Notas iniciais
Oie! Quem deve é assim... vem postar de madrugada hahahaha Eu sei que estou em falta, mas a minha vida tá uma loucura, ou seja, nada de diferente kkkkk. Mas obrigada pela compreensão de vocês, meus amorescos! Este capítulo marca um ponto de virada na história. Cheio de emoções fortes e reviravoltas. Espero que vocês não me odeiem muito lá no final. Boa leitura!

Flutuando... É assim que eu me sinto.

Minhas mãos serpenteiam a nuca de Edward ao passo que ele me puxa mais para si. Sua língua brinca em meus lábios pedindo passagem, que eu não nego. Ondas elétricas explodem em meu corpo quando nossas línguas se tocam. Um gemido abafado me escapa quando Edward morde de leve o meu lábio inferior. As mãos de Edward vagueiam nas minhas costas e cintura, causando-me arrepios contínuos. Para mim, foi como se o tempo parasse.

— Bella! — Edward sussurra quando o beijo é selado. Demoro um segundo a mais para encará-lo.

Seu olhar está intenso e brilhante à luz do luar. Tão lindo!

— Edward... — Eu sussurro de volta, com os lábios ainda formigando

E então o segundo beijo vem tão intenso quanto o primeiro. Porém este vem carregado de algo diferente. Desejo. Edward me puxa para ele e nosso corpos se encontram. Explosões de emoções novas me tomam quando a mão de Edward se infiltra pela minha blusa e pela minha camiseta. As mãos de Edward estão frias e o contraste com minha pele quente naquela região me estremece por inteiro. Não evito o gemido.

— Hum...

O gemido causa um efeito catalizador em Edward. Suas mãos se tornam mais ferozes e o beijo fica mais profundo, me deixando sem fôlego. Suas mãos vagueiam e descem para o meu quadril, fazendo nossas pelves se encontrarem. Um alerta de perigo me sobressalta quando percebo o quanto ele está excitado.

Céus!

Um gatilho dispara em mim, eu corto o beijo e o encaro.

— Me desculpe! — Ele diz, ofegante como eu. — Eu me empolguei...

— Tudo bem... mas, acho melhor você ir embora. — Eu digo e me afasto dois passos cambaleando. Estou tremendo por inteiro, minha cabeça está a mil.

— Como...? — Edward diz e dá um passo para frente. Eu recuo automaticamente.

— Por favor, Edward. Eu não sou desse tipo... eu.... Ah! — Eu estou tão nervosa que não consigo encará-lo. — Melhor eu entrar agora. Boa noite! — Eu digo e corro para dentro sem dar espaço para ele me dizer nada.

Corro para o meu quarto e me jogo na cama, com os soluços irrompendo em minha garganta.

Maldito Mike!

Um mês depois...

— Vamos filha, está tudo pronto! — Meu pai grita do andar de baixo enquanto eu encaro os três vestidos sobre a cama. Suspiro.

— Já vou, pai! — Eu grito em resposta e gemo de frustração.

Droga, o que eu vou vestir?

Acabo decidindo por impulso e escolho um vestido floral frente única, de fundo azul claro com flores de diversos tons de azul. Calço minha sandália e enrolo meu cabelo num coque bagunçado. Dou uma conferida no espelho e resolvo não me preocupar muito.

— Tô pronta. Vamos! — Eu digo quando chego na sala. Meu pai está olhando para fora e se vira para me encarar.

— Nossa, está explicada a demora! — Ele diz e eu o fuzilo com o olhar. — Ok... vamos, estão quase todos lá. — Ele diz e vamos para o terraço.

Eu pego a cesta com diversos alimentos e meu pai carrega a caixa repleta de carnes selecionadas. Colocamos a cesta de um lado e a caixa do outro lado do alforje de Trovão, o cavalo de meu pai. Eu monto em Chloe e cavalgamos até o lago.

Hoje é aniversário de Carlisle. Para comemorar, meu pai ofereceu um churrasco em homenagem ao amigo. Como Carlisle não queria festa e nem muita gente, estamos somente as familias, Cullen, Hale, e Swan, além de Angela, Embry, Sam e a família. Você deve estar se perguntando porque os Black não foram convidados e a resposta é simples. Os três socos que Edward deu em Jacob renderam uma fofoca das grandes. E é por este motivo que eu estou nervosa. Hoje é a primeira vez que eu estarei tão perto de Edward novamente depois do que aconteceu.

Depois daquele beijo com o qual eu sonho toda noite.

Eu simplesmente me escondi dele desde aquele dia. A repercussão da briga dele reafirmou as fofocas de que estávamos juntos e eu não conseguia encará-lo depois daquele vexame. Eu queria poder contar a ele o que me aconteceu naquele dia, mas a vergonha e o medo sempre são maiores.

Será que Edward entenderia?

Seja como for, tenho evitado sair com meus amigos, já que ele sempre esta junto. Alice e Rose que sempre vinham ter um momento de garotas comigo e também saíamos juntas. mas quando é o grupo todo eu sempre invento uma desculpa. A situação se tornou desconfortável com o passar das semanas, principalmente porque Edward foi alvo de uma nova fofoca. Disseram que ele estava saindo com Tânia Denali.

Quando eu ouvi isso, fiquei estranha. Não consigo explicar que tipo de sentimento eu senti, principalmente quando Alice me disse que não era uma fofoca vazia. Ele realmente saiu com ela. Bom, na verdade, eles se encontraram no Your Song e ele passou a noite dançando com ela. Depois a levou para casa.

Mas porque essa sensação esquisita de raiva e inveja não me deixa em paz?

Quando chegamos ao lago, percebo que somos os últimos. O lago fica na divisa do nosso sítio com o sítio dos Jensen. Nós até os convidamos, porém eles estão viajando neste domingo. Assim que nos aproximamos todos nos cumprimentam. Descarregamos as coisas vamos falar com todos. Está um dia lindo e quente de verão.

Escolho um lugar legal para deixar Chloe descansando e vou ajudar as mulheres a organizar as comidas. Lilian Hale e Esme me mandam ir me juntar aos jovens e eu vou relutante. Alice, Rose e Ang estão conversando na beira do lago junto com Edward, Jasper e Embry. Sam e Emily estão cuidando da filha, Claire, e de filha de Ang, Annie. Emmet, que está com meu pai, Carlisle e Jonh Hale, se junta ao grupinho no lago.

Eles estão rindo e bebendo. Eu me encaminho até Sam e Emily os cumprimento. Sinto alguém me olhando e me viro, encontrando o olhar de Edward. Uma conexão intensa. Ele acena positivamente com a cabeça e sorri, depois retira a sua camisa e se alonga. Caramba, como alguém pode ser tão perfeito assim?

Eu engulo em seco e me encaminho para perto dos meus amigos, bem na hora em que a maioria resolve se refrescar. Para não ficar a sós com Edward tão rápido assim, eu resolvo mergulhar também. Uma má ideia.

O olhar de desejo de Edward queima a minha pele enquanto eu retiro o vestido. O maiô que Rose me deu de aniversário é simples, mas ousado. Azul escuro, realça a minha pele clara, avermelhada pelo sol. Ele é frente única, deixando meu busto em destaque e um decote imenso nas costas. Eu solto o cabelo para disfarçar este detalhe e quando me viro para a água, Edward me chama.

— Acho melhor você passar um protetor... suas costas vão arder mais tarde. — Ele diz gentil, mas seu olhar é tenso.

— Ah, sim... você tem razão. — Eu digo e pego o protetor jogado ali.

— Posso ajudá-la? — Ele pergunta e eu engulo seco antes de assentir. Eu me viro de costas, corando violentamente pela proximidade dele, e retiro o cabelo, jogando-o sobre um ombro.

— Obrigada! — Digo. Quando ele toca a minha pele um pequeno suspiro me escapa e um calor me toma.

— Bella... — Ele diz baixo – Eu sinto muito se te ofendi de alguma forma naquele dia. Você não precisava me evitar, eu não vou insistir. — Eu sinto a mágoa em sua voz, mas sua mão é suave em minhas costas.

— Edward, você não me ofendeu. Eu me afastei porque estava com vergonha de te encarar depois de sair daquele jeito — suspiro – Me desculpe por aquilo.

— Se você não gostou, era só ter dito. Confesso que foi frustrante aquilo. — Ele diz descendo a mão pelas minhas costas. Um arrepio me estremece de leve.

— Aquilo não teve a ver com você ou com o beijo em si. — Eu digo e me viro para ele para encará-lo.

— Então, o que houve? — Ele pergunta. Seu olhar é penetrante e quando vou respondê-lo, meus olhos olham mais adiante e eu me calo.

— O que eles estão fazendo aqui? — Eu solto, fazendo Edward olhar para trás para dar de cara com Billy sendo conduzido por Jacob e Paul, seu primo, logo atrás. Pelas caras, a visita não é amigável. Eles estão indo na direção de meu pai.

— Seu pai os convidou? — Edward pergunta.

— Claro que não! — Eu digo e pego uma canga de Rose e amarro na minha cintura, me encaminhado para lá. Edward me segue, colocando sua camiseta.

— Ora, ora, Charlie! Eu tive que vim porque eu não estava acreditando nos boatos. — Billy diz e eu vejo meu pai encara-lo sem qualquer animosidade.

— Billy, o que faz aqui? — Meu pai pergunta e então me vê. — Filha, Edward, voltem para o lago, está tudo bem por aqui.

— Como você pode continuar se relacionando com este moleque que agrediu o meu filho, Charlie, um menino que você viu nascer? — Billy rosna lançando um olhar de nojo para Edward e Carlisle.

— Como todos sabem, Billy, Edward somente se defendeu. Seu filho o agrediu primeiro. — Meu pai diz com voz séria, mas amena.

— Com todo direito. Joliet inteira estava falando dele pelas costas, ele precisava honrar seu nome. — Billy diz. — Se sua filha...

— Calma aí, Billy! — Jonh exclama. — Bella não era namorada de Jacob.

— Não era, mas... Era só questão de tempo. — Billy diz olhando diretamente para o meu pai, que fica lívido.

— Esse tipo de coisa nunca esteve em questão, Billy Black, eu jamais envolveria minha filha nisso. — Meu pai rosna e eu fico confusa com o rumo da conversa.

— Ah, mas ela já estava mais do que envolvida nisso tudo, não é mesmo? — Billy debocha, o que me deixa possessa. Eu me aproximo de meu pai.

— Do que se trata tudo isso, pai? — Pergunto. A essa altura todos que estavam dispersos já estão ali próximos.

— Filha... não é nada. — Meu pai diz sem me encarar. Seu olhar está voltado para o Black. — O que você quer Billy?

— Vim te avisar que seu prazo acabou. — Ele diz e vejo o rosto do meu pai se contrair. Prazo, que prazo?

— Você não pode fazer isso, Billy! Temos um acordo. — Meu pai revida.

— Tínhamos! — rosna — Eu só te ajudei e te dei um prazo tão longo porque o meu filho queria se casar com sua filha, você sabe disso.

— Isso nunca esteve no acordo. — Meu pai agora também rosna para ele. — Você está louco!

— Pai, do que vocês estão falando? — Eu exclamo nervosa por tudo aquilo. Billy e Jacob me olham com puro sarcasmo.

— Não acredito que ela não sabe? — Diz Billy – Tsc Tsc, Charlie, você ia deixá-la descobrir somente quando precisassem se mudar?

Sinto algo querer subir do meu estomago para a garganta, mas eu respiro fundo.

— Pai? — Eu digo num fio de voz.

— Nós não vamos a lugar algum, Billy Black. — Meu pai diz inflamado de ódio. — O Rainbow sempre será uma herança dos Swan!

— Veremos isso quando o inverno chegar, Charlie. Eu quero o pagamento integral da dívida até lá.

— Pai? O que está acontecendo? — Eu pergunto abalada. Meu pai não me olha. Eu seguro seu braço — Pai!

— Vamos, Charlie! Deixe-a saber o que a irresponsabilidade dela fez com a herança dos Swan. — Billy debocha mais uma vez e sinto a ânsia me tomar novamente.

Não! Aquilo não!

Meu pai só encara Billy com ódio, mas eu quero minhas respostas. Apesar de estarmos cercados de pessoas, tudo é silencio. Somente os risos das duas crianças ao longe quebra o clima tenso formado ali. Eu seguro o impulso de chorar.

— Pai... isso ainda é sobre aquilo? — Eu pergunto trêmula. — Nós pagamos tudo no outono passado.

— Sim... porque eu emprestei uma boa quantia a ele. Ou você acha que suas compotinhas dariam conta do estrago que você fez. — Ele debocha e eu o encaro — Eu cobri o restante da dívida e tenho metade dessas terras como garantia, não é Charlie?

Sinto meu corpo perder o equilíbrio, mas me mantenho de pé. Edward se aproxima de mim e me segura pela cintura.

— Cale a sua boca, Black! — meu pai diz e percebo que ele também está tremendo

— Porquê? Não quer que seus amiguinhos novos saibam que você estava à beira da falência ano passado? Que teve que tomar um empréstimo do qual não conseguiu se livrar e eu te salvei? — Billy diz frio e calculista. — Isso não é nada. Deixe só eu contar o porquê tudo isso aconteceu...

— Chega Black! — Meu pai grita e dá dois passos em direção a Billy. Mesmo numa cadeira de rodas, Billy conseguia ser altamente destrutivo. — Nem mais uma palavra! — Carlisle e Jonh seguram meu pai para acalmá-lo. O sorriso de Billy se torna maior.

— Ah você não quer que eles saibam a vagabunda que a sua filha é? Será que o moleque já provou do veneno dela? — Billy fala e o caos se forma. Meu pai avança para ele, Jacob toma a frente do pai e encara meu pai. Gritos de exclamações saem de todos os lados.

— Você foi longe demais! — Meu pai grita e então fica pálido com uma folha de papel.

Sua mão vai para seu peito e ele tenta respirar fundo sem sucesso. Por estar segurado em Jonh e Carlisle, ele não chega a cair no chão, mas ele cambaleia em cima dos amigos.

— Pai! — Eu grito ao ver meu pai desmaiado. Edward, Emmett, Embry e Jasper correm para ajudar a carregar o meu pai e levá-lo para o carro dos Cullen ali perto. Sinto braços me envolverem e me conduzirem para perto do meu pai. No caminho, eu passo pelos Black.

— Se o meu pai morrer por sua causa, a dívida vai ser a última das suas preocupações, Black. — Eu rosno para ele.

— Não será por minha causa que ele vai morrer, não é mesmo. Tudo isso é culpa sua!— Ele me devolve e eu não consigo responder.

Porque no fundo, ele tem razão. É tudo culpa minha.

— Mais uma morte nas suas costas... — Ouço ele dizer ao longe, mas sou arrastada por alguém para longe dali.

Mas a voz dele ecoa em minha cabeça.

Tudo isso é culpa sua...

Tudo isso é culpa sua...

Notas finais
Sim, eu terminei aí. Sim, eu sei que é maldade. Mas é porque ia ser muito eita num capítulo só minha gente. Temos teorias? Comentem! Beijinhos!