Notas iniciais
Oie gentes! Como vão vcs! Ah que saudade que eu tava disso aqui. Desde setembro (ultima postagem aqui) minha vida deu uma reviravolta, mas saibam que eu estou muito bem apesar de tudo. A gente conversa mais lá embaixo. Boa leitura!

Assim que eu acordo uma pontada de dor atinge o meu peito. Meu pai!

As lembranças de tudo o que aconteceu no dia anterior preenchem a minha mente e meus olhos enchem de lágrimas. Eu me sento na confortável cama de casal do quarto de hóspedes dos Cullens e respiro fundo. Seja forte, Bella, Charlie precisa de você! Eu penso de olhos fechados.

A porta do quarto abre timidamente e eu abro meus olhos para encontrar os dele. Edward.

— Ei, bom dia! — Ele diz calmo e gentil — Não fique assim. Meu pai já ligou para saber de Charlie. Ele está bem, está sendo transferido para o quarto.

Meu suspiro é longo e intenso. Duas lagrimas rolam pela minha face e enfim eu sorrio. Edward entra no quarto e se aproxima de mim. Ele se senta na beira da cama e eu o abraço.

— Graças a Deus! — Eu sussurro em seu pescoço.

— Vai ficar tudo bem, Bella! Venha, vamos comer e você logo verá seu pai. — Ele diz afagando as minhas costas. Nos nos separamos e ele sorri para mim.

— Eu desço em 10 minutos. — Eu digo e ele assente e se levanta para sair. — Edward? — Eu o chamo e ele se vira. — Obrigada por tudo! — eu digo emocionada e seu sorriso cresce.

— De nada!

Eu me arrumo rapidamente com as roupas que Alice havia deixado para mim no quarto. Blusa amarela, jeans, sapatilhas. Faço uma trança lateral no meu longo cabelo e logo estou entrando na sala de jantar dos Cullens. Somente Edward, seu pai e sua mãe estão à mesa.

— Bom dia! — Eu digo com um pequeno sorriso.

— Bom dia, querida! — Esme diz e recebo sorrisos dos dois homens ali, ambos já vestido para trabalhar. — Venha, sente-se, você precisa se alimentar!

— Obrigada! — Eu digo me sentando ao lado de Edward. — Então meu pai está mesmo bem? — Eu pergunto para Carlisle.

— Sim, Bella, o pior já passou. Mas ele está fraco, foi um golpe e tanto. Mas cuidaremos dele e logo ele estará em casa. — Ele diz gentil e sorrio aliviada.

— Ele é tão teimoso, faz tempo que peço para ele ir ao médico. Aquelas dores, eu sabia que não era coisa boa. — Eu digo colocando mel em minha panqueca.

— Sim, seu pai já vinha dando sinais de que que seu coração não estava bem. Devia ter se cuidado mais. Porém o que houve ontem foi muito intenso para ele. — Esme comenta.

— Sim... — Eu digo sentindo um nó na garganta, Culpa. Edward coloca sua mão sobre a minha com carinho e eu o olho.

— Não Bella, nem ouse se sentir culpada. — Ele diz firme, mas gentil. Eu assinto contendo a vontade de chorar.

— Isso mesmo, querida. — Esme fala carinhosamente. — Meus filhos nos contaram sua história e você não tem culpa de nada Bella. Tudo vai se resolver. — Eu olho para ela e ela me dá um sorriso maternal. Eu assinto e volto a comer.

Logo Emm e Alice descem, porém eu, Edward e Carlisle já estamos de saída. Fomos direto para o hospital. Vi diversas pessoas olhando para mim e Edward e nossa proximidade, mas eu nem liguei para isso. Só queria ver o meu pai. Assim que eu entrei no quarto, meu coração saltou no meu peito ao ver meu pai acordado, bem e comendo.

— Pai! — Eu corro até ele e me permito chorar de alegria. Apesar de visivelmente abatido, meu pai está bém!

— Bella, minha filha! Está tudo bem agora. — Ele diz me confortando – Desculpe pelo susto.

— Ah pai, o que ia ser de mim sem você? — Eu digo limpando meu rosto — Não ouse fazer isso comigo de novo!

— Oh minha filha!

Ficamos ali abraçados e percebo que Edward e Carlisle nos deixa a sós.

— Bella... eu preciso me desculpar com você filha. — Ele diz e eu me endireito para encará-lo – Eu devia ter te contado a verdade, mas tive vergonha.

— Oh pai! Devia mesmo! Um acordo com Billy, pai!?

— Mas eu juro, minha filha, eu nunca disse que você estava no meio disso. Aquilo é uma loucura da cabeça dele, eu jamais agiria dessa forma com você — Meu pai exclama irritado. Eu me preocupo logo com sua saúde.

— Eu sei pai, se acalme, sim. Sei que nunca faria isso comigo. — Eu digo alisando sua mão. — Mas agora não pense nisso. Descanse para podermos logo voltar para casa.

— Eu te amo minha filha. — Ele diz com a voz embargada – Me perdoe!

— Oh, pai! Eu também te amo! Está tudo bem! — E nos abraçamos novamente.

Passo toda a manhã ali com meu pai. Edward vem uma vez para ver se está tudo bem e depois me chama para almoçar. Reluto, pois não queria sair de perto de meu pai, mas acabo aceitando.

— Está mais calma? — Ele pergunta quando sentamos numa mesa em um dos melhores restaurantes da cidade.

— Sim, apesar de saber que ele ainda não está 100%. — Eu digo pegando o cardápio.

— Mas ele vai ficar, Bella. Você vai ver. — Ele diz e sorri para mim. Eu sorrio automaticamente de volta.

Nós fazemos os nossos pedidos e nos encaramos.

— Bella, — Edward começa — Eu sei que talvez este não seja o melhor momento, mas... eu acredito que estou me apaixonando por você. — Ele solta e eu perco o ar.

Como é?

— Edward, eu...

— Bella, não negue. Aquele beijo... sei que sente algo também. — Ele diz e eu coro.

— Mas eu não sei se é uma boa ideia você se envolver comigo. — Eu solto e desvio do olhar dele.

— Por que, Bella? — Ele pergunta e eu volto a encará-lo – Pelo que aconteceu com você ano passado? Eu seria um completo idiota se me afastasse por isso. Posso ser meio arrogante, mas isso eu não sou.

— Edward, eu não sei se estou pronta, se serei uma boa namorada.

— Que tal você deixar eu dizer isso? Afinal, você seria a minha namorada, cabe a mim dizer se é boa ou não. — Ele diz e pisca ao final me deixando sem palavras. — Me deixe cuidar de você, ta ajudar neste momento. Quero estar ao seu lado.

Por que não Bella? Você quer, ele quer, por que não tentar?

— Está bem, Edward. Eu não aguento mais esconder o que sinto. — Eu digo e ele sorri lindamente para mim, se inclina e me beija de forma doce.

Um beijo simples, mas maravilhoso.

— Obrigado, minha namorada! — Ele diz e ambos sorrimos.

Porém quando nos ajeitamos em nossas cadeiras, percebo dezenas de olhares.

Merda!

— Seremos o assunto por um mês inteiro. — Eu digo exasperada e Edward só sorri

— Sinceramente, não ligo. Esta, pelo menos será uma notícia verdadeira.

Ambos sorrimos.

Na sexta feira, meu pai recebeu alta. Foi uma felicidade sem tamanho levá-lo para casa.

— Ah, minha casa! — Meu pai exclama ao passar pela porta.

— O Rainbow não é a mesma coisa sem o senhor, chefe! — Sam diz sorrindo. Ele está ajudando meu pai a andar desde que saímos do carro, pois meu pai se cansa muito rápido.

— E eu não sou nada sem ele! — Meu pai exclama e senta em sua poltrona. — Obrigado, Sam!

— Qualquer coisa estou por perto. — Ele diz e sai

— Quer algo pai? — Eu pergunto e meu pai nega. — Certo, eu vou preparar nosso almoço. Nada de se esforçar viu. Me chame se precisar de algo. — Eu digo e lhe dou um beijo na testa antes de ir para a cozinha.

Meu pai estava se recuperando e isso era maravilhoso, mas algo me preocupava. Billy. Ele tinha aparecido aqui ontem para avisar mais uma vez que vai cobrar a dívida na data fixada, que é no fim do outono. Eu estava aflita pois o valor era alto. Tinha uma esperança na produção deste ano, mas ainda assim tinha medo de não ser suficiente. Edward me disse que sua família quer ajudar, mas sei que meu pai não aceitará. Talvez como último recurso.

Nós almoçamos com Embry e Sam atualizando meu pai das coisas no Rainbow. Depois do almoço, meu pai vai com eles dá uma volta e eu cuido de ajeitar a cozinha e adiantar o jantar. Os Cullens virão hoje e eu e Edward confirmaremos os boatos da semana inteira. Nós deixamos para assumir nosso namoro depois que meu pai estivesse em casa.

Quando o crepúsculo chegou, tudo já estava pronto. Eu decidi ir tomar banho e me arrumar. Meu pai já estava pronto, aguardando nossos convidados. Fico na dúvida sobre o que vestir, mas quando ouço o barulho de carro se aproximando me obrigo a escolher a roupa e me vestir. Um vestido acinturado, azul claro e até os joelhos é o escolhido. Resolvo deixar o cabelo solto, já que Edward os ama assim. Calço uma sapatilha e desço após passar uma maquiagem bem leve. Lápis e batom rosa claro.

— Boa noite! — Eu digo ao chegar na sala. Logo o olhar de Edward se prende ao meu e eu arfo. Ele me olha com paixão, desejo, carinho.

— Alguma ocasião especial e eu não tô sabendo, filha? — Meu pai exclama

— Claro, pai. O senhor está em casa! — Eu digo corando sob o olhar de Edward.

Nós não temos nos visto muito. Na verdade, desde segunda nos vemos poucas vezes pelo hospital somente. Eu estava morrendo de saudade dele, apesar de conversarmos toda noite.

— Realmente, Bella, você está um arraso! — Alice diz e todos rimos. — Mas acho que você hipnotizou o meu irmão, né Edward? — Ele pisca e desvia o olhar meio sem jeito e eu coro de leve.

— Bom, eu acho que podemos jantar... — Meu pai começa e se levanta

— Não ainda, pai. — Eu digo e todos me encaram. Eu olho para Edward, que vem para o meu lado.

— Na verdade há mais um motivo para o jantar ser especial. — Edward diz e olha para o meu pai. — Senhor Swan, eu e Bella estamos namorando e eu gostaria de ter o seu consentimento. — Todos encaram o meu pai e a mão de Edward na minha. Meu pai olha para mim com carinho.

Sei que ele está procurando em meu olhar a certeza de que é isso que eu quero e por isso eu lhe dou um sorriso nervoso, mas feliz.

— Contanto que ela continue feliz, não vejo nenhum problema. — Meu pai decreta e Edward solta o ar num suspiro de alívio. Nós nos olhamos e ele então me beija de forma doce.

O jantar foi super tranquilo, todos estamos contentes com a recuperação do meu pai. Mas eu vejo nele a preocupação. Ainda precisamos resolver toda a situação com os Black. Quando o jantar se encerra os Cullens se despedem de nós, exceto Edward, que veio em seu próprio carro. Meu pai se retira para descansar nos mandando ter juízo, fazendo eu ficar vermelha como um tomate e Edward sem graça.

Eu o levo para o meu refúgio e ali ele me puxa num beijo de verdade. Sua língua explora toda a minha boca me deixando quente por inteira. Minhas mãos voam para seu cabelo e as dele vagueiam no meu corpo marcado pelo vestido.

— Desde que cheguei que quero te beijar assim! — Ele exclama e eu o puxo para o sofá ali e sentamos bem próximos.

— Eu também — Eu digo envergonhada e ele sorri torto. — Agora nos veremos sempre, meu bem.

— Sim, minha linda. — Ele diz e me puxa para um novo beijo ainda mais intenso.

Não sei como mais a intensidade do beijo nos envolve intensamente. Quando percebo, eu estou em seu colo. Sua mão escorrega de meu joelho para minha coxa, sob o vestido e eu solto um gemido baixo. Sinto meu centro se contrair de excitação. Ele desce beijos no meu maxilar, no meu pescoço, me deixando completamente ofegante e excitada. Sua mão sobe mais um pouco em minha coxa e chega na lateral da minha bunda. Ele aperta levemente e geme.

Gatilho!

Eu me levanto bruscamente de seu colo e me afasto ofegante. Uma tontura me atinge e eu me encosto no piano para manter o equilíbrio. Edward suspira e se levanta, mas eu não consigo encará-lo.

— Me desculpe, Edward, eu

— Bella, está tudo bem. — Ele diz e se coloca na minha frente. Como eu não o encaro ele levanta o eu queixo. — Minha linda, olhe para mim! — Eu olho em seus olhos verdes. — Está tudo bem. A culpa foi minha, eu preciso lembrar de ir mais devagar com você.

— Não Edward! A culpa é minha. Eu que não consigo... — Eu digo angustiada e ele me cala com um beijo.

— Bella, você precisa de tempo. Precisa se acostumar com o que temos e isso é aos poucos. Eu vou tentar me controlar mais. — Ele afaga o meu rosto – Mas é que você é uma tentação! — Ele diz malicioso e eu coro.

Nós voltamos ao sofá e nos beijamos mais um pouco até que ele precisa ir embora.

No sábado, enquanto eu e meu pai estamos tomando café da manhã, Embry e Sam chegam contando que a temporada de rodeios foi iniciada. Eles contam que a primeira classificatória está marcada para daqui a 6 semanas, no final do verão. Com toda essa agitação da saúde do meu pai eu tinha esquecido disso. Eu pego minha xícara de café e tomo um gole. Então me vem um estalo.

— É isso, pai! Se eu ganhar o rodeio novamente e juntarmos o que conseguimos este ano e a remessa deste outono pagaremos a dívida toda no prazo. — Eu exclamo

Era isso que eu iria fazer! Nós íamos conseguir vencer dessa vez!

Notas finais
Bem leve né? Então, resumidamente: trabalho, namorado, dois filhos e estudando muiiiito! Acabei entrando numa fase sem inspiração e com isso demorei horrores para finalizar os capítulos que tava escrevendo. Era para postar na semana do ano novo, mas acabou que não consegui. Comentem para mim, por favor, não me abandonem! Beijinhos!