When Smiled You Knew

11 Capítulo 11- Mother


Notas iniciais
Oii pessoas lindas ! Capítulo novo para vocês e espero que gostem !

Aquela semana tinha passado voando. Tambem tanta correria para os amigos do Abc, que havia aumentado o numero de participantes. Eles tiveram até que mudar o lugar da reunião que não coube todas as pessoas no pequeno Café Musain.

Enjolras e Combeferre conversaram com o reitor da universidade sobre deixar eles usarem o auditorio para as reuniões. No começo o reitor ficou meio em duvida,mas acabou cedendo. Afinal ele apoiava os alunos,so não podia deixar eles saberem disso.

E assim foi,cada dia aparecia mais pessoas,até quem não estudava em Sorbonne aparecia. O grupo de brasileiros que os Amigos ajudaram estavam retribuindo o favor e o que precisassem eles faziam.

Nessas reuniões Éponine participava,mas evitava ficar muito perto deles. Na verdade ela estava meio quieta desde de segunda. Ela queria aquele papel mais que tudo,poderia ser a chance dela conseguir alguma coisa. Éponine tinha ouvido que grandes diretores do principal teatro de Paris sempre iam assistir as peças e eles sempre escolhiam os melhores para peças importantes que eles montavam.

"Você foi boa Éponine... Mas achei totalmente desnecessario você contar aquilo que aconteceu com você. Você sabe que eu te considero uma das minhas melhores alunas,mas dessa vez eu acho que você mesma acabou com a sua chance" disse seu professor de interpretação,o favorito de Éponine.

"Sabe eu gostei da sua interpretação. Mas eu fiquei chocada com sua escolha. Eu acho que houve alguns deslizes. Muitas vezes você saiu do seu personagem e foi Éponine e você sabe que isso não pode acontecer jamais. Foi uma pena o que aconteceu com você,sinto muito,mas você não precisava ter adicionado isso ao texto que você escreveu que era excelente. Do que adianta uma iluminação perfeita, a sonoridade de você peca na atuação? Dessa vez você se precipitou em achar que colocar algo pessoal te ajudaria" a professora de improvisação e cenografia lhe disse.

"Seu corpo estava otimo. Eu adorei sua movimentação corporal. Eu consegui sentir seu sofrimento,não porque você disse que estava sofrendo e sim por causa da movimentação de seu corpo. Como sabemos muitas vezes não precisamos de palavra é so usar o corpo de forma certa. O corpo se usado de forma correta fala mais que mil palavras! Você é boa Éponine,eu adorei sua interpretação,não acho que em momento algum você saiu do seu proposito ou do seu personagem. Eu so acho que esse tema não era adequado. Ta você quis passar informações que são sim importantes mas poderia ter escolhido outro momento,as pessoas vem ate aqui para se esquecerem que elas tem problemas lá fora,não para encher suas cabeças com mais problemas. Você poderia ter escolhido outro tema. Você se prejudicou por causa dele, Éponine" seu professor de corpo lhe falou e isso a desanimou.

Seus três professores não haviam gostado e ela precisava deles para conseguir o papel.

Ela tinha certeza que não iria fazer parte do elenco e isso a deixava triste. Mas é claro que ela não iria contar isso para ninguem.

Na sexta Enjolras estava trabalhando quando Cosette chegou no café e se sentou no balcão sorrindo.

-Salut, Enjolras. Ça va bien?

-Bien y toi?

-Bien, merci... Vim lhe trazer os horarios dos ensaios para o casamento- ela entregou o papel para ele.- O que você me indica para beber?

-Bem... Na verdade eu não sei. Nunca provei nada daqui. O que as pessoas pedem bastante é o chai latte e o croissant de chocolate.

-Então me vê isso...- Enjolras anotou o pedido e entregou na cozinha. Quando voltou para o balcão estava encarando ele com uma cara de maníaca.

-Algum problema, Cosette?

Ela negou com a cabeça, Enjolras colocou o pedido na frente dela.

-Nenhum... só estava me perguntando quando você vai pedir desculpas para Éponine. Assim sem pressão, mas você não acha que já está demorando demais,não?

-Olha,Cosette eu tentei, de verdade. Ela não quer. O que posso fazer?

-Tentar de novo?- ela olhou sugestivamente para ele, enquanto levava a bebida a boca.- Isso é bom ! Éponine ela é meia cabeça dura, mas é serio, vocês tem que voltar a se falar.

-Cosette, você ta com um bigode branco.- Cosette riu e limpou a boca com a costa da mão.- Vou falar com ela assim que encontrá-la.

-Obrigada. Quanto que ficou?

-Você nem tocou no croissant !

-So vim aqui para lhe entregar isso. Já faz semanas que eu pedi para Marius fazer isso, mas quem disse que aquele cabeção, lembra? Então eu vim pessoalmente. Eu sei que você não gosta muito de mim. Tenho que ir senão vou perder o ônibus, deveria ter ido com Éponine hoje cedo.- Cosette falava enquanto procurava a carteira na bolsa- Vamos visitar meus pais. Sabe como é dia das mães, e se não formos dona Fantine vai fazer um drama.

-Ah sim.- Enjolras não sabia o que dizer- Não precisa pagar, Cosette. Por minha conta.

-De jeito nenhum- ela colocou o dinheiro sobre o balcão- Você deveria vir conosco qualquer dia visitar meus pais. Eles adoram receber gente em casa... Mas o que eu estou dizendo? Você vai lá para meu casamento... Realmente acho que estou falando demais. Tenho que ir. Ate mais.

Cosette saiu saltitando do café e Enjolras a ficou observando. Ele guardou o papel no bolso e voltou a fazer suas obrigações quando Cosette voltou correndo e descabelada.

-Esque... esqueci que mandaram te entregar- ela falou entre uma arfada e outra e deixou um envelope pequeno encima do balcão, acenou e saiu correndo.

Enjolras abriu o envelope e encontrou um conhecido papel de bilhete vermelho com uma escrito com uma letra miúda.

“Domingo é dia das mães, o que você acha de ir ver a sua? Ela não tem culpa do que seu pai fez. Faça ela sorrir e agradeça por ela se importar tanto com você.

Éponine”

Enjolras leu e releu varias e varias vezes aquele bilhete. Realmente desde que ele saíra de casa nunca mais viu sua mãe. Ele lembrou que a ultima imagem que tinha de sua mãe era ela chorando ao ele bater a porta e sair de casa. Ir vê-la era o mínimo que ele podia fazer.

Mas tinha o pai,ele não queria de jeito nenhum trombar com o pai e se ele fosse ate lá ele estaria ali e eles iriam brigar o que ia deixar sua mãe mais triste. Ele poderia ligar para a mãe e pedir para ela se encontrar com ele em algum lugar. Mas provavelmente seu pai a iria proibir.

Ele passou o dia inteiro com isso na cabeça, pela noite quando chegou ao apartamento encontrou Marius e Courfeyrac jogando vídeo game. Nenhum dos dois desviou o olhar da TV e Enjolras foi para o quarto.

Decidiu não ir ver sua mãe, ele mandaria um bilhete depois. Ele pegou o bilhete que Éponine escrevera para ele,isso provava que não estava tão brava com ele. Enjolras leu de novo e se lembrou do que Cosette dissera mais cedo: "Se não formos passar o dia das mães com a dona Fantine ela faz um drama"

Éponine estava indo visitar a mulher que não era sua mãe biológica e sim de consideração e ele arrumando dificuldades para ir ver a sua que sempre o amou independente de tudo.

Por fim decidiu ir ver a mãe no domingo, era incrível como Éponine conseguia deixar seu lado humano sentimental falar mais alto.

Quando saiu do quarto encontrou Grantaire , Combeferre, Joly, Jehan,Bossuet, Bahorel e Laigle na sala.

-Já íamos te chamar, Enjolras. Vamos assistir um filme.

-Vamos fazer o teste para ver quem é macho aqui... Tenho certeza que Marius, Joly e Jehan vão sair gritando como garotinhas.

-Cuidado com o que você fala Grantaire... Pode ser que no final você que saia gritando- Enjolras falou se sentando.

-Ate parece que um filminho de terror vai me assustar. Eu vivo nesse mundo e não estou assustado.

-Aqui a cerveja- Combeferre entregou uma garrafa para cada um- Agora só falta a pizza chegar.

-Que filme vamos assistir?- Joly perguntou enquanto higienizava a garrafa.

-“ Do inferno”.... É antigo,me falaram que é bom.- respondeu Courfeyrac.

-Os melhores filmes de terror são os antigos. Os de agora são uma piada. O melhor que eu já assisti na minha vida foi o Exorcista.- respondeu Bossuet.

-Eu não consegui assistir os dez primeiros minutos do Exorcista. Confesso que eu so faltei me borrar todo- confessou Grantaire- E você Enjolras,qual o melhor filme de terror que você já assistiu?

-Você vestido de mulher.- todos os amigos riram e concordaram com Enjolras. Grantaire fez uma careta- Mas falando serio eu não sei. Não gosto muito de assistir filmes.

-Era isso que eu ia falar. É a primeira vez que você se junta a nós para um filme. Isso é estranho- respondeu Jehan que estava com o caderno de desenho aberto no colo.

-Enjolras está mudando. Vocês não perceberam?- Laigle gritou da cozinha.

-Pequenas mudanças so acontece com um homem quando ele esta apaixonado por uma garota- Jehan falou e Enjolras engasgou com a cerveja.

-Enjolras está amando? Eu nunca pensei que meu rim agüentaria para ver esse dia- Grantaire falou rindo e Enjolras sentiu as orelhas queimando.

-Quem é ela? Nó conhecemos? Como ela chama?- Marius o bombardeou com perguntas.

-Não tem garota nenhuma!....

-Meu Deus! É um garoto?- Grantaire perguntou serio e Enjolras lhe deu um olhar mortal- sem preconceitos. Continuaremos sendo seus amigos.

-Não tem garota,nem garoto. Eu não estou amando ninguém ! Se não querem minha companhia, ótimo vou para o meu quarto.

Enjolras terminou de falar e os amigos olhavam para ele. Eles trocaram olhares entre si e começaram a gargalhar.

Enjolras então percebeu que tinha sido defensivo demais na sua resposta e provou o contrario. Grantaire estava vermelho de tanto que ria.

-Não se preocupe, Enjolras. Não é pecado algum estar apaixonado- Jehan o consolou.

-Quando você quiser nos contar quem ela é,não iremos rir de você.- Marius falou colocando as pizzas na mesa de centro.

-Diga isso por vocês. Eu vou rir e zoar tanto com a sua cara — Grantaire falou tentando parar de rir, Enjolras o ignorou.

-Calem a boca e vamos assistir essa porcaria de filme logo!

Foi a primeira vez que Enjolras passava tanto tempo com os amigos sem falar nada relacionado a política ou manifestações. E foi divertido. Geralmente ele ia nas festas por educação ficava um pouco e ia embora, ou eles conversavam logo após as reuniões mas nada comparado aquilo.

Ele nunca fora de querer fazer o que as pessoas da idade dele faziam. Mas aquilo era definitivamente legal, seus amigos pareciam leves, jovens e pela primeira vez Enjolras se sentiu com 22 anos, ali naquele momento ele não tinha que agradar ninguém ,não tinha que lutar por nada nem resolver problemas. Ele podia relaxar e deixar sua mente vaguear por coisas sem importância. E ele gostou dessa sensação.

Grantaire foi o primeiro e único a gritar o que lhe rendeu algumas piadinhas, Joly ficava se perguntando como que era permitido que gravassem em situações tão precárias que poderiam causar doenças. Jehan reclamou que da próxima vez ele escolheria o filme, uma comedia talvez que ele não via qual era a graça das pessoas morrerem só porque alguem decidiu matar sem motivo.

Para os outros o filme havia sido normal, nada demais.

Eles começaram a juntar as garrafas e outros lixos que estavam espalhado na sala.

-Eu vi Cosette hoje- Enjolras se lembrou e comentou com Marius — ela foi me entregar os horários dos ensaios. Ela está bem animada com isso.

-Nem me fala. Ela estava quase me esganando porque eu não entreguei para você.

-Você tem certeza que quer casar?- Combeferre perguntou.

-Assim,casar já eu não queria. Eu amo a Cosette mais que tudo e não vai ser um pedaço de provar isso. Eu a chamei para morar comigo, mas ela disse que só depois de casada.

-Então quer dizer que vocês não fazem...?- Courfeyrac se enfiou no meio da conversa.

-Não me sinto a vontade para responder isso Courf. Pessoal demais. Mas as vezes ela vem dormir aqui ou eu vou dormir lá. Acontece que é sonho da mãe da Cosette vê-la casada. Eu nunca conseguiria dizer não para minha Cosette. Alias só estamos adiantando o que iria acontecer um dia.

-Ela mencionou que ela e Éponine iam visitar a mãe.

-Sim, Cosette queria que eu fosse junto, mas eu vou ir visitar a minha.

-Mas não moram na mesma cidade?- Enjolras perguntou,ele se lembrava que Marius disse que estudara com Éponine.

-Moravam. O pai de Cosette ficou doente e eles se mudaram para uma fazenda. Que é a fazenda. Enorme. Por isso o casamento vai ser feito la.

-Alguem afim de jogar baralho?- Bahorel perguntou- Um poquerzinho talvez?

-Por mim pode ser- Marius se sentou e os outros amigos sentaram- Vamos jogar Enjolras.

-Eu não sei jogar.

-Nós te ensinamos,senta ai.

-Meu. Deus! Isso é real ou eu já estou bêbado demais? Enjolras se divertindo? O mundo ta acabando realmente!

Poderiamos dizer que Enjolras teve aquela sorte de principiante que ganha todas,mas não! Ele não ganhou uma vez.

-Pena que não tem garotas aqui,por que poderiamos propor um strip poquer.- Grantaire falou enquanto ganhava de novo.

-Eu acho isso uma coisa indecente- Joly falou enquanto destribuia as cartas.

-Você acha tudo indecente, Joly.

-Grantaire você já foi a Montmarte?- Enjolras perguntou se lembrando que quando ele tinha ido lá pensou em Grantaire.

Grantaire olhou pasmado para Enjolras.

-Quem é você e o que fez com aquele mala do Enjolras?... Claro que eu conheço! Éponine e eu vamos toda sexta até lá,bebemos e depois competimos no karaokê. Ela sempre ganha. Deveriamos ir qualquer dia competir. É muito engraçado.

-Só em sonhos que eu vou cantar- Reclamou Bossuet.

-Amigos mais essa partida e vamos acabar. Amanhã tenho que pegar o trem cedo para ir visitar minha velha.- Marius falou enquanto dava um gole na garrafa.

No domingo pela manhã Enjolras acordou bem cedo. O sábado havia sido tranqüilo e ele tinha ido procurar um presente para a mãe. Ele sabia que aquele horário ela estaria na igreja.

Ele saiu do apartamento e pegou sua antiga chave e foi para casa. Quando chegou lá estava fazia e começou a arrumar a mesa para o café da manhã. Obviamente ele não iria se atrever a tentar cozinhar, por isso comprou tudo pronto na doceria preferida de sua mãe.

Enjolras ouviu a porta se abrindo e se sentou na cadeira. Quando sua mãe chegou levou um susto, e colocou a mão sobre o peito.

-Bonjour, mademoiselle.- Enjolras falou se levantando e sua mãe jogou os braços ao redor do seu pescoço e começou a chorar. Ela chorava de felicidade, por ver o filho. Ela já tinha aceitado que não o veria, ela não tinha noticia dele há um bom tempo, tudo o que ela sabia era o que o reitor da faculdade a contava, mas mesmo assim era insuficiente para um coração de mãe. Enjolas não afastou o abraço, ele ficou ali, o tempo que ela precisasse, ele também sentia falta da mãe de quem ele sempre fora mais próximo.

-Enjolras, mon fils.- ela se separou dele e pegou o rosto do filho nas mãos e o olhou bem.- Está tão mudado. Está mais magro. Você anda comendo direito. Meu filho eu estou tão feliz de te ver. Senti tanta saudade- ela o abraçou novamente.

-Eu também senti, mãe.

Ela se separou e deu um tapa forte no rosto de Enjolras. Ele olhou assustado e sem entender nada para mãe.

-Isso é por sair de casa e passar esse tempo todo sem me dar noticias. Você tem idéia que você quase me fez morrer de angustia? Não, não faz. Porque é um irresponsável. Igual ao pai ! E esse- ela bateu de novo – Foi por quase me fazer ter um infarte agora !

-Vai ficar me batendo mesmo? Olha que eu vou e não volto mais.

-Faça isso que eu vou ir atrás de você, Enjolras. Ah meu filho, não faça mais isso. Volte para casa. Todo dia eu me deito e rezo para Deus te proteger. Eu vi fotos suas nos jornais, você saiu em protesto. Seu pai ficou orgulhoso. Ele não me disse nada, mas aposto que ficou orgulho de você.

-Duvido muito. Mas feliz dia das mães. E eu vou tentar aparecer mais vezes aqui. Onde está o pai?

-Deve chegar daqui a pouco. Você não vai embora, vai? Por favor passe o dia comigo hoje. Por faor só por hoje esqueça o seu desagrado pelo seu pai.

- Tudo bem, mãe.- Enjolras deu um beijo nela e puxou a cadeira para ela se sentar.

-Oh Mon Dieu. É da daquela doceria que eu gosto?

-Sim. Maille, certo?

-Oui. Ah meu filho o melhor presente que eu poderia pedir.- eles ouviram a porta se abrir. Enjolras se retesou, mas tentou parecer normal. Era a primeira vez que ele iria ver o pai depois daquele dia e ele não iria sair daquela casa com a mãe dele chorando novamento.- Oh, meu bem! Venha até aqui ver quem veio nos visitar. Você não vai acreditar!

O pai de Enjolras chegou a porta e ficou surpreso em encontrar o filho ali. Ficou aquele silêncio constrangedor, nenhum dos dois parecia saber o que falar. A mãe de Enjolras pareceu não perceber, estava feliz demais por ver o filho.

-Bonjour, M’sieur. – Enjolras foi o primeiro a quebrar o silêncio. Ele foi formal e frio ao falar com o pai.

-Bonjour, Enjolras. O que faz aqui?

-Ele veio me ver ! Meu bebê veio me ver. Eu ganhei o melhor presente. Ele comprou no Maille. Dá para acreditar?

-E como você conseguiu dinheiro?- ele perguntou se sentando.

-Eu estou trabalhando.

-Trabalhando? No que se posso saber.

-Como garçom em um café.- Enjolras respondeu e seu pai deu uma risada de deboche.

-Que grande trabalho, não? Isso porque faz uma faculdade boa, imagina se não fizesse no que iria trabalhar. Você ainda faz faculdade, não faz?

-Não é um trabalho que eu sonhei, mas pelo menos eu tenho dinheiro para pagar a faculdade e ajudar meu amigo com a conta do apartamento que dividimos. É um trabalho honesto. Mas duvido muito que você saiba o que é isso.

-Ah não ! Vocês não vão começar a discutir. Pelo menos por hoje esqueçam isso. Eu estou orgulhosa de você Enjolras, não importa o que seu pai diga ! Se você está feliz é isso que importa.

Eles tomaram café da manhã e logo em seguida a mãe chamou Enjolras para uma caminhada, que ele aceitou.

-Estou sentindo você diferente, meu filho.- a mãe falou e Enjolras a olhou com um olhar questionador.- Não sei. Parece que você mudou. Você parece mais amável... Será que eu tenho que agradecer alguém por isso?

-Agradecer quem,mamãe?

-Uma garota, talvez?- a mãe o olhou sorrindo e Enjolras fez que não com a cabeça.- Ah tudo bem.- ela falou desanimada.- Mas você sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe?

-Eu sei, mãe. Quando tiver uma garota a senhora vai ser a primeira saber.

-Bom mesmo!

E eles passaram o dia inteiro juntos. A mãe o abraçava como se a qualquer momento ele fosse desaparecer no ar, ela lhe beijava a face. Eles conversaram o dia inteiro, sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Viram fotos de quando Enjolras era criança e ficaram se lembrando das artes que ele já havia aprontado. E novamente ela começou a chorar e Enjolras a consolou.

Quando ele avisou que já estava indo, ela grudou em seu braço e implorou para que ele passasse a noite ali. Mas ele negou. Prometeu assim que tiver tempo livre que iria visitá-la.

Chegando no apartamento se deu conta que havia esquecido seu celular ali. Havia algumas chamadas perdidas de seus amigos e uma mensagem.

Bonjour, espero que vá ver sua mãe hoje. Se você não for ficarei muito brava com você. Ela deve ser adorável ! Diga que sua amiga mandou um “feliz dia das mães”

Ps: perdi meu celular, dá para acreditar? Ainda bem que eu tinha um reserva. Enfim esse é meu novo número.

Éponine.”

Notas finais
Então é isso gente, espero que tenham gostado. E muito obrigada ao anonimo que me mandou a gravação pelo tumblr, por favor apareça !
E momento propaganda : Eu descobri que minha querida amiga começou a postar uma fic que começamos a escrever, que chama Essa canção francesa. Então dá uma conferida, ela tem bem legal.

Acho que não tenho mais nenhum recado so peço que deixem review se gostaram, opiniões,criticas e ideias são bem vindas !

Ate mais!

Xoxo