Notas iniciais
Por favor me perdoem os erros de ortografia

Pov. Peg

Aquela conversa estava tão agradável que eu quase não tive coragem para termina-la

- mas então- eu disse me recuperando- fale-me mais sobre sua mãe

- sério?- olhou pra mim retorcendo o rosto

- sim! Quero saber tudo sobre a Sra. O’Shea!

Ele suspirou.

- ok, mas você vai ficar com sono, só dizendo...

Eu olhei pra ele toda ansiosa (com aquele olharzinho que toda mulher tem de “por favoroorr”). Então ele começou a falar. Tudo. Sério. Desde como ela começou na carreira de moda como eu(um nada), e só fazia bicos por ai, até que conseguiu um contrato com uma empresa independente, se tornou sócia. Contou do seu breve momento de ouro quando ela e seu sócio se davam tão bem que estavam começando a atingir outro nível, mas ai ela descobriu que o sócio estava desviando dinheiro e ela o processou, o cara foi preso e perdeu todo o direito sob a empresa, assim, ela se tornou a dona oficial (a “senhoria” se quiser). E antes mesmo desse rolo todo, ela se apaixonou pelo pai dele um dos advogados (provavelmente o mais bonito, por favor), e tiveram ele, o irmão e mais 3 irmãs. Anotei em minha mente para perguntar o nome deles depois.

Perguntei em que parte disso, ele tinha saído de casa. Ele me disse que já estava morando em L.A. quando descobriram que o cara era da máfia, a aliança durara anos e anos até que tudo desmoronasse. Ian me disse que Marrie(se é que posso chama-la assim) quase colocara tudo a perder por causa da pouca credibilidade que deram a ela, mas graças aos tempos de ouro, ela conheceu muita gente importante(com dinheiro), e todos eles ajudaram ela. Todos os filhos ajudavam mandando dinheiro, inclusive Ian(o que eu achei muito legal, família unida é tudo de bom), e devagarzinho ela foi recuperando (o poder) a credibilidade, e agora ela está nessa de procurar jovens talentos (EU EU EU EU EEEEUUUU).

Depois quis saber da vida dele, seu passado. Ele hesitou a principio, não quis falar muito, disse que eu acharia estranho (mas no final eu compreendi porque... porque... bem, pra mim, foi do mesmo jeito). Falou que era uma criança de 6 anos aproveitando a vida, brincando de esconde- esconde com as crianças do bairro (de ricos), e de repente estava no aeroporto voltando pra casa depois de 3 anos, pensando que estava sendo seguido por uma mulher linda de cabelos loiros, baixinha e conhecendo ela . E de repente de novo , estava beijando ela (só pra o caso de não ter percebido, sou eu de quem ele está falando). Claro que eu já estava quase roxa de tanta vergonha nessa ultima parte, ele estava me incluindo na vida dele, e aquilo. Era. Muito. FOFO. Mas, tinha uma ultima coisa que eu queria saber

— e a sua vida amorosa? – ele me olhou estranho- quer dizer, nunca teve alguém pra chamar de amor, ou, ou, sei lá, uma ventura amorosa?

Eu não estava dando uma de senhora ciumenta pra cima dele, por favor, não. Eu mal conhecia o cara. Quer dizer, a gente se beijou, e? Ele falou umas coisa bem legais (legais o que?! ) pra mim. E me deu uma oportunidade de vida que, nossa, nunca vou poder retribuir. Mas já que estávamos ali, e tínhamos mais de 5 horas de viagem pra conversar, porque não? Aposto que ele iria querer/ quer saber tudo sobre a minha vida também (ou não *carinha triste*). Mas apesar da minha pergunta super-indelicada, ele me olhou carinhosamente e respondeu tirando uma mecha da minha testa.

— por incrível que pareça- ele começou a brincar com um dos meus cachinhos com uma pausa- acredito estar vivendo uma agora. – e sorriu para mim.

Eu não consegui deixar de abrir aquele sorriso tosco de gente quando recebe uma boa noticia (ou uma super-boa noticia ). Coloquei minha cabeça sob seu ombro bocejando. Aquela conversa toda me deixou cansada de jeito.

— ei, não pense que escapou de contar sobre a sua vida, quero saber tudo sobre você – haha então ele quer saber mesmo.

Mas eu só sorri, e dormi