When I Look At You

3 Swan, Hales, Cullens!


Notas iniciais
Oie! Como vão vocês? Espero que bem! Já lavaram as mãos hoje? Bom, resolvi trazer este capítulo fora de hora para vocês conhecerem um pouco mais sobre os nossos personagens... e temos mais tretas Beward sim, porque isso aqui está apenas começando. Obrigada pelos reviews e apoio de vocês a mais este projeto. Vocês me enchem de alegria! Boa leitura!

Meu Deus, estou louca!

Alguém pigarreia, quebrando a nossa conexão. Eu abaixo o olhar, corada com os meus pensamentos.

— Bom, o que eu queria mesmo era convidar a todos para almoçarem lá no sítio no domingo. O que me dizem? Sei que precisam se organizar com a mudança e tudo, mas precisamos colocar o papo em dia. — Meu pai diz mudando o assunto.

— Nós estaremos lá, Charlie. Todos nós. — Carlisle diz e todos sorrimos.

Nós nos despedimos e eu e meu pai vamos embora. No caminho para a caminhonete, nós encontramos com Jake e Billy Black. Meu pai os cumprimenta e puxa uma conversa rápida com Billy. Billy tinha sido um grande peão de rodeio, mas se aposentou quando um touro o derrubou e ele fraturou a coluna, ficando paraplégico.

— Olá minha linda! — Jake se aproxima, enlaça a minha cintura e me dá um beijo na bochecha. Eu desvio dele rapidamente.

— Jake! — Eu exclamo – Quer dar mais assunto para o povo fofoqueiro dessa cidade falar merda?

— Eu não me incomodaria se essa fofoca – Ele aponta dele para mim – se tornasse real. — Eu reviro os olhos. — Qual é, Bella?! Até quando você vai ficar assim comigo, a gente tava indo tão bem.

— Jake, você é só um amigo pra mim. Não insiste tá! Diz ao meu pai que eu fui ali na loja dos Hale. — Eu digo e atravesso a rua.

Jake e eu nos conhecemos desde sempre, porém só nos tornamos mais próximos quando comecei a participar de rodeios. Nos tornamos bons amigos. Porém, faz cerca de um ano que ele tem dado em cima de mim sempre que pode. Ele se declarou para mim e tudo, mas não rola química da minha parte. Eu só o vejo como amigo, apesar dele ser muito gato e sexy.

Sinto uma sensação estranha de estar sendo observada enquanto atravesso, mas deixo para lá. Viro a esquina e ando mais dois quarteirões. Logo avisto meus amigos atrás do balcão. Os Hale são uma família tradicional na região pela venda de souvenirs para montaria e rodeios. Rosalie tem 21 anos e nós estudamos juntas no colegial. Ela é muito linda, tem um corpo escultural, daqueles de dar inveja. Alem, é claro, de seus cabelos loiros e olhos azuis. Jasper, seu irmão mais velho, segue o mesmo padrão. Ele tem 24 anos. Nós tivemos uma banda no colegial e nos tornamos muito amigos.

— Bella! — Rose diz quando me vê entrar. — Precisando de alguma coisa?

— Na verdade, eu vim para ver vocês. Tem tempo que vocês não aparecem lá no sítio. — Eu digo me escorando no balcão. — Mas queria ver umas esporas novas.

— Ah amiga, é verdade. Estou devendo mesmo. — Rose diz saindo de trás do balcão e indo comigo até a sessão de esporas.

— Vamos marcar uma ida ao lago para sábado? — Eu pergunto e ela me olha meio corada.

— Ah só se você for no Your Song comigo no sábado à noite. — Ela rebate e eu reviro os olhos. Já sei o que vem por aí.

— Por que você não diz não e pronto, Rose. Jared precisa desencanar de você já que você não o quer.

— Olha só quem fala. Não sou a única que tem problemas para se livrar de alguém. — Rose diz e eu sou obrigada a concordar.

— Mas eu sempre digo não, e não obrigo minha melhor amiga a ir de vela no encontro. — Eu digo e ela bufa. Nesta hora Jasper chega perto de nós.

— Ah Bella, por favor. Você vai com o Jazz e assim não fica parecendo que tá de vela. — Rose diz e Jasper olha de uma para outra.

— Ei, isso vai atrapalhar meu esquema. Vou levar a Lauren no sábado.

— Sério, Jazz, a Lauren? — Eu pergunto. Ela é simplesmente uma patricinha da roça, super detestável.

— É só curtição, você sabe. — Jazz responde dando de ombros.

— Espero que um dia você encontre alguém que corte o seu barato e te torne um homem. — Eu digo.

— Quem ouve isso pensa que eu sou um mulherengo. Eu ainda perco para o Black. — Ele diz brincalhão.

— Que seja! Você vem, Bella? Por favor, amiga! — Rose pergunta pidona – Aí eu durmo na sua casa e aproveitamos o domingo inteiro.

— Domingo não dá. Teremos visitas para o almoço. — Eu digo e os dois me olham curiosos.

— Quem?

— Os Cullen. — Eu digo e ambos arregalam os olhos.

— Sério?? — Rose pergunta.

— Meu pai e o sr Cullen estudaram juntos e são grandes amigos desde então. — Eu digo dando de ombros. — Eu estava na cerimônia agora a pouco.

— Ah, que legal! Minha mãe disse que lembra dessa época da escola. – Rose diz. – E você já viu o resto da família? Dizem que são 3 filhos. E que são todos lindos.

— Sim, eu os conheci. É uma garota e dois rapazes. — Eu digo e ela me olha – E sim, são muito bonitos. Devia ser pecado tanta gente bonita numa família só.

— A garota é bonita mesmo? — Jasper pergunta interessado.

— Sim, e ela me lembra você, Rose. Acho que vou perder você para ela, ela tem cara de que ama um shopping. — Eu digo e ela sorri.

— Bella, eu e você somos uma só. Mas quem sabe ela não vira uma amiga nossa. — Ela diz e depois dá um gritinho assustando a mim e ao Jazz. — Chama eles para irem ao Your Song!

— Rose, eu só vou vê-los no domingo e seu encontro é no sábado. Não tenho o contato deles e ficaria estranho convidar por telefone né?

— É... faz assim, eu vou desmarcar com Jared e aí nós vamos no domingo e você chama eles também. — Ela diz e eu a encaro.

— Aleluia! Enfim você vai dar um chega pra lá nesse cara. — Eu exclamo e ela ri. — Precisou vir gente de fora para você fazer isso!

Converso um pouco mais com meus amigos até que Charlie buzina na frente da loja. Eu me despeço e vamos para casa. Nosso sítio, o Sítio Rainbow, é bem conhecido na região pois temos o pomar mais produtivo, apesar de não ser o maior. Com isso, produzimos as melhores compotas da região. São feitas durante todo o outono e vendemos ao longo do ano. Não digo que somos ricos, mas vivemos bem, temos o necessário para o nosso cotidiano e uma reserva considerável para emergências.

Eu passo o dia cuidando dos meus afazeres. Nós almoçamos com Embry e Sam, onde meu pai pede para eles darem uma geral no sitio para receber os amigos no domingo, levando em conta que hoje é quinta feira. Durante a tarde, eu cuido do pomar. As lindas árvores estão tão floridas nesta primavera, é certo que teremos uma grande colheita no próximo outono. Eu me livro de algumas folhas secas para que as frondosas árvores pareçam ainda com mais vida. Quando a hora do crepúsculo se aproxima, eu deixo o meu serviço pra ir preparar o jantar.

Quando anoitece e meu pai entra na ampla cozinha, o cheiro do guisado está espalhado o ambiente. Meu pai sorri para mim e se senta. Eu deposito a panela fumegante sobre a mesa e depois de agradecermos, comemos alegremente. Depois do jantar, meu pai vai para a varanda com o seu pequeno rádio. Eu lhe levo um chá de laranjeira bem quente e ele sorri para mim em agradecimento. Eu sei que ele preferiria o café, mas alguém precisa cuidar da saúde dele já que ele não cuida. Eu o deixo ali e vou para o meu refúgio feliz.

A pequena sala fica em frente ao escritório de meu pai, no caminho entre a sala de estar e a de jantar, que só usamos em ocasiões especiais. Nesta sala, estão os meus melhores amigos nesta vida: os livros e a música. O piano de minha mãe leva uma fina camada de poeira e eu sorrio. É a melhor lembrança que tenho dela, de vê-la tocar lindamente. Foi ela que me ensinou as poucas coisas que sei no piano, quando eu ainda era uma criança. Eu suspiro. Faz dias que não falo com ela.

Ao fundo da sala, abaixo da janela, há o meu cantinho. É um sofá de madeira, todo acolchoado e confortável, onde me deleito com as minhas leituras. Ali perto tem o meu violão e uma pequena escrivaninha. Uma das paredes laterais é tomada por uma grande estante repleta de livros. Eles vão de histórias infantis até grandes clássicos, todos lidos por mim desde que aprendi a ler. Eu alcanço o meu livro atual, Emma, já que estou iniciando os livros de Jane Austen... pela terceira vez.

Me perco ali nas aventuras de Emma e as horas avançam. Logo sinto meus olhos pesarem e sei que devo ir descansar. Eu subo para o meu quarto ouvindo a música lenta que toca no rádio de meu pai. Eu tomo um banho refrescante e meu corpo relaxa. Assim que me deito na cama, eu sinto o peso do cansaço diário. Eu sorrio agradecendo a Deus por mais um dia e apago o abajur ao mesmo tempo que meu pai desliga seu rádio na varanda. E assim mais um dia termina.

Quando o domingo chega, eu me levanto bem cedo. Geralmente aos domingos, eu me permito acordar um pouco mais tarde do que o habitual, num horário bom para irmos para a igreja. Mas hoje teríamos visitas para o almoço e eu queria adiantar o máximo possível. Serviríamos o famoso Churrasco Swan. Eu coloco um vestido simples após usar o banheiro e escovar os dentes e corro para a Princesa, que logo aceita o meu ‘bom dia’ carinhoso. O céu ainda está naquele tom anil que eu adoro. É a minha hora favorita do dia.

Cerca de meia hora depois, quando os primeiros raios de sol despontam no horizonte, eu passo pela porta da cozinha e preparo o nosso café da manhã. Logo meu pai desce com um sorriso enorme. Nós conferimos as carnes para o almoço e depois vamos nos arrumar para a ir à igreja. Em minutos, eu estou na caminhonete.

A celebração é rápida e o reverendo Walsh, mais uma vez, quer me empurrar para o seu filho James. James é um descarado que não se aquieta com garota nenhuma e adora pegar geral. O pai finge que não sabe do comportamento do filho e fica arrumando pretendentes para ele se casar, e quem sabe, se aquietar. O que eu duvido muito, honestamente. Ainda bem que o meu pai sabe como James é e sempre desconversa com o reverendo.

Hoje a igreja está animada com a chegada dos novos membros, a família Cullen. Eles foram acolhidos por todos. Principalmente pelas famílias com garotas ‘na idade de casar’. É, isso soa meio século XV, mas no Condado de Will parece que o século XXI ainda não chegou por completo. É o único defeito que morar aqui tem, tudo é muito tradicional e se você fugir disso muita gente vai te julgar.

Enquanto esperamos os Cullens serem cumprimentados por toda a congregação de Preston Height, eu fico conversando com os irmãos Hale ao lado da caminhonete. De longe, eu observo os irmãos Cullens nos observar. Eles parecem entediados com a conversa ao redor deles e eu faço um sinal para Alice. Ela sorri e chama os irmãos. Os três veem ao nosso encontro.

— Olá Cullens – Eu digo sorrindo e eles retribuem. – Este são meus amigos, Jasper e Rosalie Hale. — Eu os apresento. — Estes são Alice, Emmett e Edward Cullen. — Eu digo para meus amigos e todos sorriem uns para os outros.

Logo eles estão se cumprimentando e engatamos uma conversa.

— Ouvi dizer que todos são médicos. É verdade? — Jasper pergunta. Eu percebo o meu amigo com o olho comprido em Alice. Não perde tempo esse Jazz.

— Não todos. Minha mãe é formada em letras. Mas faz muito tempo que não leciona. – Alice responde. – E eu não sou médica, sou enfermeira.

— E eu sou fisioterapeuta. — Emmett diz com um sorriso, olhando na direção de Rose. Ai Deus!

— Eu sou o médico. Cirurgião geral, como o meu pai. — Edward responde meio aborrecido. O que há com ele afinal? Alice lê os meus pensamentos.

— Não liguem, digamos que vir à igreja aos domingos não é o programa favorito do garotão aqui. — Alice diz bagunçando o cabelo do irmão. Ele bufa.

— Normal, também não é o meu. — Jasper diz rindo e todos assentem.

— Não é o de ninguém, eu devia estar acordando neste momento. — Rose diz revirando os olhos — Só a Bella que curte mesmo, vem sem reclamar. — Ela diz e todos me encaram, mas meu olhar se prende nos olhos verdes água a minha frente.

— Eu gosto mesmo, me traz paz. Deus é bom! — Eu digo dando de ombros. Edward ri sarcástico.

— Só pra você então. — Ele solta e eu o olho intrigada.

— Você não acredita em Deus? — Perguntei curiosa – Ou só não acredita que ele seja bom?

— Sou médico, Bella. Eu sei que Deus não é bom. — Ele solta sério, mostrando todo o seu ressentimento. Nós nos encaramos e eu não fraquejo.

— Exatamente por isso, devia ser o primeiro de nós a defender a bondade dele. — Eu digo firme e ele ri descrente.

— Não imaginei que você seria uma dessas garotas 'religiosas' – ele debocha e eu percebo meus amigos e seus irmãos nos encarando.

— E não sou. Não sou 'religiosa'. Eu só tenho fé de que existe um ser maior que tudo, que faz de tudo por nós. Existe um sentido para nós existirmos. Seja Jesus, Alá, Buda, Zeus, Krishna, Mãe Terra ou qualquer outro nome que você queira dar. Eu acredito nele. — Eu digo incisiva. — Mas você tem todo o direito de não acreditar. Só acho que você tem tudo para ver ele agindo ao seu redor. Eu vejo. E não posso ser alvo de deboche por isso.

Todo ficam em silêncio e Edward mantém seu olhar no meu. Incisivo, intenso e quente! Mais uma vez, eu sou assaltada por aquela vontade súbita de beijá-lo.

Definitivamente, esse cara mexe comigo!

Notas finais
E aí, estão curtindo as farpas de nosso casal?? Eles são muiiito diferentes sim, mas também são muito parecidos em algumas coisas. E são essas semelhanças que vão uni-los. O que vcs acham disso? Beijinhos!