murmurei, flertando. – E você ainda tem que me ensinar a tocar aquele violão, lembra?

—É, claro. – ele riu, e senti a respiração dele em meu rosto, só então notei o quanto próximos estávamos próximos.

Eddy chamou nossa atenção, pedindo para Adam colocar uma música descente na jukebox. Peguei a moeda antes que Adam.

—Eu coloco. – falei.

—Eu quero que Adam coloque. Ele entende de música. – Eddy falou.

—Eu sei também. – falei, dando de ombros, já empinando o nariz.

—Escuta, Sugar...

—Sugar?

—É, Cookie precisa de um pouco de Sugar (Açúcar), não é? – ele falou. Adam riu, ao meu lado. – Então, Sugar...

—É, Addie. – falei. Eu não tinha ligado para o apelido, na verdade eu tinha gostado, mas Eddy me olhava como seu eu fosse uma grupie que não sabia nada de música.

—Tanto faz, é minha moeda e eu quero que Adam escolha uma música. – ele falou.

Adam estava pronto para interferir, mas eu olhei para Eddy com descaso.

—Se você não gostar da música, eu devolvo sua moedinha. – debochei. Adam, Astrid e Marshall riram, e eu me levantei e rebolei até a jukebox. Procurei uma música boa, decidida a impressionar, então decidi e coloquei.

She Came In Through the Bathroom Window.

Astrid e Marshall gritaram e socaram a mesa, Adam riu e bateu palmas. Voltei sorrindo convencida, e Eddy, ergueu a cerveja dele para mim.

—Boa escolha. – ele falou.

—Nada é nada mau para um mainstream. – falei, sorrindo, com o nariz empinado.

—Eu gostei dela. – riu Astrid, socando o braço de Adam. – Aqui, Addie, consegue beber tudo?

Era um copo gigante de chop, então sorri, e peguei, comecei a virar, eles começaram a gritar e eu observei Adam de lado, ele sorria e gritava com os amigos.

Eu sorri também, enquanto bebia.

Adam sempre me fazia sorrir.

Estavamos agora na lanchonete da avó do Adam, e pedimos uma pizza, batata-frita e linguiça.

O que eu sei do grupo até agora.

Adam.

Ele é o único que conheço, nós nos afastamos quando comecei a namorar o James, mas agora estavamos mais amigos do que nunca.

—Não tem recheio! – Astrid falou, olhando a pizza, quando ela briu.

—Você abriu de cabeça para baixo, sua maluca. – riu Eddy.

Astrid gargalhou, e epgou o ketchup, jogando na pizza.

Astrid.

Ela era fofa. Fofa, mas também muito safada. Eu só a conhecia a duas horas, mas não a imagino tendo qualquer tipo de pensamento negativo.

—Eu não ligo para o que dizem Joan Jett é mais gostosa do que que Wanda Jackson. – Eddy riu, com comida na boca. – Joan Jett é tipo a roqueira mais sexy do mundo.

—Ela nem é tão famosa. – riu Marshall.

—Mas, acreditem quando eu digo Joan Jett é uma deusa do rock. – riu Eddy.

Eddy.

Eddy era meio mal-humorado com pessoas que ele não conhecia, mas depois de alguns minutos conversando ele era definitivamente, uma das pessoas mais engraçadas e sacanas que eu conheço.

—Mas só existe uma mulher mais gostosa do que as duas. – ele continuou.

—Quem? – Marshall perguntou.

—Sua mãe. – ele gargalhou. Marshall pegou o ketchup e espirrou tudo em Eddy, que tentou se defender com as mãos. Eddy pegou uma linguiça, e tacou. Atingiu Marshall na bochecha.

Marshall.

Marshall era tão alto que minha cabeça ficava em sua barriga. Ele era metade rockeiro, metade geek. Ele era tímido, mas quando falava sobre música, não calava a boca.

Gargalhei, com a guerra de comida que começou, e peguei batata-frita jogando em Eddy. Adams e meteu pegando a pizza e tacando na cara de Astrid. Começamos uma guerra de comida, que acabou com nós sendo expulsos da lanchonete e o cara gritando que ai contar para a avó do Adam o que ele andava fazendo.

Andamos pela rua, sujos de ketchup, mostarda e restos de comida, paramos perto de um pub cheio de gente e Eddy pediu para uma mulher tirar uma foto nossa com a câmera. Ela tirou a foto, e depois de pegar a câmera e a foto, ele começou a dar em cima dela.

Peguei a foto e chacoalhei. Eddy estava de cavalinho em cima de Marshall, e os dois exibiam os músculos rindo, Astrid estava ao lado deles gargalhando, e Adam ao lado dela rindo também, com o braço sobre o meu ombro, e eu o olhava sorrindo.

—Os músculos de Eddy nem cabem na foto. – ri.

FRIDAY

—Vai sair com Adam, de novo? – minha mãe perguntou. Assenti, me ajeitando na frente do espelho, em meu quarto. Eu usava uma calça jeans, uma blusa preta sem mangas e com decote e uma blusa xadrez marrom, na cintura – De novo?

—Vou ver a banda dele ensaiar. – respondi – E depois nós vamos pra casa do James.

—Depois quando?

—Em umas três horas? Lá pra hora do almoço. – respondi. Minha mãe concordou e então eu peguei minha mochila e saí do quarto. Desci as escadas com pressa e peguei um bicoito na cozinha, antes de sair de casa. O som dos instrumentos já começava a se espalhar pela rua. Sorri animada e caminhei sentindo o quente sol do verão em minha cabeça. Assim que cheguei na garagem, vi Adam dedilhar o violão, enquanto Eddy o acompanhava no teclado, parecendo que tirava as notas de ouvido. A banda observava Adam tocar e Marshall logo começou a acompanhar na segunda voz, testando tons e tudo o mais

... só com você, que meus pés se separam do chão. A iluminar toda a escuridão, do meu coração... eu pareço voar, cada vez mais perto do sol... decolar para te encontrar... e tê-la em minhas mãos... só com você...— foi quando ele me viu e deu um sorriso me mandando uma piscadela – Só com você... só com você...— ele parou de tocar e sorriu – O que acharam?

—É um bom refrão. – murmurou Marshall.

—Eu gostei. – concordou Astrid.

—Nhé... muito piegas. Oi, Sugar! – riu Eddy.

—Olá. – caminhei até o sofá surrado que tinha lá e os olhei curiosa – Vim para assistir o ensaio.

—Sim, o Cookie avisou a gente. – riu Astrid – A Esther já está chegando também...

—Oi, gente! – disse uma garotinha chegando de bicicleta.

—Céus, não morre mais. – riu Eddy e Marshall sorriu indo beijar a namorada. Tiveram que esperar uns cinco minutos até que os dois terminassem e eu gastei esses minutos com Adam, é claro. Conversamos sobre a música e ele mostrou mais alguns versos que tinha escrito. Tentei ajudá-lo, mas descobri que não levava o menor jeito para aquele tipo de coisa.

O ensaio foi muito legal. Esther parecia super empolgada e apaixonada, enquanto Marshall cantava para ela. Ele e Adam eram quem faziam as composições das músicas e boa parte delas eram mesmo românticas.

—Há quanto tempo você e o Marshall namoram? – perguntei enquanto a banda se reunia para debater sobre um tempo de uma música, sobre se aceleravam ou não durante uma parte.

—Há anos, já. – respondeu ela. Pisquei surpresa, pois eles pareciam aquele casal que acabara de se conhecer – Estamos pensando em nos casar quando terminarmos a escola. Nós dois vamos para a mesma Universidade. – explicou ela – Ou ao menos é o plano.

—Eu achei que era início de namoro. Pareceu início de namoro. – murmurei com um sorriso.

—Quando você encontra a pessoa certa, sempre parece. – suspirou Esther e eu sorri, mirando Adam. Ele me olhou na hora e piscou para mim.

Eu amei o ensaio.

Antes de irmos para a casa do Jay, fui lanchar com Adam e nós tomamos um sorvete para refrescar. Estava fazendo muito calor. Adam me deixou em casa e disse que iria sair com os primos Travers e eu concordei dando de ombros.

A tarde na casa de Jay foi a mais triste de todas as nossas festas na piscina. Frank não tinha aparecido, pois parecia que algo tinha acontecido com a Emily. Mas nosso pesar era por conta de Mary. Toda hora alguém se lembrava de algo e ficávamos tristes. Peter chorou boa parte da tarde e Jay simplesmente não conseguiu alegrá-lo. Emmeline estava tão triste, que não deu atenção às investidas tímidas de Sirius. Logo, até Sirius estava parecendo melancólico, enquanto tomávamos suco da beira da piscina.

—Nunca deveríamos ter vindo sem Aluado. – resmungou James.

—A mãe dele está doente também, né? – perguntou Emmeline e James concordou. Mas nós sabíamos que era por motivos lunares que Remus não pudera vir.

Acabamos colocando um vinil dos Beatles e nos contentamos em ficar juntos, mesmo que em silêncio.

SATURDAY

—Você está meio distraída. – Adam comentou. Dei de ombros, pegando o cigarro da mão dele. Estávamos fumando, sentados perto da janela dele, eu com o violão branco que Adam tinha me dado, e ele com o que ele tinha faz tempo.

—Eu não tenho olhado muito O Profeta, ou lido muito as cartas dos meus amigos. – contei. – Eu descobri hoje, que os pais da Emily morreram, e o irmão mais novo. Ela os encontrou mortos na casa dela. – murmurei. Adam assentiu, e percebi que ele já sabia disso, mas provavelmente não quis comentar comigo. – Eu queria mandar uma carta para ela, pra ver como as coisas estão, mas... eu enfiei a cara dela na privada, não acho que eu seja a pessoa mais adequada para confortá-la. Então eu enviei uma carta pro Remus, o mandando perguntar para Emily como ela está, e ele disse que já tinha feito isso, e que ela não respondia nenhuma das cartas dele, ou de Frank e Dorcas. Ela deve estar fodida da cabeça, como eu.

—Você não está fodida da cabeça. – Adam riu. – Só tem alguns parafusos faltando, mas logo eles vão se parafusar de volta.

Eu ri.

—Espero que sim.

— Sem a loucura que é o homem. Mais que a besta sadia, Cadáver adiado que procria? – Adam cantou, dedilhando. – Sem a loucura que é o homem?

Sorri e peguei direito o meu violão tentando imitar os gestos dele. Adam parou de tocar e veio me ajudar, me indicando onde colocar os dedos.

—Assim? – perguntei, dedilhando um pouco. Ele assentiu satisfeito.

—Está ótimo. Você é ótima, Addie.

TODAY

—Então, você foi em um pub e uma festa na piscina, ficando com seus amigos, teve aula de violão, e foi… ok? – ela perguntou. Dei de ombros, e ela parou de anotar na prancheta e me olhou. – Addie, essas sessões são para você se abrir, discutir com alguém, nesse caso comigo, sobre como está se sentindo.

—Eu já disse. Foi legal.

Ela assentiu.

—Me diga como está se sentindo agora. Seja honesta. – ela murmurou, como eu não disse nada, ela suspirou. – Okay, então eu falo como estou em sentindo. Há duas semanas atrás descobri que meu marido estava tendo um caso, e ele me expulsou de casa, dizendo que a casa que compramos juntos era só dele. Desde então estou dormindo no sofá do meu irmão, e hoje eu acordei e não tinha leite. – ela bufou. – Eu comprei a porra do leite, e ele usou pra comer a porra do cereal. E eu saio de casa, para trabalhar e um maldito pombo caga na minha cabeça. E eu conheço minha nova paciente, e ela é totalmente fechada. – ela termina com um sorrisinho. – Então, como você se sente?

Suspirei.

—Eu odeio estar aqui. Eu odeio essa... maldita sala. – murmurei. Ela assentiu.

—O que odeia mais aqui?

—Os quadros de cavalo. Eles são uma droga.

Ela riu, e se levantou, pegou um quadro e simplesmente o jogou pela janela. Abri a boca chocada e ri.

—Você não vai se meter em problemas por isso? – perguntei, e ela deu de ombros.

—Se perguntarem eu digo que foi você.

—Eu vou dizer que é mentira.

—Em quem vão acreditar? Não sou eu que tenho problema. – ela falou, e eu gargalhei. -E esse quadro de sombra? – ela perguntou, apontando um quadro ao lado dela.

—Me lembra um absorvente. – falei, e ela sorriu, e o jogou pela janela também

—E o da borboleta? – ela perguntou. Olhei o quadro de borboleta atrás dela e sorri.

—Esse eu gosto.

—Eu também. – ela sorriu, e voltou a se sentar.

—O que seus instintos disseram sobre mim depois de cinco segundos? – perguntei curiosa.

—Meus instintos me disseram que você é forte, mas está frágil no momento, como uma grande águia tentando sair de uma gaiola. Mas se acreditasse em mim, tudo ficaria bem.

Eu sorri.

Notas finais
Uhuuul! Prontinho. Espero que tenham gostado do capítulo!! =D Quem aí ama o Adam?? o/ HEehehehe Beijo e partiu prévias 1 - "A primeira vez que ele tinha vislumbrado a vizinhança da avó, a tinha achado imunda, nojenta, suja, feia, infestada de pulgas, fedida... resumindo, um terror. Mas com o passar do tempo, começou a ver graça naquele lugar trouxa. E o que começou como sendo uma obrigação, ter que ficar com a avó nas férias, se tornou algo que ele amava fazer. Principalmente depois... Adam se debruçou sobre o parapeito e viu Addie pentear os cabelos, se olhando no espelho, parecendo abatida. Sim... ele amava a casa de sua avó." Perspectiva do Adam ♥ 2 "-Onde você aprendeu aquilo? Da abelha? —Eu fui para um acampamento uma vez, ensinaram isso. – ele respondeu, chegando mais perto. —Sério? – indaguei, quando ele parou a um passo de mim. —Não, eu inventei. Eu só queria chupar sua mão, na frente dos seus pais e todos os amigos deles. Eu ri levemente corada. Adam me fazia corar por tudo." ♥ HEhehehe Beeeijos! A gente se vê por ai ^~