Notas iniciais
Por favor não desejem minha morte...

POV BRIAN

Estávamos saindo em turnê novamente. Seria pelos EUA, depois Europa e Ásia.

Embarcamos no ônibus às 7h em ponto. Agora ninguém mais se atrasava, porque além do M.Shadows pra gritar pra carallho pondo ordem na bagunça, tinha a E.Shadows, ou seja, Emily que fez todo mundo entrar na linha. Até o Zacky ela obrigava fazer exercícios e cuidar da alimentação e não é que o gordo estava ficando em forma!O Johnny acordava mais cedo que todo mundo, porque certa vez ela jogou um balde de água em cima dele e o coitado ficou traumatizado.

Toda a mídia já a conhecia como empresária da banda e minha namorada. E a chamavam para posar para várias revistas por causa do seu estilo tudo a ver com o nosso mundo. Mas ela recusava, preferia se preservar.

Durante esse tempo Emily não havia mudado quase nada, apenas acrescentou mais uma tatuagem, deathbat na costela onde havia as cicatrizes dos cortes e tirou as mechas pretas deixando o cabelo totalmente vermelho. Mas cada dia a achava mais linda. E como já se soltava na cama! Confiava tanto em mim que podia pedir qualquer coisa pra ela, mas lógico que eu a respeitava muito para pedir algo que a fizesse se sentir mal.

Nosso primeiro show seria num festival em Nova Iorque e depois rolaria uma festa tipo anos sessenta black tye só para as bandas e produção que participariam do evento. Durante o ensaio encontrei um cara que não via há muito tempo. Jake Lenox.O tal era guitarrista de uma banda rival da nossa quando começamos e ele ainda se roía de inveja por fazermos mais sucesso que a banda dele.

-E aí Gates. Fiquei sabendo que está na coleira. Não cata mais ninguém, só a mesma de sempre todo santo dia!-o desgraçado só fazia me provocar toda vez que nos víamos-Já vi uma foto dela e ela é bem gostosa...

Não aguentei e parti pra cima do filho da puta e Matt me segurou.

-Deixa. Ignora ele, só tá com inveja de você cara. -aconselhou Matt ainda me segurando.

-Inveja?-revidou o desgraçado e gargalhou logo em seguida. -Pego a mulher que quero e na hora que quero. Aproveito o melhor da fama, enquanto você fica aí trepando com a mesma sempre. Porque ouvi falar que você broxa se não estiver com a tal Draven.

Tentei me soltar pra quebrar a cara do sujeitinho, mas Matt não me deixava de jeito nenhum.

-Quem sabe um dia ela enjoa de você e pensa em experimentar outro rock star. -e apontou pra si mesmo.

-Filho de uma Puta!Lava a boca pra falar da minha mulher!-gritei já com olhos vermelhos e suando de tanta raiva.

-Até entendo que ela seja boa de cama Gates, mas dispensar mulher que nem você tem feito por aí é muita viadagem e os caras comentam...

-Olha aqui se não calar a porra da boca quem vai te arrebentar sou eu!-gritou Matt metendo o dedo na cara do desgraçado.

-Nossa! Fui... -e saiu gargalhando da minha cara.

-Calma, ele é um otário. Não liga pra nada que ele diz, só quer te ver assim com raiva.

Apesar de achar o cara um idiota completo não conseguiu parar de pensar nas suas palavras. Principalmente que eu estava perdendo o melhor da fama me amarrando a uma mulher só. E broxa era o pai dele filho de uma cadela!

Não vi a Emily o dia todo, provavelmente estava organizando ou brigando com algum dos organizadores do evento e por um momento tive raiva dela. Não sei por que, me passou pela cabeça reparar nos seus defeitos logo agora. Estava sempre cansada e nunca queria sair, brigava com todo mundo pra defender 5 marmanjos como se fossemos crianças e não dava pra lembrar como era transar com outras já que fui fiel a ela durante esses mais de 2 anos que estávamos juntos.

Fiquei estressado pra caramba com aquele viado e precisava relaxar. Beber ia me atrapalhar durante o show porque tocar bêbado é foda. Então dei o primeiro passo pra maior merda que já havia feito na vida. Procurei um carinha que estava oferendo cocaína pra todos no festival e comprei uma quantidade razoável para usar antes e após o show. Cheirei uma carreira antes de subir no palco, e me senti o super- homem durante nossa apresentação. Há muito tempo não usava droga nenhuma por causa da Emily, mas não ia mais deixar nada de lado na minha vida por ela.

POV EMILY

O show dos garotos foi incrível como sempre. Assisti toda a apresentação do camarote de frente pro palco. Mas achei o Syn diferente. Não sei por que tive a sensação que não era o mesmo Synyster Gates que eu conhecia cada gesto.

Antes dos meninos voltarem para o camarim voltei para o hotel para trocar de roupa para tal festa e nem me lembrava mais da estranha sensação que tive ao ver o Brian no palco essa noite.

O vestido desta vez fui eu mesma que escolhi. Era preto de cetim com corte princesa, tinha uma fenda que ia um pouco acima do joelho. Inspirei-me na Gilda do filme de mesmo nome para escolher o visual. Penteei os cabelos deixando-o com ondas bem marcadas e fixadas com laque e para completar luvas também de cetim que iam até o cotovelo. A maquiagem marcava bem os olhos e batom vermelho.

Segui sozinha para o local da festa que ficava a um quarteirão do hotel que estávamos hospedados. Fiquei conversando com algumas pessoas da produção da banda até os meninos chegarem. Brian passou direto por mim e nem me deu bola. Não liguei talvez ele não tenha me visto.

Conversei um pouco com os garotos sobre o festival e resolvi procurar meu namorado festa afora. O conhecendo como conheço ele deve estar fazendo o mesmo. Andei pra lá e pra cá e nada do Brian, tentei ligar no celular dele, mas caia na caixa postal. Comecei a ficar preocupada. Fui até o balcão e me informei com o barman se tinha visto ele em algum lugar e o mesmo me apontou um corretor no fundo do salão ao lado do balcão.

O corredor era apertado e tinha uma única porta no final do caminho. Abri devagar porque não tinha certeza se era o Syn que iria encontrar. E o que vi ali foi à coisa mais nojenta e desprezível de toda a minha vida. Algo dentro de mim se rompeu tão violentamente que achei que iria desmaiar com aquela cena deplorável. Era como um pesadelo. Fiquei paralisada, minhas pernas não obedeciam meu comando e minhas mãos tremiam.

Brian estava sentado em um sofá de couro preto com a cabeça pra trás apoiada no encosto, uma loira entre suas pernas que tirava e colocava seu membro por inteiro na boca. Ele gemia alto e puxava os cabelos dela sem importar se alguém pudesse presenciar aquela cena. Ele nem notou minha presença. Cambaleei pra trás me esgueirando pela parede até sair da sala.

Encontrei Jimmy no meio do corredor.

-Até que enfim te achei! Cadê o viado do Gates? –olhei pra trás onde a porta da sala estava meio aberta, mas não era possível ouvir os gemidos dali por causa da música alta.

Jimmy percebeu meu estado na hora.

-Você está se sentindo mal ,Emy?-olhei novamente para a porta e ele me deixou apoiada na parede e seguiu para sala.

Ouvi barulhos de alguma coisa se quebrando e Jimmy gritando algo que não pude entender. Fui aos tropeços e me sentei em um dos bancos do bar me apoiando no balcão.

-Vai querer o que gata?-o barman me perguntou sorridente.

Precisava esquecer aquela cena, acabar com aquela dor excruciante em meu peito e a pergunta do homem foi como água para um moribundo no deserto.

-Uma dose tripla da bebida mais forte que tiver.

-Saindo uma dose tripla de absinto 90% pra linda ruiva.

E encheu um copo com o liquido verde. Virei de uma vez à bebida que desceu queimando minha garganta. Já começava sentir o efeito do álcool no meu organismo. As pernas moles, o calor que voltava ao meu corpo gelado. Senti uma mão em meu ombro e olhei para ver quem era.

-O que uma mulher tão linda faz bebendo sozinha? Serve mais do mesmo pra ela que eu pago!-reconheci o tal homem. Era o traficante que fornecia drogas para o pessoal no festival.

Virei novamente em uma única golada a bebida que o homem ao meu lado tinha pedido pra mim.

-Calma linda assim você vai acabar engasgando. -o tal homem segurou minha mão e tirou o copo dela.

-Não quero ter calma, preciso esquecer -falei já com a voz mole.

-Absinto gata só vai te deixar com uma baita ressaca amanhã. Tenho algo pra te oferecer que vai fazer você esquecer tudo tão rápido e sem nenhum efeito colateral. -sorriu malicioso-E como você é muito gostosa nem vou cobrar. -estendeu a mão pra mim e fez sinal para que o seguisse. Mas um copo d’agua no deserto.

POV MATT

Estava procurando o corno do Jimmy que tinha ido atrás da Emily e do Brian, quando vi uma mulher ruiva de vestido preto virando um copo de absinto, sei pela cor, de uma única vez. Jurava que a tal ruiva era a Emily, mas como ela não bebia pensei se tratar de alguém muito parecida já que não pude ver seu rosto de onde eu estava.

Senti uma mão no meu ombro. Era o Jimmy.

-Demorou! Foi na China buscar os dois, vara pau?

Ele não retrucou a piada e me olhou sério demais pra ser o Jimmy. As mãos dele tinham sangue.

-O que aconteceu?-ele me contou o ocorrido e tive certeza que a tal moça que tinha acabado de sair com o filho da mãe do Denny traficante de uma fica era a Emily.

-Jimmy, a Emily vai fazer uma grande besteira cara!-falei passando a mão pela cabeça. -Eu a vi saindo com o Denny.

-Porra Gates! O que você fez desgraçado? -disse como se o Brian estivesse ali.

-Vou atrás dela e você arrebenta o Gates. -me virei e corri para a saída por onde a Emily tinha ido. Olhei para todos os lados na calçada e não a vi.

Ela deve ter voltado para o hotel. Corri pela calçada esbarrando em algumas pessoas que passavam por ali, entrei no saguão ofegante pela corrida. Subi pelo elevador e parei no andar do quarto da Emily. Vi a luz acesa por debaixo da porta e suspirei. Pelo menos ela estava ali.

-Emily, abre sou eu Matt. -esmurrei a porta .Aguardei alguns segundos e esmurrei de novo e nada dela abrir.

Liguei na recepção explicando quem eu era e que precisava da chave extra do quarto. Inventei que a minha amiga não estava se sentindo bem e não atendia a porta. Logo um funcionário já estava no corredor me entregando às chaves.

Abri a porta e olhei pelo quarto, e não a encontrei. A luz do banheiro também estava acesa e ouvi um barulho vindo de lá. Girei a maçaneta e por sorte estava destrancada.

Encontrei Emily sentada no chão encostada à banheira com a cabeça entre os joelhos abraçando as pernas. Ao me aproximar vi seu vestido todo rasgado, sangue no chão e uma navalha ensanguentada jogada embaixo da banheira.

-Meu Deus Emy, o que você fez?-perguntei desesperado me ajoelhando ao seu lado e puxando seus braços para ver o estrago.

Havia arranhões por toda extensão do braço que não era fechado por tatuagens e alguns cortes mais profundos, que ainda sangravam um pouco. Olhei para o resto de seu corpo e pude ver alguns arranhões também nas coxas e barriga. O vestido estava tão rasgado que era possível perceber qualquer ferimento pelo seu corpo.

Segurei seu rosto entre as mãos a fazendo me encarar.

-O que aquele desgraçado deu pra você Emily? Preciso saber o que usou?-estava quase gritando para chamar sua atenção. Ela olhava direto pra mim, mas parecia não me enxergar ali.

Suas pupilas estavam tão dilatadas que quase não se via o verde esmeralda de seus olhos e o branco estava vermelho como se tivesse chorado muito, porém secos. Ela já havia nos contato que não conseguia chorar desde a morte do irmão.

-Emy!Emy!-chacoalhei-a pelos ombros-Por favor, me diz o que você usou... -falei bem devagar dessa vez.

-Absinto. Gota. -A voz era robótica e muito baixa.

Eu sabia o que era Gota, êxtase líquido. Misturada à bebida alcoólica deixava a pessoa lesada, até meio catatônica. Isso explicava a situação dela.

Percebi seus lábios roxos e trêmulos, uma provável queda de pressão já que não fazia frio essa noite.

-Emily, vou te dar um banho quente. Limpar esses ferimentos para que não infeccionem. Tudo bem?-perguntei acariciando seu rosto gelado.

-Matt...- falou num fio de voz.

-Sim querida?-acariciei novamente seu rosto.

-Eu bebi, usei aquela coisa e me cortei e nada fez a dor passar. -sua voz era chorosa, porém seus olhos ainda estavam secos. – Eu pedi para que quando não se satisfizesse mais comigo que poderia ir embora. Ele prometeu...

-Eu sei Emy, eu sei... -a abracei apoiando sua cabeça em meu peito e sem perceber uma lagrima rolou de meus olhos. Vê-la sofrer não era nada comparado ao que tinha contato sobre não saber lidar com dor.

-Eu nunca quebrei uma promessa. Como ele foi capaz de fazer isso comigo?-eu ainda a abraçava e sentia seu corpo tremer em meus braços.

-Você precisa de um banho e cuidar desses ferimentos. -disse quando enfim consegui solta-la do abraço.

A sentei na borda da banheira apoiando sua cabeça em meu peito e deslizei o zíper do vestido em suas costas até a cintura. Podia jurar que ela se arrepiou com o toque dos meus dedos. Levantei-a pelos ombros e puxei o que restava da roupa pra baixo fazendo cair aos seus pés. Ela usava uma lingerie preta rendada e o sutiã não tinha alças. Não pude me conter em correr os olhos pelo seu corpo. Era perfeito e me senti um lixo por me pegar desejando-a naquela situação. Ainda apoiada em meu peito tirei seu sutiã e vi que tinha argolas nos mamilos enrijecidos pelo frio, àquilo era excitante demais. Tentei desviar meus pensamentos focando em seus machucados. Ajoelhei diante dela pedindo que se apoiassem em meus ombros, ela fez o que lhe pedi e deslizei sua calcinha pelas pernas levantando um pouco seus pés para tira-la. Vou ficar louco. Se soubesse que ela ainda me atraia dessa forma tinha dito ao Jimmy para vir atrás dela.

Não consegui me conter e olhei direto pra sua intimidade, totalmente lisa, desprovida de pelos. Apressei-me em pega-la no colo e mergulhara na banheira que já havia colocado para encher. Peguei uma esponja macia e comecei a passar nos ferimentos que já haviam parado de sangrar e só restaram as manchas secas grudadas ao redor. Mais uma vez não consegui me controlar e deslizei as pontas dos dedos desde um dos mamilos que ficara fora da água até o meio de suas pernas. Olhei espantado para seu rosto e graças a Deus estava de olhos fechados respirando pesadamente. Havia dormido na banheira. Peguei uma toalha dobrei e coloquei sob sua cabeça para servir de travesseiro.

Quando acabei de limpar os ferimentos e constatei que ela já não estava com frio por causa dos lábios que haviam voltado à cor normal, tirei a roupa e me enfiei debaixo do chuveiro do lado oposto da banheira, precisava de uma ducha gelada para controlar o meu estado. De onde estava podia ficar de olho nela para que não se afogasse. Acabei o banho, sai do box me sequei enrolando a toalha na cintura.

Toquei no rosto dela para sentir a temperatura e já estava bem quente e ainda dormia. Fui até o quarto deixando-a mais um tempo mergulhada na banheira. Tentei achar um roupão que me servisse mais não tinha nada. As imagens do corpo dela me voltaram à mente e sentei na poltrona ainda só com a toalha, enterrando a cabeça entre as mãos tentando me acalmar.

Não sei quanto tempo fiquei assim, mas quando levantei os olhos me assustei com a Emily parada na minha frente totalmente nua e com o corpo e cabelos molhados ainda pingando.

Fiquei paralisado e ela tocou meu rosto, as mãos quentes por causa do banho.

-Matt... -abaixou para olhar em meus olhos ainda com a mão em meu rosto. -Preciso de você... Precisa me ajudar a esquecer... A fazer essa dor passar. Por favor...

Ela se sentou no meu colo de frente pra mim, com uma perna de cada lado do meu quadril.

-Não precisa ser delicado. -sussurrou colando os lábios em meu ouvido. -Eu só quero esquecer... -e colou seus lábios nos meus.

Não consegui resistir aquilo e a segurei forte pela cintura. Minha língua pedindo passagem para invadir sua boca. Ofeguei e gemi ao senti-la colar seus seios em meu peito. Parei para respirar e a razão tentou voltar a minha mente.

-Não posso me aproveitar de você nessa situação... -disse ainda de olhos fechados e segurando em sua cintura.

Suas mãos quentes desceram para a toalha que estava enrolada em minha cintura puxando-a e a jogando no chão. Grunhi como um animal selvagem ao sentir ela se sentando sobre meu membro. Nossas intimidades se tocando quase me fez enlouquecer.

-Eu é que estou me aproveitando de você. -sussurrou novamente em meu ouvido. -Eu sei que você me deseja Matt. Senti quando me tocava na banheira, percebi que se arrepia quando te abraço... -passou a língua quente em meus lábios e segurou meu rosto para olha-la.

-Emily, você não está em seu estado normal. Vai se arrepender disso depois...

-Desde que me faça esquecer... não me importo. Quero que me faça gritar, sentir tanta dor a ponto de não conseguir pensar em mais nada e sei que você pode fazer isso. Não quero prazer Matt, quero... -beijou meus lábios novamente e gemeu em minha boca-... dor.

Não aguentei mais, segurei suas coxas com força e a levei até a cama atacando sua boca como um leão faminto. Joguei-nos na cama e a penetrei com tanta força que ela gritou. Na verdade urrou de dor. Aquilo me deixou insano comecei a estoca-la com violência ao mesmo tempo em que mordia seus seios e pescoço. Ela apertou com força seus braços ao redor do meu pescoço e enterrou o rosto em sua curva. Quando estocava com ainda mais força ela mordia meu ombro e emitia um som parecido com choro. Diminui a velocidade e a força, assim ia acabar machucando-a mais.

-Não!-protestou agarrando meu quadril e puxando para que eu a penetrasse mais fundo-Não preciso de delicadeza... me machuque...leve minha dor embora.

As palavras dela estavam me enlouquecendo e fui ainda mais forte, puxei suas pernas pra cima e entrei mais fundo nela. Senti seus lábios colados ao meu ombro abafando gemidos que eu sabia ser de dor, mas não conseguia dizer não, não conseguia parar!

-Emily... -gemi alto. — Não aguento mais... — e me despejei dentro dela.

Soltei meu peso sobre ela e fiquei tentando acalmar minha respiração. Nossos corpos suados pelo esforço. Não consegui olhar em seu rosto. O remorso nunca tinha me atingido tão rápido como agora. O que eu acabei de fazer?

Rolei para o lado sem conseguir encara-la. Eu devia tê-la machucado demais. Usei muita força e sabia que ela não estava úmida para me receber com a vontade com que entrava e saia dela. Afinal estava arrasada por culpa do Brian, bêbada e drogada. E eu não consegui me controlar. O desejo adormecido todo esse tempo voltou com tanta intensidade que poderia morrer dentro dela que estaria feliz. Sentia-me um sádico pensando aquilo. Um maldito estuprador!

Senti sua pele encostar-se a minha perna e vi que ela havia deitado de lado, de costas pra mim e encolhida em posição fetal. Seu bumbum se encaixando na curva da minha coxa... Antes que perdesse a cabeça de novo, me levantei e fui até o armário pegar um edredom para cobri-la. Antes de colocar o edredom sobre ela, avaliei o que tinha feito: marcas de mordidas apareciam em seus seios e pescoço, manchas roxas se formavam em suas coxas e cintura e havia algumas gotas de sangue no lençol na altura onde ela estava deitada antes e um pouco escorria entre suas pernas. Agachei para olhar em seu rosto e ela já dormia profundamente. Vesti minha cueca e sentei na poltrona ainda úmida onde ela havia se sentado sobre mim toda molhada. Fiquei alguns minutos olhando pra ela que parecia estar num sono tranquilo. Acabei adormecendo sentado ali.

Notas finais
Acharam muito pesado?Porque eu achei ,fiquei assustada com minha própria imaginação...credo!