When We Were Young

1 1th Year - Pilot


Notas iniciais
HELLOOOOO ♥ Primeiro capítulo de uma longa fanfic que vai até o sétimo ano. Esse primeiro capítulo vai introduzir personagens que vocês já conhecem e alguns que não. Os primeiros anos deles não vão ser tão grandes, ao longo da fanfic vai aumentando. ENJOY ♥

PILOT

PLATFORM 9¾

1971

1th YEAR

Olhei ao redor extremamente entediada, meus pais ao meu lado vestidos com vestes bruxas causavam olhares tortos dos trouxas. Meu pai empurrava meu carrinho e minha mãe segurava minha mão, os dois sem dar nenhum atenção para os olhares atravessados dos trouxas.

Mirei minha mãe de lado. Ela era linda, cabelos loiros, muito loiros mesmo e olhos azuis claros. Meu pai era branco, mas as vezes parecia um pouco bronzeado, tinha cabelos e olhos negros meios acastanhados. Acho que quando nasci, misturei o DNA dos meus pais, meus cabelos eram loiros e meus olhos era um azul tão escuro e já fora comparado muitas vezes ao azul do oceano.

Desviei o olhar do meus pais e voltei a mirar os trouxas que andavam apressados ao meu redor. Por Morgana, trouxas são tão esquisitos.

Chegamos entre as plataformas nove e dez e fomos para a pilastra que ficava entre elas. Meus pais me explicaram como que era e atravessamos a barreira saindo em uma nova plataforma. A plataforma 9¾. Olhei ao redor, com a cara fechada, vendo adolescentes gritando e pais chorando.

—Tire essa cara de tacho e sorria Adhara. — repreendeu minha mãe.

—Mas eu não queria sair da França. – falei, forçando meu sotaque francês a ficar mais forte.

—Percebemos, minha querida, mas você sabe que eu fui transferido. – meu pai falou. Revirei os olhos. – Então é melhor sorrir, temos que manter as aparências, não é? — ele riu, bufei irritada. Eu estava tão ansiosa para Beauxbatons, mas meu pai foi transferido do banco de Gringotes Francês para o de Londres.

Meu pai observou ao redor. Ele estava procurando a família que tínhamos em Londres, eu sei que já os conheci, mas não lembro exatamente de nenhum deles, era estranho, pois França não era tão longe, só que papai nunca ia visitar seus irmãos. Quando ele finalmente os achou levou eu e minha mãe até eles.

—Minha irmã. — meu pai chamou. Uma mulher que tinha a cara contraída em desgosto se virou e mudou a careta para um sorriso.

—Pollux! — ela disse. Meu pai a deu um abraço. – Você realmente veio. — falou. Ela era extremamente parecida com meu pai, os cabelos eram pretos, e tinham uma pele bem branca. E os traços em seus rosto eram muito semelhantes. Mas diferente do meu pai ela tinha uma voz irritante.

—Certamente, eu disse que fui transferido não? — meu pai disse.

—Bem, você nunca nos visita, quase como se estivesse evitando sua família. — disse a irmã do meu pai, dando espaço para que o resto da família o cumprimentasse.

—Mamãe? — perguntei segurando sua mão, encarando a mulher que tinha um ar de nobreza e superioridade.

—Está é sua tia Walburga, querida. — mamãe disse, assenti, me lembro vagamente de meus pais falando sobre o resto da família Black — Como vai, Walburga? — a mulher se virou para minha mãe e a cumprimentou, depois outras pessoas também a cumprimentaram.

—E é essa bela menininha, é quem estou pensando que é? — perguntou Tia Druella, ela era mulher de Tio Cygnus, irmão do papai, que também era muito parecido com ele. Tia Druella era loira como a mamãe e tinha um ar refinado. – É sua filha? Não a vejo há tanto tempo.

—Sim, Adhara Polaris Dahlia Black. — disse meu pai, com muito orgulho. Dei um sorriso brilhante.

—Podem me chamar só de Addie – eu disse.

—Adhara é um nome adorável. — falou Walburga, me contrariando, enquanto o resto da família me observava. — Quantos anos você tem mesmo? – indagou.

—Eu tenho 11 anos. — respondi e a mulher sorriu.

—Meu filho primogênito irá para Hogwarts esse ano também. — disse Tio Orion, dessa vez sorri verdadeiramente, eu era curiosa. — Sirius. — ele chamou.

Um menino da minha idade apareceu ao seu lado, ele tinha cabelos preto s e ondulados caindo sobre os olhos que eram um tom cinza azulado alegre e debochado, tinha naturalmente o nariz empinado igualzinho ao meu e transpirava arrogância da mesma maneira que eu transpirava prepotência, pelo menos foi isso que minha professora de feitiços falou. Meus pais queriam que eu aprendesse desde pequena feitiços, para que eu ficasse preparada para tudo.

—Sou Sirius, Sirius Orion Black. – ele se apresentou de modo arrogante – Até que você é bonita.

—Adhara Polaris Dahlia Black – falei do mesmo modo, com o nariz empinado. – Até que você não é feio. – resmunguei, deixando meus cabelos ficarem avermelhados e os outros que prestavam atenção em nossa conversa ofegam.

—A primeira metamorfomaga da família em gerações! — falou tio Cygnus impressionado.

—Sim, ficamos muito surpresos quando aos três anos seus cabelos começaram a mudar de cor sozinhos. – meu pai disse em tom brincalhão, meu pai não era do tipo amoroso ou brincalhão na frente dos outros, ele era extremamente frio, mas quando estava somente comigo e com a mamãe ele adotava um tom brincalhão que eu amava. A minha metamorfomagia demorou para aparecer, mas quando apareceu meus cabelos não paravam de mudar de cor e por isso foi muito difícil controlar, desde os cinco anos meus pais vem me treinando para conseguir controlar.

Um garoto igual a Sirius – apesar de um pouco menor – lhe puxou as vestes, um pouco curioso.

—Esse é meu irmão mais novo Regulus. – Sirius apresentou. Sorri de leve para ele, que ficou um pouco corado, ele parecia tímido e recatado, diferente de Sirius que parecia mais espalhafatoso.

—Me chame de Addie, Orion — eu disse petulante e ele sorriu.

—É Sirius, Polaris. – ele respondeu. Revirei os meus olhos, mas havia gostado daquele novo primo.

O trem apitou o que indicava que teria que partir, meu pai enfeitiçou meu malão para que ele fosse sozinho até o bagageiro, enquanto eu tinha meus braços cruzados fazendo bastante drama.

—Tenho mesmo que ir? – perguntei ao meu pai, depois que ele e mamãe me abraçaram apertado.

—Sim, Adhara.

—É Addie – reclamei. Suspirei e subi no trem, percebi que não havia muitas pessoas de uniforme, como eu já estava.

—Ei, espera, Polaris. – escutei uma voz e Sirius apareceu arrastando seu malão logo atrás de mim.

—É, Addie. – repeti e ele deu de ombros só para me provocar.

—Vamos acha uma cabine, Addie. – ele deu uma risadinha e me puxou pelo braço. Andamos um pouco até que ele enfiou a cabeça dentro de uma cabine perguntou para alguém se podia entrar, logo depois ele me puxou para dentro.

Sentei de frente para uma garota ruiva, que olhava para janela tristemente. Notei que ela tinha olhos extremamente verdes, mas estavam um pouco vermelhos como se ela tivesse acabado de chorar. O garoto que estava ao lado dela tinha cabelos quase castanhos quase pretos e bastante despenteados que apontavam para todos os lados, usava óculos e estava sorrindo que nem um idiota.

—James Potter — ele disse ainda com aquele sorriso,estampado no rosto. Ele parecia muito animado mesmo.

—Eu sou o Sirius e essa é a Addie. — Sirius disse, respondendo ao sorriso. Eu dei um sorrisinho de lado e não prestei atenção quando os dois engataram em uma conversa sobre quadribol.

— Qual o seu nome? — perguntei para menina ruiva, curiosa com o porque ela parecia tão triste.

—Lily Evans. – ela disse e me deu um sorriso fraco. — E o seu?

—Addie. — respondi. – É puro-sangue ou nascida trouxa? — perguntei, ela ficou confusa, então eu praticamente já tinha minha resposta. — Seus pais são bruxos? — simplifiquei e ela negou como eu imaginei.

—Isso não é ruim, né? — ela perguntou. Eu abri a boca para falar, mas só dei de ombros com um sorriso.

—Claro que não. – respondi. Eu nunca havia conhecido uma nascida-trouxa, mas meu pai dizia que eles tinham as mesmas habilidades que sangue-puro. — Está chateada, Lily? – perguntei, depois de sue terceiro suspiro triste.

—Só um pouco... problemas com a minha irmã. — ela contou. Acabei perdendo o interesse, mas como ela continuou falando me esforcei para prestar atenção. — Ela ficou chateada de não vir para Hogwarts. – ela continuou. Trouxas são bem estranhos mesmo, mas se eu fosse a irmã dela também ficaria chateada de não poder estudar magia.

—Orion. — chamei. — Vai demorar para chegarmos, Orion? — questionei provocativa. Ele desviou os olhos de James que tinha um sorrisinho no rosto para mim.

—É Sirius! — ele disse. Dei de ombros. — E só chegaremos ao anoitecer. — ele respondeu. Bufei, ficando muito entediada.

Um garoto entrou na cabine sem falar nada e sentou de frente para Lily me empurrando para o lado, o mirei irritada, mas me afastei dele para mais perto de Sirius.

—Não quero falar com você. – Lily proferiu para o garoto em tom crispado.

—Por que não? — o garoto perguntou. Torci o nariz para os seus cabelos sebosos e seu nariz grande e curvado.

—Túnia me odeia porque vimos àquela carta de Dumbledore!

—E daí? — ele quis saber e deu de ombros.

—E daí que ela é minha irmã — rugiu Lily.

—Ela é só uma... — ele parou de falar, olhando Lily cuidadosamente. — Ah, vamos lá. Estamos indo para Hogwarts, isso não é demais? — disse. Lily sorriu, limpando as lágrimas. — Acho melhor entrar para Sonserina! — ele falou para ela e isso chamou a atenção de James.

—Sonserina? Quem quer ir para Sonserina? Idiotas, não? — debochou James se intrometendo na conversa.

—Toda a minha família é da Sonserina. — disse Sirius. E eu assenti, meu pai havia sido da Sonserina, assim como todo o resto da família.

—Ah, cara e eu pensei que você era legal. — James brincou para meu primo. E acabei dando o meu primeiro sorriso para aquele menino de cabelos espetados.

—Talvez eu quebre a tradição. — Sirius riu e me cutucou com o cotovelo, como se quisesse dizer o mesmo para mim. — Pra qual casa você iria se pudesse escolher?

—Grifinória, a morada dos destemidos e corajosos. – James falou, erguendo uma espada imaginaria no ar. – Como meu pai. — disse, animado, mas parou ao ouvir um risinho debochado do amiguinho da Lily. – Algum problema?

— Nenhum. – o garoto falou com um sorriso idiota. – Se você prefere ter mais músculo do que cérebro.

— Como se as pessoas da Sonserina fossem muito inteligentes. — disse James, com descaso.

— E para onde você pretende ir já que não tem nenhum dos dois? – Sirius rebateu assim que James acabou de falar. Os dois pareciam até ser amigos a muito tempo.

Lily fechou a cara, irritada e se levantou.

— Vamos, Severus, vamos procurar outro compartimento. – ela disse, puxando o amigo pela mão. James e Sirius riram. — Vem com a gente, Addie?

—Não. Eu não gostei do seu amigo, Lily. – respondi honestamente, mas James e Sirius riram que nem dois idiotas, o garoto olhou para mim e sorriu em deboche. — A gente se vê, Ranhoso. – falei venenosa.

Sirius e James gargalharam novamente, enquanto eles fechavam a porta.

—Essa foi boa, Addie! – falaram, dei um sorriso de canto.

—Vou dar uma volta, talvez ir ao banheiro. — falei para eles.

Sai da cabine e andei pelo corredor olhando levemente para dentro das cabines alheias. Vi Lily entrando em uma cabine e i uma com três primas minhas, que conheci hoje. Andei mais um pouco até achar o banheiro e fui apenas para me refresca e me olhar no espelho.

Decidi voltar para a cabine, pois aquele trem parecia simplesmente muito chato. Ofeguei, quando esbarrei em alguém e nós dois caímos de bunda no chão. Ergui meus olhos para a pessoa na minha frente, através dos meus cílios. Era um garoto que aparentava ter minha idade, sua expressão era cansada e tinha várias cicatrizes visíveis em sua pele, mas isso não o fazia ser feio, na verdade ele parecia o garoto de onze anos mais interessante que eu já havia visto.

Ele se levantou desajeitado, o rosto vermelho e me estendeu a mão, a segurei e ele me puxou para cima.

—Me desculpe. — ele murmurou. Sorri para ele olhando em seus olhos âmbar. Não conseguia sentir e nem fingir desprezo por esse garoto, ele parecia ser tão legal.

—Sou Adhara. — me apresentei. Notei que acabei falando meu nome inteiro, o que eu não costumava fazer. — Addie.

—Como a estrela?. – perguntou curioso. Eu assenti, gostando que ele sabia sobre constelações e estrelas. — É um nome bonito. — disse. Meus cabelos ficaram um pouco rosas e seu sorriso se alargou parecendo impressionado.

—Seus cabelos! – ele exclamou. — É metamorfomaga, não é? Já li sobre, mas nunca conheci nenhum. — falou rapidamente. Dei uma risadinha, enquanto ele enroscava seu dedo indicador nos meus cachos cor-de-rosa. Ele percebeu o que fazia e corou furiosamente, tirando a mão do meu cabelo. — Me desculpe. — murmurou novamente. — Meu nome é Remus Lupin.

—É um nome legal. — eu disse. Ele sorriu e eu segurei a sua a mão. Ele parecia ter corado mais. — Eu e uns idiotas estamos em uma cabine, quer vir?

Assentiu e eu sorri. Voltamos a andar e o guiei para a cabine, segurando sua mão o caminho inteiro. Senti um cheiro estranho no ar e percebi que era o cheiro de Remus, era um cheiro diferente, não era um perfume parecia natural. Cheiro de chocolate.

Tentei ao meu máximo não sorriso, mas... Quem cheirava a chocolate?

Entrei com Remus na nossa cabine e os meninos se viraram para nós quase quebrando o pescoço de curiosidade.

—Esse é Remus Lupin — apresentei. Remus sorriu envergonhado para os garotos e acenou para eles que o encaravam de cima a baixo.

—Sou Sirius. – meu primo falou e puxou Remus para se sentar ao seu lado. Me sentei ao lado de um garoto gordinho que olhava para os lados assustado e que não estava lá antes. — Aqueles são James e Peter. — Sirius apontou.

Olhei o tal Peter e torci o nariz ao ver um rato em seu bolso e isso pareceu assustá-lo.

—Sou Addie. — eu disse para ele.

—Pe...Peter. — gaguejou. Sorri e arquei uma de minhas sobrancelhas. Peter tremeu e desviou o olhar.

—Não o assuste, Adhara. – Sirius zombou.

—Não me chame de Adhara, Orion. – retruquei. Ele revirou os olhos, mas tinha um sorrisinho no rosto.

—Vocês gostam de Quadribol? — perguntou James, aos dois novos garotos.

—Gosto, mas eu realmente só assisto. — respondeu Remus e Peter concordou.

—Eu jogo! — falei. Eles se viraram para mim. – Jogo como batedora, ando treinando com meu pai desde os nove anos.

—Mas você é uma garota. — disse James. Cruzei meus braços, indignada.

—E qual é o problema? — perguntei emburrada. — Eu jogo muito bem.

—Mas batedora? — murmurou James, um pouco surpreso. — Não é muito comum, mas é muito legal, Addie. — ele disse.

A mulher das guloseimas, parou em frente a nossa porta e sorriu gentilmente, interrompendo nossa conversa.

—Querem uma guloseima, crianças? – ela perguntou e antes que os meninos pegassem o dinheiro deles fiz uma cara chorosa para mulher.

—A senhora poderia nos dar algo para comer, por favor? – perguntei fingindo estar com a voz embargada. – Fomos roubados por alunos do sétimo ano Eles levaram todos os nosso galeões. — falei. — Não sobrou nada. – choraminguei. Ela me olhou com pena. – Fiquei tão assustada. – solucei tristemente. Ela pegou metade dos doces no carrinho e colocou no banco em que eu estava sentada.

—Ah querida, é claro! – ela beijou minha testa e reprimi minha cara de desgosto. – Coitadinha. – ela murmurou antes de fechar a porta da cabine e sair.

Voltei a sorrir e me sentei sobre meus calcanhares pegando vários doces e escolhendo um para comer.

—Não vão comer? – perguntei, ao ver os meninos me encarando comer uma Varinha de Alcaçuz.

—Você é incrível. – disse James, abrindo um sorriso largo. – Quer casar comigo?

Revirei os olhos, ainda com um sorriso no rosto e joguei um doce em seu colo. Ele, Sirius e Peter atacaram os doces, pegando de tudo, Feijõezinhos de Todos os Sabores, Varinha de Alcaçuz, Chiclete Baba de Bruxa. Percebi que Remus não pegou nada e enquanto eu mordia minha Varinha de Alcaçuz, enchi a mão com alguns doces e os joguei no colo de Remus.

—Não precisa, Addie. – ele disse acanhado.

—Por que não quer comer?

—Porque você roubou os doces. – ele respondeu e me olhou apreensivo.

—Não roubei, ela me deu. – discordei e dei de ombros.

—Mas você mentiu.

—O que não é a vida sem algumas mentiras, Remus? – ri e joguei um feijãozinho na sua boca. Ele conseguiu a abrir a tempo de engolir o feijãozinho e riu de volta.

—Minha vez. — berrou James. Ele abriu a boca e Sirius jogou um na boca dele. James riu espalhafatoso, mastigando de boca aberta.

Começou uma guerra de doces. Remus se defendia com a boca cheia de chocolate. Sirius tinha vários feijõezinhos grudados em seu cabelo. James atacava todo mundo com a boca toda coberta por alcaçuz e Peter abria a boca para tentar comer o que eles jogavam. Eu jogava no Sirius, mas fingia que era James, fazendo os dois se atacarem com mais doces.

Gargalhei e vi Peter quase engasgando com os doces.

—Estamos chegando, coloquem as vestes, crianças. — falou uma monitora do lado de fora da cabine. James, Sirius e Peter saíram da cabine carregando os doces que sobraram com eles.

—Tem feijãozinho no seu cabelo. — Remus disse. Ele me olhou por um instante e se aproximou e tirou o feijãozinho grudado ao meu cabelo.

—Obrigada. – sorri para ele. Peguei o feijãozinho e comi. — Gosto de capim — reclamei e coloquei a língua para fora, fazendo uma careta. Remus riu ao ver minha cara de nojo.

—Está animada? – ele perguntou e olhou Hogwarts pela janela parecendo muito feliz.

—Não muito. – admiti. Ele me olhou confuso – Preferia estar em Beauxbatons.

—É, francesa? Eu percebi o sotaque, mas não tinha certeza. – disse. Sorri e joguei me cabelo para trás. — Como é a França?

—É o lugar mais lindo do mundo. Vou sentir falta. — falei, com um biquinho.

O trem foi parando aos poucos, e eu e Remus descemos do trem. Ele me olhou como se pudesse pular no lugar de animação. Remus me encarava bastante nesse meio tempo que nos conhecemos. Fiquei imaginando se ele me achava bonita.

—Alunos do primeiro ano! Alunos do primeiro ano! Aqui! — gritava um homem gigante. Ele tinha uma barba grande e de aparência áspera de aparencia suja e eu poderia facilmente confundir com um covil de ratos. Os meninos desceram do trem rindo, com as roupas amarrotadas e com os botões fora do lugar. Eles se juntaram a mim e Remus e andamos até o gigante que nos chamava.

—Todos aqui? — ele perguntou sorridente. — Bem- vindos a Hogwarts! Os melhores anos da vida de vocês será aqui. — ele riu e nós o seguimos por um caminho estreito até um lago gigante. — Só quatro em cada barco. – ele falou, olhei e vi que os meninos se sentaram no barco, ocupando os quatro lugares.

—Obrigada, cavalheiros. – resmunguei.

—Oh Addie, desculpe.- murmurou Remus, pretendendo se levantar.

—Tudo bem. Eu vou no outro. — falei o empurrando de volta para o lugar. Procurei um barco e passei por um que tinha uma menina negra gritando e rindo. Fui para o barco em que Lily estava junto do seu amigo e me sentei lá.- Olá, Lily. – falei para ela, que me olhou irritada.

—Devia pedir desculpas a Sev. — ela falou, emburrada.

—Quem é Sev? — perguntei, sem interesse.

—Ele. – ela aponta Ranhoso. Reviro os olhos. – Devia pedir desculpas. — ela repete.

—Não. Eu não peço desculpas. – proferi. Ela continuou a me olhar irritada. – Não! Não mesmo. – falei, ela me lançou um olhar estranho e repreendedor. – Nem pensar, Lily! – ela continuou me olhando e eu bufei irritada. — Qual seu nome? – perguntei para o garoto. Tentando fazer a Lily parar de me olhar daquele jeito esquisito.

—Severus Snape. — ele respondeu baixo.

—Eu sou Adhara Black. – falei, o analisando. Ele ergueu o olhar para mim. Ele parecia irritante, mas também solitário e esquisito.

—Pode chamar ele de Sev. – Lily disse, se dando por satisfeita.

Os dois começam a conversar sobre Hogwarts e me perguntaram algumas coisas, mas eu disse que queria estar em Beauxbatons, então tive que explicar para Lily o que era Beauxbatons.

A viagem de barco foi rápida, no meio do caminho coloquei a mão na água e escutei pessoas sussurrarem sobre uma Lula-Gigante, mas não fiquei com medo da água muito escura do lago. Enquanto saímos dos barcos, observei o castelo. Ele era realmente bonito e bem impressionante, mas ainda queria o magnifico Castelo de Beauxbatons.

Entramos nos castelo, e fomos direcionados a uma sala para esperar mais instruções. Uma mulher apareceu. Ela tinha cabelos escuros preso em um coque alto e firme, usava óculos de graus e tinha o rosto muito severo.

—Bem vindos a Hogwarts! — disse a mulher. — Eu sou a Professora Minerva McGonagall e Diretora da Casa da Grifinória. O banquete de abertura vai começar daqui a pouco. Mas antes que possam se sentar para o banquete, vocês serão selecionados para que casa em que irão ficar. A Casa ao qual ficarão é muito importante, porque, enquanto estiverem aqui, suas casas serão sua família. Vocês irão ter aulas com os outros alunos da sua casa, vão dormir em seus dormitórios e irão passar o tempo livre na sala comunal. Os nomes das casas são Corvinal, Lufa-Lufa, Sonserina e Grifinória. Cada casa tem sua honrosa história e todas produzem grandes e poderosos bruxos. Com seus acertos, poderão ganhar pontos para as casas e no final do ano, a casa com mais pontos ganha a Taça das Casas, uma grande honra, devo dizer. — ela nos olhou atentamente. — Espero que seja motivo de orgulho a casa a qual vierem a pertencer. A cerimônia de seleção vai acontecer dentro de alguns minutos. — ela então se retirou da sala.

—Isso é legal. — falou Sev, olhando ao redor feliz.

—É, até que aqui legal, Severus. – admiti sorrindo.

—ADDIEEE! — James berrou, chacoalhando os braços. Todos os alunos olharam para ele. E percebi que James gostava de chamar a atenção, eu já estava começando a realmente gostar dele.

—Até mais. – ri para Lily e Severus.

Passei por um menino que me encarou, então o encarei de volta. Ele tinha os cabelos meio arruivados e só pelo aparência dele, parecia ser rico. Tinha um menino negro ao lado dele, comentando alguma coisa. Desviei o meu olhar e passei por uma menina que estava revirando tanto os olhos que devia doer para uma menina negra tagarela.

Cheguei em frente aos meninos e sorri.

—Severus? — perguntou James debochado.

—Sei lá. Ele pode ser legal. — dei de ombros.

—Até parece. — ele bufou.

—Estamos em Hogwarts! – Sirius disse animado. Ele passou o braço pelo meu ombro. — Em Hogwarts. — ele repetiu. James riu, compartilhando da animação dele e passou o braço pelo ombro de Sirius.

A Professora Minerva apareceu novamente e abriu uma grande porta. Entramos no que ela disse ser o Salão Principal e todos os alunos se viraram para nós. Olhei para o teto surpresa e vi que parecia um céu.

—É enfeitiçado para parecer o céu lá fora.- murmurou Remus ao meu lado.- Dá para ver todas as estrelas. — disse. Eu não consegui conter meu sorriso para ele. Andamos até o banquinho onde tinha um chapéu velho e surrado em cima. O chapéu então criou uma boca e começou a cantar. Torci o nariz, para aquilo. — O que foi? – Remus perguntou curioso.

— Em Beauxbatons teria um pouco mais de classe. — falei, empinando meu nariz, mas eu tinha um tom de humor na minha voz. Remus achou engraçado e brincou:

—É claro que iria.

Eu sou o Chapéu Seletor

E chapéu mais esperto não há

Há muitos séculos atrás

Eu fui criado pelos fundadores

Só eu poderei dizer

Em que casa você deve ficar

Não tem nada em sua cabeça

Que eu não possa encontrar

Talvez seu destino seja a Grifinória

Casa dos corajosos e de valente coração

Ou então será Corvinal

Onde estão os de maior inteligência e saber

Ou quem sabe Sonserina

Casa dos alunos que tem ambições e gostam de poder

Ou ainda Lufa-Lufa

Onde estão os mais justos, pacientes e leais

Basta apenas me experimentar

Não tem o que temer

Até hoje ainda não me enganei

Vamos, me experimentem!

Darei uma olhada na sua cabeça

E direi qual é casa ideal para você.

Assim que o chapéu terminou de cantar, começaram a chamar os nomes de alunos.

—Amélia Alwrence. — uma menina gordinha andou e se sentou no banco. A Professora Minerva colocou o chapéu em sua cabeça e segundos depois, o chapéu gritou:

—LUFA-LUFA. — a menina foi até a mesa que batia palmas animadas. Ela falou mais alguns nomes, Ackles, Aldine ...

—Adhara Black. — chamou. Arrumei meu cabelo e andei confiante até o banquinho. O chapéu foi colocado na minha cabeça e e começou a falar.

Adhara Polaris Dahlia Black! Sua mente é bem complicada, menina. Tem a lealdade de uma lufana e a inteligência de uma corvina, mas não é isso que predomina em você. A decisão é Sonserina ou Grifinória. Tenho certeza que se daria muito bem na Sonserina com a sua ambiciosidade, mas a sua coragem supera tudo. Sim, definitivamente ...GRIFINÓRIA!

Meus cabelos ficaram vermelho fogo e a mesa da Grifinória que até então estava surpresa que uma Black foi para lá, rompeu em palmas. Me levantei do banquinho e entreguei o chapéu a professora. Pisquei para os meninos quando passei em frente a eles e andei sorrindo até a mesa da Grifinória, que me esperava aos gritos.

—Sirius Black. — o mirei e o vi andar para lá parecendo até um pouco nervoso, mas não acho que as pessoas conseguiam ver isso. Ele olhou de relance para mesa da Sonserina, mas o chapéu falou em alto e bom som quando foi posto em sua cabeça:

—GRIFINÓRIA. — a mesa da Grifinória ficou em silêncio novamente, não acreditando que mais um Black iria para lá. James começou a bater palmas e então a Grifinória o acompanhou. Bati palmas, sorrindo para o meu primo.

—Estamos na Grifinória. – falei para ele assim que ele se sentou ao meu lado. — Meu pai passou a viagem toda até a estação, me falando sobre o quanto eu iria gostar da Sonserina. — eu ri. Sirius riu de volta.

—Não acredito que estamos na Grifinória. – ele riu animado e me abraçou. Gostei do seu abraço e retribui.

—Etienne Bagman. — chamou. A menina foi para Corvinal assim como Célia Bustraft, que foi chamada logo em seguida.

Os gêmeos Carrow foram para Sonserina. Eram muito parecidos, apesar de um ser um menino de cabelos castanhos e a outra ser uma menina de cabelos loiros.

—Zigmund Corner.

Ele foi para a Corvinal.

—Lily Evans. — observei a ruiva andar até lá em um misto de animação e ansiosidade.

—GRIFINÓRIA. — vi o desapontamento no rosto de Severus, quando Lily se sentou perto de mim.

—Não liga. — falei para ela, quando a vi olhando Severus tristemente. — Você ainda pode ser amiga dele mesmo assim. — garanti. Ela me deu um sorriso feliz.

—Mirtha Flint. — a menina de cabelos marrons e olhos claros foi para a Sonserina.

—Jacob Forman. – um menino com dentes tortos se sentou no banquinho e foi para Lufa-Lufa, depois teve mais alguns nomes.

—Cindy Gray.

A menina loira foi para a Sonserina e eu vi um menino da Grifinória que parecia estar no terceiro ano reclamar em alto bom som.

—Rabastan Lestrange.

Era o menino que me encarou no Hall de entrada. Ele era bonitinho e foi para a Sonserina.

—Remus Lupin.

Remus me olhou de lá e eu tentei lhe dar o meu melhor sorriso. Ele se sentou no banquinho, apertando a mão uma na outra.

—GRIFINÓRIA.

Ele sorriu e praticamente voou até nós. Se sentou a minha frente e se debruçou para me abraçar apertado, corando um pouco pelo próprio entusiasmo.

McKinnon e Meadowes vieram para a Grifinória assim como uma menina muito animada chamada Mary.

—Nancy Mitchell. — chamou. Ela foi para a Lufa-Lufa.

—Glenn Pampbell.

—Nina Peakes.

Ele foi para a Corvinal e ela para a Lufa-Lufa.

—Peter Pettigrew.

Peter quase tropeçou no meio do caminho, mas se recuperou e conseguiu se sentar no banquinho.

—GRIFINÓRIA. — o chapéu anunciou depois de longos cinco minutos. Peter correu até nós animado.

—James Potter.

James se sentou todo confiante no banquinho, olhando todos com um sorriso maroto e a cabeça levantada. E o chapéu mal tocou sua cabeça antes de anunciar:

—GRIFINÓRIA!

Ele gargalhou e entregou o chapéu para a Professora McGonagall, antes de abraça-la, o que fez bastante gente gargalhar, assim como o Direto Dumbledore que sorriu para James. Ele se sentou animado na mesa, e começou a abraçar todo mundo. James era uma pessoa que gostava muito de tocar as pessoas.

—Diana Rosier.

Ela foi para a Sonserina.

—Jackie Rudetsky.

Foi para a Lufa-Lufa e parecia muito feliz sobre isso.

—Severus Snape.

—Ranhoso. — murmuraram James e Sirius, com uma careta.

—SONSERINA.

Severus olhou para Lily intensamente antes de se sentar na mesa da sua casa.

—Emmeline Vance. – chamou uma garota de cabelos pretos e olhos azuis eletrizantes. Ela foi anunciada para a Grifinória também, quando passou por mim deu um sorriso que eu retribui.

—Zahida Zabine.

Foi selecionada para a Sonserina.

—Sejam bem-vindos a mais um ano em Hogwarts! — o Diretor Dumbledore falou. — Antes de nós desfrutarmos desse delicioso banquete, eu gostaria de dizer algumas coisas. — ele disse e se levantou. O olhei impressionada. Albus Dumbledore era um dos maiores bruxos de todos os tempos todo mundo sabia disso. — Primeiro, gostaria de avisar aos alunos novos de que a Floresta Proibida é extremamente perigosa e restrita a todos os alunos. — ele disse mais algumas banalidades e então a mesa se serviu de um delicioso banquete.

—E então Adhara Polaris Dahlia, nós somos as ovelhas negras da família Black...ou melhor ovelhas brancas — disse Sirius ao meu lado, ele riu tanto da própria piada que a comida espirrava da sua boca.

—Que nojo, Orion. — resmunguei. Ele e James riram alto e mirei Remus a minha frente. — Vamos fingir que não os conhecemos. — brinquei. Remus riu, mas não muito como se não quisesse que os meninos achassem que ele estava debochando deles.

—Está ansiosa para amanhã, Addie? — ele perguntou, comendo civilizadamente e não como Sirius, James e Peter que pareciam que nunca tinham visto comida na vida.

—Eu não sei. Estudar é um saco, apesar de eu ter memória fotográfica. — falei. — Mas ler tudo, é um saco mesmo assim.

—Isso faz parte. — ele disse. Dei de ombro e peguei várias guloseimas. — Se continuar a comer desse jeito vai passar mal. — Remus avisou.

—Ta bom, pai.- eu disse. Não consegui revirar meus olhos para ele e me empanturrei com mais chocolates. Remus balançou a cabeça negativamente risonho.

Quando o banquete acabou, era hora de irmos para o nosso Salão Comunal. Fomos para a Torre da Grifinória, que era onde ficava o Salão Comunal, e os dormitórios. Era o último andar, então era um longo caminho até chegarmos lá, ainda mais que as escadas se mexiam.

— A senha é Salgueiro Lutador. — falou a monitora que nos guiava. — É em homenagem a árvore que foi plantada esse ano nos terrenos da escola. — contou.

Remus ficou inquieto ao meu lado e eu lhe cutuquei com meu cotovelo para fazê-lo rir novamente.

Entramos na torre. Já tinha alguns alunos da Grifinória ali e tudo era vermelho, muito vermelho. Tinha uma grande lareira que me parecia bastante acolhedora e que contrastava com a vermelhidão do local. A monitora nos guiou para os nossos dormitórios e os meninos se despediram de mim apressados e entraram no próprio dormitório empurrando os ombros uns dos outros.

Caminhei para o meu dormitório e abri a porta que tinha meu nome nela.

—Aquela cama é minha! – berrou Mary MacDonald se jogando em uma das camas.

—Maluca. – sussurrei. E olhei a garota negra de cachos volumosos e crespos que pulava em sua cama, fazendo seus cabelos se agitarem e os olhos girarem de um jeito bizarro.

—Com certeza. – Emmeline Vance disse parando ao meu lado, com um sorrisinho debochado, retribui aquele sorriso. Marlene Mckinnon apareceu correndo para pegar uma cama e Emmeline colocou o pé para ela cair, a garota se esborrachou no chão. – Ai meu Merlin, me desculpe. – Emmeline pediu falsamente. Lily ajudou Marlene a se levantar e lançou "aquele" olhar a Emmeline.

—Você parece ser legal. – eu ri.

—Você também. – ela respondeu. — Para quem tem essa cara de metida. — acrescentou. A mirei de cima a baixo e cruzei meus braços.

—Pode me chamar de Addie. – disse. Empinei meu nariz e sorri travessa, gostando dela. – Acho que vamos ser ótimas amigas, Emmeline.

—Acontece que eu acho o mesmo, Adhara.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Me falem tudo que acharam sobre o capítulo. Emmeline e Adhara vão ser realmente GRANDES amigas pra vida todo, isso foi só o começo. Espero que tenham gostado ♥ xoxo ~Aurora