BASTA!!–Gritou a rainha, dando fortes passos pelo grande salão, acompanhado de algumas criadas.

S-Senhor, t-tente se acalmar... -Disse uma das jovens.

–NÃO ME DIGA O QUE FAZER! QUEM É QUE DÁ AS ORDENS AQUI?! -Lhe deu um tapa.

O s-senhor... -Massageou as maçãs do rosto.

Isso mesmo...! –Sorriu, voltando a andar. -Abram. -Apontou para as portas do grande salão, com outra na cintura.

Duas moças rapidamente obedeceram à ordem, e deram passagem para que pudesse ir ao trono e se sentar. Um homem alto, de tapa olho, cabelos negros e pele pálida com um grande casaco se aproximou desta.

–Mi lady... -Fez uma pequena reverência.

Ah, querido... Tive uma uma ideia esplêndida! –Sorriu, se espreguiçando e acomodando-se no assento.

E posso saber qual é, meu senhor? -O olhou, ajeitando a coroa.

Por mais que eu quisesse, minha vida infelizmente não é eterna, e não tenho nenhum herdeiro... Sabe disso, certo?

–Sim, mi lady.

–Que tal propor um jogo, onde o vencedor torna-se meu sucessor?

–Creio que deva oferecer algo mais, senhor. Uma recompensa, talvez...?

-Hum... Que tipo de recompensa?

-A que o vencedor escolher. Um desejo, por exemplo?

–Perfeito! -Exclamou, batendo palminhas.–Explicarei as regras depois do almoço. Mande os guardas lhe ajudarem a selecionar os jogadores. -Apontou para a porta.

–Seu desejo é uma ordem, minha rainha.–Dirigiu-se à porta.

Notas finais
Alguns podem ter ficado confusos com o fato de que alguns se referem à rainha como "senhor", "ele", etc.
Então... Aviso que a rainha é homem, e "querido" não se referiu ao conselheiro como "marido" ou coisa do tipo.