When Smiled You Knew
12 Capítulo 12-Be necessary
Notas iniciais
No dia seguinte Enjolras saiu do trabalho e foi correndo para o Café Musain. Já passavam das 9:00, a única coisa que Enjolras não gostava do emprego era que ele sempre tinha que chegar atrasado nas reuniões.
Ele já estava subindo as escadinhas da entrada quando uma garota de cabelo curto,na altura da mandíbula , veio correndo. Ela parou e sorriu para Enjolras e ele ficou por uns segundos sem reação.
-Bonsoir, M'sieur. Nunca lhe disseram que é falta de educação ficar encarando as pessoas?- ela colocou as mãos na cintura. Enjolras olhava para o cabelo dela que estava curto e tingido de um vermelho cobre.
-Éponine?- ele perguntou estranhando o novo estilo dela. Ele gostava do cabelo dela longo e escuro.
-Vamos entrar!- ela segurou no braço de Enjolras. Como se eles não tivessem passado tanto tempo sem olhar um na cara do outro- Parece que a festa está boa lá dentro.- ela o puxou.
-Por que...?
-Você já vai ficar sabendo. Senti tanta falta de conversar com você! Dá próxima vez eu te bato,assim a raiva vai passar logo e eu não fico tanto tempo sem falar com você.
-Da próxima vez? Já está planejando brigar comigo novamente?- ele perguntou e ela gargalhou. Enjolras sentia falta daquele som.
-Quem sabe o que vai acontecer?- ela respondeu dando de ombros
Quando os dois chegaram onde os amigos estavam,nenhum deles percebeu a chegada de Enjolras e Éponine,estavam entretidos demais com uma garota que estava cantando e um garoto que tocava violão.
A garota era muito bonita,tinha o cabelo loiro e liso,o rosto era delicado e ela tinha a pele branca como se fosse uma boneca de porcelana. Ela cantava de olhos fechados e tinha um sorriso enquanto cantava. O garoto era o que se pode considerar normal,não chamava tanta atenção quanto a garota,mas tinha algo nele que se colocasse os olhos,era impossível desviar,talvez por causa da concentração que ele tinha ao tocar.
Éponine olhou para Enjolras,esperando ele falar alguma coisa que acabasse com aquilo,mas ela ficou surpresa ao ver como Enjolras olhava para a garota,parecia ate ter ser esquecido que ela estava ali. Éponine não sabia por quê mas se sentiu um pouco incomodada com aquilo.
Ela decidiu ela mesma dar um fim naquela bagunça,já que aparentemente Enjolras não estava disposto a fazê-lo.
Éponine pigarreou alto soltando do braço de Enjolras que não pareceu notar.
-Oi- Éponine falou em um tom seco- estou atrapalhando alguma coisa?- ela perguntou e todos olharam para os dois. Ate a dupla parou de tocar e encararam Éponine.
-Na verdade está- Cosette respondeu- eles estão tocando se você não percebeu.
-Oh! Não me diga!- Éponine respondeu sarcástica e começando a ficar com raiva daqueles desconhecidos,principalmente da garota- Achei que eles estavam dançando.
-Não eles so estão cantando mesmo- Cosette respondeu dando de ombros- E você está atrapalhando. Eu adoraria continuar ouvindo eles cantando.
-Ah eu estou atrapalhando? Tenho certeza que Enjolras não vai deixar. Não é Enjolras?- ela virou para o lado e ele não estava mais ali. Na verdade já estava sentado ao lado de Combeferre.
-Na verdade,eu não me importo se vocês quiserem continuar tocando- ele respondeu em um tom de indiferença,olhando para a garota que sorriu para ele. Éponine abriu a boca perplexa,ate Enjolras a estava ignorando por causa daquela garota que eles nem conheciam. Eles nem tinham reparado nela.
-Tudo bem! Continuem aí. Não vou atrapalhar vocês com o que eu tinha para contar. Quem se importa também ?- Éponine falou se virando para ir embora. Aquilo pareceu tirar Enjolras do transe e ele olhou para Éponine. Em seu olhar tinha uma fúria ,um ódio que ele nunca tinha visto antes. Ele se lembrou que a novidade tinha alguma a coisa a ver com o cabelo dela, ele deveria perguntar o que era para ser educado,mas Grantaire falou primeiro que ele.
-Parece que alguém está com ciúmes por não ser o centro das atenções.
-Ciumes ? Eu?- ela perguntou em um tom indignado,enquanto Grantaire a olhava com cara de deboche- Do que? Deles?- ela apontou com desdém para a garota e o garoto- claro que não. Agora,com licença vou ir me encontrar com meus outros amigos que irão ficar felizes por mim e juntos iremos comemorar a minha novidade. Adeus!- Éponine saiu pisando duro e todos ficaram olhando para ela sem entender nada.
-É ela ficou enciumada- Grantaire falou levando a garrafa a boca- Eu já estou bêbado demais ou a Éponine cortou o cabelo?
-Ela cortou e disse que ia contar o motivo- Enjolras respondeu pegando uma garrafa de cerveja.
-Mon Dieu! Ela cortou o cabelo e eu nem reparei.- respondeu Cosette- Será que ela está muito brava comigo?
Marius riu.
-Do jeito que eu conheço Éponine,ela vai ficar um bom tempo sem olhar na nossa cara porque a gente ignorou ela. E ela não gosta nem um pouco de ser ignorada.
Grantaire gargalhou.
-Enjolras já esta ate acostumado com ela sem olhar na cara dele... Ela vai sobreviver a isso.
-Isso porque ela veio falar comigo agora.- Enjolras respondeu.
-Tenho que ir atrás dela- Cosette falou se levantando- se ela esta brava comigo,ela não volta para o apartamento,não atende o telefone,não olha na minha cara e eu fico preocupada. Se eu fico preocupada eu não consigo dormir.
-Relaxa,Cosette — Marius a abraçou pela cintura e a puxou para si.- A Éponine já é bem grandinha para ficar com essas graças.
-Alem do mais,ela é atriz,está no sangue ser dramática assim- Courfeyrac entrou no meio- Agora que tal voltarmos a escutar eles? Temos que aproveitar que o senhor líder autorizou.
-Não consigo nem imaginar o por quê.- Grantaire falou irônico,olhando para a garota. Enjolras corou um pouco e a garota olhou para o chão sem jeito.
-Esqueci que você não a conhece- Combeferre falou para Enjolras- Essa é a minha prima Thaís, ela veio passar um tempo aqui em paris. Ela mora em Londres e esse aqui é o amigo dela Mark. Os dois fazem shows em bares em Londres para pagar a faculdade,por mais que nenhum dos dois precisem disso já que são ricos.
-Não se esqueceu de passar mais nenhuma informação Comb?- ela perguntou rindo- Prazer em conhecê-lo. Você é...?
-Enjolras.- ele respondeu e esticou a mão para cumprimentá-la.- Você está cursando o que?
-Estou terminando o primeiro ano de direito. Eu comecei fazendo faculdade de comunicação,mas não gostei e tranquei. E agora comecei direito e por enquanto estou gostando.
-Eu também faço direito. Estou terminando o terceiro.
-Que inveja de você!
-Que vocês dois conversarem depois e vocês voltarem a tocar e cantar?
http://www.youtube.com/watch?v=u7vzicDQJ4k
A prima de Combeferre assentiu e ela e Mark voltaram a cantar. Enjolras tinha gostado dela, deles na verdade,o rapaz também era uma pessoa boa, Enjolras descobrira que Mark cursava gestão empresarial
Singing Radiohead at the top of our lungs
(Cantando Radiohead com toda força dos nossos pulmões)
With the boom box blaring
(Com a caixa de som retumbando)
As we're falling in Love
(Enquanto nos apaixonamos)
I got a bottle of whatever
(Eu tenho uma garrafa de não sei o que)
But let's get in this truck
(Mas vamos entrar nessa picape)
Singing, here's to never growing up
(Cantando “um brinde para nunca crescermos)
Depois que eles pararam de tocar Enjolras e Thaís ficaram um tempo conversando,ela era inteligente e tinha opinião. Ele contou para ela sobre a greve e as manifestações,o que ela achou bastante interessante.
-Sabe,eu tinha certeza que você e Éponine tinham alguma coisa- Marius lhe falou quando chegaram no apartamento- Mas eu acho que me enganei. Depois que vi você e a prima de Combeferre juntos hoje,vi que você e Éponine não fazem sentido nenhum. E não negue você sentiu algo pela Thaís,nunca vi você abrindo mão de uma reunião. Bom boa noite.
E ele entrou em seu quarto sem dar tempo de Enjolras lhe responder que ele estava vendo coisas onde não devia,que ele gostava de conversar com Éponine e também havia gostado de conversar com Thaís que ela era muito inteligente,sem falar que eles eram meio iguais porque afinal fazem curso de direito.
Mas ele não pode deixar de comparar, com Thaís a conversa tinha sido mais fácil ,leve e sem ser em código . As vezes Enjolras não entedia o que Éponine queria dizer,era sempre sarcástica demais,misteriosa demais,vaga demais nas coisas que ela dizia. Ele sempre tinha que ficar pensando e tentando entender.
E com esses pensamentos ele adormeceu.
No dia seguinte quando Marius e ele chegaram na faculdade os amigos já estavam lá conversando na escadaria como de costume. Cosette estava sentada ao lado de Thaís,que tinha acompanhado Combeferre ate ali. Ela tinha uma cara de quem não dormirá a noite. Marius a beijou e se sentou ao seu lado.
-Estou preocupada- ela falou e todos que estavam ali bufaram e reviraram os olhos- Éponine não voltou para casa. Eu fiquei a noite inteira acordada. E ela não me atendeu, e nenhum dos amigos dela sabe onde ela esta. Eu liguei para eles.
-Já passou pela sua cabeça que eles mentiram?- Grantaire perguntou. Grantaire não estava matriculado em nenhum curso mas sempre ia a Sorbonne,ele ficava andando ou entrava em alguma aula e assistia se passando por um aluno.
-Por que eles fariam isso?- ela perguntou confusa olhando para Grantaire.
-Por que a Éponine pediu?- Courfeyrac respondeu perguntando sugestivamente. Cosette ficou um tempo pensando.
-É faz sentido- ela respondeu finalmente.
Thaís e Enjolras estavam alheios a essa discussão. Ela sorria discretamente para Enjolras,gesto que ele pareceu não notar, já que estava entretido lendo o jornal da universidade.
-Olha lá .- Grantaire apontou para entrada e todos os amigos olharam- Nossa garota sumida apareceu.
Éponine de fato estava chegando na faculdade, ela estava rodeada dos amigos de artes cênicas e ela estava sorrindo, como se nunca tivesse brava com alguém. Ela conversa fazendo gestos, enquanto fazia algumas caretas, ria de alguma coisa que alguém falava.
Cosette suspirou de alivio. Éponine e o grupo entraram e começaram a andar na direção que eles estavam. Quando eles já estavam perto Cosette se levantou.
-Éponine !- ela gritou e Éponine olhou para eles e estacou no lugar. O sorriso que ela tinha se fechou rapidamente e ela adquiriu um olhar frio, assim como a atitude dela, ela ficou mais rígida . Marius estava certo quando disse que Éponine não gostava de ser ignorada. Na maioria das vezes ela não tentava atrapalhar, mas quando ela tinha alguma coisa para falar, como qualquer pessoa, ela gostava de ser ouvida. E ser ignorada pelo os amigos que preferiram aquela garota sem graça, porque Éponine não tinha enxergado o que ela tinha que todos ficaram lambendo ela, tinha lhe ferido um pouco o orgulho. E ela já tinha o orgulho ferido demais, não exigia amor e atenção de ninguém, mas ela gostava de ver quando alguém demonstrava se importar com ela.- Fiquei preocupada com você ! Você não voltou para casa.- Cosette a abraçou e Éponine deixou os braços ao lado do corpo, não fez o mínimo movimento que iria retribuir o abraço.- Liguei para os seus amigos mas acho que eles mentiram para mim- Cosette falou sem jeito, soltando de Éponine. Os amigos de Éponine deram uma risada de deboche, a qual Éponine acompanhou.
-Nossa como você é uma gênia não, Cosette?- Éponine perguntou sarcasticamente.
Cosette corou violentamente pelo jeito como Éponine a estava tratando. Não era para tanto, mas tudo explodiu de uma vez só: as vezes que Éponine aturou a Cosette, o fato dela namorar Marius e agora o casamento.
Os amigos assistiam a cena sem dizer nada, eles nunca tinham visto Éponine agir daquele modo. Inclusive Enjolras parou de ler o jornal. Grantaire se divertia com tudo aquilo e torcia para sair uns tapas na cara de alguém, e se ele fosse apostar em alguém,seria em Éponine batendo em Cosette, que Grantaire podia ser bêbado mas ele percebia que as vezes a Éponine não tinha muita paciência com a Cosette, as vezes Cosette falava e Éponine ignorava ou revirava os olhos,ele percebia as vezes que ela ate coçava a palma das mãos. Já a garota nova, Thaís, olhava sem entender nada, para ela, Éponine não passava de uma garota mimada e mesquinha. Não era possível ela estar tratando os amigos daquele jeito porque eles não quiseram ouvir o que ela tinha a dizer. Para ela nem tudo girava em torno das pessoas na hora que elas queriam. Sem duvida, Éponine era o tipo de pessoa que ela não iria se dar bem, e Éponine não fazia a mínima questão de se dar bem com ela, já que lhe lançou um olhar gélido.
-Então... o que você queria nos contar ontem?- Cosette perguntou apertando as mãos, Éponine revirou os olhos.
-Não é da conta de vocês mais.
-O que você fez com seu cabelo?- Cosette esticou a mão para tocar e Éponine deu um tapa forte na mão dela, e ela recolheu a mão rapidamente.
-Novamente não é da sua conta.
-Éponine!- Marius chamou a sua atenção por estar tratando Cosette daquele jeito, ela parecia a ponto de querer chorar- Você não acha que está exagerando? Não quisemos te ouvir ontem, nos desculpe. Agora vai ficar agindo assim? Você percebeu que você bateu na Cosette?
Éponine ficou olhando com cara de desdém para Marius. Ela sentia raiva dele, ela sentia raiva de Cosette, ela sentia raiva de todo mundo.
-Desculpe, papai. Não vai acontecer de novo. Prometo ficar longe .- ela se virou para ir para a sala por outro caminho, mas se virou novamente.- Bonjour, Thalita.- Éponine falou em um tom bem falso para a prima de Combeferre.
-É Thaís !- a garota respondeu calmamente o que irritou Éponine, que deu de ombros.
-Que seja! Você tem uma bela voz. Me desculpe por como me comportei ontem, acontece que eu nunca apareço lá, por ter coisa melhor para fazer. Como agora. Vamos?- Éponine perguntou paras os amigos dela que assentiram.
-Você vai voltar para casa hoje?
-Vou sim. Vou lá pegar minhas roupas. Augustinne deixou eu morar com ela,por um tempo.
-Mas você... você tem que me ajudar com as coisas do casamento. E eu ainda não entendi por que você cortou o cabelo, sendo que não vai ter como você fazer o penteado que eu já tinha escolhido para você.
Éponine deu uma gargalhada sem humor.
-Cosette, eu agradeço por tudo que seus pais fizeram por mim. Mas você sabia que eu também tenho uma vida e também tenho minhas coisas para fazer? Vou ficar um tempo com Augustinne porque estávamos fazendo um trabalho juntas. Agora se me dá licença- Éponine se virou e fez um movimento com a cabeça,como se estivesse tacando o cabelo para trás- Droga ! Esqueci que estou sem cabelo. Georgina você poderia fazer o favor de se virar e tacar o cabelo? E de preferência acerte a cara de Cosette, como eu tenho costume de fazer.
A garota fez o que Éponine pediu e o grupo saiu andando e rindo. Para eles era ótimo que Éponine estivesse brigada com os amigos do Abc, eles não gostavam deles, por serem corretos demais, e as vezes Éponine dava mais atenção para eles, do que para seus amigos de curso,e segundo eles isso atrapalhava a relação do grupo.
Já entre os amigos do Abc o sentimento não era diferente. A única que eles gostavam era Augustinne, principalmente Enjolras, achava que Éponine se tornava uma pessoa diferente quando estava com eles, era como se eles provocassem o tinha de pior nela.
-Droga!- Grantaire praguejou um pouco alto demais.- Não teve briga.- todos olharam para ele- Não que eu quisesse,claro que não. Brigar é uma coisa horrível. É sim.
Cosette tinha começado a chorar, ela era delicada demais,e ouvir aquilo de Éponine, uma pessoa que ela considerava sua irmã tinha sido duro, já que ela estava acostumada a nunca ninguém brigar com ela. Em sua vida inteira, seu pai e sua mãe,nunca lhe levantaram a voz.
Marius a abraçou e a levou para longe dos amigos.
-Essa Éponine é uma pessoa horrível !- Thaís falou.
-Não fale assim dela.- Courfeyrac falou- Você não a conhece.
-E você a conhece?- Enjolras perguntou ríspido.
-Conheço, ela bem o suficiente para saber que ela está com o orgulho ferido. Como sabemos ela não teve amor dos pais...
-Obviamente ela quer ter pelo menos um pouco de atenção daqueles que ela chama de amigos- Grantaire completou- Como nós não parecemos nos importar com ela ontem, ela foi procurar atenção naquele grupo adorável.
-Desde de quando você percebe as pessoas?- Laigle perguntou.
-Andei freqüentando umas aulas de psicologia.- Grantaire respondeu dando de ombros.
-Ainda a acho muito mimada e mesquinha e fútil.
-Ela pode ser tudo, menos isso- Enjolras falou, ele se lembrou daquele dia que ela o tinha levado para um tour pelos bairros de Paris, era impossível esquecer dela se importando com os pobres, ou o carinho que ela tinha com as crianças.
Thaís deu de ombros ela já tinha sua opinião formada sobre Éponine e para ela,e eles pareciam não estar falando sobre a mesma pessoa.
-Bom, eu só sei que eu vou procurá-la e pedir desculpas. Honestamente não quero que ela fique andando com eles, e eu não quero perder minha companhia para ir a Montemarte.- Grantaire falou se levantando e Courfeyrac foi junto- Vocês deveriam fazer o mesmo, eu bem conheço como a garota pode ser vingativa.
Courfeyrac assentiu e eles saíram andando.
-Alguem pode me dizer, pelo o quê eu devo pedir desculpas?- Combeferre perguntou e Enjolras deu de ombros. Ele também não sabia pelo o que deveria pedir desculpas, e como ele era o tipo que não pede desculpas mesmo estando errado, ele permaneceu sentado, conversando até a hora de entrar para aula.
Agora voltando a Éponine, essa atitude dela foi totalmente desnecessária para alguns. Mas para ela foi difícil ser trocada pelos amigos pela a garota de cabelos dourados. Já não bastava ser trocada por Marius, que preferiu Cosette. O fato é que ela achava que sempre iriam preferir alguém loira e de pele de porcelana a ela, que era totalmente diferente. Ela estava sendo trocada novamente por alguém como Cosette. Éponine não era delicada como as duas, ela tentava, mas tinha essa proteção dela que dizia para ela desconfiar sempre de todos.
Talvez o que mais tenha doido foi o fato de até Enjolras ficar encantado com a prima de Combeferre. Logo ele que sempre fora tão frio, ela se lembrava como foi difícil conversar com ele, e com aquela garota, assim que ele colocou os olhos nela,se esqueceu que Éponine estava ao seu lado, sorriu para ela, e deixou fazer o que ela bem entendesse. Quando Éponine apareceu na reunião, e desviou a atenção do verdadeiro propósito, Enjolras ficou bravo, pensou inclusive em ir embora.
Isso apenas confirmou para Éponine que ela sempre seria trocada, por não ser loira ou ter a pele igual a de uma boneca de porcelana. Ela sentiu que sempre seria rejeitada por ser diferente.
Éponine suspirou tristemente ao pensar nisso, agora ela já se sentia mal por ter falado daquele jeito com Cosette. Não era culpa dela e nem da prima de Combeferre eles terem nascido com sorte, e ela... bem não ter a sorte de ser a escolhida para tudo. Elas não tinham culpa de tudo vir facilmente para elas, e Éponine ter que lutar para conseguir alguma coisa.
O fato é que, Éponine aceitou que não poderia se dar o luxo de amar ninguém, porque sempre aparecia alguém melhor que ela, e ela seria trocada facilmente.
“Ela era necessária.Os outros eram temporários.Eu quero ser necessária.”
Éponine repetiu seu mantra mentalmente varias vezes.
Notas finais
Então deixem review se gostaram, se não gostaram deixem tambem, opiniões, criticas e ideias são aceitas de bom coração.
Espero ver vocês logo, e eu peço que se ler deixem review porque a fic tem leitores sim, não precisam ter medo, eu sou legal e não mordo!
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