When Everything Changes
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Acordei com a luz da manhã que atravessava a janela aberta do meu quarto. Levantei-me e bufei ao perceber que dormira com a roupa que saíra ontem à noite. De repente, flashbacks da noite anterior vieram com total força na minha mente, fazendo com que eu ficasse um pouco tonta. Eu reencontrara Klaus Mikaelson, o vampiro original que prometera ser meu último amor e me mostrar o mundo. Acho que pessoas como ele deveriam ser punidas por excesso de perfeição.
Quando eu estava quase indo ao banheiro para fazer a minha higiene, ouvi alguém bater na porta. Eu não conhecia ninguém aqui, exceto certo vampiro original. Fiz meu sorriso mais sedutor e abri a porta, percebendo logo que fizera muito para nada. Era apenas o funcionário do hotel, provavelmente perguntando se eu gostaria que limpassem meu quarto agora.
–Bom dia, o que deseja? –perguntei, já que ele ficara olhando para mim durante um tempo, como se eu fosse uma espécie de animal que a ciência desconhece.
–B-bom dia, senhorita –ele gaguejou –Mandaram lhe entregar isso. –ele me entregou um lindo buquê de rosas vermelhas, uma caixinha e um papel que até então eu não tinha visto. Sorri e agradeci, fechando a porta assim que ele se fora.
Sentei na cama bagunçada e comecei a ler a carta para descobrir quem era o meu admirador, apesar de isso estar óbvio até para um bebê.
Olá, Caroline.
Imagino que já saiba quem está lhe enviando esses presentes pela caligrafia elegante e pelo simples fato de que você não conhece mais ninguém nesse lindo lugar.
Quero que saiba que foi ótimo ter te reencontrado ontem naquele baile. Foi como se eu ainda estivesse morando em Mystic Falls, te salvando de todos os seres sobrenaturais existentes naquela cidadezinha. Mas, não estou lhe dando tudo isso por causa de um reencontro (porém, tenha em mente que eu seria capaz) e sim, para te convidar para um jantar hoje, na minha casa.
Será apenas eu, você e Hope.
Um motorista irá pegá-la e traze-la até a minha residência exatamente às 20 horas.
Estou ansioso, afinal, você finalmente irá conhecer a minha filha. Ela se parece muito com você. Poderíamos ser uma família.
Niklaus.
Estremeci ao ler a parte em que ele nos mencionara como uma família. É claro que um dia eu gostaria de ter filhos e formar uma grande família, mas, por ser uma vampira, isso era impossível para mim. Hayley deveria ser feliz, afinal, dera a luz a uma menininha que com certeza era uma graça, pois, era filha de uma loba que por mais que eu não quisesse admitir, era linda e seu pai parecia um deus. Hope deve ter puxado a beleza de ambos.
Olhei no relógio para me certificar se teria tempo suficiente para comprar roupas, maquiagens e outras coisas que eu precisaria para simplesmente deixar Klaus babando. Eu não trouxera muita coisa de Mystic Falls, afinal, quase tudo que eu tinha eu mandara queimar antes de vir pra cá.
Ainda era 10 horas, o que me dava bastante tempo para fazer tudo que eu precisava. Estava quase indo procurar uma roupa quando avistei a caixa que Klaus mandara junto com as rosas e a carta. Eu ficara tão entretida com as palavras dele que me esquecera de abrir o outro presente. O peguei e abri. Dentro havia um lindo colar de diamantes que tinha o poder de fazer qualquer um chorar por não tê-lo. Sorri e guardei juntamente com as outras coisas, enquanto me encaminhava até o banheiro.
Quase gritei quando me vi no espelho! Eu estava parecendo um urso panda devido a maquiagem não retirada do dia anterior. Bufei e enquanto pegava meu demaquilante, descobrira o porque do funcionário quase ter tido um ataque cardíaco quando me vira.
Tirei todo aquele borrão do meu rosto, me arrumei e fui em direção às compras, decidida a ir nesse jantar que com certeza promete muitas surpresas.
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Ninguém nunca me contara que Roma possuía lojas tão incríveis! Depois de experimentar, no mínimo, uns 30 vestidos, 20 salto altos e olhar bem cada maquiagem, escolhi dois de cada um desses.
Enquanto eu provava novamente o vestido com que eu iria ao jantar, comecei a pensar se teria coragem suficiente pra ir até a casa de Klaus ao invés de sair correndo feito uma criancinha quando vê palhaços assustadores. Eu sabia que um dia iríamos nos reencontrar, mas, não imaginara que seria tão cedo.
Coloquei a minha roupa de volta e paguei tudo que eu comprara.
Enquanto caminhava em busca de um táxi, resolvi sentar no banco de uma praça e mandar uma mensagem para Matt. Eu queria saber como as coisas iam e ele jamais mentiria para mim por causa do nosso histórico. Ele era meu amigo, passara a ser namorado e agora, novamente, era meu amigo e provavelmente, um dos poucos humanos que eu conheço. Ele agora era policial, então, após mandar uma mensagem perguntando se tudo estava realmente bem, nem me preocupei se ele demoraria a responder ou me responderia no próximo segundo. Talvez fosse a opção A. Guardei o celular na bolsa e finalmente avistei um táxi, que me levou de volta ao hotel.
Assim que eu cheguei, tomei outro banho, o que fez com que eu começasse a me arrumar às 19 horas. Fiz tudo muito rápido, afinal, uma hora passa muito rápido quando tem o risco de você se atrasar para algo importante.
Passei maquiagem, vesti meu vestido e me olhei no espelho. Não estou querendo me gabar, mas eu estava realmente impressionante. A cor do vestido ficava ótima na minha pele e com o colar que Klaus me dera, tudo se tornava maravilhoso.
Desci e fiquei esperando que o motorista chegasse. Eu pensara que ele estava atrasado, mas, ao perguntar a hora a um senhor que passava por ali, percebi que eu é que estava adiantada, e até demais. Ainda era 19:30! Esse Mikaelson realmente tinha o poder de mudar tudo, até mesmo o tempo em que as pessoas se arrumam. Sentei no sofá da sala do hotel e fiquei esperando dar a hora marcada. Assim que era exatamente 20, o motorista chegou e pediu ao recepcionista que me chamasse.
Fui toda sorridente, aliviada por Klaus ser um cavalheiro e dar um jeito de fazer seu motorista chegar na hora certinha.
O homem abriu a porta para mim, esperou que eu entrasse e a fechou. Em momento algum ele conversara comigo e nem eu com ele, talvez porque estivesse perdida nos meus próprios pensamentos cheios de dúvidas: Será que ele amava Hayley e estava apenas brincando com o meu coração? Será que Hope iria gostar de mim? Será que eu estava amando Niklaus? Ah, minha nossa, tantas perguntas...
Depois de uns 15 minutos, nós finalmente chegamos. Aquilo não era uma casa, era uma mansão maravilhosa. Olhei de um lado para o outro, tentando guardar na memória o máximo possível do lugar. Quando meus olhos pararam na entrada, eu o vi. Ele estava realmente parecendo um deus grego de tão lindo que estava naquele terno! Agradeci ao homem que me trouxera e caminhei em direção a Klaus.
–Está maravilhosa, Caroline. –ele disse, me fazendo sorrir meio sem graça –O que achou da minha casa? É bonita o suficiente para proteger uma princesa?
Fiquei meio sem saber de quem ele estava falando até que me dei conta de que a seu lado, uma empregada segurava uma menininha loirinha nos braços. Sorri, percebendo que era Hope.
–Oh, meu Deus, ela é tão linda... Será que posso pegá-la no colo? –perguntei, espantando a mim mesma ao perceber tamanha adoração na minha fala.
Eu sabia que ela era filha de Hayley, mas, ela era tão fofa que dava vontade de abraça-la e nunca mais soltar. Eu nunca me dera bem com a mãe daquele bebê, mas, ela não era a mãe dela.
–Claro que sim. –ele respondeu, sorrindo como se isso fosse a melhor coisa que poderia ter acontecido com ele. –Zoe, pode, por favor, entregar Hope pra Caroline? –ele disse, se dirigindo a empregada.
Ela assentiu, me dando a bebezinha.
Enquanto o jantar ainda não estava pronto, eu aproveitei para brincar com ela e em menos de 15 minutos, ela já não queria mais se soltar de mim, o que para muitos pode ser terrível, mas pra mim, era perfeito. Eu não estava me importando se ela iria babar ou não no meu vestido, eu não estava me importando se ela era ou não minha filha, e isso fazia com que as coisas ficassem diferentes. Eu jamais me apegara em tão pouco tempo a uma pessoa.
Depois de algum tempo, Zoe veio nos avisar que a comida estava pronta. Enquanto eu passava por ela, pude ouvi-la falar baixinho que quem era a verdadeira mãe de Hope era a Hayley, o que me decepcionou um pouco. Eu sabia disso, e aliás, só estava brincando com ela, nada demais. Não sei se ela sabe que somos vampiros, mas, provavelmente sim, pois, com certeza a geladeira deveria ter algumas bolsas de sangue, oque faria qualquer humano desconfiar. Não liguei muito para isso durante o jantar, que me distraiu bastante, já que eu e Klaus ficamos conversando de várias coisas e relembrando vários momentos.
–Você se lembra de quando eu fiquei no corpo do Tyler? –ele falava rindo, após terminar sua refeição.
–Sim! –respondi com a mesma animação –E o baile que a sua família dera? Foi muito bom!
Ele assentiu e quando ia abrir a boca para relembrar mais alguma coisa, Hope começou a chorar. Olhei no relógio da sala de jantar e percebi que já estava bem tarde para uma criança ainda estar acordada. Klaus pediu que Zoe a levasse para cima e a fizesse dormir, para que continuássemos a conversa.
Depois de 10 minutos a empregada voltou, dizendo que ela estava muito agitada, o que dificultaria o seu sono. Pude notar um traço de preocupação no rosto de Niklaus, o que me fez dizer que eu ajudaria.
Fomos para o quarto onde ela ainda chorava e eu a peguei no colo, balançando-a para que pudesse cair no sono. Não resolveu. Resolvi então balançar e cantar uma música que minha mãe sempre cantava para mim quando isso acontecia comigo. Funcionou. Ela adormecera.
–Estou impressionado! Vocês se conheceram hoje e você já a fez dormir, coisa que nem a Zoe, que a conhece a bastante tempo, não conseguiu. –ele disse, se aproximando cada vez mais de mim. –Não sabia que gostava de crianças.
–É claro que eu gosto. –sorri meio envergonhada ao notar que ele estava com os olhos fixos em mim.
Ele ficou sério e quando estava apenas poucos centímetros longe do meu rosto, falou baixinho para que apenas nós pudéssemos ouvir.
–Me deixa te mostrar o mundo e todas as coisas boas que ele tem para te oferecer, Caroline.
–Seria uma ótima ideia. –falei, finalmente cedendo.
Ele se aproximou mais ainda e colou seus lábios nos meus. Foi um beijo apaixonado e selvagem ao mesmo do tempo, digno de um filme de Hollywood.
Quando a coisa foi ficando mais quente e estávamos prontos para sair dali e ir para o quarto dele, alguém bateu palmas. De início, pensei que fosse a empregada, mas, ao olhar e ao reconhecer a voz, pude ter certeza que era outra pessoa.
–Parabéns, Niklaus e Caroline! Quase levaram as coisas para outro ponto no quarto da minha filha, no quarto de uma criança. –Hayley disse ironicamente.
Virei-me e a encarei. A loba não mudara nem um pouquinho.
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