Notas iniciais
Oie pessoal! Menos de uma semana, para não torturar vocês demais. Porém devo avisar que o capítulo é pesado. Aqui saberemos um pouco do passado da Bella e devo dizer que não foi nada fácil, então só leiam se sentirem prontas. Obrigada pelos reviews! Boa leitura!

Mais uma morte nas suas costas...

Tudo isso é culpa sua...

E assim passou-se 2h, 4h, 6h...

Mais uma morte nas suas costas...

Em algum momento e vesti o meu vestido e prendi o meu cabelo. Ao meu redor, estão meus amigos. Mas a voz de Black continua em minha cabeça.

Tudo isso é culpa sua...

— Bella! — Alguém me chama. Sinto que alguém segura minha mão direita com ternura, alguém me abraça pelo lado esquerdo. Sinto o perfume perfeito de Edward por ali. Alguém de voz doce e materna está na minha frente e me chama.

— Bella! — Esme chama mais uma vez.

Mas eu estou entorpecida.

Mais uma morte nas suas costas...

— Bella, reaja, filha! — Esme me chama novamente e eu saio do meu torpor, encarando-a. — Filha, Carlisle trouxe notícias. — Ela diz gentil e eu levanto o meu olhar para seu esposo, que sorri para mim.

— Bella, seu pai está estável. Foi um grande susto, mas ele é forte, vai sair dessa. — Carlisle diz – Conseguimos colocar um stend e o infarto atingiu uma área pequena. Estamos bem otimistas.

Todos comemoram e agradecem a Deus. Eu continuo em silêncio e encaro o chão.

— Bella? Você ouviu? — Edward sussurra ao meu lado

— Ele está bem? — Eu pergunto baixo, encarando Carlisle.

Carlisle assente. Ele não está mentindo.

— Ele não está morto? — Eu pergunto olhando nos olhos dele.

— Claro que não, Bella!

Enfim, eu respiro.

Meu pai não está morto!

— Quero vê-lo! — Eu digo, levantando num rompante, assustando a todos.

— No momento não é possível. Ele está na UTI e o horário de acesso é daqui a 1h apenas — Carlisle diz e eu assinto, sentando novamente.

— Vou verificar algumas coisas e já volto – Ele diz e sai.

A pessoa ao meu lado direito, Rose, me abraça.

— Eu sabia que tudo ia acabar bem! Estava tão preocupada com você, Bells! Você não respondia, nem falava nada...

— Ela estava em choque, Rose — Edward diz gentil do meu lado esquerdo. Eu olho ao redor, enxergando os Hale e os Cullen ali. — Você está realmente bem, Bella?

Eu o encaro e assinto de leve.

— Mesmo? Por que você ficava murmurando algumas coisas... — Ele fala preocupado — Seja lá do que aquele desgraçado estava falando, você não tem culpa de nada.

Eu o olho atentamente. Ah, Edward!

Depois olho pra Jasper e Rose. Eles fazem que não com a cabeça, indicando que não disseram nada.

— Você não pode saber disso... — Eu sussurro

— Nem começa com isso, Bells. O que aconteceu com o Mike e o Riley não foi sua culpa. — Rose solta revoltada.

Eu a fuzilo com os olhos.

— Está na hora de você esquecer o que aconteceu. Viver em paz, sabe. — Ela suaviza a voz, alisa meu rosto, me dá um olhar terno e eu respiro fundo.

— Gente, por favor alguém explica o que está acontecendo? — Alice exclama ali perto e eu a olho. Depois para Emmett, Esme, e por último para Edward ao meu lado.

Como vou contar para eles?

— Alice! Isso é algo pessoal. — Esme repreende a filha – Bella não precisa nos contar. Mas saiba que estamos com você e o seu pai. Pode contar conosco. — A ternura na voz de Esme me acalma, fazendo eu me sentir segura.

— Obrigada, Esme. — Digo e respiro fundo antes de prosseguir – O que acontece é que tivemos uns problemas de dinheiro ano passado, por minha culpa, e meu pai precisou tomar um empréstimo no banco. Vocês sabem como isso vira uma bola de neve, né? Utilizamos nossas reservas e o lucro do outono passado para quitar a dívida. Até o meu prêmio do rodeio, eu dei para ajudar meu pai pagar. — Eu digo com lágrimas nos olhos – Eu não sabia que ele tinha feito um acordo com o Black, eu achei que tínhamos conseguido pagar tudo. Não entendo porque ele não me contou a verdade.

— Vergonha, talvez?! — Esme diz complacente — Nós pais temos essa coisa de sempre querer ser um super heroi para nossos filhos. E temos vergonha de admitir que somos falhos.

— Mas eu não entendo, porque vocês tiveram tanta dificuldade financeira? Papai sempre me disse que vocês são os melhores da região. — Alice diz e recebe um olhar de reprovação da mãe e dos irmãos. — Desculpe mas eu só quero entender.

— E somos. — Eu digo e hesito um pouco – Mas tivemos algumas despesas extras, no verão passado.

Eu senti que Alice ia perguntar mais até saber de tudo, mas eu não sei se estava pronta para falar sobre aquilo. Eles estavam lá, ouviram o Black me chamar de vagabunda. É claro que eles estão curiosos, mas só Alice tem ousadia para perguntar.

Para me salvar, Carlisle aparece e diz que eu posso ver o meu pai. Por enquanto, eu fujo mais uma vez. Eu me levanto e o sigo até uma sala especial para que eu possa me higienizar. Coloco uma touca, lavo bem as mãos e coloco uma espécie de roupa, parecendo um avental. Ele me leva por um corredor curto e entramos por uma porta dupla de um material plástico.

O ambiente com certeza me traria paz se não fosse uma situação tão terrível. Uma lágrima cai quando eu vejo meu pai a 3 camas de distância. Eu vou para lá automaticamente e me surpreendo com a serenidade de seu rosto. Se não fosse a visão de toda a aparelhagem, eu poderia pensar que ele está simplesmente tirando uma soneca. Eu engulo seco quando sua respiração sai lenta e falha. Uma pontada de dor me atinge o peito ao vê-lo tão frágil.

— Por favor, pai. Não me deixe! — Eu peço. Apesar do otimismo de Carlisle, não posso deixar de sentir que o estou perdendo. Mais lágrimas caem quando eu toco a pele fria de sua mão. — Eu não posso ficar sem você. A mamãe é quase uma estranha para mim, sem você ficarei sozinha.

Suspiro e olho ao redor. Há cerca de 7 pessoas internadas ali. Alguns familiares também estão ao lado de seus doentes, alguns deles acordados. Eu olho meu pai mais uma vez e uma raiva me toma. Maldito Black!

Após 15 minutos, Carlisle diz que meu tempo acabou. Me despeço de meu pai com dor no peito por não poder ficar com ele. O pai de Edward me explica que ele precisa passar esta noite em observação intensiva, mas que se ele responder bem, amanhã irá para um quarto e eu poderei ficar com ele. Quando retorno para a sala de espera, todos ainda estão por ali. Um olhar encontra o de Edward, que vem imediatamente e me abraça ternamente.

E então eu desabo.

— Eu sei que é difícil vê-lo assim, mas isso é temporário. Amanhã ele estará melhor, Bella. — Ele diz alisando meus cabelos enquanto eu choro agarrada em seu corpo. — Vem, eu vou te levar para casa.

Eu queria dizer que não queria ir, que queria ficar ao lado de meu pai. Mas eu sabia que era inútil ficar aqui quando não poderei mais vê-lo hoje. Eu, então, assinto.

— Bella, querida, porque você não vem para a nossa casa? — Esme oferece com ternura. — Não vai te fazer bem ficar naquela casa enorme sozinha. E amanhã cedo você vem com Carl e Edward ver o seu pai.

Eu olho para Edward, que me dá um sorriso pequeno de incentivo.

— Está bem. — Digo por fim.

— Ótimo, então vamos todos para casa jantar. Você não comeu nada o dia inteiro, mocinha. Vocês também jantam conosco? — Ela alisa o meu rosto e depois se vira para Rose e Jasper, que assentem. É nessa hora que eu percebo que já anoiteceu.

A viagem é silenciosa. Logo chegamos à casa dos Cullens. Do portão, eu olho para duas casas abaixo, onde era a casa dos Biers. Engulo seco e sigo em frente. Está mais do que na hora de eu enfrentar meus demônios.

A casa do Cullens é uma das casas mais bonitas da cidade. Seus antigos moradores, os Jeffrey, tinham muito dinheiro, porém faliram devido à má administração e os vícios de jogos do filho mais velho. Acabaram vendendo esta casa por metade do que ela realmente vale. Bom para os Cullens que a compraram e saíram no lucro.

A casa parece ter saído de um filme da década de 20. A sua arquitetura é belíssima. Tons pastéis de azul a revestem, mais claro nas paredes, mais escuro nos detalhes das janelas e portas. Ela possui 5 quartos, salas de estar, de tv e de jantar, copa, cozinha e dependência. Além de um jardim de tirar o fôlego e uma linda piscina.

Esme manda todos aguardarem que ela vai providenciar o nosso jantar e recusa a minha ajuda, assim como a de Rose e de Alice. Todos sentamos na ampla sala de estar. O silêncio é reconfortador, mas também é incomodo. Eu estou sentada com Edward em um dos sofás, seu braço está em volta de mim, me aconchegando o tempo inteiro.

Será que ele continuará assim quando souber de tudo?

Rose está com Emmett no outro sofá e Alice está na poltrona, com Jasper sentado no braço.

— Bella, me desculpe por ter sido tão indiscreta no hospital... — Alice pede – Eu só queria entender... ajudar... — Sua voz é culpada e eu a olho com ternura.

— Alice, não precisa se desculpar por isso. Eu... sei que vocês devem estar cheios de perguntas sobre tudo isso. — Eu digo olhando para ela e depois para seus irmãos, parando o meu olhar em Edward. — Mas é que eu não sei se consigo...

— Bells, eles vão entender, como nós entendemos. — Jasper diz solidário.

— Nós somos seus amigos, estaremos sempre com você. — Emmett diz e recebe um carinho de Rose.

— Estarei sempre do seu lado, Bella, e te ajudaremos a resolver tudo isso. — Edward diz ao meu lado.

— Há coisas que não podem ser resolvidas, Edward. — Digo triste.

— Tudo tem um jeito, Bella. Deixe-nos ajudar! — Ele diz e alisa meu rosto.

Eu fecho meus olhos e a imagem do meu pai na UTI preenche a minha mente. Me sinto tão sozinha agora. Mas eu não precisava me sentir assim, bem ali na minha frente, havia pessoas em quem eu podia confiar. Respiro fundo e penso por onde começar. Edward afaga meu ombro para me dar apoio.

— Bom.. Quando Angela retornou grávida no início do verão passado, foi o assunto da cidade por semanas. Assim que ela foi expulsa de casa, nós a acolhemos no sítio. — Eu começo por aí, tentando não focar em ninguém, mas meu olhar vagueia pelo rosto de cada um a medida que eu vou falando. — Aí, por causa disso, começaram a falar coisas sobre ela ser uma ‘garota fácil’ e sobre eu ser como ela, já que éramos amigas. Felizmente Rose não estava aqui na época, senão teria levado a fama também.

— Eu e Jasper fomos passar as férias no Canadá, com nossos avós. — Rose diz, explicando.

— Bom, no verão, muita gente forasteira aparece por aqui, pois é época de rodeios e outras festas típicas. No ano passado não foi diferente e Mike Newton foi um deles. — Um arrepio passa pelo meu corpo quando digo o nome do desgraçado. — Um rapaz charmoso e sedutor, pegou pelo menos uma dúzia de garotas por aqui. Toda vez que nos encontrávamos, ele tentava algo comigo, acredito que inspirado pelas fofocas de que eu era fácil.

Eu respiro fundo para tomar fôlego.

— Na época, eu tinha um namorado, Riley Biers. Ele morava naquela casa vazia do fim desta rua. — Eu digo olhando para Edward – Era um namoro meio infantil de minha parte, até hoje não sei porque me envolvi com ele. Ele era um rapaz legal comigo quando queria, mas era muito ciumento, e eu era muito inocente. Ele sentia muito ciúme mesmo, inclusive discutíamos muito por causa da minha antiga amizade com Jacob e por treinarmos juntos. Até de Jasper, ele tinha ciúme. — Eu aponto para o meu amigo. — Então ele ficou muito irritado quando soube que Mike estava me cercando.

Todos estão focados em mim, até mesmo Rose e Jasper, que conhecem a história, estão concentrados. A mão de Edward em meu ombro me afaga mais uma vez, me incentivando a continuar.

— No feriado de 4 de julho, eu passei o dia na casa dos Biers. Porém, a certa altura, eu e Riley discutimos feio porque ele achava ruim que Angela estivesse morando na minha casa. A fmília dele era uma das que a achava uma perdida. Eu fiquei muito chateada com ele e resolvi ir embora. Como ele tinha ido me buscar, eu estava sem transporte algum e meu pai estava na casa dos Black. Desci daqui até a praça para encontrar um táxi. Em pleno feriado, levei um bom tempo por ali, até que Mike apareceu.

Eu engulo em seco. É agora.

— Relutante, eu aceitei sua carona de moto. Foi o maior erro da minha vida. — Eu digo pesarosa e meus olhos se enchem de lágrimas. — Se eu soubesse como aquela noite terminaria, eu nunca teria subido naquela maldita moto. — Respiro fundo antes de continuar. — Vocês devem imaginar que Mike não me levou diretamente para casa.

— Merda, o que ele fez? — Emmett exclama nervoso e eu sinto a mão de Edward tensionar.

— Ele... — uma lágrima cai. — Ele me queria. Ele entrou por uma estrada de terra e eu pulei da moto quando percebi sua intenção. Eu corri, corri muito para voltar para a estrada principal. Ele gritava que eu não iria fugir dele. — Eu digo, vendo todos chocados. – Mas ele era muito rápido e me alcançou. Eu gritei, ele sacou uma adaga e jurou que me mataria se eu gritasse de novo. — Edward me aperta com firmeza e trinca os dentes, eu não consigo encará-lo. — Quando ele avançou para me beijar, ouvimos o som de alguém chegando. Riley nos seguiu, viu e ouviu tudo e veio me socorrer.

— Meu Deus, Bella! — Alice diz horrorizada.

— Eles começaram a brigar e eu corri para estrada para buscar ajuda. Outro erro. — Eu deixo mais lágrimas caírem. — Era a mim que ele queria, se eu tivesse ficado lá...

— Não Bella, você não pode dizer isso, amiga – Rose diz chorosa – Ele ia te machucar...

— Mas era para ser assim, porque eu fui burra de aceitar sua carona e ... — Eu digo exaltada e começo a chorar. Edward me abraça e eu me deixo ser acolhida. Que dia difícil!

— O que aconteceu, afinal? — Alice pergunta temerosa. Eu não consigo falar nada e nem olhar para ninguém. Apenas me aconchego mais nos braços de Edward. Acho que Rose também não tem coragem, pois é Jasper quem responde.

— Mike matou Riley – A voz de Jasper ecoa na sala mergulhada em silencio. Eu me afasto um pouco de Edward.

— Foi tudo minha culpa! — Eu digo com a voz embargada e um soluço me escapa.

— Deus, Bella! — Edward exclama e me puxa para seus braços de novo.

— Não Bella, não foi. No seu lugar eu teria feito tudo do mesmo jeito! — Rose diz e completa. — Quando Mike terminou de assasinar com Riley, correu atrás da Bella

— Meu Deus! — Alice exclama.

— Desgraçado! — Emmett xinga.

— Ele estava coberto de sangue e disse que eu seria a próxima a morrer depois que ele tivesse o que queria...

Edward está completamente tenso ao meu lado, não sou capaz de encará-lo. Ele toca meu queixo e me faz olhá-lo.

— Onde este filho da puta está?

— Morto. — Eu sussurro chorosa. — Eu lhe dei um chute entre as pernas quando ele veeio pra cima de mim e arranquei a adaga da mão dele, e eu... — Eu não consigo terminar e volto a me esconder em seus braços.

— Eu espero que ele esteja ardendo no inferno. — Ele revida e me abraça de volta.

— Eu o matei, Edward.

— Você só se defendeu, Bella, não tem nada de errado nisso. — Ele responde alisando meu cabelo – Se ele ainda estivesse vivo, eu mesmo o mataria!

Minutos se passam até que eu me recupero um pouco. Alice me traz água e eu bebo metade do copo. Observo que todos estão abalados com minha história.

— Mike ainda conseguiu dar um depoimento, mas morreu dois dias depois. Riley morreu na hora. — Eu digo – Meu pai se encheu de dívidas para pagar um bom advogado para mim, senão eu não teria a menor chance.

— Como assim? Por quê? — Alice pergunta e eu a encaro.

— Fui a única sobrevivente daquela noite, o que você acha que eles concluíram no primeiro momento? — Eu pergunto retoricamente. Ela arregala os olhos.

— Merda, Bella! — Emmett exclama.

— Provar minha inocência foi um martírio, mesmo que antes de morrer Mike tenha confessado tudo. O pior nem foi isso. — Eu respiro fundo — Os Biers me culparam pela morte do filho, muita gente duvidava de mim e aí perdemos muitos clientes. A baixa nas vendas e os gastos com o processo nos deixaram no vermelho. Minha mãe pouco pode ajudar, já que na verdade o dinheiro que tem é do marido, que não quis se envolver. Foi assim que a bola de neve começou e aqui estamos nós.

— Eu só não entendo como Billy pode ser tão tosco assim com seu pai. — Rose comenta. — Eles sempre foram tão amigos...

— O dinheiro e a ganância mudam as pessoas, loirinha – Emmett diz confortando-a.

— Crianças — Todos reviramos os olhos ao ouvir Esme nos chamar. — O jantar está pronto.

Meus amigos se levantam e vão saindo um a um, porém eu e Edward permanecemos ali.

— Bella... foi por causa disso que você se afastou de mim? — Edward pergunta baixo.

— No fundo sim. Eu não sei o que me deu, sei que você não é como ele...

— Bella! — Ele me chama e nos olhamos. — É normal ter medo de se envolver depois de tudo o que você passou. — Ele alisa meu rosto com carinho. — Fico feliz que tenha me contado tudo, agora eu sei que não era porque você não gosta de mim... ou você realmente não gosta?

— Eu... gosto sim, Edward – Eu digo corando – Mas não sei se estou pronta...

— Eu estou com você, Bella. Você pronta ou não, saiba disso. — Ele diz sério e então toma os meus lábios num beijo gentil e suave, porém intenso e carregado de significados.

Eu estou quebrada e marcada de diversas formas, mas ele não quer desistir de mim.

Então porque eu desistiria?

Notas finais
Alguém vivo depois disso? Comentem aí para mim... Alerta de SPOILER: Sobre Charlie, devo dizer que ele ainda não vai morrer. Mas sim, essa hora vai chegar. Eu não ia dizer nada ainda, mas quero prepará-las, pois sei que muita gente perderam pessoas nos últimos meses e talvez não se sintam confortáveis para ler algo relacionado e eu vou entender perfeitamente se abandonarem a história. Pelo título da fic e pelo enredo, acredito que vocês notaram que ela tem parte da inspiração em A Última Música, então a morte do pai da personagem principal é um ponto chave para o amadurecimento da mesma. Bom, é isso. No capítulo que for acontecer, eu avisarei nas notas iniciais ;) Beijinhos.