When Love And Death Embrace
40 Capítulo 40
Notas iniciais
Boa leitura
POV KAT
Revezamo-nos durante uma semana para ficar esperando mais noticias de Emily. O Sr.e a Sra. Draven,eu e Jason e Matt e Brian. Às vezes ficávamos todos juntos mesmo. Mas nada dela reagir.
Durante esses dias Jason parecia arrasado demais e acabou me confessando que nunca tinha conseguido esquecer a Emily e que só dava espaço pra ela porque sabia que ser grudento a teria feito se sentir pior desde a morte de Eric e Tyler. Acabou desabafando que podia estar namorando ou saindo com qualquer garota que quando Emily ligava para que eles se encontrassem jogava tudo para o alto para ficar apenas alguns momentos ao lado dela.
-Sem Tyler ao meu lado para me encorajar e se impor perante meu pai, acabei virando um covarde Kat.E nossos mundo se tornaram distantes demais. Um pássaro livre e outro preso em uma gaiola de ouro não dariam certo. E não desejaria pra ela a gaiola que estou preso. -suspirou deixando uma lágrima rolar-Só não conseguia vê-la namorando outros, principalmente o tal Synyster Gates. O cara é tudo que sempre quis ser, livre pra fazer o que gosta e tinha o mais precioso: o amor dela. Não sei talvez se pudesse voltar no tempo lutaria por ela com mais afinco. Não teria desistido tão fácil. Mas agora é tarde demais...
-Talvez não. Ninguém pode dizer o que acontecerá daqui pra frente. -beijei seu rosto e senti uma ternura enorme por ele.
Conversar com Jason, me lembrava de quando ele e Emily estavam juntos, Eric com ciúmes, Tyler zoando todo mundo, eu me pegando com quantos garotos conseguia... uma vida feliz, sem problemas, sem morte, sem dor.
Mesmo naquela situação não pude deixar de reparar o quanto ele ainda era bonito. O cabelo loiro e liso que antes era cortado num estilo meio skatista agora estava mais curto e arrepiado. Os mesmos olhos azuis safira que faziam Emily suspirar me dizendo o quando eram lindos. Estava com a barba por fazer e muito mais forte que antes. O sinal no queixo que ela dizia o deixar mais bonito ainda. Estava de camiseta comum ao invés daqueles ternos que sempre o víamos usar por causa dos negócios. E percebi mais algumas tatuagens espalhadas até a altura do cotovelo. Sempre evitei pensar no que teria acontecido se Eric e Tyler estivessem vivos. Talvez Emily e Jason estivessem juntos até hoje e casados. Eu e Eric criando nossa filha mesmo que não fossemos um casal. A banda poderia ter feito sucesso e Jason não seria infeliz como dizia ser por trabalhar com o pai. Tyler teria colocado o velho Blackwood no lugar dele. Tantas possibilidades perdidas.
Já estávamos a quase um mês esperando Emily acordar e ninguém mais nutria esperanças. Algo me dizia que quando a noticia que desligariam os aparelhos dela e oficializassem que estava morta, Brian faria uma besteira. Ele parecia um louco, às vezes passava dias sentado na sala de espera e só saia de lá quando um dos meninos praticamente o obrigava a ir tomar um banho e comer algo.
Matt parecia mais conformado, no fundo já se preparava para o pior.
Dona Sarah estava muito dopada com calmantes e John tentava se mostrar forte. Porem via-se no seu olhar que estava sofrendo, mas era o único que ainda acreditava que Emily poderia se recuperar.
Eu estava destroçada por dentro. Mas precisava ser forte pela Mel. Minha filha vai sofrer demais. Emily sempre foi como uma segunda mãe pra ela e o que sentiam uma pela outra era adoração. Levei minha filha para vê-la no hospital e foi a pior coisa que podia ter feito. Ela ficou inconsolável e teve pesadelos noite após noite. Acordava gritando para que a tia não fosse embora.
Eu e Jason estávamos conversando na sala de espera quando Dr.Blake entrou sorridente.
-Não vão acreditar. Não sei explicar como, porque parece um milagre, mas Emily parece estar reagindo. Seus batimentos cardíacos estão mais fortes, a pressão arterial está se normalizando aos poucos e uma enfermeira jura tê-la visto mover as pálpebras!
Gritei de emoção comemorando aquela noticia e Jason me abraçou me girando no ar.
Peguei o celular tremula e liguei para Matt e Brian, e para o Sr. e a Sra.Draven. Estavam lá em menos de meia hora.
-Será que posso ficar com ela Dr.?Ficar observando se tem mais alguma reação. -perguntei empolgada.
-Seria bom. Se ela estiver no estado de semi- consciência estímulos como a voz de pessoas que ama pode ajuda-la a se recuperar mais rápido.
Entraram um por um falando e a incentivando a mostrar mais alguma reação. Ela apertou a mão de Brian, e uma lágrima rolou de seus olhos quando ouviu os pais pedindo para que não os deixasse. Jason ficou relembrando coisas antigas e engraçadas sussurrando tudo próximo ao seu ouvido e um esboço de sorriso surgiu em sua face. A esperança nos dominou novamente, agora tínhamos certeza que ela acordaria.
Passei a noite segurando sua mão e quando a vi mover as pálpebras como se quisesse abri-las. Senti um alivio indescritível.
-Emy, querida você está me ouvindo?-sussurrei ainda segurando sua mão gelada.
Vi ela abrindo os olhos devagar e nunca fiquei tão feliz como nesse momento.
-Si...sim.
-Graças a Deus você acordou! Pensei que te perderíamos meu anjo. -beijei sua mão já com lagrimas nos olhos.
-O que aconteceu, Kat?-sua voz saiu com dificuldade.
-Shiiiii. Fique quietinha está bem?Vou chamar o médico para avisar que você acordou. Não se esforce demais.
Corri o mais rápido que pude dando a noticia para os outros. Brian pareceu ressuscitar dos mortos. Matt apenas sorriu aliviados e Sarah e John foram imediatamente para o quarto ver a filha. Jason foi buscar o Dr.Blake.
Após esse breve momento de euforia pela melhora da Emily, eu e os outros dois parecemos pensar exatamente a mesma coisa e a felicidade sumiu de nossos rostos. Quem contaria pra ela sobre o bebê morto? Os pais não teriam forças para fazê-lo conheço-os como se fossem meus próprios pais. Ela ficaria arrasada demais. Tinha esperado e amado aquela criança desde o momento que soube de sua existência e perder mais alguém, principalmente o filho a destruiria.
Como se selássemos um acordo mudo iriamos os três dar essa notícia pra ela. Não sei como, mas tentaríamos amenizar sua dor de alguma forma.
O médico a deixou sedada por mais três dias para que se recuperasse o suficiente para receber o baque da noticia sem voltar a piorar sua saúde.
Entramos no quarto e ela tentava se sentar com a ajuda da enfermeira. Estava ainda muito pálida, magra e com olheiras enormes. Ela sorriu com certa dificuldade olhando direto pra Matt.
-E o nosso bebê Matt?Quando posso vê-lo? Como ele é? Estou tão ansiosa para pega-lo nos meus braços... aposto que é a sua cara como tínhamos visto no ultrassom morfológico não é?-seu sorriso logo se desfez quando Matt pareceu ter tomado um soco no estomago com suas perguntas. –O que foi? Ele não é perfeito...nasceu com algum problema?-sua voz ainda baixa estava aflita.
Não consegui me controlar e comecei a chorar e tive que esconder meu rosto no peito de Brian que me abraçava para me acalmar. Não queria deixar a situação pior, mas perdi a coragem ao ver que ela nem desconfiava sobre o bebê.
-Emily...-Matt segurou suas mãos ,também tentando não chorar.Ele tomou pra si a responsabilidade de contar, o filho era dos dois afinal.-Infelizmente a queda que sofreu foi...grave. O nosso bebê não resistiu.
Ela ficou olhando para ele por um tempo e seu olhar passou de confusão, tristeza a raiva.
-Você está mentindo!-conseguiu gritar dessa vez. Parecia histérica. -Kat?
Olhei-a assentindo com a cabeça.
-Brian?-perguntou ainda com esperança de alguém desmentir aquilo.
-Sinto muito Emily. -foi tudo que conseguiu dizer antes de abaixar a cabeça e ficar encarando os próprios pés.
-Não. Deve ser um engano. -ela segurou Matt pela gola da camisa fazendo a agulha com soro soltar-se de sua veia pingando algumas gotas de sangue no pescoço dele. -Devem estar confundindo ele com outro bebê. Ele é forte, saudável, não tinha como morrer assim tão fácil. Olha pra você! Parece indestrutível e ele é seu filho não pode ter... -parou respirando como se estivesse sentindo uma dor muito forte.
Soltou Matt e desceu a mão para debaixo do lençol tocando o corte da cesariana. Ela levantou a mão como se estivesse vendo algo em seus dedos, mas não havia nada. O corte já tinha se fechado durante esse tempo que esteve em coma.
-Eu quero vê-lo. Preciso ter certeza que é meu filho!-ainda gritava histérica e parecia que toda aquela histeria estava voltada para Matt.
-Emily, você esteve em coma por mais de um mês. — a voz dele não passava de sussurro dolorido-Ele já foi sepultado.
-Não vou sequer saber como era seu rostinho... -abaixou a cabeça e ficou encarando as próprias mãos as virando como se ainda visse algo que não estava lá.
Ficou quieta olhando para Matt como se não o enxergasse ali. Parecia catatônica. Já tinha a visto assim antes. Quando Tyler e Eric se foram. E se não fosse pela Mel talvez ela realmente tivesse conseguido se matar. Mas agora no que ela se agarraria para ter forças para se reerguer?
Chamei o médico que aplicou outro sedativo nela para que voltasse a dormir. Ainda estava fraca e tinha tido muitas emoções por um dia.
Emily ficou mais algumas semanas no hospital para ter certeza que não tinha nada de errado com sua saúde. Dr. Blake disse que a lesão no útero estava melhorando aos poucos e que isso não a impediria de voltar a engravidar algum dia.
Durante esse tempo não falou uma palavra sequer. Apenas dormia, e olhava pela janela quando alguém a tirava da cama e a sentava na poltrona para tomar um pouco de sol.
Quando recebia visitas olhava-as como se fossem estranhos. Brian por alguns instantes conseguia sua atenção através de olhares mais atentos, mas logo voltava a fitar a parede e ficar com o olhar perdido. Matt parecia nem estar ali pra ela, e às vezes podia jurar que o encarava com raiva. Jason a visitava todos os dias e falava sem parar sobre os tempos felizes dos dois e mesmo que ela não tivesse nenhuma reação, ele não desistia. Disse que lutaria dessa vez mesmo que tivesse que romper de vez com pai. Zacky, Gena ,Johnny e até a Leana foram vê-la ainda no hospital e nenhuma mudança, era como se não reconhece nenhum deles. As meninas saíram de lá chorando pelo estado da Emily.
Os pais dela e eu já havíamos passado por isso e sabíamos que ela precisava de tempo. Mas esse tempo foi se tornando longo demais. Quando voltou pra casa, uma psicóloga tentava em vão fazê-la desabafar aquilo que sentia de alguma forma, mas ela não dava a menor atenção à mulher.
Até a Mel ela parecia não reconhecer, e minha pequena ficou arrasada. Inventei um monte de mentiras para que não se magoasse tanto. Mas as duas tinham uma ligação tão forte que notei que Mel começava a demonstrar sintomas de uma depressão infantil e antes que piorasse o médico receitou um antidepressivo leve para que tomasse todos os dias.
Os antidepressivos que Emily tomava, era lhes dado um por vez na hora subscrita pelo médico ou por mim ou por um dos seus pais. Nunca deixávamos a caixa perto dela e tentamos eliminar objetos cortantes e tudo com que ela pudesse se machucar de seu quarto.
Matt e Brian praticamente estavam morando em Port Angeles agora. Ficavam hospedados em um hotel próximo ao nosso bairro. Matt ainda se sentia responsável por tudo que estava acontecendo e tentava ajuda-la no que podia. Brian apenas sofria junto com ela de forma silenciosa.
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