Notas iniciais
Está quase chegando a hora que vão querer me matar...aiaiaiaiaia.

2 anos depois...

A banda estava fazendo um sucesso tremendo e viajávamos para o mundo todo em turnês. Nesse tempo acabei aceitando ir morar com o Syn na casa dele. Mas deixei bem claro que ele podia continuar tendo sua vida normal sem se preocupar em mudar nada por mim. Claro só não aceitaria traição, isso é algo baixo demais para se perdoar.

Durante as turnês os meninos nos chamavam para sair após os shows e eu nem sempre estava disposta, andava bastante preguiçosa ultimamente, pudera o sucesso aumentou, o trabalho aumentou e no fim da noite eu estava quebrada. Mas sempre insistia para o Brian ir junto, não queria ele grudado comigo o tempo todo, não era saudável pra nem um dos dois.

Ele sempre voltava logo, e me pegava dormindo e delicadamente me acordava para fazermos amor. Achei que iriamos acabar enjoando um do outro ou pelo menos esfriando, mas isso não aconteceu. Já não tinha nenhum pudor com ele e fazíamos de tudo, absolutamente tudo mesmo na cama. E nunca tive motivos para desconfiar que ele houvesse me traído com outra mulher durante esse tempo. Os próprios meninos se diziam espantados como era natural ele dispensar groupies e mulheres que davam em cima dele quando estava longe de mim.

-Brian? -chamei passando a mão em seus cabelos enquanto ele descansava a cabeça em meus seios depois de fazer amor.

-Fala gata.

-Eu sei que você não me deu motivos para pedir isso. Mas se algum dia achar que nosso relacionamento não te satisfaz mais promete que vai ser honesto comigo ao invés de sair por aí catando qualquer vadia que ver pela frente? Prefiro que termine comigo antes. -ele levantou a cabeça e me olhou espantado.

-Claro que isso nunca vai acontecer! Primeiro não dá pra enjoar de uma mulher como você, até parece mil mulheres diferentes ao mesmo tempo, principalmente na cama e eu te amo demais para conseguir te trair com outra. — sorriu e acariciou meu rosto.

-Então promete.

-Prometo.

Havíamos planejado uma festa para o Zacky na casa dele durante um dos nossos períodos de férias. Convidei a Kat e ela veio super feliz para me encontrar. Chamei uma babá pra ficar com a Mel na casa do Syn, a festa do Zacky não era ambiente pra criança principalmente por causa do horário.

Durante a festa os meninos, as namoradas e Kat beberam pra caramba.

Kat começou a falar que nem uma matraca no meio de todos que já estavam esparramos pelo sofá e tapete.

-Às vezes acho que a Emily tinha mais direito de ser mãe da Mel do que eu...

-Não fala besteira Kat,você é uma ótima mãe!

-Me deixa terminar. -falou brava e fiz sinal fingindo passar o zíper na boca. -Foi ela que viu como o meu bebê seria um milagre em nossas vidas e eu tive a capacidade de falar em aborto! Se não fosse pela Emily.-me abraçou e deitou no meu colo.-Eu não teria minha lindinha...

-Kat você tá muito bêbada, está falando de...

-Essa mulher vai ser uma ótima mãe um dia. Aquele tipo leoa que mata pra proteger seus filhotes sabem? Ela cuida de todo mundo, imagina de um filho. Vai ser o bebê mais amado do mundo... Você tem sorte Synyster Gates.-a voz dela estava mole e nem terminou de falar e dormiu no meu colo.

-Ela tem razão mesmo estando bêbada. Tenho muita sorte mesmo e sei que um dia será uma ótima mãe. Por favor, que esse filho seja meu.

-Será. -afirmei-Se fizer tudo direitinho...

-Com certeza vou fazer direitinho... -falou sorrindo malicioso.

-Não me refiro a isso, seu tarado!-ralhei –Falo de uma relação estável ,um lar estruturado ,organização e planejamento ...criança não é brinquedo .Lembro-me do desespero da Kat quando soube da gravidez inesperada...um dia quando tiver um filho ,quero que ele tenha exatamente aquilo que eu tive. Um pai e uma mãe que se amam e vivem em harmonia. Tendo apoio e a educação que toda criança merece.

-E eu, quando os Draven me adotaram. -Kat acabou me assustando com aquela voz mole.

-Porra mulher! Achei que você estava dormindo!

-E estava, mas você não fecha a boca. -resmungou.

-Desde quando você foi adotada sua doida?

-Desde que você me aceitou como irmã postiça na sua casa. Acredita Brian... -levantou um pouco a cabeça do meu colo para olha-lo. -... que a Emily quase foi expulsa do colégio só para me defender! E olha que sempre foi uma aluna exemplar. Ela quebrou a cara de um menino que me ofendeu dizendo que meu pai era um bêbado maluco. Não que ele estivesse mentindo... mas ele levou a maior surra!-gargalhou como uma bêbada, porque estava bêbada.

-Você está puxando muito meu saco hoje. Está querendo o que dona Katerine?-olhei cismada pra ela.

-Uma noite inteira de sexo selvagem gatona!-falou me olhando com cara de safada.

-Para tudo!-gritou o Johnny que podia jurar que estava no décimo sono deitado no tapete-Isso eu preciso presenciar pelo amor de Deus!

Gargalhei da piada da Kat e da almofada que o Brian jogou no nanico.

-Cala boca anão!-berrou Brian. -Se alguém participar disso sou eu .Ok?

Quem levou almofadada agora foi o Syn, de mim lógico.

-Sério agora. -falou Kat -Só estou emotiva lembrando dos tempos felizes que passamos juntas...

-Não vai chorar agora né?-perguntei espantada.

-Acho que vou... -falou com a voz manhosa.

-Vamos embora Brian, a Kat bêbada é pior que você!-ele me olhou emburrado e gargalhou em seguida.

Chegamos à casa do Syn,por volta das 3h da madrugada. Demos de cara com a Mel sentada no sofá da sala abraçando os joelhos com cara de assustada.

-O que aconteceu?-perguntei já em desespero.

-Filha, alguém te fez alguma coisa?-Kat com sua voz mole.

-Assisti a um filme de terror e fiquei com medo. -falou com a voz chorosa.

Suspiramos aliviados.

-Cadê a babá que deixou você assistir isso?-quase berrei. Iria matar aquela vaca.

-Ela está dormindo. Não foi ela que me deixou assistir. -tentou explicar meio apavorada, com medo de levar bronca com certeza. -Eu estava dormindo com ela no quarto. Acordei e perdi o sono e vim aqui pra sala assistir tv pra não acorda-la.

-Kat, pode subir que fico até ela se acalmar.

-Não posso deixar ela assim-resmungou Kat.

-Você está bêbada, ela não precisa perceber isso. -sussurrei bem próximo ao seu ouvido. Ela assentiu com a cabeça e subiu as escadas cambaleando.

Sentei no sofá e puxei minha pequena para sentar em meu colo.

-Que filme te deixou tão assustada meu anjo?- falei suave beijando o alto de sua cabeça.

-Não vou contar perto dele. -apontou pro Brian sentado na poltrona a nossa frente.

Ele se levantou e subiu sem questionar.

-Pronto. Conta agora.

-No filme, tinha um homem que subia em cima de uma mulher e os dois estavam sem roupas! Ele a fazia gritar muito. Parecia que estava matando ela! E eu o vi enviando uma coisa muito feia na mulher tia!-Seus olhos estavam arregalados parecia que iam saltar das orbitas. -Foi à coisa mais horrível que já vi na minha vida, nem Sexta-feira 13 é terrível assiml!Eu vi só uns 5 minutos e desliguei a tv, mas fiquei com medo de sair daqui até vocês voltarem...

Meu queixo quase caiu, nunca imaginei que o tal filme era Pornô!

Fiquei muda olhando pra ela sem saber como explicar que aquilo não estava matando a mulher sem traumatizar ou mexer com a inocência dela. Ela era só uma menininha não podia ver essas coisas. Juro que mato o Brian por não ter bloqueado a droga do canal de filme Pornô.

-Bem meu amor, aquilo não era bem um filme de terror...

-Como não, ele tava matando ela com aquela coisa horrível!-ela estava indignada por eu não falar que isso era uma tortura.

-Querida... -suspirei, alguma hora precisaríamos explicar isso pra ela pena que foi assim de supetão. -O que os dois estavam fazendo era uma coisa que os adultos chamam de sexo. Apesar de parecer uma coisa horrível pra você agora um dia será natural, mas isso vai demorar um bom tempo ainda.

-Não entendi...

-Aquilo que os dois estavam fazendo é o ato que faz com que os bebês sejam gerados. Aquela “coisa “horrível é uma espécie de recipiente onde ele guarda as sementinhas para plantar no “vazinho” da mulher que é sua barriga onde o neném vai crescer depois. -ela me olhava com uma carinha muito confusa, tomara que entenda sem ficar apavorada de novo.

-Mas se ele tava plantando uma sementinha nela, porque ela gritava?

Pensa rápido, pensa rápido Emily!

-Bem por que... É como quando fazemos cocegas em alguém. Ela não grita porque dói é porque a sensação a faz querer gargalhar e o que você achou que era gritos eram gargalhadas. -nossa que mentira deslavada, mas não consegui pensar em nada melhor que isso.

-Agora entendi. -ela sorriu aliviada. –Vou dormir agora Tia, amo você. -me deu um beijo no rosto e fiquei com cara de otária. As crianças são tão inocentes e rezo para que a Mel possa continuar assim até o fim da sua infância.

Quando cheguei ao quarto e contei pro Syn ele quase fez xixi nas calças de tanto rir.

-Você ri seu filho da mãe porque não foi você que teve que explicar isso pra ela. -falei séria e cruzei os braços.

-Desculpa... hahaha...é que eu não...acredito que ela ainda não saiba nada sobre isso.-limpou uma lagrima que caia e suspirou para conseguir parar de rir.

-Até parece que na idade dela você era um grande entendedor do assunto. -ironizei.

-Na idade dela amor, eu até batia...

-Se terminar essa frase quebro a tua cara seu pervertido!

-Vai falar que você aos 8 anos já não tinha ouvido nada sobre sexo ?

-Não. Meus pais conversaram comigo sobre isso apenas quando tive minha primeira menstruação aos 11. Meu pai dizia que queria preservar minha inocência até onde desse. E concordo inteiramente com ele. Criança deve fazer e saber coisas de criança até o fim da infância. Não precisa presa pra crescer...

-Você é maravilhosa sabia. -me deu um beijo no rosto.

-Agora vem querendo consertar, safado. -dei um tapa em seu ombro.

-Na verdade estou querendo plantar uma sementinha no seu vasinho... o que acha?-piscou pra mim.

-Você é um tarado mesmo!

-Tarado por você. -e veio se deitando em cima de mim.

Dava pra resistir a esse homem, de jeito nenhum.

Notas finais
Adorei escrever esse capítulo.Acho realmente que a inocência das crianças devem ser preservadas até onde der...comentem o que acharam.