Alice estava sentada numa grande mesa, rodeada de xícaras, talheres e dos mais variados doces, na companhia de um homem de chapéu, uma lebre e um gato.

Eram cinco horas, o céu era de um lindo tom de azul, e várias roseiras, junto com outras árvores, arbustos e plantas estavam por toda a parte.

Os risos foram cortados pela voz do coelho, que passara aos pulos.

É tarde, tarde! Muito tarde!! –Disse enquanto sumia nos arbustos.

–Ele é sempre assim, Chapeleiro? –Alice perguntou depois de um gole de chá.

–Cada louco com sua mania... -Sorriu, ajeitando o chapéu e vendo o coelho partir.

–Já não está na hora de ir, Alice...? -O gato esboçou um sorriso, enquanto brincava com o morango da fatia de bolo.

Como sabe meu nome...? -Tentou ao mesmo tempo desviar do assunto.

Isso não é importante... –Sumiu entre as árvores.

A criança sorriu um pouco desapontada, e acenou para os dois.

NÃO VÁ, ALICE!!!! -​Berrou a lebre, derrubando xícaras e outras coisas no chão e socando a mesa.

–Eu vou voltar, não é...? -Tentou sorrir.

–Vamos descobrir isso um dia... -O Chapeleiro sorriu, estalando os dedos.


A menina acordou numa cama de hospital, com vários aparelhos junto desta.

–Um dia, né...? -Sorriu, olhando a janela.