We're Connected
2 Capítulo 2
Notas iniciais
P.O.V Violet
Ok, vamos continuar.
Como sempre, eu e minha irmã pegamos um caso no jornal. Era sobre um serial killer. Quem chegou com o jornal foi minha irmã, gritando freneticamente
–Violet! Violet, temos um serial killer!-Ela chegou jogando o jornal em cima da mesa enquanto eu lia um livro qualquer sobre biologia. Eu analisei a matéria e olhei para Kath.
–Precisamos achar um erro.- Dissemos juntas. Sorri. Pesquisamos sobre cada uma das vítimas e analisamos as formas de assassinato e como o local ficava após cada crime. O assassino só era considerado serial killer pela polícia pelo sinal que ele deixava em suas vítimas: uma foto de uma criança com um “H” desenhado em cima. Nós precisávamos achar mais semelhanças entre as vítimas e declarar para nós mesmas que ele era um serial killer. E então, percebemos algo: as vítimas eram grandes aristocratas que tiveram suas reputações arruinadas por certos motivos que foram ocultos pela mídia. Obviamente, isso não foi percebido pela polícia, se foi, eles não deram ênfase ao fato. E continuamos a estudar o caso por um tempo. E algo que também foi notado é que meu ‘marido’ .Luke, estava saindo de forma estranha ultimamente.
–Violet, ele não sai assim. O que será que ele está fazendo?
–Vamos descobrir agora.-E então eu lhe joguei alguns disfarces e o seguimos. Por sorte não precisamos correr atrás de nenhum coche, ele foi a pé até seu destino. Era perto, porém numa viela escura que dava pra uma parte praticamente escondida da civilização. Nenhuma pessoa normal em sã consciência entraria ali. Parecia um corredor mágico. O outro lado era diferente do lado movimentado; possuía alguns sobrados uma praça, lembrava um local dócil e fraternal. Luke seguiu para o sobrado mais afastado da rua e entrou. Eu e Kath ficamos debaixo das janelas para tentar ouvir a conversa. Haviam várias pessoas lá, mas era possível reconhecer o “chefe”.
–Tompson! Atrasado mais uma vez!
–Desculpe senhor, estava tentando sair sem ser visto por Violet.
–Ok, ok, sente-se logo.
E então ele começou a falar várias coisas como “vocês apareceram na hora certa” e “aquela família vai acabar. Eu vou derrotar todos aqueles estúpidos que fizeram da minha vida e da vida de minha mãe um inferno. E vocês vão me ajudar com isso.”
–Tompson, me mantenha sempre informado. Preste mais atenção naquelas tais de Abbey. Podem ir, preciso voltar para meu laboratório.
Puxei minha irmã para o primeiro canto que achei.
–O que faremos agora??-Ela perguntou
–Estamos disfarçadas, lembra-se? Mas não podemos arriscar. Deixe eles passarem e então vamos atrás bem devagar...-E assim fizemos. Ele não estava em casa quando chegamos. Jogamos barbas, perucas, qualquer coisa que estava em nós dentro do baú de meu quarto e seguimos para o “escritório”. Mais tarde, nós descobrimos que o suposto “chefe” poderia ser aquele serial killer lá do começo. Era uma hipótese. Estranha, mas não poderia ser descartada. Depois de um tempo de análise e outras coisas, minha irmã resolveu sair. Eu optei por ficar em casa mesmo. Um grande erro. Ou não na verdade. Porque Luke descobriu que nós descobrimos -Confuso?- o que ele fazia. Nós tivemos uma discussão e ele tentou me matar. Sim! Matar-me ! Ele pegou uma arma que estava escondida na gaveta e atirou, mas não pegou em mim. Talvez se eu tivesse saído coisa pior teria acontecido com nossas anotações e etc. Depois,como fui sempre muito ágil, desarmei-o e o prendi. Katherine chegou quando eu estava o amarrando e ambas tentamos tirar alguma informação dele. Ele não disse nada, claro. Quando estávamos terminando, Kath saiu e me deixou sozinha –novamente- para resolver o que fazer com aquele babaca.
P.O.V Katherine
Eu não sabia o que Violet pretendia fazer com Tompson, mas sabia o que eu faria naquele momento. Ok, revisando tudo: ocorreu uma tentativa de assassinato em minha casa e nós tínhamos algumas (possíveis) boas informações sobre um serial killer. Isso não seria avisado à polícia, não deixariam nós tomarmos as rédeas da situação e era justamente isso que nós queríamos. Mas não poderíamos continuar sozinhas nessa. Então, recorri ao nosso querido “ídolo”. O grande detetive Sherlock Holmes. Harry dizia que eu e minha irmã éramos uma versão feminina do detetive. A propósito, Harry era meu melhor amigo no orfanato, que saiu de lá muito antes de mim, não sei pra onde. Éramos pequenos ainda. Mas nunca o esqueci. Cheguei ao famoso 221B, Baker Street. O que para mim era mais engraçado era que Violet iria ficar furiosa por eu ter comunicado alguém. Toquei a campainha e logo fui atendida por uma senhora com aparência dócil.
–Boa tarde. Posso ajudar?-Ela perguntou.
–Boa tarde. Meu nome é Katherine Abbey, o Sr. Holmes se encontra?
–Oh sim, claro, Sou Marta Hudson. Entre, vou avisar que a senhorita está aqui.- Ela abriu espaço para eu passar e então segui à sala. Ela subiu as escadas e logo apareceu indicando para que eu subisse. A porta do escritório estava aberta e entrei. Passei os olhos pelo ambiente e concluí que apenas Sherlock Holmes poderia viver ali. Ele estava sentado em sua poltrona, fumando em frente a janela, e seu companheiro John Watson estava encostado à mesa, conversando com o moreno.
–Boa tarde senhores.-Disse entrando.
–Boa tarde Srta...?-O doutor interveio.
–Abbey. Katherine Abbey.-Eu disse o cumprimentando.
–O que lhe traz aqui, Srta. Abbey?- Holmes disse se levantando e me observando. Estaria talvez tentando me deduzir, eu diria. Ficou por um bom tempo com os olhos fixos em mim. Talvez me encarando, quem sabe. Fiz o mesmo. Após os normais cumprimentos, sentamo-nos às poltronas e eu contei os recentes acontecimentos a eles.
–Entendo... Você e sua irmã então moram com ele, mas não é nada oficial?-O doutor indagou.
–É bem por esses lados… Ambos se casaram sem nenhum amor ou sentimento. Ela fez apenas por mim. Estamos nessa há alguns anos e então tudo ocorreu.
–Pode ficar tranquila Srta. Abbey. Ficaremos de olho no Sr. Tompson e suas informações serão muito bem utilizadas.-Holmes disse e eu o encarei.
–E o que devemos fazer?-Questionei. Eu não ficaria fora deste caso e tenho certeza que Violet também não.
–Perdão?-Ele indagou e franziu o cenho.
–Eu e minha irmã não vamos ficar fora disso.-Eu disse me levantando e o encarando.
–É muito perigoso.-Ele disse, fazendo o mesmo que eu.
–Não ligamos. Já passamos por coisas parecidas.
–Nós trabalhamos sozinhos.
–Um cérebro a mais nunca é demais, Sr. Holmes.
–Por que deveria permitir que vocês se juntem a nós?
–Nós temos dados. E Lestrade, por exemplo, confia em nós.
–Nós também temos. E Lestrade confia em qualquer um mais inteligente que ele.-Ele revidou.
–Terei mesmo que implorar, Sr. Holmes? O senhor irá mesmo negar isso a uma jovem menininha loira com aparência de anjo? Mas tudo bem; caso queira declarar guerra...-Eu questionei com um leve sorriso de desdém.
–Devo admitir que você tem muita atitude para tão pouco tempo de vida, Srta. Abbey.Quero conversar com sua irmã. Traga-a aqui o mais rápido possível.-Eu sorri. Agradeci aos dois ali presentes e fui embora. Cheguei em casa e Luke estava em mãos de Lestrade. Sorri. Dirigi-me a Violet e contei o que tinha ido fazer. Aguardei a reação de minha irmã.
–VOCÊ O QUÊ???-Ela deu um grito que poderia ter sido escutado por toda Inglaterra, eu diria.
–Pare de gritar! Vi, nós não poderíamos seguir sozinhas, sabemos demais, e convenhamos que mais uma mente brilhante pra nos ajudar não seria demais.-E não seria mesmo.
–Kath, nós trabalhamos sozinhas todos esses anos, pra que chamar o Sr. Holmes para isso?
–Pare de reclamar! Pense bem, nós poderíamos fazer muito mais do que nós já fazemos... Nós iremos lá hoje antes de anoitecer tratar dos detalhes, ok?-Eu insisti.
–Mocinha, você está falando como se fosse a mamãe. Você tem noção de que é mais nova que eu não é?- Ela disse e eu simplesmente gargalhei. Nos abraçamos. Vivíamos fazendo isso. Necessitávamos umas das outras. Éramos irmãs, mas acima de tudo grandes amigas.
–Esperaremos os policiais da Yard saírem daqui e iremos. Não podemos fazer nem o mínimo tipo de alarde. E outra, agora vamos morar na casa de campo de papai. Precisamos ajustar as coisas agora. Junte seus pertences pois iremos ainda hoje.-Violet disse. Era impressionante como ela comandava as situações. Ela pensava em tudo, sempre. Mas ela também dizia que eu era mais inteligente que ela quando queria. Sempre neguei, a pesar de ser verdade. Nos preparamos para partir para a Baker Street, por que ainda ficamos um tempo arrumando malas, bolsas... Era quase de noite, o céu possuía um belo crepúsculo e Londres estava mais movimentada por ser sábado. É ótimo passar um sábado investigando, não?
P.O.V John
–Holmes, o que foi isso?-Perguntei assim que a jovem loira deixou o local.
–Isso o que? – Ele perguntou arqueando uma sobrancelha
–Isso! Você vai deixar as duas participarem do caso? Eu nunca vi você ceder para uma menina de 17 anos...
–Eu não disse que elas nos acompanhariam. Mas a garota parece interessante; ela observa, é inteligente e está desenvolvendo um bom poder de persuasão... Será interessante conversar com sua irmã para talvez, quem sabe, fechar algum acordo. É perigoso demais para duas jovens.
–Bem, você que sabe. É perigoso mas realmente, uma ajuda nunca é demais.
–Watson, trabalhamos sozinhos todos esses anos. Para quê duas mulheres agora?
–Seja menos machista, Holmes. Elas podem pensar mais... Mary, por exemplo, pensa mais rápido que eu.-Eu argumentei. É claro, não defendo todas as mulheres, mas as acho importantes. De fato, não só para constituir uma família, mas acredito que o cérebro pode ser diferente. Somos todos diferentes. Infelizmente, meu caro amigo Holmes não concorda com a minha pessoa. Mas achei realmente simpática a companhia de Srta. Abbey e seria algo interessante.
–Watson, elas podem não ser fortes o suficiente para aguentar uma luta ou qualquer outra coisa assim.
–Mas você nem as conhece direito!
–Isso mudará em algumas horas, creio eu.-Ele disse sorrindo e olhando o relógio. Ele voltou a fumar.-Talvez realmente valerá a pena conhecer as Abbey melhor...
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