When Everything Changes
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Muitos querem ser vampiros, poucos tem coragem, e ninguém (exceto os que são) sabem o quanto é ruim às vezes. Posso parecer louca e os fãs de todas as séries vampirescas podem me julgar, mas é a verdade. Eu perdi a minha mãe há pouco tempo e meu pai há bastante tempo. Desliguei minha humanidade e forcei meu melhor amigo (por quem eu pensei que fosse muito apaixonada, mas era apenas ilusão), a desligar comigo. Trágico, a não ser pelos lugares maravilhosos que estou visitando agora, após ativar novamente meu jeito fofo de ser. Eu pensava que o mundo fosse muito pequeno, mas, depois ir a tantos países, discordo totalmente do meu antigo eu.
Desliguei a televisão que passava um filme qualquer de romance, tomei um banho e comecei a me arrumar, pensando em como seria essa noite. Era um passeio turístico noturno em que um carro me pegaria e me levaria até onde o grupo com que eu iria passar o resto da noite estava. Não sei se o coordenador me achou bonita a ponto de mandar um motorista particular pra me buscar, ou se fez isso com todos os viajantes. Talvez fosse a opção B.
Terminei de me arrumar e suspirei em frente ao espelho. Eu não estava tão iluminada quanto antes, mas, minha beleza continuava ali, apesar de tudo. Minhas motivações para ser a velha Caroline de novo sumiram quando eu desliguei a humanidade e não voltaram quando eu a ativei. Eu simplesmente mudei e tinha que aceitar de qualquer jeito.
Enquanto esperava pelo motorista na sala do hotel, peguei meu celular e aproveitei para mandar uma mensagem rápida para as garotas. Elena e Bonnie se preocupavam comigo, e isso era legal, mas às vezes era um pouquinho exagerado. Escrevi rápido para dar novamente uma conferida no meu visual.
De: Caroline Forbes
Para: Bonnie Bennett e Elena Gilbert.
Olá, meninas. Estou bem e já estou quase saindo pro passeio turístico. Roma é realmente maravilhosa, vocês deveriam vir aqui um dia.
Pensando em Stefan e no que fizera com ele, achei justo mandar uma mensagem para ele também. Não porque me sentia obrigada, mas sim porque ele era meu amigo.
De: Caroline Forbes
Para: Stefan Salvatore
Oi, Stefan. Como vai? Estou bem e com muita saudade de você. Cuide-se. Beijos!
Assim que terminei de digitar a mensagem pro Salvatore, Elena respondeu dizendo que me amava muito e que esperava que eu me divertisse, prometendo que um dia viríamos as três pra cá. Sorri, tirei uma foto e mudei minha foto do perfil de todas as redes sociais, sabendo que não precisaria mais olhar no espelho. Estava com uma aparência boa pelo que a foto dizia. Olhei pela porta e avistei uma limusine preta maravilhosa com o símbolo do meu grupo. Saí correndo e entrei nela. Quase caí no meio do caminho por causa do salto alto, mas ok.
O motorista dissera que eu estava maravilhosa e que a esposa dele iria gostar da minha roupa. Sorri e enquanto o carro andava, fiquei olhando pela janela, pensando em como a minha vida mudara. Meu Deus, quanta mudança. Eu queria ao menos alguma coisa comum ou familiar nesse lugar. Eu queria mais que tudo.
Depois de alguns minutos que pareceram horas, nós chegamos a um salão de festas bonito e com pessoas elegantes em que acontecia o baile que eu iria participar. Logo depois, praticamente a meia noite, aconteceria à excursão. O coordenador dissera que tudo era mais lindo nesse horário. Se eu fosse humana, sairia correndo, gritando que ele era algum ladrão ou algo do tipo e que iria me machucar. Minha mãe me abraçaria e diria que estava tudo bem. Mas, eu não tinha mais ela e era uma vampira. Não precisava ter medo de nada.
Saí do carro e agradeci ao moço que me trouxera ao local. Passei pela porta e me senti a protagonista linda dos filmes de Hollywood. Pelo menos foi o que pareceu. Todos olharam pra mim, mas, o que eu pensei antes de ir ao banheiro e checar que não havia nada de errado comigo, era que eles tivessem me confundido com um alienígena.
Quando o baile começou, eu dancei primeiramente com um homem do meu grupo, que era até bonitinho, considerando que com terno quase todos se tornam extravagantes. Quando houve a troca, meu coração disparou. Era ele. Era Klaus Mikaelson, o homem que havia saído da minha vida há tanto tempo que eu nem me importara se iria ou não encontra-lo aqui. Parece que bem no fundo eu implorava ao destino para que isso acontecesse, pois, meu coração disparou e eu fiquei com medo de que ele ouvisse, mesmo sabendo que já tinha ouvido. Vampiros tem uma audição melhor do que a de humanos, e ele é um original. Com certeza ouvira. Mas, talvez, ele também tenha se surpreendido. Seu olhar lhe entregara.
-Caroline? Caroline, é você? –ele me puxara para um canto do salão em que não tinha muita gente e me sacudia enquanto perguntava se era eu.
-Sim. –falei, sorrindo de orelha a orelha. –Klaus Mikaelson, não sabe como é bom encontrar alguém que me conheça de verdade aqui. –eu o abracei, sentido um leve tremor no seu corpo. Certamente ele não esperava por isso.
Depois de algum tempo, eu o soltei e pudemos conversar. Ele me contara que agora tinha uma filha, que sua mãe era Hayley e que seu nome era Hope e todos os outros acontecimentos de sua vida. Eu contei a ele tudo, tudinho mesmo, não tirando nenhuma parte. Quando falei da minha mãe, ele se preocupou.
-Como você está? Que pergunta idiota. É claro que está péssima. Quanto tempo faz que ela morreu?
-Alguns meses.
-Eu sinto muito, Caroline. Acho que talvez esteja disposta a descobrir o mundo comigo agora.
-Não se ache tanto. Sabe que não posso.
-Por que? Ainda está com Tyler?
-Não. –respondi.
-Então é por que, hein? É medo de se entregar a esse amor que você sente desde quando nos conhecemos? Ou é medo do que os outros vão pensar se me virem em uma foto com você ou em algum lugar?
-Não é nada disso. –respondi com firmeza, mas sentindo que minha voz iria falhar. Resolvi ir embora antes que isso acontecesse. –Tenho que ir, Niklaus. Foi ótimo de reencontrar, mas, infelizmente, o recreio acaba aqui. –Fui andando em direção à saída.
-Espere. –ele puxou meu braço de forma carinhosa. –Me diga ao menos qual é o hotel onde está hospedada.
Sorri maliciosamente e me flagrei sentindo algo que nunca sentira antes da morte da minha mãe. Era felicidade por estar com Klaus, mas, não deixaria que ninguém soubesse disso. É perigoso até para a minha mente.
Continuei andando e de longe falei baixinho:
-Hotel Mortusso.
Não sei se ele escutara, mas, provavelmente, sim, pois deixara eu ir.
Chamei um táxi ao perceber que não teria meu motorista novamente (não saindo esse horário, pois ficaria muito tempo lá), e voltei para o hotel, me esquecendo completamente da excursão. Antes assim. Eu não iria meia noite com aquelas pessoas que nem me conheciam direito.
Entrei no quarto e caí na cama, adormecendo.
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