Notas iniciais
Hey people!
Respirem fundo e matem a curiosidade de saber o que aconteceu com Michelle.
Boa leitura!
PS.: Leiam as notas finais, please.

PDV Michelle

- O que você está fazendo aqui? – ele perguntou grosseiro.

- Não te interessa!

- RÁ, a casa é MINHA, claro que me interessa! – me segurou forte pelo braço – Me fala agora...

- Me solta! Você está me machucando! – tentei me soltar, sem sucesso.

- Shhh... Fica quieta e me escuta, vadiazinha... O que Bill tem com Jeffrey? – fiquei o encarando por um momento, com as sobrancelhas arqueadas. Não estava acreditando, o que Bill havia me contado era verdade. Tive um ataque de risos na mesma hora, o que deixou ele bastante irritado. – Você acha isso engraçado?! Quero ver você ter um filho boiola como William! – gritava enquanto me sacudia.

- Cala a boca! Por favor... Você é um completo idiota, não sabe o que fala.

- Vai me dizer logo ou vai ficar enrolando?! Vou acabar com aquele desgraçado de qualquer maneira! Homossexualismo não é coisa de Deus!

- Vai se foder! Primeiro: preconceito é crime...

- Sabia! Aquele desgraçado! – Stephen me largou com força contra a parede, indo em direção ao quarto do Bill, foi quando tive uma ideia pra tentar livrá-lo do próprio pai.

- Espera! Não terminei! – ele voltou a virar para mim, dando passos curtos e lentos na minha direção.

- O que mais, vadia?

- Não me chama de vadia!

- Tá, tá, tá... Tanto faz, fala logo que eu tenho coisas muito sérias para resolver!

- O que você acha que eu estava fazendo aqui? – perguntei levantando uma sobrancelha. – Você sabe muito bem o que é.

- FALA DE UMA VEZ!

- Eu passei a noite aqui. Passei a noite inteira com o seu filho, e garanto que não foi conversando. – menti.

- Você está só tentando proteger ele! Cala a boca e não se meta na MINHA família.

- Você realmente acha que ele tem alguma coisa com Jeff? Sério mesmo? NÃO SABE QUE O JEFFREY SUMIU HÁ UMA SEMANA ATRÁS? – gritei com os olhos cheios de lágrimas por me lembrar da ausência dele, mas me recompus rapidamente. – Seu filho ficou comigo essa semana inteira! – ele estava começando a acreditar em mim.

- Não sei não...

- Nós estamos namorando! Pronto, é isso, falei... – merda, por que eu tive que inventar uma mentira dessas? Ele ia acabar descobrindo. Como sou burra!

- RÁ! Me conta outra! Você acha que eu acredito nessa?! William namorando, rá...

- Não sei por que a dúvida... Garanto que ele é muito melhor de cama que você, acho que já falei isso. Está na hora de começar a se contentar.

- Hm... Isso me lembra de uma coisa... – falava enquanto chegava lentamente perto de mim. Eu o acompanhava com passos para trás, tentando fugir do contato físico entre nós. E... como eu tinha nojo dele. – Aquela tarde que você não deixou terminar o que comecei... – ele ia chegando cada vez mais perto, e eu andando para trás, apavorada.

- Não encosta em mim... – sussurrei apavorada.

- E além de não terminar o que comecei, ganhei um belo de um chute... Você lembra? – sua voz era ameaçadora.

Quando me dei por conta, bati de costas na parede. Olhei para os lados, apenas paredes. Era o fim do corredor e não havia para onde fugir. Ele me pegou pelo braço com força, me puxando para perto do corpo dele, passando o rosto pelo meu pescoço e suas mãos pelo meu corpo. Eu sentia muito medo e nojo do que poderia acontecer ali. Minhas mãos tentavam manter a maior distância possível entre mim e ele, mas sem muito sucesso, pois ele era muito mais forte do que eu. Ele começou a me guiar para o lugar da casa que eu não conhecia, provavelmente o seu quarto. Eu tentava com todas as minhas forças sair dos braços deles, mas sempre sem sucesso.

- Me solta se não eu grito...

- Grita, você está na minha casa. Ninguém vai te ouvir.

- O Bill vai me ouvir! – ele começou a rir.

- O Bill? E o que você acha que ele vai fazer? O que você tem de gostosa, tem de idiota. Aquele pirralho... – ele veio para cima de mim com tudo e tentava encostar sua boca na minha.

- SOCORRO!!! – gritei e logo ouvi um baque, seguido de passos apressados.

- VADIA!

- Que porra é essa! – pude ouvir Bill falar antes de chegar onde eu estava.

- BILL!!! – gritei mais uma vez. Stephen pôs a mão na minha boca, na tentativa de me fazer calar a boca.

- STEPHEN! – finalmente, Bill havia me achado – SOLTA ELA AGORA!

- ABAIXA O TOM COMIGO MOLEQUE! PERDEU A NOÇÃO DO PERIGO?

- SOLTA A MICHELLE AGORA! – eu me debatia, tentando me soltar.

- SE VOCÊ GRITAR MAIS UMA VEZ, EU DISSE, SÓ MAIS UMA VEZ, EU ACABO COM O QUE RESTOU DE VOCÊ!

- ME SOLTA! – gritei, dando um chute no meio de suas pernas. Sai correndo para os braços de Bill.

- AHH, FILHA DA PUTA! – Stephen reclamou sentado no chão, com as mãos no meio de suas pernas.

- Só um cara estúpido como você pra cair duas vezes no mesmo “truque”. – falei para ele – Você não encosta um dedo no Bill, se não EU vou te denunciar, seu monstro! – William olhava pasmo para cena.

- Michelle... Vem, vamos pegar suas coisas. Você tem que voltar para casa, eu falei que não era uma boa ideia você ficar. Desculpa, eu estou morrendo de vergonha... – falou me abraçando e me levando até seu quarto.

- Tudo bem Bill... Está tudo bem... – falei tentando me recuperar do susto.

- Como você está? Ele te machucou? – perguntou com meu rosto entre suas mãos. – Se ele te machucou... Eu mato aquele desgraçado!

- Calma Bill... Ninguém vai matar ninguém aqui... Está tudo bem comigo. – falei pegando minha mochila. – Eu ainda preciso usar o banheiro.

- Vem... Vou até lá com você. – assim ele fez. Me seguiu até o banheiro, ficando do lado de fora da porta enquanto eu trocava de roupa e escovava meus dentes. – Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse com você... – ouvi ele falar do outro lado da porta.

- Então está tudo bem, por que nada aconteceu comigo.

- “Nada”...

- Ah William... – falei abrindo a porta – Vamos parar com isso, por favor. Já passou.

- Tudo bem... Assunto encerrado. – seguimos até o seu quarto para pegar as minhas coisas e fomos até minha casa.

William havia insistido em me levar até lá. O caminho foi silencioso como sempre. Fiquei perdida nos meus pensamentos, ora pensando em Jeff e ora sobre a mentira que eu havia inventado para o pai de Bill. Afinal, eu deveria contar ou não? Achei melhor deixar isso para lá. Chegamos na porta da minha casa e Bill ficou de frente para mim, me encarando.

- Acho que eu tenho que te agradecer por ter ido até lá ficar comigo. Você sabe que não precisava, sem falar do que aconteceu depois... Desculpa. – sorri e o abracei.

- Você não deve desculpas pra mim, Bill.

- Obrigada mesmo... Você não sabe o inferno que eu passo naquela casa... – falou afundando o rosto em meu ombro. Por um momento acredite que ele estava chorando. – Você não precisava ter passado por isso.

- Sempre que você precisar vou estar lá com você. Com ou sem Stephen, eu não me importo.

- Obrigada outra vez... – falou passando a mão em meus cabelos – Agora eu tenho que ir... A gente se vê, afinal, estamos de férias.

- É... Então... Tchau.

- Tchau... – ele veio e me abraçou forte, parecia estar muito agradecido, ou estava apenas com remorso mesmo. Ao me desenrolar de seus braços, me deu um beijo na testa, seguindo seu caminho até sua casa.

Notas finais
Então, queria saber a opinião de vocês... Eles estão no início das férias e eu quero começar logo com o início das aulas... A história é muito cumprida, como eu já havia dito e, se eu não agilizar, não vai dar tempo de terminar. Mas de qualquer modo, quero a opinião de vocês. Vai ficar muito estranho ou tudo bem pular as férias deles?
Vou esperar os reviews para poder continuar a fic.
Até lá!
Bjos ♥