Wells Up.

3 Love of Salvation


Peter deixou o gas entrar mais um pouco enquanto ele preparava o resto das coisas. Ela estava de olhos fechados e ele a olhava com um olhar sujo. Sujo do tipo de quem vai matar ao menor sinal de desobediência.

Ele saiu por alguns instantes sempre garantindo que ela estaria lá quando ele voltasse. Ele demorou alguns segundos em uma cabine próxima ligando um computador. Ele a faria encontrar Hotchner para que ele tivesse sua vingança. E depois ele se livraria dela de algum jeito.

A máscara continuava lá e Penelope ia para cada vez mais longe dessa vez. Ele até induziu um sonho nela como uma distração para seus objetivos. Ela só conseguia pensar em como sairia de lá ou se sua equipe já sabia que ela estava sumida.

Quando ela moveu a mão ela sentiu novamente as pontas entrando, mesmo não tendo nada lá.

Ele colocou o computador na frente dela e retirou a máscara.

— Eu vou te dar uma chance. – Falou Peter. – Uma chance de fugir, Penny. Levanta e corre até aquela porta. Tem uma escada que você desce e vai conseguir sair. Mas se não conseguir você vai fazer o que eu preciso.

Ela levantou e tentou correr, mas só conseguia ver escuro na frente dela. Ele não a tinha mandado abrir os olhos e no atual estado dela, bem, isso realmente era um problema. Ela tentou ir tateando a porta, tentou encontrar a tal escada, mas depois da segunda vez que ela bateu na parede e caiu ela desistiu e ficou.

— Vem cá. – Peter a pegou com violência e a jogou na frente do computador.

Ela sentiu que os pulsos estavam fora do aparelho de agulhas, mas os pulsos estavam doendo demais.

— Você vai digitar nesse computador. – Disse Peter. – Use seu login federal e procure pelo Aaron Hotchner. – Ele dizia enquanto acariciava os cabelos dela.

— Eu preciso dos meus óculos. – Ela falou.

— Ah qual é! – Ele falou. – Você não precisa deles. – Peter ainda continuava a acariciar o cabelo de Penelope. Ela praticamente obedecia sem muita resistência.

A equipe estava reunida na sala de Prentiss. Todos, menos Reid que estava buscando alguma pista da amiga. Ele sabia que não estava bem, ele sabia que tinha que fazer alguma coisa, mas ele não conseguia pensar.

— Acho que ele deveria ir para casa. – Falou Hotch. – Ele parece querer meter uma bala na cabeça de qualquer um.

— Talvez ele ache que tudo isso seja culpa dele. – Falou Emily.

Hotch e Prentiss levantaram correndo e foram a sala de reuniões. Reid estava sentado com um livro nas mãos.

— O que foi isso Spencer? – Emily perguntou preocupada.

— Joguei um livro na janela. – Ele respondeu. – Eu precisava disso.

— Reid. Acho que podemos fazer tudo sozinhos. – Hotch se aproximou. – Deixa com a gente, está?

— Eu preciso encontrá-la. – Falou Reid. – Ser forte do jeito que ela foi quando eu estava na cadeia.

— Acho que Kevin chegou. – Falou Emily. – Eu pediria para me acompanhar Aaron, mas devido ao Sr. Arranhão estar com gente infiltrada é melhor tomarmos cuidado.

— É claro. – Falou Hotch. – Vou te ajudar Reid.

— Obrigado por vir aqui. – Falou Reid. – Não sente vontade de voltar?

— Admito que sinto saudade sim, especialmente de você e da Penelope, mas eu gostei de sentir ser um pai em tempo integral. – Respondeu Hotch. – Talvez algum dia eu volte quem sabe.

Emily foi até onde Kevin estava.

— Você mudou. – Falou Emily.

— Eu vou me transferir do FBI no próximo mês.- Falou Kevin.

Luke deixou um sorriso passar pelo rosto.

Apenas vá seu babaca.— Luke pensou sozinho. – Va e nunca mais volte.

— Então. O que você precisa? – Kevin perguntou. – Disseram que era sobre a Penelope.

— Há quanto tempo vocês cortaram a comunicação? – Perguntou Emily.

— Três anos. – Ele respondeu.

— E nesse meio tempo você nunca quis saber como ela estava? – Emily estava surpresa com aquilo.

— Ela tinha seu protetor. – Kevin respondeu. – Então fale o que você precisa.

— Localização. – Respondeu Emily. – Se eu bem me lembro ela não ficaria sem uma tecnologia em si mesma.

— Não estou entendendo. – Kevin falou.

Emily mostrou um par de brincos.

— Eu, JJ e Tara ganhamos um par desses brincos. – Emily colocou o brinco de volta. – Eles têm sensor GPS então se algo acontecesse com alguma de nós a mesma senha do GPS seria usada para rastrear todos.

— Obviamente Garcia é uma pessoa precavida ainda. – Falou Kevin.

Luke sentiu o sangue subir.

Peter não entendeu o porquê de Garcia não obedecer a ordem de digitar no computador. Aparentemente ele havia usado droga demais nela.

— Eu falei para digitar. – Ele pegou as mãos dela e ela gritou. – Qual o seu problema, garotinha?

Peter pegou ela e a colocou na cama outra vez.

— Vou ter que usar meus brinquedos em você? – Peter estava com o fogo nos olhos.

Ela ainda não respondia.

— Ok. – Ele tirou o líquido de uma seringa e colocou a agulha na IV que ia direto a veia de Penelope. – Responda.

— Eu não vou fazer nada do que você está me pedindo. – Ela respondeu.

— Eu sei o que você realmente prefere. – Ele falou colocando o liquido para dentro. – Espero que viva ou não com isso.

Penelope estava conectada a um monitor cardíaco.

— Faz isso parar. – Ela começou a tremer na cama. – Por favor.

Peter ficou parado com a máquina de choque, mas ele não deu um passo.

As linhas ficaram retas na máquina e ele olhou e saiu de perto.

Luke sentiu um frio subindo pela espinha e uma vontade de correr.

— Penelope. – Ele praticamente gritou atraindo a atenção de todos e se sentando outra vez.

— Luke. – Hotch veio ara seu lado. – Ela vai ficar bem.

Luke se levantou de repente e foi ao banheiro. Ele se sentou em uma das cabines para pensar sozinho.

— Está vestido? – Reid perguntou para Luke.

— Estou só pensando. – Ele respondeu.

Eu vi o que aconteceu lá. – Disse Reid. – E eu faria a mesma coisa.

— Ela está em perigo. – Falou Luke. – E eu ainda quero dizer a ela o que eu sinto.

— Nós vamos achar ela. – Falou Reid.