Well, You Just Cant Tell

22 Cap. 22 – All the same but without Jeff


Notas iniciais
Hey lindas leitoras! Muito obrigada pelos reviews, quase nem fiquei feliz -q mas sério, eu amei ♥
O novo capítulo está aí, no final das contas eu acabei pulando as férias, pois foi o que a maioria pediu, desculpa as outras leitoras que queriam alguma coisa das férias, mas ficaria muito chato e repetitivo, acreditem. Sem falar também do tempo que eu tenho pra escrever a fic e tal.
Enfim, aí esta 22º cap.
Boa leitura e até as notas finais!

PDV Michelle

Aproximadamente dois meses depois...

As férias até passaram rápido para alguém que estava presa em lembranças passadas. Claro, lembranças do Jeff. A dose de antidepressivo aumentou assim como a quantidade de drogas que eu estava ingerindo praticamente todos os dias. Talvez fosse por causa disso a rapidez na qual o tempo passou, estava muito drogada e ocupada me massacrando com esses pensamentos, que nem percebi o tic-tac do relógio. Mas também havia outro motivo por trás disso. Bill. Passava praticamente todo o tempo dele comigo, sempre me socorrendo quando estava prestes a tentar mais uma overdose, para tentar me apagar completamente do mundo. Ele era a mão me ajudando a levantar toda vez que eu estava no chão. Realmente não sei o que seria de mim sem ele, e quem imaginaria isso?

Outro primeiro dia de aula, mas dessa vez era diferente. Era meu último primeiro dia de aula e passaria o ano inteiro sem Jeff ao meu lado. Havia passado a noite inteira em claro e, provavelmente, não aguentaria um minuto se quer acordada na sala de aula. Peguei o pacotinho que estava dentro de um livro, no qual eu havia feito um buraco no meio das páginas para esconder minhas drogas. Encarei o conteúdo branco que havia ali dentro do plástico e não pensei duas vezes. Espalhei quatro carreiras de cocaína em cima da minha mesa, inspirando a droga rapidamente. Problema resolvido. Não dormiria até, pelo menos, às dez horas da noite. A campainha tocou. Peguei minha mochila e desci as escadas, já sentindo os primeiros sintomas da droga: a euforia. Abri a porta rindo.

- Do que você está rindo? – Bill perguntou achando graça.

- Eu não sei... – falei ainda rindo. Bill desfez o sorriso me observando sério.

- O que você usou? – perguntou sério. Demorei um pouco até responder.

- Nada ué...

- Você cheirou coca, não foi?

- Só um pouco, não dormi essa noite, tive que usar pra poder ficar acordada na aula. – sai de casa, trancando a porta.

- Que ficasse em casa então. – bufei.

- William, não enche o saco! Como se você não se drogasse! Vai se foder! – ele apenas me encarou, assentindo negativamente. Fomos em direção ao nosso colégio em silêncio até a metade do caminho.

- Eu me preocupo com você Michelle... – Bill quebrou o silêncio.

- Eu estou bem. Estou ótima! Você não consegue ver? – falei parando na frente dele com os braços abertos, como se eu estivesse mostrando que não tinha nada para esconder. Ele apenas ficou me encarando em silêncio.

- Vamos esperar uns trinta minutos e, quando o efeito da droga passar, a gente fala sobre isso. – revirei os olhos continuando o caminho. Bill ficou atrás de mim o tempo inteiro.

Finalmente chegamos ao maldito colégio e, adivinha quem estava na porta de entrada? Isso mesmo, Brian e seus amiguinhos. Bill voltou a ficar do meu lado, praticamente grudado em mim.

- Michelle? Andou sumida! – começou Brian.

- Vai se foder Brian! – falei.

- O que lindinha? Jeff deu o fora e a ruivinha não está dando conta? Vem aqui que eu dou conta! – Bill tentou avançar nele, mas o impedi.

- Não Bill! Não vale a pena... – falei segurando sua mão – Vamos...

- Se você fizer alguma coisa com Michelle, eu te mato! – Bill falou apontando o dedo na cara de Brian, que começou a rir, debochando.

- Bill... Bill... Não perde seu tempo.Vamos. – entramos no colégio.

- Pelo jeito o efeito da coca já passou...

- É... Só o sono que não apareceu ainda.

- Quer voltar a ter aquela conversa? – eu parei onde estava e Bill parou logo depois, de frente para mim.

- Olha... Desculpa, eu estava chapada... Eu sei que fui estúpida, só... Desculpa... – falei mirando o chão. Senti suas mãos quentes em meu rosto frio, levantando minha cabeça novamente.

- Está tudo bem... Eu vi que você estava muiiiito chapada. – brincou, dando um meio sorriso.

- Obrigada por... Entender.

O sinal tocou e fomos para a sala de aula. Nada muito interessante quanto menos novo. Os alunos eram os mesmos, os professores eram os mesmos, os discursos de primeiro dia de aula eram os mesmos. Tudo a mesma bosta de sempre. Eu e Bill ficamos a aula inteira jogando conversa fora, rindo, comentando o quão ridículo alguns professores eram. As horas até passaram rápido e quando menos esperava o sinal para o intervalo tocou. Bill e eu fomos até o pátio externo e deitamos na grama, lado a lado.

- Sobre o que você está pensando? Parece estar longe... – Bill falou me tirando dos meus pensamentos.

- Estou em Los Angeles... – falei triste.

- Ah... Sim.

- Mas acho que é melhor trocar de assunto e de pensamento...

- Hm... Eu posso fazer isso. – olhei para ele, esperando – Eu... Er... Queria te perguntar uma coisa...

- Claro.

- Por acaso nós estamos namorando? – comecei a rir no mesmo instante. Bill também estava rindo.

- Cala a boca, idiota... – dei um soco no seu ombro.

- Por que você falou para o meu pai que estávamos namorando?

- Ah... Quando o encontrei no corredor. Ele começou a falar todas aquelas coisas sobre você ter alguma coisa com Jeff. Só quis te defender, mas foi o impulso do momento, não deveria ter...

- Está tudo bem. – falou sorrindo para mim – Foi muito legal da sua parte fazer isso.

- Capaz... Comparando com tudo que você já fez por mim.

- Não compare. Amizade a gente nunca compara. O que fez você parece pouco pra você, mas pode ter sido algo muito maior para mim. – continuei em silêncio – Obrigada... – deitei minha cabeça em seu ombro.

- E você já contou a verdade? – ele nada respondeu – William?

- Er... Sim? Hm... É, sim.

- William...

- Sim, já disse.

- É que você não parecia estar certo disso.

- Não, eu só estava com o pensamento longe.

- Tá bom... Sei.

- Vai se foder. – comecei a rir, o abraçando.

- Eu gosto muito de você, ruivinho.

- Eu também gosto muito de você, chatinha.

Notas finais
Então, o que acharam? Mandem reviews falando, por que fiquei um pouco insegura quanto a esse capítulo. Não sei, eu até achei bom, mas parece que estava faltando algo. Enfim, comentem.
Até o próximo!
Bjos ♥