When We Were Young

118 A 1000 Times


Notas iniciais
HELLOOOOOOO, CHANELS ♥ Como o prometido no cronograma, aqui está o capítulo :))))) Quero agradecer muito as Chanels que me presentearam com comentários. Claro vou citar cada uma aqui para saberem como me deixaram feliz. — Giovanna Di Angelo Riddle. — Setembro. — Wolfie. — AnaHemp. — Ana Beatriz. — Ayla Black. — Sarah Magalhães. — Miss D. — Ruby Raiff. — Ellaphin. — Yotsume. MUITO OBRIGADA, CHANELS ♥ Capítulo passado foi cheio de emoções, muita gente chorou e compartilhou a dor da Addie. Espero que gostem também desse capítulo aqui e escutem a música linkada no nome do capítulo :)))) CRONOGRAMA: Com 5 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 06/06. Com 10 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 03/06. Com 15 COMENTÁRIOS sai dia 01/06. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ ENJOY ♥


A 1000 TIMES

HOGWARTS

1977

6th YEAR

—Onde está Remus? — indagou Adhara. Sirius e James trocaram um olhar e Peter fixou seus olhos no Sapo de Chocolate que comia demoradamente. — Onde está ele? — ela repetiu.

—Casa dos Gritos. — contou James. — E ele está lá desde…

—Ele ficou aqui por um tempo. — disse Sirius, ajudando James. — Depois que te trouxemos e você dormiu, ele ficou com você a noite toda... segurando sua mão e antes que você acordasse ele saiu e sumiu.

—Acho que ele pensa que você… você fez aquilo por causa dele. — murmurou Peter. Sirius e James o olharam feio e Adhara suspirou. — Digo, que ele foi um dos motivos para você… — ele mordeu a própria bochecha –… pirar. — completou. Sirius e James lançaram um olhar atravessado a ele.

—Não foi… não por causa dele.

—O que você estava pensando? — indagou James, sem um traço de humor no rosto. — Sério, Addie, o que diabos você estava pensando?

—Eu estava me sentindo sozinha e culpada. — murmurou Adhara, apertando o cobertor contra seu corpo. — Não contem para ninguém. — ela mandou, assumindo uma voz que eles reconheciam bastante. — Vão pensar que eu sou fraca. Eu fui fraca, não vou ser mais. — falou. — Um dia eu vou contar, mas não quero que seja agora, está bem?

—Está bem, Addie. — murmuraram os três ao mesmo tempo. Ela suspirou fortemente, aliviada por eles fazerem isso por ela. Ela sabia que sempre poderia contar com seus amigos, para tudo.

—Professora Minerva disse que você pode fazer suas provas semana que vem de vez essa semana… queria eu poder ter mais tempo para estudar. — comentou Peter. Adhara balançou a cabeça.

—Não, eu farei essa semana. — ela disse. — Eu sei que não posso seguir a vida e fingir que nada aconteceu… algo aconteceu, eu sempre irei me lembrar desse momento, algo que eu vou levar para vida, mas ele não irá me definir, esse momento não será o meu futuro. Você entendem? — ela indagou. — Eu não quero fazer disso o que eu sou

James passou a mão pelo cabelo, se sentindo nervoso. Havia acabado de sair da Ala Hospitalar e agora andava pelos corredores em rumo a Torre da Grifinória. Assim que Adhara acordou e conversou com ele, James sentiu um tremendo alívio, vê-la na beirada daquela Torre, quase fez seu coração parar. Ele teve flash da menina de 14 anos que havia namorado passando em sua mente, enquanto via a de 17 anos parecendo destruída, por dentro e por fora.

Ele odiava aquela guerra que irradiava por fora das paredes protetoras de Hogwarts. Queria mais que tudo que quando saísse de lá pudesse lutar pelo o que acreditava. E iria, faria de tudo para proteger aqueles que precisam, os inocentes que morriam aos montes por causa de Você-Sabe-Quem.

—Potter! Você pode ser um idiota, mas eu não, está bem? — ele escutou e se virou para Lily Evans. Ele não pode segurar o sorriso ao vê-la vindo em sua direção com a cabeleira ruiva esvoaçando. — Você tinha detenção comigo há uma hora atrás! Onde diabos você estava?

—Desculpe, de verdade. — ele disse tão honestamente, sem um sorrisinho maroto, apenas um sorriso sincero, que a fez piscar confusa.

—Isso vai lhe render mais uma semana de detenção. — ela murmurou.

—Tudo bem. — ele disse. Os dois escutaram risinhos histéricos e animados e perceberam que eram de algumas garotas no quarto ano que olhavam para um cartazes na parede. Voando apareceram mais cartazes se colando sozinhos nas paredes e notaram a Professora McGonagall no final do corredor com a varinha apontada. Um dos cartazes se pregou na parede em frente a eles. Ela um dos cartazes avisando que o Baile Farewell seria em duas semanas. — O baile.

—É, o baile. — disse Lily, também olhando o cartaz que parecia que até brilhava, enquanto mostrava um desenho de um casal dançando em um salão. — Parece que já saíram os indicados para Rei e Rainha também. — ela falou, apontando um cartaz na outra parede. James olhou e notou que Emmeline havia sido indicada como Rainha da Grifinória e ele como Rei. — Parabéns.

—Não ligo se eu ganhar. — ele falou e deu de ombros. Lily revirou os olhos.

—Por favor, Potter.

—Estou falando sério. — ele disse, tentando parecer o mais verdadeiro possível.

—Porque?

—Ahn… Evans...- ele diria, mas quando olhou nos olhos verdes de Lily não conseguiu. — Quer ir ao baile comigo… não precisa ser um encontro, pode ser só como amigos… quer dizer não somos tão amigos, mas... — ele murmurou. Lily notou como ele parecia tímido e abriu a boca para soltar um “não”, mas por algum motivo não conseguiu soltar. Voltou a fechar a boca e sorriu.

—Está bem. — ela disse. — Como amigos. — E sem ver sua reação virou as costas para ele e começou a andar. Ela sorriu novamente quando escutou ele gritando animado as suas costas, mas não olhou para trás.

Lily não precisava olhar para trás para saber que ele a olhava.

Adhara sofria toda vez que mirava Remus e ele a mirava de volta, mas simplesmente nenhum dos dois dizia nada. Sofria quando sentavam juntos para estudar para os exames. Sofria por causa do silêncio que teve entre eles pelas duas semanas seguintes. Fizeram seus exames e passaram com sucesso como sempre, e na semana seguinte, a última semana de aula, ela esteve ocupada fazendo cartazes e a campanha de Emmeline para Rainha do Baile, assim como ela havia feito por ela. E Remus passara a maior parte de seu tempo na Casa dos Gritos, mesmo que não fosse Lua Cheia. Passaram duas semanas sem se falar, apenas existindo um ao lado do outro.

Isso a fazia sofrer.

Havia ficado confusa que nenhum dos seus amigos tinha tentado os fazer se falar, eles nem ao menos falavam sobre o clima estranho entre os dois. Agiam como se estivesse tudo bem. Os Marotos agiam do mesmo modo com Adhara, mas sempre com segurança e se revezavam, pois nenhum deles queria a deixar muito tempo sozinha. Adhara achava que iria se sentir sufocada, quando James a seguia pela escola falando sobre Lily Evans, ou quando Peter ficava atrás dela sempre que ela ia comer, mas não se sentiu, na verdade ela gostava de os ouvir falar, era diferente de quando estava com Remus.

Eles se amavam. Eles sabiam. Todos sabiam. Então, o que faltava?

Isso ninguém sabia.

Adhara sofria também por não pensar mais em Adam como deveria. Ela sempre o amaria, mas ele já não parecia ser uma parte tão grande dela, apenas… uma parte. Ela sentia que podia pirar se pensasse muito nisso, ela precisava o deixar ir.

Foram as duas semanas mais quietas de sua vida, mesmo sendo duas semanas cheias. Ela havia ficado tão lotada de exames e cartazes para Emmeline que não sabia como havia tido tempo para pensar tanto em Remus. Ele não saiu de sua cabeça uma vez só, durante um exame ou quando Emmeline ficava ensaiando o discurso dela, caso ela ganhasse. Ela parecia respirar Remus.

—Ai Merlin! — falou Emmeline, nervosa. Ela tinha a mão na barriga. — Eu vou vomitar no palco, Addie, eu sei que vou. — ela disse.

—Você não vai. — falou Adhara, parando em frente a melhor amiga e colocando um colar de pérolas no pescoço da amiga. — Você vai ser sair perfeita, eu sei que vai.

—Mas eu não sou como você, nunca fui…

—Emmeline! Você vai conseguir. — Adhara a cortou, segurando nos ombros da amiga. — Você não precisa ser como eu, precisa apenas ser você e isso é mais que suficiente para conquistar o mundo todo e essa coroa.

Emmeline deu um grande sorriso.

—Você é a melhor melhor amiga que eu poderia querer, Addie. — murmurou ela. Adhara sorriu e a abraçou, sentindo falta da amiga. — Bem, eu ganhando ou não, obrigada por me ajudarem com a campanha. — disse e olhou o resto das meninas no quarto. Elas sorriram animadas para ela, mas Marlene apenas a olhou por um momento e suspirou saindo do quarto, já com seu vestido do baile. Emmeline a seguiu com o olhar, mas se distraiu rapidamente com Emily.

—Você vai ganhar, Emmeline. — disse Emily, sorrindo. — Vamos, meninas?

Todas assentiram e saíram juntas. Desceram as escadas do dormitório e saíram do Salão Comunal, desceram as escadas com risinhos animados e encontraram os meninos em frente ao Salão Principal.

Alice estava lá em um vestido azul claro longo, abraçando ao braço de Frank, o olhando apaixonada. Sirius deu seu braço para Emmeline que sorriu e foi até ele, praticamente pulando de ansiedade.

—Vai, Lily. — murmurou Adhara no ouvido da ruiva que havia parado no último degrau da escada, encarando James. Ela parecia petrificada, mas James mais ainda. Ele a olhava como se ela fosse a coisa mais bela do mundo, e provavelmente para ele era mesmo. Parecia sem folego algum, com um sorriso travado no rosto. Lily suspirou e sorriu, indo até ele calmamente.

—Evans… o motivo que eu não ligo de ganhar ou não a coroa de Rei do Baile é que… se você não é a Rainha não tem o porque de eu querer ser Rei. — ele disse, verdadeiramente. Todos haviam escutado e Emmeline teve que socar o braço de Sirius para que ele não soltasse nenhuma piadinha. — Você está magnífica, Evans. — murmurou James, encantado. Lily sorriu sem mostrar os dentes.

—Hoje você pode me chamar de Lily, se quiser. — ela murmurou de volta.

James achou que morreria.

—Onde está Remus? — indagou Adhara, olhando ao redor. Ela havia notado a falta da presença dele, desde o topo das escadas. Esperou para ver se ele chegaria, mas nem sinal de Remus.

—Ele decidiu não vir, depois de colocar o traje... — respondeu Sirius. Ela o mirou, parando de o procurar com o olhar. — Disse que não estava mais no clima.

Adhara assentiu e terminou de descer as escadas. Mesmo assim olhava para os lados, como se esperasse que Remus fosse aparecer em um traje a rigor meio desgastado, com seu sorriso gentil e seus cabelos que já estavam ficando grandes demais e finalmente falaria com ela. Foi até o grupo que entrava no Salão Principal. Ela viu Leh Soto já dançando calmamente com Yuri Petrovich. Dimitre e Marlene dançando perto, já que haviam vindo juntos, os dois rindo bastante de algo, provavelmente pelo fato de Marlene estar quase tropeçando nos saltos altos. Adhara se sentou na mesa com Emmeline que tomava uma água para acalmar os nervos, enquanto tentava não rir de alguma piadinha de James. Adhara observou seus amigos rindo, mas seu peito se apertou com a falta que Remus fazia naquele meio. Parecia que tinha um fantasma entre eles.

—Meu caros amigos. — James chamou a atenção. — Tenho que dizer isso antes que Emily saia para ir atrás do namorado sonserino que ninguém aqui gosta… — ele dizia. Emily deu um tapa em sua nuca, rindo. — … ou que ficamos todos monumentalmente tão chapados.

—Vai dizer que nos ama? — indagou Sirius, com uma sobrancelha arqueada e um sorriso de lado. James o olhou feio.

—Sim! Esse ano foi foda, em todos os sentidos. — disse James, olhando Adhara. — E nós superamos e vamos fazer isso ano que vem e em todos os anos pela frente. Nunca desistiremos.

—Nunca desistiremos! — disse Frank, levantando a taça da mesa para um brinde, todos o imitaram.

—Nunca! — brindaram.

—Eu vou sentir tanta sua falta, meu amor. — murmurou Alice, abraçada a Frank. Ele sorriu e a beijou na testa. — Eu amo você mais que tudo, Frank Longbottom, não se esqueça de mim na América.

—Eu amo você, Alice. — ele respondeu de volta, notou que ela chorava baixinho e ergueu seu queixo com cuidado, deu um pequeno beijo na lágrima que escorria. — Desculpe… por ter estado distante.

—Não foi culpa sua…

—Eu sei, mas me desculpe mesmo assim. — ele falou. — Acho que eu fiquei tão magoado porque… Alice, você é o amor da minha vida, eu tenho certeza disso, posso sentir… dentro de mim. — ele disse. Alice começou a chorar mais, com Frank mirando seus olhos castanhos cheios de lágrimas. Eles continuaram a dançar lentamente na pista de dança, olhando diretamente um nos olhos do outro. Ele chegou perto da orelha dela para sussurrar bem baixinho. — Não se preocupe, eu nunca irei te esquecer.

Alice encostou a cabeça no ombro dele, sentindo o coração aliviado. O abraçou e sentiu seu cheiro.

Dançaram pelo que pareceu horas, até que algumas amigas da Corvinal a chamaram para dançar com ela a música animada que começava. Frank observou a namorada ao longe e foi até a mesa de bebidas. Pegou um pouco de Cerveja Amanteigada e bebeu um gole. Olhou ao redor e viu Emmeline dançando com Peter e Adhara sentada na mesa sozinha, parecendo perdida em pensamentos. Lily e James riam conversando com Dorcas e Michelle, e ele percebeu que James não parava um minuto de olhar Lily e trocar sorrisos com ela. Emily e Rabastan estavam juntos de Jacques e Tati, parecendo um grupo de amigos extremamente felizes, Emily parecia simplesmente apaixonada, assim como Jacques, ele olhava Tati como nunca havia olhado Emmeline ou Dido.

Frank bebeu mais um gole e notou saindo de um canto menos iluminado Sirius fechando o zíper da calça e logo atrás dele Sean Lewis, o artilheiro do time da Grifinória, parecendo limpar a mão na calça. Pareceu que Sirius notou que ele o mirava, pois olhou diretamente para Frank, pensou um pouco e foi até o garoto.

—Frank.

—Sirius.

—Eu vim com Emmeline, mas nós decidimos dar um tempo sabe… somos meio tóxicos um para o outro e para as pessoas ao redor também. — ele comentou, dando de ombros. — Talvez a gente só sirva um para o outro para transar.

—É, talvez.

Os dois se encararam. Não havia uma rixa entre eles e Frank não conseguia odiar Sirius, ele quis muito, mas simplesmente não conseguiu.

—Eu…

—Eu sei, Sirius. — cortou Frank e sorriu. — Eu realmente sei. — disse. Sirius suspirou aliviado e sorriu de volta. — Mas isso não significa que eu não queria escutar. Vamos lá.

Sirius continuou sorrindo e revirou os olhos.

—Me desculpe, Frank. — disse. — De verdade, eu sou um babaca.

—Só nunca mais foda minha namorada, certo? Nunca mais. — disse Frank, ainda com o sorriso no rosto.

—Nunca, juro solenemente. — prometeu Sirius. Frank sorriu mais uma vez, os dois não se abraçaram, ou apertaram as mãos, Frank apenas colocou sua mão no ombro de Sirius e saiu.

—Está tudo bem?

Sirius se virou para Dimitre. Ele usava um traje a rigor meio vinho, os cabelos loiros penteados para trás.

—Não poderia estar melhor. — ele respondeu com as mãos no bolso. — Dimitre…

—Eu já sei o que vai dizer, Sirius. — respondeu Dimitre. — Sei que não está pronto para… ter algo com alguém. Não sei se um dia estará, mas por enquanto eu posso te esperar ou talvez não, mas… — ele sorriu e se aproximou de Sirius, tocou na bochecha dele. — … nesse momento eu não quero te esquecer.

—Eu vou cagar nas minhas calças, caralho. — disse Emmeline, apertando o braço de James com força, sorrindo, enquanto a coroa de Rainha do Baile era colocada em sua cabeça. James ao lado dela com a coroa de Rei sorria.

—Relaxe, minha Rainha. — ele disse.

—Não acredito que sou a Rainha. — ela disse de volta e mirou Adhara na plateia sorrindo para ela. Emmeline sorriu de volta e acenou para amiga, simplesmente feliz.

Adhara sorriu e olhou ao redor, todos aplaudindo e mirando o palco. Ela suspirou e tocou o colar em seu pescoço, sentiu o pingente de coração que James havia lhe dado quando a pediu em namoro, o anel que Rabastan havia lhe dado a tanto tempo atrás e a paleta de Adam. Ela apertou com força e mirou uma cicatriz em seu braço, era a cicatriz que combinava com a de Remus.

Ela sentiu a cicatriz doer, mas não sabia se foi sua imaginação ou a realidade. Apenas aceitou aquilo como uma resposta do que fazer. Saiu correndo, empurrando as pessoas, no meio do caminho perdeu seus saltos, mas continuou correndo segurando a barra longa de seu vestido. Ela sabia exatamente onde ir para achar o que procurava. Correu como o viu correr naquele dia, se assustou ao notar a forte chuva de verão quando pisou para fora do castelo. Parecia até mesmo uma continuidade daquela noite, como se o universo estivesse lhe dando a chance de reparar tudo que aconteceu desde aquele dia, como se estivesse lhe mostrando seu destino, o que deveria fazer.

Viu a Casa dos Gritos e correu até lá. Entrou e logo escutou um barulho no andar de cima. Ele já sabia que ela estava lá, subiu as escadas e parou em frente a porta que se abriu sozinha.

Remus a olhou sentado na beirada da cama. Usando um traje a rigor de aparência cara que Adhara sabia que James comprou para o amigo sem que ele pedisse. Ela o olhou de volta, sentindo o vestido todo molhado. Ela estava preparada para lhe dizer, repetir o que já havia dito, dizer mais ainda, mas ele foi mais rápido.

—Eu tive um sonho que você era minha. — ele disse. — Eu já tive esse sonho umas mil vezes, Adhara. E isso sempre foi tudo o que eu tive. Esse sonho antigo de que você era minha. — ele murmurou. — Nós acontecemos porque algo deu errado. Algo deu errado em sua vida e por isso nós acontecemos… você não…

—Você não pode dizer o que eu acho, Remus. — ela o cortou. — Eu já te disse isso, só eu tenho certeza dos meus pensamentos e eu andei pensando... — ela disse em um sussurro. — Acho que agora eu consigo… ver com mais clareza, Remus. Nada daquilo importa. Porque eu estava sofrendo tanto? Porque eu me deixava ficar pensando neles a cada respiração?

—Porque você os amava.

—Mas eles não vão voltar. — ela falou. — Eles nunca vão voltar e eu preciso viver o agora. Eu preciso levantar da cama e ver o lindo céu que está se exibindo lá fora. — disse, suspirando. — E você sabe o que eu tenho para viver agora? — perguntou Adhara, andando até ele.

Remus negou com a cabeça. Ele se sentia estranho com Adhara o olhando daquele jeito, como se ela visse todo um novo ele. Quando havia se declarado e não recebeu todo aquele amor de volta, ele sentiu seu coração se quebrar em milhões de pedaços. Havia guardado aquilo por tanto tempo e mesmo que tivesse se arrependido, havia sido simplesmente ótimo extravasar todos aqueles sentimentos. Ele sentiu as mãos da garota o segurarem no rosto. Ela respirava fundo e seu rosto estava muito próximo ao dele, ele sentiu os dedos dela fazerem um carinho em sua pele e instantaneamente fechou os olhos, apreciando de bom grado. Ela grudou suas testas com cuidado, fazendo os dois compartilharem a mesma respiração. Ele sentiu seu coração bater mais rápido, quase doer de tão rápido que parecia bater.

—O que você tem? — ele sussurrou.

—Eu tenho você, Remus John Lupin. — ela disse. — Porque você é o que eu estou pensando, você é quem está nos meus pensamentos, por isso nós acontecemos, porque… você está nos meus pensamentos. — ela murmurou. E ele pode notar que quando ela falava os lábios dela tocavam os seus por milésimos de segundos. — Nada. Nada que aconteceu antes importa, só… o que temos agora. — ela falou. Ele abriu os olhos e viu que tinha algumas lágrimas escorrendo pelos olhos dela, mas ela não parecia triste. — Eu tenho você? — ela perguntou, em um sussurro lento.

—Sim. — ele sussurrou de volta.

Os lábios de Adhara se encostaram nos seus com tanto desespero, que ele sentiu o seu coração parecer explodir em seu peito. Ele passou os braços por ela a agarrando com o mesmo desespero. Procurando os lábios dela sofrego. Foi tão melhor que o primeiro beijo que tiveram. Foi tão melhor do que o beijo que deram na noite de Lua Cheia. Ele se sentiu tão feliz e soltou um gemido aliviado na boca dela.

Ela sentiu que havia finalmente aberto a janela e deixado a luz do Sol entrar e ela vinha junto com a liberdade. Era a liberdade de si mesma, dos seus sentimentos mais escuros. Quando sentia os lábios de Remus, sentia como se estivesse voando o vento em seu cabelo, o sol em sua pele. Ela sentia que devia viver e jogar suas sombras para baixo, voar para bem longe delas. Não entedia como não podia ver antes, como não notava antes. Era como se estivesse cega. Morta.

Eles se beijaram alucinados. Parecia que aquele beijo era tudo que precisavam, tudo que eles poderiam um dia querer. Remus sentiu as lágrimas dela se misturarem no beijo, fazendo-o ficar molhado, mas não menos bom. Na verdade, ele achava que também estava chorando, pelo que ele não sabia. Só sabia que os dois choravam em meio aquele beijo tão intenso. Nunca haviam beijado ninguém daquele jeito ou haviam sido beijados daquele jeito. Eles queriam muito mais do que o prazer que aquilo estava os dando, eles queriam um ao outro, queriam de corpo e alma. Podiam sentir a pele queimar, por onde as mãos estavam, podiam sentir os lábios doerem por tanto que beijavam, mas eles não parariam. Eles queria tanto aquilo.

—Adhara. — sussurrou Remus, quando eles se separam. Estavam ofegantes, mas não conseguiam se desgrudar. Ela lhe deu beijo calmos nos lábios, segurando os cabelos de sua nuca com força. — Eu te amo tanto. — ele falou.

Ela o beijou, o puxando para cima de si. Se deitaram na cama aos beijos, passando a mão pelo corpo um do outro, as roupas no caminho atrapalhando o contato que eles queriam.

Adhara sentiu os beijos delicados, mas também esfomeados de Remus em seu pescoço. As mãos de Remus foram para a cintura dela e uma continuou descendo apertando a coxa dela com força. Ela suspirou, gostando daqueles apertos e dos chupões que ele dava em seu pescoço fino. Os lábios dele voltaram para sua boca e dessa vez ela que gemeu, somente com o toque forte dele por cima de seu vestido. Ela tocou o pescoço dele e enfiou as mãos em suas madeixas, a sua língua brincando com a dele.

Os dois suspiraram quando se afastaram mais uma vez. Ela o empurrou no peito e subiu em seu colo, as mãos dele pararam em seus quadris. Remus parecia vibrar em baixo dela, enquanto ela tinha a mão em seu peito, sentindo a carícia dele em sua pele, a mão por baixo do vestido. Remus via os cabelos de Adhara mudarem de cor rapidamente, como se as emoções dela estivessem confusas, como se estivessem sentindo de tudo um pouco, ao mesmo tempo. Ele queria continuar a beijá-la até que não pudesse mais, mas não fez objeções quando viu a mão dela ir para atrás do vestido, abriu e deixou ele cair pelos seus ombros, expondo seu sutiã e sua barriga, mas não se levantou para terminar de passar o vestido pelas pernas.

Remus tirou suas mãos dos quadris e tocou com os dedos a barriga magra dela, ele passou o dedo pela cicatriz que ela tinha na barriga, que tinha ganhado no acidente. Ela estremeceu ainda mais quando sentiu Remus a deitar na cama para a beijar emcima da cicatriz. Ele beijou cada centímetro da cicatriz, e ela de arrepiou quando sentiu ele mover os beijos para sua costela, em cima da sua tatuagem e depois ir para a cicatriz que tinha um pouco ao lado. Adhara sempre sentira ódio ao ver aquelas cicatrizes do espelho, mas agora ver Remus descendo os beijos por sua perna e indo agora para a cicatriz ali, ela só pensava em quanto estava amando aqueles beijos. Ela queria retribuir o que estava sentindo.

Ele a olhou, quando sentiu a mão dela em seus cabelos e os dois se sentaram de frente um para o outro. As mãos delicadas dela moveram para a barra de sua blusa e puxou para cima, ele ergueu os braços a ajudando a tirar a blusa que ele vestia. Adhara o observou por um momento. Ele tinha tantas cicatrizes a mais que ela, que ela até se sentia ridícula por ficar sofrendo pelas dela. Moveu sua boca para a dele, beijando aquela pequena cicatriz no lábio inferior que ela tanto adorava. Então, passou para o pescoço, gostando de ver ele se arrepiar com seus beijos. Ela beijou cada uma de suas cicatrizes, ficaram tanto tempo naquele jogo, que quando estava por cima dele novamente, as pernas cada uma de um lado do quadril, ela pode ver pela janela as luzes do vilarejo estavam todas apagadas.

Em silêncio, Remus tirou suas calças, observando Adhara descer o vestido pelas pernas e ficar apenas de roupas íntimas em sua frente. Ela tirou o sutiã, gostando de ver os olhos de Remus em sua pele. O beijou na boca e tirou a sua última peça de roupa, assim como ele. E Adhara observou Remus por inteiro, ela já tinha o visto assim uma ou duas vezes, mas nunca tão verdadeiramente. Ele se deitou e ela voltou para cima dele. Apoiou uma das mãos na coxa dele e a outra entre suas intimidades. Ela sentiu a quentura entre os dois. Ele gemeu quando ela o tocou e sentiu sua intimidade tocando na dela timidamente. Suspirou e gemeu baixinho quando ela desceu sobre ele devagar, sem pressa alguma.

Os dois deram os primeiros gemidos altos daquela noite que seria totalmente preenchida por gemidos e uma respiração rápida e difícil.

Adhara jogou os cabelos para trás, começando a rebolar em cima de Remus. Ela queria apenas ficar rebolando, sem desgrudar muito dele, queria continuar sentindo aquele calor que emanava dele. Ela gemeu sofregamente, as mãos dele subindo por suas costelas. A tanto tempo que ela não sentia aquela sensação, aquele prazer. A última vez havia sentindo aquele tipo de amor com aquele prazer havia sido a tanto tempo e por um tempo ela pensou que nunca voltaria a sentir aquilo, mas agora ela sentia tão forte, tão dentro de si, que parecia a rasgar. Ela sentia novamente aquela sensação, ela queria Remus até não poder mais. Ela queria o beijar até que seus lábios caíssem, ela queria o abraçar tão forte que os dois se tornariam um só.

Tentou não pensar em Rabastan, mas não pode se segurar, estava tão ridiculamente melhor que ela queria rir. Era como se o que aconteceu com o sonserino fosse apenas um borrão em sua mente. Era como se estivesse sendo sua primeira vez agora, após tanto tempo.

Ela queria para sempre sentir o que sentia quando estava com Remus. Ela imaginava que sabia o que era amor, que sabia qual era o amor da sua vida e seu destino. Mas e se ela não soubesse?

Nunca havia sentido aquilo. Aquele prazer. A machucava e a fazia gritar, a fazia querer chorar de tanto prazer, de tanto amor.

Sussurrou o nome dele, o olhando, os cabelos caindo sobre o rosto.

Ela nunca achou Remus tão lindo. Ele ofegava como ela, seu peito cheio de cicatrizes subia e descia, sua pele parecia brilhar intensamente. Os cabelos aloirados estavam bagunçados e nunca estiveram tão bonitos. Ela se curvou para o beijar, sentiu o gosto de chocolate na boca dele e uma mão dele se colocar sobre o seu seio. Ele apertou fortemente e ela gemeu, as mãos dele voaram para sua bunda, a ajudando a se mover rapidamente. O aperto dele chegava a machucar. Mas ela não ligou.

Com a boca próxima a dele, ela disse:

—Diga que me ama. — ela pediu, ofegando. As unhas dela ficadas em seu peito, as mãos de Remus a apertando tanto que ficaria marcado. — Diga.

—Eu te amo. — disse Remus, a beijando. — Eu te amo mais do que amo a mim mesmo, Adhara. — ele falou. Ele viu os olhos dela se encherem de lágrimas e se sentou com ela em seu colo. Moveu uma mão para o quadril dela e a outra para sua nuca agarrando os cabelos agora loiros dela. Ele a beijou no queixo e chupou seu pescoço, depois deu uma mordida que fez Adhara gritar de prazer.

—Diga o quanto me ama. — ela pediu, com os braços em volta do pescoço dele. — Remus John Lupin. — ela gemeu.

—Eu morreria por você. — ele disse, honestamente. Os dois se olharam, gemendo um pelo outro. — Eu faria qualquer coisa por você.

Remus nunca sentiu amor daquele jeito. Ele nunca sentiu que seu coração havia ficado tão grande que não cabia no peito. Ele nunca sentiu aquele prazer em estar com alguém. Estava tendo sua primeira vez e estava sendo incrível, não pelo prazer indescritível. E sim pelo fato de estar fazendo amor, simples e puro amo. E com a mulher que ele sabia que amaria pelo resto dos seus dias, com a mulher que ele a amava. Porque Remus a amava, ele a amava verdadeiramente, sempre amou. Era a melhor sensação do mundo essa confirmação. Ele abrir os olhos e ver a linda garota que ele sempre sonhou em seus braços, dizendo seu nome com tanta paixão.

Amor era uma coisa engraçada. Podia ser muito simples, mas o ato de amar podia ser algo tão complicado quanto os NOMs. Mas amar era tão bom. Remus sentia vontade de a agarrar com todas as suas forças e gritar que a amava, gemer seu nome até cansar.

Quando vieram juntos, gemeram aliviados. Eles estavam tão abraçados, tão conectados que os dois poderiam jurar que pareciam sentir o mesmo prazer, na mesma intensidade, como se fosse um ser só.

Ela o acariciou no rosto e viu como os dois estavam suados, suas peles brilhavam e seus cabelos estavam colados no rosto. Eles ofegavam bastante, havia sido tão intenso que ele sentiam um cansaço imenso em seus corpos. Adhara olhou minimamente para o lado, sentindo a respiração dele em seu pescoço. Voltou o olhar para os olhos âmbares de Remus, a cor estava muito mais forte e ela notou suas expressões selvagens, seus dentes parecendo mais afiados como presas, e as unhas dele quase perfurando sua pele, imaginou que seria pela Lua Cheia que começaria em alguns dias.

—Eu nunca senti… você me faz sentir coisas que eu nunca senti antes. — ela o confidenciou, ainda o sentindo dentro de si. Remus acariciou seu rosto de volta, tirando as mãos de sua cintura. Ele a deu um beijo.

—Adhara, você me tem. — ele falou. — De corpo e alma.

Adhara sentiu o amor em suas palavras. Ela sorriu querendo simplesmente chorar por todas as boas emoções que estava sentindo irradiar pelo seu corpo.

—Você é ser humano mais gentil que eu já conheci, Remus John Lupin. — ela disse. — Você é tão lindo, tão… estupidamente bom. Tão bom que as vezes faz coisas que não gostaria só para não deixar ninguém triste ou… — ela olhou dentro dos olhos dele. — … tão diferente de mim, Remus John Lupin, tão melhor pessoa do que eu. — falou. Ela suspirou. Chegou com os lábios próximos ao seu ouvido e Remus escutou as palavras que dali em diante seriam suas preferidas: — Eu te amo, Remus John Lupin.

Notas finais
FINALMENTE! ALGUÉM DIZ ALELUIA? Demorou seis anos para isso acontecer. Seis anos em que estiveram com muitas outras pessoas, fazendo muitas outras coisas. Espero que seja para valer, não é mesmo? Link da música do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=K9FILAkKinQ E gente acabou o sexto ano! Agora vamos para o sétimo e ÚLTIMO ano deles em Hogwarts, mas antes é claro as férias... PRÉVIAS: 1º: "-Eu vou ficar sozinho no verão!" 2º: "E Remus? Onde diabos ele tá?" 3º: "-Você está bêbada. —Sim, mas isso não significa que eu não sei tudo sobre o Universo." 4º: "-Acho que peguei alguma doença venérea." 5º: "-Addie… eu quero tatuar o seu nome na minha bunda. —Isso seria maravilhoso." 6º: "-Eu sempre ri do Remus e sobre como ele ama muito bolo, mas… eu também amo muito bolo." SÓ ESSAS PRÉVIAS MESMO KFJGHKHG CRONOGRAMA: Com 5 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 06/06. Com 10 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 03/06. Com 15 COMENTÁRIOS sai dia 01/06. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ xoxo ~Aurora