Notas iniciais
Bom, devo admitir que fiz o capítulo ouvindo Demi Lovato então... Não sei se refletiu xD Realmente espero que gostem. Desculpem qualquer erro e boa leitura!

P.O.V Watson

Eu e Holmes estávamos nesse caso antes da jovem Katherine nos procurar. Aprendi com meu amigo o quanto é bom estar em uma aventura. Voltamos a investigar quando a loira deixou o local. Ficamos um bom tempo entretidos com aquilo e ouvi passos femininos no corredor. Imaginando que fossem de Sra. Hudson, ignorei.

–Watson, procure o histórico familiar de Luke Tompson.- Sherlock pediu. No momento que me virei para procurar "Tompson" em algum livro de nossa biblioteca, ouvi o baque do que pareceu ser uma pilha de papéis sendo atirada à mesa. Holmes só pode estar me passando essa dedução doentia. Virei-me novamente e me deparei com Katherine ao lado de quem parecia ser sua irmã mais velhas. As duas muito belas, de fato. Ambas mantinham um semblante de atitude, foco, decisão e charme. Holmes pareceu realmente irritado com a "invasão" teatral das duas.

P.O.V Violet

–O que é isso?!- O detetive questionou nos encarando.

–O histórico familiar e policial de Luke Tompson.- Respondi sorrindo e lançando um olhar divertido à minha irmã. — É um prazer conhecê-lo, Sr. Holmes.-Completei ainda sorrindo. Percebi o doutor mais ao canto, com um leve sorriso divertido no rosto.

–É um prazer conhecê-lo também, Dr. Watson.-Dirigi-me a ele. Sherlock levantou-se e posicionou-se ao lado do amigo. Ambos tinham o olhar fixo em nós. Trajávamos belíssimos vestidos. O meu, de um profundo púrpura com uma "chuva" prateada. O de Kate, verde água com belíssimos bordados na mesma cor. Possuíamos o cabelo preso ao alto da cabeça. Mas creio que não era por esse motivo que eramos observadas daquela forma por Holmes. Ele estava nos estudando. Mas me preparei para isso ao me arrumar. Não deixaria Sherlock Holmes me 'ler'.

Mas é claro que eu o faria.

Fuma. Vestígios de tabaco nos dedos e dentes desgastados. Grandes livros sobre o assunto. Olheiras, mal dorme. Aroma no ar...Utiliza coca para manter-se acordado. Nem sempre. Nada muito forte. Toca violino desde jovem. Dada a sua reação à minha interrupção para com seu trabalho, vê-se que é muito centrado, focado. Sabia da minha visita, mas não fez questão de arrumar nem a si mesmo, nem o local. Não liga para primeiras impressões físicas e tem seu próprio tipo de organização. Possessivo; será difícil tentar um trabalho com ele. Um pouco de cola no rosto. Usa disfarces como barbas e etc. - Sorri ao constatar isso- Muito focado. No meio de um raciocínio, quem sabe nada o tire de seus devaneios. Mais alguns aromas de ervas e livros. Bom conhecimento em biomedicina. Solteiro.

Espero que toque violino tão bem quanto eu toco piano, Sr. Holmes.- Disse com um sorriso amistoso. Ok, se era para sermos uma equipe, que começássemos bem. Ele retribuiu com um sorriso.

–Esse colar, Srta. Abbey...- Ele começou a andar pela sala. Eu o cortei.

–Apenas Violet, por favor.

–Então, Violet... Este colar em seu pescoço deve ser muito importante, não? Pois pensando como uma dama, não ousaria combinar prateado com dourado... Permita-me?- Ele veio em direção a meu pescoço, objetivando ver o pingente que estava oculto em meu vestido. Assenti. Ele pousou um olhar curioso sob o colar em sua mão.

–Uma bala? Bom, acredito que tenha uma história. Seria muito incômodo pedir que compartilhasse? — Ele sentou-se à poltrona. Nós — no caso eu, Kate e Watson — fizemos o mesmo.

–De forma alguma.- Eu sorri. — É de um revólver... Lembro-me bem, calibre .32 Smith & Wesson... É de meu pai, eu guardo até hoje. Ele havia comprado especialmente para mim. Foi a primeira arma que utilizei na minha vida. Eu tinha 14 anos, e no momento que puxei o gatilho, percebi o quão prazeroso aquilo poderia ser. Chamem-me de louca, insana, como quiserem, mas eu gosto. Gosto de armas e aventuras... Mas desde então, eu levo essa bala comigo. Não só para lembrar de meu pai e de minhas origens, mas para lembrar meu objetivo e o que eu quero para mim. — Eu estava ciente do olhar sonhador que eu tinha, mas não liguei.

–Mas não pensem que ela é a única. Não é por quê a vi fazendo que também possuo um. — Minha irmã então mostrou o seu colar.- Foi por escolha. Também me achei muito no mundo policial. Não sei se está no sangue, mas realmente é muito bom para mim. Para nós. — Ela sorriu.

– Mas acredito que o senhor não nos chamou aqui para isto.- Eu indaguei. Por favor, vamos direto ao ponto! Digo, eu sou naturalmente curiosa e ansiosa, portanto... Aquilo estava tornando-se desconcertante para mim.

– Sua irmã veio aqui mais cedo, propondo-nos uma parceria. – O detetive começou. Kate iria pronunciar algo, mas a calei com um gesto simples. — A questão, é que vocês são duas damas. Não acredito que o mundo do crime seja o mais adequado e seguro para duas jovens tão vulneráveis...- OK, por que as pessoas SEMPRE acham que somos vulneráveis? Por favor, somos mulheres, não idiotas. Sem querer tentar aparecer, mas eu sempre achei isso. Nasci mulher, sou feminina, mas não estúpida.

–Sr. Holmes, o que te faz acreditar nisso? Sermos vulneráveis...?- Indaguei sorrindo.

– Srta. Abbey, todos somos vulneráveis. Mas digo e repito: é perigoso demais, não colocaria qualquer cliente meu em uma situação assim.

– Bem, — levantei-me – acredito que não será o senhor quem irá nos impedir. Não precisamos de qualquer tipo de segurança. Mas, não irei insistir de forma alguma. Desculpe o transtorno que minha irmã causou procurando vocês dois. De fato, foi um grande disperdício de tempo. – Lancei um olhar significativo à mais nova. – Boa noite Sr. Holmes, Dr. Watson.- Saí completamente furiosa. Eu havia ido contra a minha vontade e fui praticamente humilhada por ser do sexo que eu nasci. Nas escadas, percebi que Katherine não me acompanhava. Chamei por ela antes que ela dissesse alguma besteira. Parei do lado de fora para chamar um coche.

P.O.V Katherine

Violet retirou-se com um ar de superioridade, porém ainda batendo os pés. Eu simplesmente não acreditava! Sabe, eu fiquei imaginando como seria trabalhar com Sherlock Holmes e seu fiel escudeiro John H. Watson. E devo dizer que fiquei decepcionada. Mas profundamente furiosa com essa sociedade irritante do século em que vivíamos. Mas, Violet que me mate depois, eu não iria desistir de pegar esse serial killer. E nem desistir desta possivel parceria. Levantei-me do sofá e fiquei de frente para Sherlock Holmes

–Sr. Holmes, acredito que apenas observando nos vê como moças comuns. Mas nós poderíamos provar ao senhor que estamos longe de ser isso. Peço a ti uma chance. Não que necessitemos da ajuda que teríamos ao lado de vocês, mas até hoje a morte de nossos pais nos atormenta. Ainda mais a Violet, que esteve lá, viu tudo. É uma decepção. Fomos enganadas vezes demais, e esta com o estúpido do Tompson, deverá ser a ultima se depender de mim. Apenas um dia. Um dia juntos, um dia de investigação e o senhor verá que valerá a pena.- Eu disse com um certo brilho nos olhos. Aquela seria a primeira e a última vez que eu faria aquilo na minha vida. Isso de pedir, implorar. Mas era por Violet. Ele pareceu cogitar a ideia. Mas antes que ele pudesse pronunciar uma sílaba, Watson pronunciou-se:

– Vocês tem um dia. Sem problema algum Srta. Abbey. – Ele sorriu – Será um prazer.

–Obrigada! – Então eu ouvi meu nome ser berrado ao longe. – Até breve. – Lhes sorri e encontrei minha irmã subindo no cabriolé. A acompanhei.

–Por que demorou? – Ela questionou olhando pela janela.

–Estava conversando... – Não consegui conter a pontada de riso que saiu na voz.

– Kate... O que você fez? De novo?

–Bem... – eu ri. — Digamos que temos um dia para nos juntar ao único detetive consultor do mundo. Mas relaxe, eu tenho um plano.

– Que tipo de plano? – Ela indagou sorrindo.

–Aqueles do tipo que talvez nem mesmo Sherlock Holmes desconfie. Só precisamos de seus horários. Enviaremos uma carta para Lestrade e partiremos cedo. Afinal, para onde vamos?

–Casa de campo de mamãe e papai. Ficou para nós, mas não poderíamos tomá-la por sermos menores, lembra-se? Agora é nosso lar. Como sempre foi.

Eu sorri. Tinha poucas lembranças de tal lugar, mas as que tinha eram totalmente boas. Felizes como sempre.

Devo admitir para vocês novamente que estava ansiosa. Como sempre ficava para todos os casos. E eu possuía um forte pressentimento que muitas e muitas coisas estavam para acontecer dali em diante. Como nunca aconteceu.

Notas finais
Como fui? Deem reviews, apareçam amores! Até logo!