What They Do To Guys Like Us In Prison.
3 Pick Up The Phone.
Notas iniciais
Enfim, terceiro capítulo, será que o Gerard vai deixar o Frank dizer que não tem álibi?
Acordei e resolvi ligar para Gerard e contar tudo o que tinha acontecido. Tentei a primeira vez, ele não me atendeu, resolvi tentar a segunda... Nada. Terceira vez, vai Gee, atenda, pegue esse telefone seu preguiçoso, vai vai! Até que:
-Gerd?
-Sim, é você Frank? O que foi?
-Sou eu sim, aconteceu algo horrível e inacreditável. — Falei.
-O que foi? Jamia está bem? As bebês? O que foi? Desembucha. — Disse, exasperado.
-Não, nada com elas. Foi que... Will, ele morreu.
-Will Simons? O filho da puta? Bem-feito. Isso é bom, terrível por quê? — Perguntou.
-Eu sou um suspeito, fui na delegacia e... Não tenho álibi. Ele morreu ontem de noite, na hora que você estava aqui.
-Então seu burro, eu sou seu álibi. — Disse.
-Não posso dizer que você é meu álibi, ou Jamia saberá de tudo e... Você já sabe o resto.
-EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ ABRIR MÃO DA SUA LIBERDADE. SEU BURRO. PARA, AGORA.
-Gerard, não se meta! Isso é problema meu, eu liguei só pra avisar.
-Não Frank! Eu vou na delegacia e dizer que eu estava com você.
-Isso, vá até a delegacia, diga isso, Jamia saberá. Acabe com minha vida e com a vida de mais três pessoas.
-Você vai acabar com sua vida sozinho assim! Será que você não vê? – Falou.
-Chega Gerard. Não se meta, me deixe.
-Tudo bem. Boa sorte então. Não esqueça, eu te amo. Te apoiarei sempre.
-Brigado Gerd, também te amo. Tchau. – Desliguei.
Agora era vez de ligar para Jamia. Teclei os números, apreensivo. Cada sinal que o telefone dava de estar chamando, me fazia ficar mais ansioso ainda, até que:
-Alô?
-Amor, sou eu. – Falei.
-Frank? O que aconteceu? Que voz é essa? – Incrível como ela sabia quando eu não estava bem apenas pela voz. Ou eu estava dando muita pinta.
-Will morreu, sou um suspeito, estava sozinho em casa, não tenho álibi. É isso, resumindo.
-Eu viajo uns dias e alguma desgraça acontece? Mas... Mas isso não significa nada.
-A mãe dele está me acusando, ela acha que fui eu, não tenho álibi, vai ser difícil.
-Até na hora de morrer esse desgraçado ferra com sua vida? – Falou, perplexa.
-É, não se preocupe. Só liguei pra avisar mesmo. Eu te amo, boa noite.
-Tudo vai dar certo, você não fez nada de errado, os bons vencem no final. Eu te amo, se cuide. Tchau. – Se despediu.
A pior parte era avisar, e já tinha passado. Era por volta das 20:00 horas, até que outro “toc-toc’’ me surpreendeu. Fui abrir a porta.
-Sr. Iero, sua presença é solicitada amanhã às 08:00 horas da manhã, na delegacia central. – Informou o mesmo oficial.
-Ah, sim. Onde eu assino? – Perguntei, já conformado.
-Aqui e... aqui. – Me disse, apontando os lugares.
-Pronto. – Falei, depois de assinar.
-Obrigado, tenha uma boa noite. – Falou, saindo.
Eu realmente precisava de um advogado. Ray havia me defendido da outra vez e com certeza eu pediria sua ajuda agora. Celular em mãos e vamos à próxima ligação:
-Fala Frank! – Disse.
-Ray, como vai? – Perguntei.
-Tô ótimo, e você?
-Não tão bem. – Confessei.
-Andou aprontando? Se meteu em que dessa vez? – Disse, rindo.
-Will morreu.
-Will? Will Simons? É realmente uma ótima notícia, com o perdão da expressão.
-Não tão ótima.
- O que houve? – Perguntou.
-Will morreu e eu sou um dos principais suspeitos, não tenho álibi. – Resolvi não falar sobre Gerard, ou Ray não iria me ajudar, ele só trabalha com a verdade.
-Tudo bem, já colheram seu depoimento?
-Sim, hoje, mas amanhã tenho que estar às 8:00 na delegacia do centro.
-Às 8:00? Eu estarei lá então. – Falou.
-Obrigada Ray.
-De nada. Não vou cobrar pelos serviços Frank, você sabe.
-Eu faço questão...
-Não, Frank, já disse. Até amanhã na delegacia.
-Não sei como agradecer Ray, valeu cara! – Falei.
-Que nada, amigos são pra isso. Boa noite. – Disse, desligando o telefone.
Eram 20:00 horas? Meu remédio. Eu havia esquecido completamente. Corri para o banheiro, peguei a cartela, tirei um, fui para cozinha e peguei um copo d’água. Engoli. O sono já tomava conta de mim, cansaço misturado com remédio, decepção, preocupação e medo me atordoavam. Deitei na cama, coloquei o celular para despertar às 06:30, adormeci.
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