When We Were Young

105 Addie In The Sky With Diamonds


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOO, CHANELS! Demorei bem menos, hã? Desculpe toda essa demora em atualizar e espero que logo com mais capítulos vindo volte a ter mais comentários :) Mas se por um acaso não voltar e a média de comentários ser a dos últimos capítulos iriei continuar postando, pois já terminei de escrever o sexto ano e só irá faltar o sétimo para finalizar essa fanfic :)))) Obrigada a: — Leah Hatter — Setembro — Ayla Black — Giovanna Di Angelo Riddle — Yadme — Wolfie Sério, muito obrigada mesmo por tirarem um tempinho para ler e me deixar um comentário, o capítulo é totalmente dedicado a vocês ♥♥♥ CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! ENJOY ♥

ADDIE IN THE SKY WITH DIAMONDS

HOGWARTS

1977

6th YEAR

—Remus, não vai funcionar! — ralhou Adhara. Remus bufou e cruzou os braços com um biquinho. — Desista.

—Não, Addie, não! — ele falou, decidido.

Sirius tragou seu baseado, e olhou para James e Peter, que também tragavam o próprio baseado. O quarto estava cheio de fumaça que saia pelas bocas dos meninos. Eles haviam desistido a muito tempo, enquanto Remus continuou forçando.

O feitiço do Patrono.

Peter foi o primeiro a desistir depois da quinta tentativa. Ele se jogou no chão e ficou lá, com seu baseado. Sirius veio logo depois, ele tentou pela décima vez, e desistiu por ficar muito entediado, então se sentou perto de Peter e começou a folear uma antiga revista de mulher pelada. James demorou mais que os dois primeiros, havia tentado vinte e cinco vezes, antes de desistir, por estar muito frustrado.

E ficou apenas Remus e Adhara. Ele a forçava a tentar, enquanto ela reclamava dele, fazendo tentativas falhas.

—Nós não conseguimos fazer quando aprendemos no quinto ano, com um professor. Não vamos conseguir agora. — Adhara bufou. — Ainda mais agora que eu estou…

—Que você está maluca e quebrada. — completou Peter, que levou um chute na barriga de Sirius. Peter guinchou de dor e isso fez Sirius dar sua gargalhada típica que lembrava a latidos.

—Eu não vou conseguir fazer o patrono agora que eu estou maluca e quebrada. — concordou Adhara, olhando para Remus. — Desculpe, Remy, mas…

—Você consegue! — disse Remus.

—Não, eu não consigo…

—Se eu conseguir… você tem que prometer que vai tentar até conseguir também. — pediu Remus. Adhara revirou os olhos, mas assentiu, afinal Remus estava tentando tanto quanto ela, e também sem sucesso nenhum.

—Eu prometo. — ela disse. James e Sirius se entreolharam e riram.

—Eu aposto que nenhum dos dois vai conseguir. — falou James.

—Eu aposto que Remus vai tentar até fritar o cérebro, e quando ele conseguir, Addie vai desistir. — disse Sirius.

—Eu aposto que eles conseguem. — riu Peter, chapado.

—5 galeões. — falou James. — Apostado!

Remus revirou os olhos para os amigos e apertou sua varinha na mão. Sua varinha tinha 26 cm, feita de cipreste, e continha um núcleo de pelo de unicórnio e era "flexível". Remus adorava sua varinha, depois que foi mordido achou que nunca teria uma, mas agora ele tinha e uma muito fiél. Ele apertou os dedos na varinha outra vez, decidido e confiante.

Seus amigos se esticaram para frente para verem, mas Remus primeiro fez apenas um feitiço para dissipar a varinha.

—Não adianta ser memórias felizes, se… — ele murmurou — … se você nunca sentiu real felicidade. — ele disse, pensando no assunto. Apesar de Remus ser considerado a pessoa mais triste e depressiva do grupo todo, ele já havia sentido real felicidade. Ele procurou a memória dentro de si. Não era algo específico, eram momentos que o faziam se sentir feliz e quando pensava em todos, achava que explodiria de felicidade. Remus pensou primeiro da sua primeira imagem de Hogwarts, no barco com seus mais novos amigos, olhando aquele castelo imenso. Aquela memória tinha muita importância para ele, já que ele achava que nunca aprenderia magia. E depois pensou em si mesmo correndo em um corredor, fugindo de Filch com seus amigos, depois seus amigos dizendo que ainda seriam seus amigos mesmo após descobrirem que ele era um monstro. Lembrou da primeira noite de lua cheia com os Marotos, lembrou dos olhos de Mary girando, Francesca o beijando, Emily o beijando pela primeira vez, Emmeline lhe dando um olhar safado e depois rindo alto, Frank e Alice se beijando no dormitório e dividindo uma sopa com ele, Dimitre o defendendo de um sonserino que o chamou de mestiço mesmo que ele tivesse braços magricelas, Dorcas o olhando tímida e querendo ser sua amiga na biblioteca, Marlene piscando para ele para fazer ciúmes em Sirius, Lily estudando com ele na biblioteca.

Então, lembrou de Sirius socando a cara de um garoto do sexto ano quando eles tinham quatorze só porque ele chamou Remus de nerd. James gritando alto e rindo em cima da vassoura que ele havia obrigado Remus a subir, que estava agarrando sua cintura e quase chorando de medo, mas gostando do vento em sua cara. Peter e ele dividindo uma simples barra de chocolate em frente a lareira do Salão Comunal, enquanto Remus o ajudava com uma lição. E Adhara… ela sorrindo para ele com 12 anos e o beijando, ela dançando com ele na Casa na Árvore após brigarem, ela segurando sua mão após de acordar do coma. Pensou na felicidade que sentiu quando a viu abrindo os olhos. E finalmente, pensou em sua mãe cuidando de um de seus machucados após a lua cheia, e seu pai lhe trazendo chocolates. Pensou em tudo que amava.

Ele deixou aquele sentimento o preencher.

—Ele vai fazer ou não? — escutou a voz de Peter.

Remus sorriu e em um sussurro com seus olhos fechados, ele proferiu as palavras.

—Expecto Patronum. – saiu mais baixo que um sussurrou e saiu com toda a força. Remus sentiu seu corpo vibrar e após seus amigos soltarem exclamações ele abriu os olhos, foi como se algo tivesse saído de sua alma.

Ele viu uma tipo de fumaça brilhante, um jato, um Patrono incorpóreo, mas então a fumaça foi tomando forma e um lobo apareceu, e logo Remus notou a semelhança com o seu lobisomem. O animal pareceu uivar e começou a correr pelo quarto.

—MERLIN! — gritou Peter, entusiasmado. Adhara abriu a boca em choque e James gargalhou batendo palmas.

—Eu disse que ele conseguia, James. — riu Sirius. Todos olhando impressionados o Patrono.

Remus sorriu e suspirou aliviado, seu patrono foi desmanchando e pareceu voltar com tudo para dentro de seu corpo. Sumindo. Ele gargalhou feliz, se sentindo tão bem quanto quando comia chocolate.

—Meu caro, você é fenomenal. — disse James, tragando seu baseado.

—Obrigado, James. — riu Remus. Ele estava extremamente satisfeito e olhou para Adhara.

—Você vai ser um grande bruxo, Remus. — ela disse, com um sorrisinho.

—Eu estou com inveja. — disse Sirius. Remus sorriu novamente, e todos começaram a encarar Adhara que desviou o olhar, fingindo não perceber.

—Você prometeu. — falou Remus para Adhara, que logo bufou e cruzou os braços. — Você prometeu. — ele repetiu calmamente. Os meninos assentiram todos em conjunto e sincronia.

—Eu não sei se consigo… — ela murmurou.

—Você não tem que pensar em apenas uma memória feliz. — disse Remus, enquanto Adhara segurava a própria varinha. — Talvez para algumas pessoas não exista a memória mais feliz e sim uma coletânea de memórias em que você estivesse tão feliz que… quando se lembra sente a verdadeira felicidade.

Adhara o olhou e depois mirou a sua varinha e a ergueu, ela tentou pensar em momentos felizes em sua vida. Pensou em Remus dançando com ela na Casa na Árovre, pensou em quando Sirius a disse que a amava pela primeira vez, lembrou de seu último beijo com James, e quando ela abraçou Peter, lembrou da risada doce de Mary, e em Emmeline a abraçando forte, ela tinha tanta coisa para lembrar, mas tudo parecia vir com algo tão triste que a faria chorar a qualquer momento. Quando ela estava dançando com Remus foi quando ela e Adam brigaram e ficara sem se falar por semana, enquanto poderiam ter aproveitado mais que tudo, quando Sirius disse que a amava, foi após seus pais saírem da Casa dos Black e ela ficar tão triste de ter deixado o primo para trás, seu último beijo com James foi quando ela teve seu coração quebrado, o abraço de Peter foi quando os dois estavam tão quebrados que era a única coisa que podiam fazer, a risada doce de Mary a lembrava de como ela nunca mais iria escutá-la, Emmeline a abraçando forte a lembrava de que foi quando ela acordou do coma e a melhor amiga estava em prantos. Naquele momento parecia que tudo que Adhara já tivesse sentindo de felicidade na vida vinha com algo ruim junto, um sentimento de vazio.

Ela não sabia se era verdade, ela não conseguia pensar com clareza. Ela havia sido muito feliz em muitos momentos em sua vida, e ela sabia disso, mas de alguma forma ela simplesmente não conseguia achá-los. Ela tentou, por Remus.

—Expecto Patronum. – ela disse. Nada aconteceu. Nem mesmo um fiapinho brilhante, foi como se ela nem tivesse proferido o feitiço. Ela suspirou e olhou Remus. — Eu não consigo. Eu não consigo achar memórias inteiramente felizes… eu não estou feliz, Remus.

—No que você estava pensando? — ele indagou.

—Eu pensei sobre você. — ela murmurou. — Sirius, James, Peter, Emmeline… Mary. Eu tentei pensar em momento felizes com vocês, mas…

—Não foi o suficiente. Nem de perto. – ele disse. — Tem que ser forte, mais forte.

—Mas, eu não sei no que pensar. — disse Adhara. — Não sei que memória pensar… eu só não sei.

—Pense!

—Eu lembro uma vez… um pouco antes que começarmos o quinto ano… estava eu, Adam, Teddy e meus pais e estávamos comendo uns lanches e assistindo TV, e Teddy ficou entediado e colocou uma música dos Beatles, ele só colocou um disco qualquer para tocar, não sabia em qual era e… Lucy in the sky with diamonds começou a tocar e meu pai começou a dançar com minha mãe e depois Adam me tirou para dançar e Teddy comia seu lanche e enquanto eu girava e escutava as risadas das pessoas que amo, eu fiquei… feliz. — ela disse. — Acha que é feliz o suficiente?

Ele ficou quieto, a mirando com seus olhos âmbar, e não parecia um olhar de pena, ele apenas a olhava, enquanto Peter tinha pego no sono, com o baseado na boca, Sirius parecia entediado, sentado no chão, encostado na cama, com a cabeça deitada e olhando para o teto e James era o único que os olhava, apesar de não parecer muito concentrado.

Addie in the sky with diamonds. — cantou Remus. Adhara o olhou extremamente surpresa. — Addie in the sky with diamonds. — ele cantou novamente e isso acordou os garotos que começaram a encarar Remus também.

—Porque você está cantando Beatles para mim? — perguntou Adhara, em um sussurrou.

—Picture yourself in a boat on a river. With tangerine trees and marmalade skies Somebody calls you, you answer quite slowly... — ele continuou cantando, sem a responder. — A girl with kaleidoscope eyes. — ele falou, om um sorriso. — Addie in the sky with diamonds. – ele riu. Adhara riu também.

—Você é um bobo, Remus. — ela disse, sem segurar o sorriso.

—Eu sei. — disse Remus. — Tente novamente, deixe te preencher.– ele pediu. Adhara revirou os olhos com o sorriso preso no rosto e ergueu a varinha. — Addie in the sky with diamonds. Addie in the sky with diamonds… — ele cantou. Sirius, James e Peter começaram a fazer um coro, balançando a cabeça no mesmo movimento. Adhara gargalhou, olhando os amigos e depois Remus. Ela sorriu de verdade.

—Expecto Patronum. – ela murmurou, bobamente. Um jato saiu de sua varinha assim como de Remus e pairou na frente dela como um escudo de proteção que saia de sua varinha. Ela riu alto, e seus amigos começaram a comemorar assim como fizeram com Remus. O feitiço a fez se sentir extremamente bem e ela sentiu seus cabelos voaram com o quão poderoso era aquele escudo branco e brilhante.

Não foi um patrono corpóreo, mas para Adhara foi suficiente.

—Eu sabia. — sorriu Remus. — Você é incrível. — ele disse. Adhara mordeu o lábio, sem parar de sorrir.

—Eu te amo, Remus Lupin. — ela gargalhou e se curvou lhe dando um beijo estalado nos lábios, bem inocente. — Eu tenho que fazer uma coisa. Vejo vocês, depois.

Ela saiu correndo do dormitório, deixando um Remus corado sentado no chão, tocando no carpete um pouco nervoso. Peter sorriu pegando os galões de Sirius e James da aposta que havia acabado de ganhar. James olhou Remus e revirou os olhos.

—Merlin, Remus. — disse James. — Está tãoooo na cara.

—O que?

—A sua queda pela Addie é tão óbvia. — disse Sirius, revirando os olhos também. — Eu realmente tenho vontade de arrancar meus olhos quando eu vejo você com essa cara da idiota apaixonado, estúpida.

—Apoiado. — riu Peter.

Remus corou mais ainda, e soltou um muxoxo.

—Não sei sobre o que vocês estão falando…

—Só converse com ela. — disse James.

—A sua queda está tão óbvia que dá pra ver do espaço, Remus.

Adhara gargalhou e depois o olhou, com seus olhos azuis escuros brilhando e parecendo sorrir para ele. Ele sorriu de volta, encantado com a beleza dela. Seus cabelos loiros balançando no ar, enquanto ela ria e balançava no balanço. Ele se sentia apaixonado, vendo aquela garota sorrir para ele.

—Porque está me olhando assim? — ela riu. Ela parou de balançar, colocando os pés no chão, mas continuou sentada no balanço. Ele a olhou inteira, vendo o vestidinho floral dela, era escuro e de mangas longas que se abriam em uma boca de sino, e o vestido tinha um bonito decote. Ela usava uma gargantilha de veludo preto e brincos de argola. Ele olhou mais para baixo e ela usava uma meia calça preta e sapatos pretos de salto. — Você vai me responder ou não? — ela riu, novamente.

Ele apenas se aproximou dela, sem dizer uma palavra, com um sorriso gentil no rosto. Ela riu novamente e ele notou o quanto ela não parava de rir, parecia muito feliz.

—Eu gosto de olhar para você. — ele disse.

—Eu sei. — ela falou. Adhara o puxou pela mão e ele ficou na frente dela. Ela sorriu. — Me beije, Remus Lupin.

Me beije, Remus Lupin.

Me beije...

—Remus! Remus! Acorde! — gritou Sirius em seu ouvido.

Remus acordou assustado e olhou para o amigo que pairava sobre sua cama. Siirus lhe deu um peteleco em sua testa e riu.

—O-o que?

—Jogo de Quadribol. Grifinória vs Lufa-Lufa.– disse Sirius. Remus se sentou, coçando os olhos. — Parecia que estava tendo um sonho bom.

—Não foi. — murmurou Remus. — Eu estava fazendo os NOMs novamente…

—Então, parece que o NOMs te excita. — disse Sirius, com um sorriso malicioso e debochado. Remus o olhou confuso, então desceu os olhos para o próprio colo e viu o grande volume na sua calça do pijama. Ele corou, e jogou a coberta em cima de seu corpo. — Eu vou te deixar sozinho, e a gente se vê no campo, está bem? Assim te da tempo de… resolver o seu problema com os NOMs. — ele falou, andando para trás. Remus corou mais ainda.

—Eu não vou…. Eu não vou fazer aquilo! — ele berrou para Sirius, que gargalhava, enquanto fechava a porta do dormitório. Remus bufou, vendo que estava sozinho no quarto, então mirou o seu colo, pensando.

Talvez ele fosse fazer aquilo antes de ir para a partida de Quadribol.

—ADHARA BLACK ESTÁ DE VOLTAAAAAA! — berrou Glenn Pampbell, irradiando a partida. – Marlene Mckinnon se encontra na torcida como sempre e nossa Dupla Black está de volta!

Remus olhou Adhara voar rapidamente para uma direção, enquanto Sirius voava para outra, James voou para o alto para ter uma visão melhor do jogo, e logo a goles havia sido jogada para cima.

Dimitre ao lado de Remus, aplaudiu e gritou o nome do irmão. Remus o imitou e depois gritou o nome de Adhara, que pareceu escutar, pois virou o rosto para ele de onde tinha acabado de rebater um balaço. Remus gritou o nome de James também, para amaciar o seu ego, porque da última vez ele tinha ficado chateado porque Remus não torceu o bastante para ele.

—O que ela está fazendo aqui? — Remus ouviu Alice perguntar para Dorcas. Os três olharam para a menina ao lado de Dimitre. Leh Soto torcia alto para a Grifinória.

—Dimitre me disse que ela perguntou se podia ficar com a gente na arquibancada e ele deixou. — contou Remus. As duas deram de ombros e voltaram a olhar o jogo.

—VOCÊ ESTÁ UMA DELICIA, BABE! — berrou Alice para Frank, que lá onde estava as líderes de torcida mandou um beijo para Alice e depois bateu na própria bunda. — Ah, se a Grifinória ganhar eu totalmente vou trepar hoje a noite. — ela disse com um sorriso.

—Você vai trepar se a Grifinória ganhar ou não. — riu Dorcas. Alice riu também e piscou para ela.

—Eu sei. — ela disse. — E você, Remus? Vai trepar hoje a noite?

—Acho que não, Alice.– ele respondeu.

—Vai ser só você e sua mão, como hoje de manhã? — indagou Alice, brincalhona. Dorcas riu balançando a cabeça e Remus corou, confuso.

—Sirius contou pra todo mundo que você ia se atrasar porque precisava de um tempo sozinho antes. — contou Dimitre. Leh ao lado dele riu.

—Eu podia te ajudar com isso, Lupin. — ela brincou. Remus corou, querendo afundar no lugar.

—Sirius é muito inconveniente, as vezes. — murmurou Dorcas para ele. Remus sorriu para ela, enquanto Alice e Dimitre já tinha voltado a prestar atenção no jogo. — Pelo menos, é melhor que James, que é inconveniente o tempo inteiro. — ela riu.

—Eu lembro uma vez no segundo ano, em que Diana Rosier tinha manchado a saia de sangue e James gritou para todo mundo que ela estava morrendo. — contou Remus, enquanto Dorcas gargalhava. — Ela chorou, mas James realmente não entendia o que era menstruação.

—Ele é melhor. — ela riu.

—MAIS DEZ PONTOS PARA GRIFINÓRIA! — berrou Glenn Pambell, e a torcida vibrou.

—Que bom que Addie está nesse jogo. — comentou Alice. — Eu realmente acho que ela está melhorando.

—Ela foi vista indo para a Sala da Marrythought. — disse Leh e aplaudiu quando Yuri tirou a goles do outro time. — Achei que ela fosse voltar para a torcida.

—O que ela foi fazer, então? — murmurou Dimitre, confuso. Remus também franziu a testa confuso.

—Ela…

—MERLIN! MERLIN! — berrou Glenn. — SIRIUS BLACK LEVOU UM BALAÇO EM CHEIO NA CABEÇA POR WILL HOULT! NA CABEÇA! ELE ESTÁ CAINDO! — ele berrou, loucamente. Todo mundo começou a gritar, vendo o corpo de Sirius cair da vassoura. — ELE ESTÁ CAINDO! ELE VAI BATER NO CHÃO! ELE VAI MORRER! BLACK VAI MORRER!– ele continuou. Remus prendeu a respiração nervoso, e sentiu Dimitre agarrar seu braço. — YURI PETROVICH CONSEGUIU O SEGURAR COM A AJUDA DE JAMES POTTER! ELES ESTÃO O LEVANDO PARA O CHÃO!

—Ele está sagrando. — disse Alice, apontando para o gramado, onde haviam deitado Sirius.

—Meu Merlin! — gritou Dimitre, ele saiu correndo das arquibancadas.

—Vai, Remus, vai. — empurrou Dorcas, porque Sirius havia desmaiado, o jogo havia parado.

—Espere, onde está… onde está Addie? — indagou Remus, olhando ao redor. Alice e Dorcas começaram a olhar também, então escutaram um grito masculino e Will Hoult foi caindo com sua vassoura até atingir o chão, e lá em cima estava Adhara com o bastão na mão.

—ADHARA BLACK! — berrou a Professora Mcgonagall – ISSO VAI LHE RENDER UMA DETENÇÃO, ESTÁ ME OUVINDO?

—EU NÃO PODIA LIGAR MENOS. — ela berrou de volta.

—AGORA É UMA SUSPENSÃO! VOCÊ ESTÁ SUSPENSA DO TIME!

—DANE-SE! — berrou Adhara uma última vez e voou para baixo depressa.

—Agora, podemos ir? — perguntou Dorcas.

—Definitivamente!

Todos olharam surpresos Adhara entrar correndo na enfermaria. Ela havia ido junto com eles, mas a Professora Mcgonagall a parou no meio do caminho, então quando ela entrou correndo, assustou a todos. Ela parou ao lado de Sirius, que estava de olhos fechados e a com a cabeça enfaixada. Adhara pegou na mão dele.

—Ele vai ficar bem? — ela perguntou, preocupada.

—Só estamos esperando ele acordar. — disse James, ainda com o uniforme de quadribol. — Addie…

—Tire eles daqui! — ela pediu. — Agora!

Como James ficou parado confuso, Remus se mexeu empurrando o resto do time para fora, mas quando olhou Adhara não parecia suficiente, então empurrou todos para fora até que só sobrasse ele, Peter e James.

E Adhara começou a chorar. James e Peter pareceram travar no lugar, enquanto ela chorava segurando a mão de Sirius com força. Remus foi para o lado dos amigos, olhando a cena, olhando Adhara, mas não a tocou, nem chegou tão perto. Ela chorou, tentando parar, até que a mão de Sirius se mexeu, bem de leve, então seus dedos se mexeram, quase como se estivessem se espreguiçando, então ele apertou sua mão e ela ergueu o olhar para ele. Sirius havia aberto os olhos e a olhava um pouco cansado. Ela sorriu chorando.

—Eu sei que você me ama. — ele disse em um fôlego só. — Mas não precisa chorar tanto assim… — ele tentou rir. Os meninos riram, mas Adhara só chorou mais. — Ei, ei…

—Você tem que me prometer, Sirius. — ela pediu. — Você nunca vai me deixar, está bem? — ela disse. — Prometa!

—Addie…

—Prometa! — ela chorou, deitando a cabeça em seu colo. Sirius apertou sua mão e mexeu em seus cabelos.

—Eu não vou morrer tão cedo. — ele disse. — Foi só uma pancada…

—Foi mais que uma pancada… — ela murmurou.

—… e eu estou bem. — ele disse, erguendo a cabeça dela. — Mas só para você saber, eu amo você… só caso eu morra aqui essa noite de hemorragia cerebral. — ele falou. Adhara sorriu, entre o choro.

—Eu amo você, caso a gente morra. — ela falou. — Nunca me abandone, certo?

Sirius secou as lágrimas de Adhara, e o resto dos Marotos se aproximaram, se sentando em volta da cama de Sirius.

—Nunca.

—Eu odeio Dia dos Namorados. — falou Adhara. Remus a olhou, enquanto dividiam uma barra de chocolate, sentados em um banco de Hogsmeade.

—Não odeia não. — ele disse, simplesmente. Ele percebeu que a amiga usava a jaqueta de seu tio do exército, que ela havia “pegado emprestado” a dois anos atrás. Remus achou que ela ficava muito bonita naquela jaqueta.

—Odeio Dia dos Namorados como eu odeio Novembro. — ela falou. Ele franziu a testa.

—Em uma escala de 1 até 10 quanto está sua dor hoje? – ele perguntou. Adhara pareceu pensar no assunto e mordeu um pedaço da barra de chocolate.

—7. — ela disse. — Eu e Adam havíamos combinado de passar o próximo Dia dos Namorados juntos… achávamos que os empecilhos seriam ele estar em turnê e eu aqui… não pensávamos que um de nós estaria morto.

Ele mordeu um pedaço de chocolate e os dois olharam para a frente, mirando os casais apaixonados que passavam na frente deles. Marlene e Sirius passaram de mãos dadas, com Alice e Frank atrás deles. Aparentemente indo para o Três Vassouras. Ao longe ouviram uma risada escandalosa e viram James com o braço sobre o ombro de uma menina e Peter andando atrás com uma sacola da Dedos de Mel. Apesar de rir com a garota de cabelos crespos ao lado dele, James olhava fixamente para Lily que andava calmamente com Dorcas.

Mais alguns casais passaram, todos felizes, aos beijos e gargalhadas e os dois continuaram comendo seus chocolates. Emmeline passou com um garoto da Lufa-Lufa rindo e dando beijinhos.

—Todo mundo tem alguém no Dia dos Namorados. — comentou Adhara. — Todo mundo está trocando saliva, por ai, menos nós.

—Isso é nojento e depressivo. — disse Remus. — Que divertido.

—Talvez a gente devesse se beijar. — falou Adhara. Remus a olhou chocado por um momento e muito corado, mas a loira riu, comendo sua barra, sem perceber o pequeno ataque de nervos que Remus teve. Ele suspirou.

—Addie. — ele chamou, depois de um tempo quieto.

—Sim, Remy?

—O que você foi fazer na sala da Marrythought? – ele quis saber. Adhara bufou e revirou os olhos.

—Essa escola é fofoqueira. — ela comentou. — Eu… depois que eu fiz o Patrono eu pensei. Eu tomei coragem e vi que eu realmente podia fazer as coisas dar certo. — ela disse. — Eu ainda tenho a vaga na Academia Rise, mas eu simplesmente não posso ir.

—Tem certeza?

—Eu tenho meu irmão para cuidar. — ela falou e suspirou. — Eu tenho certeza. — ela disse. — Então, eu perguntei se eu podia dar a minha vaga para alguém, e ela recebeu a carta aprovando meu pedido, um pouco antes de virmos para cá.

—Uau. — Remus disse surpreso. — E pra quem você vai dar a vaga?

—A primeira pessoa que eu pensei foi… você. — ela disse. Remus não segurou o sorriso, ele segurou a mão de Adhara que entrelaçou seus dedos. — Mas, eu sou muito egoísta. — ela disse. Remus franziu a testa. — Eu não quero que você vá para a America… não quero que me deixe. Só que se você quiser ir…

—Eu não quero. — ele disse. Adhara arregalou os olhos e tentou conter o sorriso. — Eu sou egoísta também, Addie.

Remus gostava do som da risada de Adhara. Ele adorava ouvi-la rir ou olhá-la enquanto ela sorria. Isso não acontecia mais. As ocasiões onde ela gargalhava de verdade eram quase nulas. Mas nesse momento Remus sorria, pois Adhara estava rindo bastante de uma piada idiota de James. Aquilo deixou todos surpresos, a piada nem era tão boa assim. Só que todos riam com ela, alto.

Ela virou o rosto para Remus, enquanto ria e ele reparou em seus olhos brilhando azuis e não pretos e seu cabelo parecer brilhar mais, ficar mais claro. Ela até parecia a Adhara de sempre, com seu piercing no nariz e nas orelhas, suas tatuagens.

Ele sentiu ela deitar a cabeça em seu ombro e a mão dela descer para entrelaçar as suas mãos. Remus sentia uma misto de felicidade e confusão quando ela fazia aquilo. Felicidade, porque não era como se ela fizesse aquilo com os outros, além de Sirius. Confusão, porque o que significava ela fazer aquilo apenas com ele e Sirius, ela o via como um irmão?

Remus não queria ser visto como um irmão.

—Addie. — ele chamou, baixinho no ouvido dela. Ela ergueu o queixo para ouvir melhor. — Só queria dizer que… você está muito bonita hoje. — ele murmurou. Ele sentiu ela sorrir e ela ergueu a cabeça completamente e o beijou delicadamente na bochecha.

—Obrigada, Aluado. — ela falou.

—Sai, Potter. — mandou Lily, empurrando James com um livro. — Eu não quero sair com você, está bem? Eu só sairia com você o dia em… que você virar Monitor Chefe, ou seja nunca! — ela bufou e se levantou, indo para o dormitório.

James sorriu entusiasmado e ergueu as sobrancelhas para Sirius, que lhe mostrou o dedão, dando um joia. Todos ficaram tendo conversas paralelas, por um tempo.

Remus sorriu e olhou ao redor, percebeu que James olhava para Adhara com um olhar meio malicioso, não como quando eram namorados, mas sim um olhar lascivo de que se ela quisesse algo, ele toparia na hora, mesmo que ele tivesse acabado de pedir Lily para sair com ele. Remus não queria que eles voltassem.

—Lembra quando eu estava namorando Emily… — disse Remus. — … e você me perguntou se Emily era como chocolate e eu neguei. Então, você disse que nada era melhor que chocolate, mas eu disse que uma coisa era. Se lembra disso? — ele perguntou, ansioso.

—Sim, me lembro. — ela respondeu, o olhando nos olhos. — Porque?

—Porque… eu tenho um Top 5 de coisas que eu amo… — ele disse. — A 1º é minha família, 2º era chocolate, 3º meus amigos, 4º era Hogwarts e 5º era livros. Mas eu tirei livros do meu Top 5.

—Porque? — ela riu. – Não deixei de notar que amigos vem depois de chocolate...

—A 1º continua sendo meus pais. — ele disse, com um sorriso. — Mas o 2º mudou para… uma pessoa específica. 3º virou chocolate e a 4º os meus amigos e 5º Hogwarts.

—Uau, alguém especifico? – ela riu, mas Remus continuou sério.

—Não tem ideia de quem poderia ser, Addie? — ele perguntou. Ela ficou quieta e deu um sorriso calmo e o beijou novamente na bochecha.

—Meu Top 5. — ela murmurou. — 1º minha família, acho que Mary e Adam estão inclusos ali… — ela disse. — 2º Sirius… e uma pessoa bem específica. — ela sorriu. Remus sorriu também. — 3º Emmeline, James e Peter. 4º o resto da gangue, definitivamente. — ela disse. — E 5º acho que… Rabastan? Eu não falo mais com ele, só que… está bem, pode ser as Chanels no lugar dele. — ela disse, quando Remus fez uma careta.

—Não. — riu Remus, mas com uma cara indignada. — Cadê o chocolate? — ele perguntou.

Adhara gargalhou e Remus gargalhou junto, até que os dois ficassem apenas dando risadinhas.

—Acho que posso colocar o chocolate entre Sirius e … a pessoa bem específica. — riu Adhara. — Eu tenho que fazer uma lição de poções, posso copiar da sua? — ela indagou, com um biquinho. — Eu mudo as coisas.

—Claro, Addie. — disse Remus. Ela deu um terceiro beijo na bochecha de Remus e pulou do sofá, indo subir as escadas para o dormitório, mas antes de começar a subir ela virou o rosto e sorriu uma última vez para Remus.

—Eu realmente vou socar a porra da sua cara, Aluado. — falou Sirius, em um rosnado. — Só conte para ela!

—Eu não sei sobre o que está falando, eu vou para a biblioteca. — disse Remus se levantando depressa e andando mais depressa ainda para o quadro da Mulher Gorda.

—É MELHOR VOCÊ FALAR PARA ELA O QUE SENTE, ANTES QUE SEJA TARDE DE DEMAIS! — ele ainda escutou Sirius gritar. O quadro de fechou e Remus se apoiou na parede, suspirando.

Ele sabia que Sirius estava certo.

Remus estava próximo da Lua Cheia, então comia um suculento pedaço de carne bem mal passada. Ele comia com bastante vontade, querendo pegar com a mão de uma vez, mas continuo cortando rapidamente os pedaços de carne com a faca e os levando a boca com o garfo. Remus olhava para os lados, conseguindo escutar conversas de pessoas que estavam em outras mesas. Conversas paralelas e uma mistura de cheiros. Seus sentidos ficavam ainda mais apurados perto da Lua Cheia.

Ele sentiu algo tocar seu queixo e se assustou momentaneamente. Ele viu Adhara limpar com um guardanapo seu queixo sujo de sangue da carne mal passada. Ele sorriu e murmurou um agradecimento.

—Talvez, queira me dar um pedaço? — ela perguntou. Remus cortou um pedaço de sua carne e deu para ela comer. — Obrigada.

—Você não tocou muito na sua comida. — disse Remus, reparando no prato quase cheio dela.

—Eu prefiro chocolate. — ela riu.

Remus ia responder, mas foram interrompidos pela gargalhada latida e estrondosa de Sirius, que ria com James. Peter ao lado deles soltava um muxoxo tristemente e comia sua comida.

—E você fez o que, Rabicho? — indagou Sirius, limpando as lágrimas de riso.

—Eu disse para ela que ela me lembrava uma égua morrendo quando gemia daquele jeito. — ele murmurou.

—Você está fazendo sexo com Bethany Toots novamente? — perguntou Adhara. Peter bufou e deu de ombros.

—Agora, não mais. — riu James. — Ela deu um fora nele, depois que ele a chamou de égua.

—Eu também posse tê-la chamado de vaca, ruiva falsificada… também disse que ela tinha mamilos engraçados, ah e também eu disse que ela nunca vai chegar aos pés de Mary MacDonald. — ele murmurou, com os ombros encolhidos. Eles abriram a boca chocados. — Eu estava chapado…

—HAHAHA PETER! — gargalhou James, batendo na mesa. — Você é o MELHOR!

—Ele é nojento, isso sim. — disse Remus, terminando sua carne e limpando sua boca. — Não tinha nenhum motivo para dizer essas coisas horrorosas para Bethany Toots e se eu te pegar andando de novo pelos corredores depois da hora de recolher, eu vou te dar uma detenção! — ele falou, bravo. Remus se levantou pegando suas coisas e depois saiu andando.

—Relaxa, Peter, é a TPL. — disse James.

—O que é TPL?

—Tensão pré — Lua Cheia. — ele respondeu.

Remus a muitos passos longe deles se virou.

—EU OUVI, JAMES POTTER! — ele gritou. — DETENÇÃO!

—Você está batendo o pé no chão, desde que chegou aqui. – Remus escutou uma voz feminina falar. Ele levantou o olhar para Freya Vance que se sentou a frente dele. — Tudo bem eu sentar aqui?

—Claro, claro. — ele disse, recolhendo um pouco dos livros da mesa para dar espaço para os dela. — Tudo bem?

—Ah, sim. — ela disse e deu um sorriso. — Tem esse cara dando em cima de mim… ele parece legal.

—Quem é?

—Amico Carrow, do seu ano…

—Não, Amico, não! — disse Remus depressa. — Ele é conhecido por gostar de quebrar os lacres das meninas e então deixá-las. — ele contou. Freya arregalou os olhos.

—Ninguém nunca quebrou meu lacre! — ela disse.

—Deveria tomar cuidado.

—Ah, eu vou. — ela falou, assentindo. — Remus…

—Sim, Freya, eu posso falar com Emmeline por você. — ele disse. Ela riu. — Eu vou dizer para ela parar de ser uma babaca.

—Vai ser difícil.

—Você tem medo de falar para Addie o que sente porque você acha que está na Friendzone? – indagou Peter, sem qualquer tato. Sirius e James se viraram curiosos para ouvir a resposta. Assim como Emmeline que parou de pintar as unhas para escutar e Dimitre e Frank que pararam de jogar Snap Explosivo.

Friendzone? — perguntou Remus.

—Sim. — disse Peter, se levantando do sofá na Casa na Árvore. Ele andou até o quadro negro que haviam usado para marcar os pontos da competição de James e Sirius e pegou um giz. Ele fez dois círculos um ao lado do outro, um tinha Friend escrito em cima e outro Romantic. — Essa é a zona onde estão os amigos de Addie. — ele pontou para o círculo com Friend. — E essa é a zona onde estão as relações amorosas. — ele falou, apontando para o círculo com Romantic. Peter desenhou entre as duas bolas um corpo magricelo e com cicatriz na cara. — Esse é você, Aluado. — ele disse. — Você está entre essas duas zonas.

—Eu também to. — disse James, erguendo a mão.

—Exato. — falou Peter. — James é amigo e já foi namorado, ele já passou de uma zona para outra, porque apesar de amigos sempre teve um interesse a mais entre os dois, e antes ele estava no círculo de amigos, mas como ele e Addie se beijaram ele voltou para o meio. E você, Remus? Em que zona você quer ficar? — ele perguntou. Emmeline levantou a mão. — Pode falar, Emme.

—Ele quer ficar na Romanticzone. — ela falou, com um sorriso. Remus se virou fazendo cara de chocado.

—Eu ia dizer o mesmo. — concordou Frank.

—Muito bem, Emme. — disse Peter e Emmeline sorriu. — Ele quer estar na Romanticzone. Mas, no momento, Remus, você está indo para a Friendzone.

—Mas, eles se beijaram no primeiro ano. — falou Dimitre. — E eles vivem se abraçando, por aí.

—Esse é exatamente o meu ponto. — falou Peter. — Quem você sempre abraça? Sua avó, sua mãe, seus amigos… Pessoas que você não tem interesse romântico.

—Uau, siga em frente, como ele chega na Romanticzone? – perguntou Frank, curioso.

—Primeiro, como regra geral, sem abraços. — proferiu Peter. — E então, precisa agir como se não gostasse dela. Seja mau, para manter o interesse.

—Ele parece como um garoto de 12 anos? — indagou Sirius. — Isso é besteira.

—Não! Vai criar uma tensão e tensão te faz chegar…. Aqui. — ele apontou para o meio do círculo da Romanticzone.

—Isso é estúpido. — disse Remus. — Eu não vou fazer nada disso…

—Então, quer dizer que vai fazer alguma coisa?

—Quer dizer que gosta de Addie?

Perguntaram Frank e Emmeline.

—Não, não!

—Então, você não gosta dela? — perguntou Dimitre.

—É, claro que ele gosta dela. — falou Sirius. — Quando ela e James se beijaram no Halloween, ele quase morreu.

—Mas, porque ele não faz nada? — indagou Emmeline.

—Acho que ele está esperando ela se cicatrizar, por causa de Adam. — chutou Dimitre.

—Mas…

—Calem a boca! Calem a boca! — gritou Remus, se levantando. Com a mão ele apagou os desenhos que Peter havia feito no quadro negro. — Fiquem fora disso!

—Está frio. — falou Remus. — Porque estamos aqui? Addie, porque estamos aqui?

—Eu só queria ver o lago. — ela murmurou em resposta, se abraçando, com o vento gélido batendo em seu corpo. Eles ficaram quietos.

—Addie, você já ouviu falar da Friendzone? – ele indagou, curioso. Ela riu, chutando a água.

—Ouvir? Eu vejo ela. — ela falou. — Peter está em uma Friendzone desde o primeiro ano. — ela disse. Remus gargalhou, entendo que ela estava zoando que Peter tinha uma queda por James. — Frank estava na Friendzone com Alice há alguns anos atrás. — ela disse.

—Você realmente acha que Friendzone existe?– ele quis saber, curioso pela resposta dela.

Friendzone, normalmente é quando um amigo gosta de outro e esse amigo gosta do outro também, mas não sabe disso. Então, dizem que eles ficam presos, naquilo, mas…

—Mas?

—Mas se eles se gostam… eles só deveriam parar de ser estúpido e ficar juntos. — ela disse, sorrindo para ele. — Ficar feliz. Só idiotas ficam na Friendzone.

—Vamos, eu quero voltar para o Castelo antes do Jantar. — disse Remus, puxando a mão de Adhara. Ela suspirou e o seguiu, abraçando seu braço. Remus se lembrou dos ensinamentos de Peter de mais cedo, mas mesmo assim continuou andando com a amiga. Eles viraram um corredor e uma garota indiana vinha na direção contrária deles. Remus sentiu Adhara apertar o seu braço, mas como ela não disse nada, ele continuou andando. Até que a garota parou na frente deles. — Posso te ajudar? — indagou Remus, achando que ela vinha falar com ele, por causa de seu broche de Monitor.

—Cala a boca. — disse a garota. Remus franziu a testa, a achando rude. — Black. — ela sorriu maldosa.

—Shanzar. – disse Adhara.

—Own. — ela debochou. — Você não esqueceu meu nome. — ela disse. — Você fez seu cabelo crescer novamente.

—E? — Remus se intrometeu. — O que você tem com isso? — ele perguntou, não gostando nada daquela garota.

—Fica na sua, geek. — ela disse, erguendo a mão e empurrando a cara dele. — Minha conversa é com a bonequinha aqui. — riu ela, empurrando agora Adhara na parede.

—Ei! — brigou Remus, tentando puxar devagar a menina, que se virou o empurrando com tudo. — Ai! Você é uma pessoa muito agressiva.

—Que bom. — ela disse. — Agora, seu pobre de merda, nunca mais me toque com essas suas mãos nojentas de mestiço.— ela falou, com nojo. Remus sentiu seus ombros caírem. — Dizem que mestiços são melhores que nascidos trouxas, mas para mim vocês são tudo a mesma merda. Ralé!

—O que você disse? — eles escutaram um grito e de repente a garota indiana da Sonserina foi empurrada contra a parede. — O que você disse para ele?

—Me solta!

—Você podia dizer qualquer merda sobre mim. Você podia mexer comigo o quanto quisesse, mas ele você nunca poderia ter tocado! NUNCA! — ela berrou, agarrando o rosto da garota, que ficou assustada. — Se eu te ver mexendo com o meu Remus, eu acabo com você. Estamos claras?

—Tira a porra das suas mãos de mim! — ela gritou, empurrando Adhara com tudo. Remus resolveu se intrometer novamente e puxou o braço de Adhara, a virando para ele, para que saíssem de lá. Shanzar, então empurrou Adhara com tudo que tentou se segurar em Remus, mas caiu de joelhos no chão, com o rosto em frente a virilha de Remus. — Engole ou cospe, querida?

Eles ouviram os passos dela se afastando e Adhara se levantou com tudo. Remus tentou falar algo, mas ela já saiu andando atrás da sonserina e quando chegou perto colocou o pé no meio das pernas. A sonserina caiu não chão, mas logo se levantou. As duas ficaram cara a cara, trocando olhares matadores.

—Quem você pensa que é? — perguntou Ixia. — Você não é nada. Quem é você agora? Hein? Quem é você, piran…

Adhara bateu com tudo no nariz de Ixia Shanzar que deu um berro caindo no chão, com as mãos no nariz e ele sangrando. Remus berrou também e correu até Adhara, segurando o braço dela.

—Eu sou Adhara fodendo Black, quem é você?

—Addie… Addie… me espera, onde você está indo? — indagou Remus, correndo para acompanhar os passos de Adhara, que andava decidida. Eles haviam deixado Ixia Shanzar e seu nariz sangrando para trás.

—Eu preciso fazer algo. — ela falou e parou em frente a Sala da McGonagall. Adhara bateu e logo entrou, deixando Remus parado encostado na parede.

Ele bufou, querendo saber o que a amiga estava tramando. Mas teve que esperar alguns minutos, até que a porta abriu novamente e de lá saiu Adhara, a verdadeira Adhara. Remus a olhou chocado. Ele não podia acreditar. Já haviam passado mais de quatro meses e nem sinal de que um dia ela voltaria. Adhara sorriu para ele e voltou a andar. Remus só pode segui lá, enquanto iam para o Salão Principal, ele nem ao menos conseguia dizer alguma coisa, seu cérebro ainda estava processando o que via. Ainda estava tentando entender como aquilo acontecera.

Eles entraram no Salão Principal. E Remus só conseguia olhar para frente, onde Adhara Black andava em seu uniforme de líder de torcida, cabelos loiros, olhos azuis, a mão na cintura e o nariz empinado. Andando como se fosse dona do mundo, como se soubesse a verdade de todos ali.

Muitas pessoas começaram a olhar e cochichar, principalmente Peter que já comia na Mesa da Grifinória com Dorcas e Lily e cuspiu tudo no prato de volta.

—Addie… — murmurou Remus. Ela se virou para ele e seus cabelos balançaram no ar. Ela deu um sorriso convencido.

—Espalhe, Remy. — ela disse. — Eu voltei, vadias.

Notas finais
ADHARAAAAAAAAAAA IS BACK? SERÁ? DKJFHKJDSHFKJSDHFJK VEREMOS! PRÉVIAS: 1º: "Marlene Mckinnon não era uma vagabunda quebrada e insegura." 2º: " - MINHA FAMÍLIA TODA MORREU! " 3º: "- Me fode! Me fode!" 4º: "...ninguém me pergunta se eu estou bem! " 5º: "-Marlene… como vão as coisas? - ele indagou. Ela franziu a testa para ele. —Você quer dizer como vai Sirius?" 6º: "-Vaginas. Está cheia de fotos de vaginas." 7º: "-Amico Carrow chama elas de sapatões porque precisa enfiar o dedo nelas." 8º: "Se sentir sozinho era algo que todo mundo se sentia a um ponto." 9º: "- Ele pode se sentir sozinho… e eu não vou ser suficiente." Próximo capítulo é sobre uma personagem específica, hein! Amo esses capítulos. Espero que comentem :))) CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E SE LEMBREM NOIS É PIKA E O RESTO? O RESTO É BURACOOOO! xoxo ~Aurora