Wells Up.
2 Torture.
Garcia finalmente começou a acordar. Ela tentou mover as mãos, mas algo furou os pulsos dela e ela deu um grito de dor. Ela sentiu que começou a sair algumas gostas de sangue deles.
Ela parou de mexer com medo que piorasse a dor. As pernas estavam amarradas e havia uma máquina controlando seus batimentos cardíacos. Ela não tinha certeza onde e como ela foi parar ali nem o que realmente havia acontecido.
Ela começou a respirar e lembrou de Peter Lewis na sua frente. E então lembrou de praticamente tudo até ela cair no chão depois de receber o choque. Ela só tinha certeza de ter apertado o botão de pânico e depois uma escuridão total.
Alguém entrou na sala onde ela estava presa. Ela não estava com os óculos dela então não conseguiu ver quem era. O homem colocou uma agulha no braço dela, ao que ela reagiu dando um grito de dor. Ela tentou puxar os braços como uma reação e a coisas metálicas afundou no pulso dela. O homem tentou controlar o choro dela segurando os braços dela com a desculpa que ela teria que parar de mexe-los por algum tempo ou iria piorar.
— Emily. – Ela falou.
— Sua equipe não pode te salvar aqui. – Respondeu Peter. Ele não era Peter para ela, naquele momento. – Eu me chamo Edward. Estou encarregado de cuidar de você.
— Porque? – Garcia se agitou um pouco, mas parou para não doer ainda mais.
— Ele me obrigou a fazer isso. – Ele respondeu.
— O que quer dizer com "sua equipe não pode te salvar aqui"? – Ela perguntou. – E o que ele quer de mim?
— Estamos muito longe de qualquer sinal de telefone. – Ele respondeu aplicando uma seringa fazia no soro, fingindo colocar um remédio. – E eu acho que ele quer uma localização.
— O que você colocou nesse soro? – Ela perguntou.
— Vai ajudar a passar a dor. – Ele respondeu. – Você vai dormir em um minuto.
Como resultado da ilusão criada por Peter, ela começou a se sentir cansada mesmo sem nada. Em alguns minutos ela estava completamente adormecida.
A cama era giratória com as costas vazadas. Ele havia adquirido em uma viagem especialmente para ela se fosse preciso chegar a esse ponto. Ele girou a cama deixando ela de costas.
— Você pode acordar agora. – Ele falou.
Ela lentamente foi acordando e se viu de rosto para o chão.
— Acho que podemos começar senhorita. – Peter soava como ele agora.
Ela se assustou quando ele abriu a vestimenta hospital que ela estava vestindo. As piores imagens de cenas de crime que ela já havia visto durante os casos vieram a mente dela.
— Não. Por favor. – Ela implorou para ele. – Eu não sei de nada.
— Eu não vou te violentar. – Ele falou. – Não sou desse tipo de criminoso.
— Isso nunca impediu ninguém. – Ela falou.
— Embora isso seja verdade o que eu quero não se consegue com isso. – Ele falou pegando algo de couro. – Há métodos mais eficazes que tem resultados infinitamente melhores.
Quando ela sentiu que suas costas estavam descobertas ela se arrepiou.
— Antigamente, quando uma pessoa não obedecia alguma ordem ela era punida com uma punição dolorosa para sempre se lembrar. Agora isso virou meio que um fetiche entre as pessoas. – Ele fez um movimento para puxar. – E é claro com menos força, mas eu vou dar uma demonstração da moda antiga.
Ela não podia fazer nada para impedir.
— Porque está fazendo isso? – Ela começou a chorar. – Eu não sei nada.
— Eu li sua ficha pessoal, Penny. – Peter a chamou por um apelido que ela nunca havia sido chamada. –Achei uma ficha interessante.
— Como colocou as mãos nela? – Ela praticamente gritou.
— Tem algo bom em ter agentes infiltrados. – Respondeu Peter. – Vamos começar?
Garcia engoliu em seco. Tudo o que ela havia falado durante briefings de casos ativos agora ela estava revivendo.
A equipe estava reunida na BAU esperando Kevin chegar depois que Reid e Luke foram busca-lo em casa. Hotch e Emily estavam na sala conversando.
— Eu a deixei sozinha. – Falou Emily. – Eu deveria ter deixado algum agente protegendo em vez de pensar só nos agentes principais e de campo.
— Não tínhamos como prever isso. – Respondeu Hotch. – Ele tinha plano para todo mundo, mas nunca achei que ele teria tanta audácia em sequestrar logo a Penelope e aqui no FBI.
— As câmeras foram viradas para o lado então ele teve tempo suficiente para leva-la sem ninguém perceber. – Falou Emily.
— Ele não teria como fazer isso a menos que... – Hotch parou. Ele não queria continuar.
— A menos que ele tenha alguém infiltrado aqui. – Terminou Emily. – Estamos somente nós aqui. Acho melhor você ficar escondido até sabermos quem é essa pessoa.
Garcia tentou respirar fundo quando a quarta chicotada alcançou as costas dela.
— Porque não usa drogas ao invés de um chicote? – Ela perguntou.
— Os métodos de tortura serão diferentes com você querida. – Falou Peter. – Além do que, o choque que eu te dei ainda pode dar algum efeito colateral e eu posso perder a informação que eu preciso. – Peter virou a cama fazendo Penelope ficar de frente.
Ela tentou reestabelecer a respiração.
— Muito controlada. — Peter falou. – Me diga como conseguiu aprender isso? Foi quando você levou o tiro?
Penelope estremeceu com aquela menção.
— Está aqui na sua ficha. – Falou Peter. – Provavelmente se eu te encontrasse numa cafeteria e meu objetivo fosse te matar eu faria do mesmo jeito que ele.
— Mas ele está morto. – Ela reuniu um pouco de força. – E logo você também.
— Talvez. – Peter falou. – Ou talvez eu te mande para eles. A menos que me diga o que eu preciso saber.
— Então fale. – Ela tentou ser o mais calma possível. – Porque não posso apanhar de graça.
— Acho que você não teve a oportunidade saber que o agente Walker está morto, né? – Peter olhou fixamente ara Penelope que tentou segurar as lágrimas.
— A-Acho que não. – Ela fechou os olhos assustada.
— Então meus sentimentos. – Ele disse ironicamente.
— Eles não valem nada. – Ela falou. — Walker era um bom homem.
— Fato. – Ele disse se aproximando dela. – Mas não é sobre ele que eu quero saber. Esse agente em questão saiu há algum tempo atrás. Fui imprudente é claro, mas ele foi covarde e foi para a proteção a testemunha.
— Não. – Penelope se debateu afundando os pulsos nas coisas pontudas.
— Onde ele está? – Ele ficou com o rosto bem próximo ao dela. – Onde está Aaron Hotchner?
Reid estava sentado na sua mesa na sala dos agentes junto com Alvez.
— Eu vou mata-lo. – Falou enquanto esfregava os olhos.
— O quê? – Luke perguntou.
— Eu vou matar Peter Lewis. – Reid repetiu enquanto continuava a esfregar os olhos. – O que tem de errado comigo?
— Qual o diagnóstico? – Luke perguntou.
— Parece TEPT. – Reid respondeu.
— Não. É SEPT agora. – Luke corrigiu. – Síndrome de stress pós-traumático. Talvez do tempo em que ficou na cadeia.
— Eu não posso ter isso agora. – Reid respondeu.
— Não existe uma hora para isso voltar ou começar. – Falou Luke.
— Eu não posso ficar com isso enquanto ele está com a Penelope. – Reid praticamente gritou dessa vez.
— Realmente. Isso não vai ajudar ela, mas você precisa dar um tempo para si mesmo. – Luke falou. – Talvez você tenha que ficar de fora dessa. Fique com sua mãe.
— Eu preciso ajudar a resgatá-la. – Reid queria muito ajudar, mas as crises aumentavam.
— Ela tem uma equipe grande atrás dela. – Luke falou. – Se precisarmos de ajuda a gente te liga.
Reid se encaminhou para porta e viu Rossi entrando.
— Precisa descansar Reid. – Rossi apenas falou quando passou por Spencer.
— Porque todos querem que eu descanse, que eu me afaste? – Reid estava claramente estressado e certamente aquilo não ajudava muito. – Pense ela sofreu tanto quando aquele canalha a baleou ou talvez quando alguém saiu da equipe de repente, ela demorou para aceitar o Alvez por causa da partida de Morgan, ela ficou em pedaços quando Hotch saiu e até quis pedir demissão quando eu fui preso.
Emily e Hotch desceram da sala. E apesar de correr risco em ser visto, Hotch queria ajudar Spencer a se controlar.
— Eu não sabia que ela tentou se demitir. – Falou Hotch.
— Você sabe que a Penelope é sensível demais e não tem um treinamento para aguentar cenas de crimes o suficiente que não tenha que medir com fotos fofas de gato depois. – Emily falou. – Então quando Reid foi preso, foi horrível para ela. Alvez a encontrou chorando na sala dela um dia depois de visitar Reid na cadeia e ele me contou.
Reid estava surpreso com aquilo. Ele não sabia que sua amiga havia sofrido desse jeito.
— Ela nunca me contou isso. – Reid falou.
— Eu meio que confortei ela. – Falou Alvez.
Uma ponta de ciúme pequena passou por Hotch, afinal ele sempre esteve lá para Penelope como chefe dela. Ela sempre foi a parte mais engraçada do trabalho. E talvez ele até tenha pensado que ele ter saído para ela foi difícil.
— Você sabe Reid. – Alvez falou. – A Penelope nunca foi do tipo de se abrir com as pessoas. Mesmo quando o mundo desaba na frente dela, ela tenta se manter firme.
— Exatamente. – Rossi se aproximou com Matt. – Kevin está num lugar seguro.
— Ele sabe o porquê? – Emily perguntou. – Digo, ele tem alguma noção?
— Contamos uma mentira, já que ele e Garcia estão separados há muito tempo.
Agora era a vez de Alvez ficar com ciúmes.
— Como alguém como ela foi rejeitada? – Luke pensou. – Uma garota especial como ela não deveria chorar por homem nenhum.
— O que disseram a ele? – Emily perguntou.
— Inventamos que os técnicos estavam ameaçados de morte. – Rossi falou. – E ele nem perguntou sobre Penelope.
— Grande cara esse. – Luke falou em ironia.
Os agentes o olharam assustados.
— Digo. Ele deveria ao menos ter uma lembrança dela. – Luke tentou corrigir sua fala.
— De qualquer forma ainda precisamos de alguém que nos ajude a achar ela. – Hotch falou.
— Podíamos pedir um favor a Kevin babaca Lynch. – Falou Alvez. – Isso é.... Kevin Lynch com alguma desculpa. – Luke tentou não conter o ciúme.
Os agentes presentes sabiam que ele e Penelope flertavam de vez enquanto assim como Morgan e Penelope faziam. Mas Luke claramente tinha ciúme do antigo namorado de Penelope e eles viram isso no momento em que o babaca foi colocado meio ao nome de Kevin.
— Claro. – Emily cortou o clima estranho que estava no ar. – A gente vai ter que dizer o que aconteceu, mas eu acho que irá nos ajudar nisso.
— Eu espero isso. – Falou Rossi. – Senão vou arrastar ele pelas orelhas.
Garcia havia perdido o espaço enquanto tentava se recuperar da dor em seus pulsos. Ela respirou até conseguir se sentir calma ou pelo menos ter uma sensação de calma.
Ela não sabia onde Peter Lewis havia ido, mas ela pensou em algumas possibilidades.
Ele voltou alguns minutos mais tarde na forma de Edward que ela imaginou ser uma tabua de salvação para ela, embora conhecesse as táticas dele depois de analisar os casos anteriores dele. Ele deu um copo de água ou ao menos ela pensava ser água. Ela tinha medo em beber, mas já estava com muita sede. Suas costas não tinham feridas.
As chicotadas que ele havia dado eram leves, mas com o efeito da droga se tornaram insuportáveis a ponto de ela pensar no que suas costas estavam parecendo.
Ele colocou outra seringa na bolsa de soro ligada verdadeiramente ao seu braço. Dessa vez cheia de verdade, ele colocou mais escopolamina e saiu deixando Penelope agitada só de pensar no que estava para acontecer.
Ela queria fechar os olhos e dormir longos dias e depois acordar e descobrir que isso não passou de um sonho maluco. Mas ela não se permitiu fechar os olhos até que ele voltou com uma mascara
Dessa vez, ela se lembrou das coisas pontiagudas nos pulsos resultado de outra alucinação plantada por Peter nela. Mas ela não sabia disso. Quando ele colocou a máscara ela segurou o ar tanto quanto pode.
— Gosto do seu jeito. – Peter falou irônico. – Talvez a informação sem treinamento deva ser retirada do seu arquivo pessoal. Alguma hora você precisara respirar. Então vamos começar a sessão de perguntas.
Quando ela começou a respirar outra vez e sentiu o gás invadindo seu interior ela deu tudo como perdido.
— Seus olhos estão pesados. – Peter começou. – Você vai acordar na sua sala no FBI, na sua cadeira, digitando no seu computador. Sua chefe vai aparecer e te pedir para Hackear o sistema da proteção a testemunha.
Garcia deu um suspiro. Peter viu que ela estava relaxada o suficiente para os próximos passos.
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