Notas iniciais
Caso não tenham entendido o significado dos parentasses, são tipo comentários do próprio narrador, são como coisas que queríamos dizer mas não dizemos por causa daquela coisinha na nossa cabeça dizendo para não dizer kkkkkk então, aqui está quinto capítulo.

Pov Peg

Então estávamos naquele silencio todo significativo, Ian me encarava com certa fascinação e curiosidade. Eu sentia seu olhar e acho que resistir a ele, foi a coisa mais difícil de todas.

— Você não gosta de como as coisas ficam totalmente diferentes quando as vemos de outro ponto de perspectiva ? – foi a coisa mais nerd que eu já disse, mas eu tinha que desmanchar aquela tensão

— unhum, principalmente quando as vemos por dentro e não só por fora – ele suspirou – quando percebemos que a verdadeira beleza está quando as conhecemos melhor –ele deu uma pausa- e quando nos identificamos e percebemos que temos tanto em comum, apesar de sermos completamente diferentes, do ponto de vista das pessoas.

Ok, eu senti que essa foi pra mim eu comecei a sentir meu rosto queimar

-hãã... – vermelha vermelha vermelha – s-si, o frio de inverno... e como tudo isso muda de uma hora pra outra....

— unhum- ele concordou serio – Peg?

— sim?

— não acho que estejamos falando mais da cidade

— hmmm não?

Ele balançou a cabeça negativamente e me olhou com aqueles olhos que pareciam avaliar toda a minha alma

— Peg?

— sim, Ian

— Qual é o seu nome verdadeiro, de verdade?

Dessa vez eu suspirei

— é Peregrina

Ele assentiu e nós ficamos se olhando. Seus olhos safira, neve e meia noite estavam fixados nos meus e de repente voltaram- se para a minha boca. Ele se aproximou para me beijar mas no ultimo segundo a aeromoça interrompeu, nós nos afastamos brutalmente

— vão querer alguma bebida?- a mulher sorriu para nós de jeito carinhoso, tinha o nariz arrebitado, era magra, alta e loira. Uma típica americana.

Ian fez uma cara irritada e se virou para ela.

— não obrigado, talvez mais tarde – ele olhou pra mim como se confirmando, eu assenti. Eu realmente não estava com sede naquele momento.

Ela sorriu e voltou- se para a fileira ao lado.

Veio um silencio constrangedor enquanto a aeromoça estava do nosso lado. Nenhum dos dois se olhava até que ela se moveu e foi mais pra frente atendendo a fileira de traz.

— posso te beijar agora?- Ian falou e olhou pra mim.

Respondi com um sorrisinho ele colocou a mão no meu pescoço me puxando pra mais perto. Nós ficamos naquele beija-beija até que um cedesse e perdesse o folego, enquanto me beijava, Ian subiu o encosto do braço para se aproximar mais de mim, mas sem romper o beijo.

Foi difícil de acreditar que eu estava ficando com o cara mais lindo (e mais fofo) de todos e ainda filho de Marrie O’Shea, MARRIE O’SHEA!!! Acho que eu nem estava vestida pra aquilo, mas quem liga? Hihihihihihh. Quando eu não consegui mais segurar o folego ele começou a me dar selinhos por todo o rosto depois de uma olhada profunda em meus olhos ele me deu um beijo em minha esta e voltou pra encontrar a testa na minha e ai ficou ficou acariciando meu rosto me deixando cheia de arrepios.

— Peregrina? – ele falou pronunciando pela primeira vez o meu nome.

— sim?

— posso falar uma coisa?

Eu balancei a cabeça e ele se afastou para me olhar e depois colocou as mãos na testa como se pensando se iria ou não falar aquilo.

— eu...meio que tenho uma queda por você? – ele falou como se não tivesse certeza do que eu iria pensar sobre aquilo – e... estou com muita vontade de te beijar de novo

Eu meio que sorri involuntariamente.

— Ian?

— sim?

— posso te falar uma coisa também?

Ele olhou pra mim juntando as sobrancelhas em expectativa

-eu.. meio que tinho um queda por você... – ele ficou com um meio sorriso no rosto- e estou com muita vontade de beijar de novo.

Ele riu

— parece que temos dois problemas aqui- ele se aproximou de novo

— sim, nós temos. É melhor resolvermos isso imediatamente antes que q- mas antes que eu pudesse terminar alguma frase tosca ele já estava com os lábios colados nos meus.

Ele riu.

— o que? – eu ri e falei entre os beijos

-aah você vai definitivamente conhecer a minha mãe

Eu me afastei e fiz uma cara séria

— ei, calma lá, vamos devagar no nosso relacionamento. Você já está quase me obrigando a conhecer a minha mãe e eu não gosto de caras mandões...

Ele olhou pra mim duvidando da seriedade daquilo e qusndo viu que eu estava brincando voltou a me beijar, mas fomos interrompidos de novo pela aeromoça.

— lixo por favor?

Ai a gente parou de se agarrar e Ian falou

- não temos

Ela assentiu e virou para a outra fileira

— estou começando a desconfiar dessa aeromoça – ele sussurrou pra mim e eu comecei a rir

- ela está caidinha por você- eu sussurrei de volta

- o que? – ele disse surpreso- nãão

- é sim, de cinco em cinco segundos ela olha pra você- eu sussurrei- quer ver?

Ele olhou pra mim duvidoso e eu peguei o rosto dele e virei na direção dela

- 3, 2, 1... – e afirmando a minha hipótese a loira oxigenada (nojenta) olhou pra a gente

Ele olhou pra mim com um meio sorriso

- pura sorte

Eu apontei com a cabeça de novo

- 5, 4, 3, 2, 1... e ai está a olhada de novo

Ele começou a rir

- pena que eu estou com olhos pra outra agora

Meu estomago embrulhou com aquelas palavras

- é mesmo? Não estou acreditando nisso – ele me deu um beijinho de esquimó- mas a final quem é “para outra garota”? – os dois riram