Wells Up.
1 Wells Up.
Notas iniciais
A equipe saiu em disparada quando viram a mensagem que o Sr. Arranhão mandou para Morgan, depois de clonar o telefone de Penelope Garcia. Eles acabaram caindo em uma armadilha dele, é claro. Primeiro a corrente de pregos e depois o caminhão atingindo os dois SUV's pretos do FBI.
Penelope tentou sem sucesso encontrar um sinal que fosse dos amigos. Quando não conseguiu resolveu ir até as baias da equipe e tentar um sinal. Ela achava que estava sozinha lá, já que todos haviam saído horas antes. Mas havia alguém lá. Ela fechou a porta tão bem quanto conseguiu. Um arrepio subiu a sua espinha e algo agitou seu estomago.
Ela sabia que teria que ter coragem e enfrentar esse medo. Ela empurrou a porta de vidro, mas percebeu que algo não estava certo. Ela ouviu passos atrás dela. E achou que era Morgan que havia voltado a sede.
— Pensei que você tinha ido embora. – Penelope falou virando lentamente para a pessoa.
Ela olhou para a pessoa e viu que não era Morgan. As poucas vezes que ela havia visto uma foto de Peter Lewis não a deixaram reconhece-lo.
— Achei que não havia ninguém aqui. – Ela se virou para tentar abrir a porta outra vez.
— Deve ser assustador. – Peter falou.
— O que? – Perguntou Penelope. Ela sabia que não era um bom sinal.
— Saber que teve a oportunidade de fugir e não conseguiu. – Respondeu Peter.
Penelope tentou correr, mas não conseguiu. Ele tirou uma arma de choque e atirou contra ela. Ela só teve tempo de acionar um botão de emergência configurado para Spencer e Matt.
Ela caiu no chão duro do FBI com uma força que a vez ver estrelas. Peter deu outra carga de choque nela e ela ficou inconsciente. Ele a arrastou pelos braços até o elevador onde tinha escopolamina pronta. Ele a colocou contra a parede e a fez aspirar o gás falando algumas coisas para faze-la entrar na fantasia dele.
Ele a levou até o carro onde amarrou os braços e pés dela e a colocou no porta malas.
Matt estava no antigo escritório da IRT dando os últimos adeuses para a antiga equipe quando recebeu o alerta de Penelope. Eles haviam combinado o alerta se algo desse errado com a equipe ou até mesmo com ela. Ele correu para o andar debaixo. A sala dela estava trancada por fora o que significava que ela havia saído. Ele foi até onde as baías ficavam e encontrou o telefone de Penelope no chão perto da porta junto com os óculos que ela usava. Algo estava errado.
Spencer estava com a mãe em dos esconderijos do FBI, recebendo a visita de Morgan quando recebeu o alerta. Ele ligou para Penelope, mas se surpreendeu quando foi Matt quem atendeu.
— O que você está fazendo com o telefone da Penelope? – Reid perguntou atraindo a atenção de Morgan.
— Eu recebi o alerta dela, mas quando cheguei aqui ela havia sumido totalmente. – Respondeu Matt ainda no telefone de Penelope.
— O que você quer dizer com sumido? – Spencer falou alto o suficiente para Morgan se aproximar.
— Eu cheguei aqui e encontrei o telefone dela no chão junto com os óculos dela. – Respondeu Matt para Spencer e Morgan que já estava na viva voz.
— Ela estava aí sozinha? – Perguntou Morgan ara Matt.
— Visto que a equipe havia saído para conferir uma pista do Sr. Arranhão, eu acho que sim. – Respondeu Matt. – Eu não acho que ela sairia desse jeito, deixando os óculos que ela usa e o celular.
— Ela nem enxerga sem eles. – Falou Morgan. – Veja se o cartão dela está por perto e vá até a sala dela. – Morgan se preparou para ir até lá caso fosse necessário. Era sua Baby Girl e ele nunca se perdoaria se algo acontecesse a ela.
Matt procurou em volta e encontrou o cartão dela em um vaso perto do elevador.
— Está aqui. – Falou Matt. – Devo ter cuidado? É uma evidencia agora?
— Onde ele está? – Perguntou Reid.
— Em um vaso de plantas perto do elevador. – Matt respondeu.
A essa altura Morgan já tentava ligar para o resto da equipe sem sucesso.
— Você tem que pegar com cuidado e ir até a sala dela. – Respondeu Reid. – Provavelmente vai ter algo no computador dela que explique isso tudo.
Matt passou o cartão e a porta se abriu. Havia coisas pisando no computador.
— Aqui diz: Sinal perdido. – Falou Matt.
— A equipe. – Reid falou. – Deve ter acontecido algo com a equipe. – Reid pegou u casaco e saiu. – Se importa em cuidar dela um pouco Morgan?
— Vai. – Respondeu Morgan, fazendo Reid sair correndo.
— Aperte Shift + Enter. – Reid falou para Matt. – Isso vai fazer o computador enviar o endereço para todos os celulares configurados. Acho que o seu também está.
Matt apertou e recebeu um endereço GPS no celular.
— Eu te encontro lá. – Respondeu Matt.
Reid chegou praticamente junto com Matt no local da emboscada.
Luke já estava fora do carro, meio tonto ajudando JJ a sair. Rossi e Emily acordaram em seguida. Tara deu alguns passos antes de desmaiar e Stephen, bem, já estava morto quando eles chegaram lá.
Luke estranhou que Reid estivesse lá em vez de Penelope.
— Onde está Garcia? – Emily perguntou ainda meia tonta.
Reid e Matt se olharam.
— Não temos certeza. – Reid respondeu.
— O que exatamente isso quer dizer? – Perguntou Rossi.
— Eu recebi um alerta de emergência dela, mas quando cheguei lá o celular estava no chão, junto com os óculos dela e o crachá dela estava num vaso de plantas. – Respondeu Matt.
— Penelope não parece alguém que faria algo assim. – Falou Luke. – Pelo pouco que eu conheço ela, e comprometida com o trabalho dela.
— Não temos idéia do que aconteceu. Parece que houve uma luta ou ela caiu no chão e foi arrastada ou... – Matt parou de repente.
— Ou o que? – Emily perguntou.
— Eu acho que tudo isso esse acidente foi causado para... – Matt fez outra pausa. – Para leva-la. – Matt concluiu com tanto cuidado quanto poderia pensar.
— Peter Lewis. – Falou Rossi. – Eu não entendo o que de ela ser o alvo dessa vez.
— Analista técnica. – Falou Emily. – Uma das melhores. Trabalha para o FBI. Ele provavelmente acha que ela pode dar o endereço do Hotch. – Emily ficou nervosa de repente.
— Qual o problema? – Perguntou Luke.
— Ele vai tortura-la. – Respondeu Emily.
— E? – Luke aparentemente não sabia o que isso significava.
— Ela não tem o mesmo treinamento que a gente tem para suportar torturas. – Respondeu Emily. – Quando ela oi baleada ela demorou algum tempo para não sentir medo.
— O quanto isso é ruim? – Perguntou Matt.
— O suficiente para ela sofrer e acabar não resistindo. – Respondeu Emily.
Todos fecharam os olhos pensando no pior. Eles tinham que encontrá-la antes que algo de grave acontecesse.
— Primeiro a gente precisa ir para o hospital. – Falou Emily. – Tara já foi na frente e Walker... Bem ele vai daqui a pouco. – Emily respirou fundo. – Vamos nos examinar e fazer curativos e depois precisamos ir atrás dela. Eu vou falar com o diretor.
— Para quê? – Perguntou Rossi.
— Precisamos urgente de uma pessoa. – Respondeu Emily.
— De quem? – Perguntou Rossi.
— Vão saber quando eu conseguir. – Respondeu Emily.
Os olhares foram dados para Walker morto no carro.
— E alguém avise a esposa dele. – Falou Emily. – Peter Lewis vai pagar por Walker e pelo que vai fazer com a Penelope.
A equipe toda foi para o hospital. Eles foram examinados e tratados conforme necessitavam. Tara foi a única que ficou internada por causa da concussão. Era hora de agir.
Rossi foi até a sala pedindo um tempo antes que eles começassem a discutir. Ele voltou com a caixa de charutos que havia ganhado de Penelope.
Ele sinalizou em silêncio pedido os celulares deles pedindo extremo silêncio. Quando ele fechou a caixa ele deu um suspiro.
— Perfeito. – Falou Rossi. – Agora podemos conversar.
— Eu não entendi o que aconteceu aqui. – Falou Luke.
— Essa caixa de charutos foi presente de Penelope para mim no começo de tudo isso. Além de ser uma caixa para charutos, ela serve como uma gaiola de Farradei. Bloqueai qualquer sinal de rádio frequência de qualquer aparelho colocado dentro ou perto. – Respondeu Rossi. – Ela deveria saber de algo para me dar isso.
— Qual o plano? – Perguntou Luke.
— Traze-la viva obviamente. – Respondeu Rossi. – Emily está com o diretor tentando achar alguém.
— E quem seria? – Perguntou Reid.
— Eu. – Falou uma voz masculina.
A equipe se virou para o homem parado na porta.
— Nem faz tanto tempo assim que eu fui embora. – Falou Hotch na porta.
JJ e Rossi foram os primeiros a ir abraçar Hotch.
— Quanto tempo. – Falou JJ abraçando Hotch. – Como você está?
— Eu queria dizer que estou bem. – Respondeu Hotch. – Mas com a Penelope desaparecida acho que isso seria errado.
— Senti sua falta Aaron. – Rossi abraçou o amigo. – É permanente ou é só para esse caso?
— Não sei. – Respondeu Hotch.
— Muito bem pessoal. – Falou Emily. – Todos teremos um tempo para abraços e palavras carinhosas depois que resgatarmos a Garcia e matarmos o Sr. Arranhão. Não temos certeza da fantasia que ele colocou dentro da cabeça dela, mas sabemos que ele teve acesso a ficha pessoal dela.
— Algo que ele possa usar contra ela? – Perguntou Luke.
— Ela teve um relacionamento com um outro analista, foi baleada, deu um tiro em um enfermeiro que tentou matar o Reid durante um caso, ela ficou com Stress pós-traumático, ficou esgotada com tantas idas e vindas. Havia o documento que ela tinha feito quando ficou muito aterrorizada com Reid na cadeia. – Emily poderia contar quantas coisa Peter Lewis poderia faze-la reviver. – E eu tenho certeza que ele vai colocar algo diferente na cabeça dela.
— E por onde começamos? – Perguntou Hotchner.
— Bem. Temos que pegar Kevin e colocá-lo sob custódia protetora. – Respondeu Emily. – Se ele quiser atingi-la um ex namorado é uma opção maravilhosa para isso.
— Acha que ele chegaria a esse ponto? – Perguntou Reid.
— Eu tenho certeza Spence. – Respondeu JJ. – Ele não e do tipo que pega leve.
— Destaquei alguns seguranças para o quarto onde a agente Tara está no caso dele querer usá-la nisso. – Falou Emily. – Vamos achá-la.
A equipe se movimentou rapidamente. Qualquer minuto contava a partir de agora.
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