Notas iniciais
Hey, pessoinhas! Espero que se divirtam e por favor, deixem a opinião de vocês! É de extrema importância, além de me incentivar.

As ruas já foram todas iluminadas, o vermelho e verde colorem a cidade sinalizando que o natal está por vim, e próximo dele o fim de mais um ano. As colunas de jornais e revistas começam a correr contra o tempo, por isso até meu horário de almoço se tornou restrito.

— Nem acredito que daqui alguns dias você vai estar com sua família. – Disse Jessie empolgada enquanto dividíamos uma sobremesa de morango em cima da minha mesa de trabalho.
— Sim. – Concordei um pouco apreensiva. – E você, o que vai fazer? – Perguntei enquanto pegava mais um pedaço da torta.
— Provavelmente nada. – Jessie respondeu com a voz bem triste. – Deveria ter me organizado melhor. – Indagou a respeito das passagens para o Canadá.
— Middletown é um lugar que sempre vai haver passagens disponíveis. – Bufei enquanto uma luz se acendia em minha cabeça. – Hey, porque você não vai comigo? – Propus.
— Sério? – Jess perguntou empolgada. – Não, não quero atrapalhar. – Disse logo em seguida já desanimando.
— Minha mãe ama casa cheia. Não vai atrapalhar. Mesmo. – Tentei convencê-la. – Além de que... – Continuei.
— Eu conheço essa voz, esse olhar... – Ela me observou curiosa.
— Se você for, vai conhecer minha família, meu irmão... – Acentuei.
— E... – Continuou ela.
— E eu corro um menor risco de receber altas broncas. – Falei rapidamente.
— Sendo assim, só irei com uma condição. – Propôs Je.
— Qual? – Perguntei já aflita.
— Se o último pedaço da torta for meu. – Disse rindo. Levantei as mãos sinalizando minha total rendição a respeito da torta e nos abraçamos felizes.

No mesmo dia liguei para minha mãe que ficou ainda mais animada quando disse que levaria uma amiga. Acho que aos poucos vai se tornando real em sua cabeça a ideia de que eu verdadeiramente estou indo para casa.

A única coisa que eu precisava tomar coragem para fazer agora era conversar com Lauren. Os jornais e revistas não tiram férias, mas graças aos dias extras de trabalho que eu e Jessie tínhamos, Lauren foi obrigada a aceitar que a gente estivesse um tempo ausente da agência, contudo, não das colunas. Continuaremos enviando os artigos e betando outros textos nesse intervalo de tempo, só que a distância. O que tecnicamente anularia nossas férias, mas até que não nos pareceu uma péssima ideia na hora. Risos. ­

As passagens foram compradas para o dia dezesseis de dezembro e cá estou eu finalizando minhas malas. Ficaremos duas semanas em Middletown, então conseguiremos aproveitar os dias festivos de fim de ano. Faltam algumas horas para o embarque e já vomitei tudo que havia no meu estômago antes mesmo de sair de casa. Eu estou bem, ou ficarei bem. É o que tento dizer pra mim mesma a toda instante. Sabe essas coisas de que pensamento positivo tem poder? Não parece fazer muito sentido agora.

Bem, assim como nosso voo, as horas passaram em um piscar de olhos. Quando me dei conta já estava pisando nos solos de minha cidade natal. O aeroporto parecia mais lotado do que o normal, diversas pessoas cruzavam a minha frente enquanto permanecia imóvel ainda processando o fato de finalmente ter conseguido voltar.

— Hey. – Jessie chamou minha atenção – Aquele ali não é seu pai? – Perguntou ela apontando para frente.

Sim. Aquele sorriso largo só poderia ser dele. Corri em direção aos seus braços. Que saudade eu estava de senti-lo.

— Bem vindas a Middletown. – Disse meu pai com um enorme sorriso.

Vocês acreditariam se eu dissesse que meus olhos estavam marejados? Até Jessie parecia emocionada, acho que de certa forma esse ambiente familiar iria nos fazer muito bem.

Depois de um tempo esperando finalmente conseguimos pegar nossas malas e então seguimos para o carro. Durante o caminho Jessie e meu pai desenvolveram uma conversa a respeito do Canadá, porém, não prestei tanto atenção visto que um filme se passava em minha mente. Quando me dei por conta já estava de frente a minha casa.

— Qual das nossas conversas você me contou que era rica e eu não prestei atenção? – Jess me chamou a atenção. Parecia estar maravilhada com o que via.
— Não é pra tanto. – Disse rindo de sua cara.
— Isso é o que os ricos dizem. – Argumentou.
— Melhor vocês entrarem, sua mãe já deve estar aflita. – Comentou meu pai.

E realmente estava. Quando nos viu entrar pela sala mal se conteve de tanto chorar, me deu um abraço apertado e alisou meus cabelos com a mão como se eu não fosse real. Só me soltou quando notou a presença de Jessie.

— É um prazer te conhecer, querida! – Disse minha mãe abraçando-a. – Sinta-se em casa. – Complementou.
— O prazer é todo meu, Senhora Moore. – Respondeu Je.
— Por favor, apenas Loreta. – Corrigiu minha mãe.
— Sua casa é incrivelmente grande e linda. – Elogiou Jess ainda abismada.
— Bem, é proporcional a quantidade de filhos. – Brincou mamãe fazendo-nos rir. Eu havia me esquecido de como amava seu senso de humor.
— Finalmente. – Ouvi a voz de Lou. Ela e Nicholas desciam as escadas correndo. Abracei-os fortemente, pareciam diferentes. Mais altos e formosos.
— E Drake? – Perguntei curiosa. – Saudade daquele implicante. – Confessei.
— E quem não sente. – Ouvi sua voz se aproximando por trás. Ele acabara de entrar pelas portas do fundo.
Corri para abraçá-lo, ele me envolveu em seus braços tirando meus pés do chão.
— Gostei do cabelo. – Disse referente às minhas madeixas mais curtas.
— Essa é Jessie. – Indaguei logo quando percebi seu olhar indiscreto.
— Drake. – Disse ele se apresentando enquanto a cumprimentava com um breve beijo em sua bochecha.
— Eu sei... Quer dizer, Liz falou de você. – Respondeu ela toda desconcertada fazendo-o rir.
Desde que conheci Jess, essa é uma das raras vezes que a vi sem palavras.
— Porque vocês não vão ver o quarto de vocês, devem estar cansadas. – Interrompeu minha mãe fazendo com que subíssemos para o segundo andar. — O seu quarto está intacto, filha. – Disse ela abrindo a porta. Realmente, meu quarto parecia intocado por todos esses anos. Até a maneira com que a minha cama estava ajeitada parecia idêntica aos velhos tempos.
— Uau! – Exclamou Jessie. – É lindo.
— Aham. – Concordei observando juntamente com ela cada cantinho como se fosse a primeira vez.
— Maior que sua kitinet, por sinal. – Argumentou Je me fazendo ri.
— Talvez. – Respondi.
— Se não se importar, preparamos o quarto de Melanie para você ficar. – Informou minha mãe a Jess. – Ela não estará aqui nesses próximos dias. – Continuou explicando enquanto nos dirigíamos ao cômodo ao lado.
— Está perfeito! – Declarou Jessie encantada.
— Então deixarei vocês se ajeitarem. – Mamãe falou. – O jantar será servido em breve. – Prosseguiu saindo do quarto.
— E ai, gostou? – Perguntei.
— Está brincando, é tudo tão aconchegante. – Respondeu ela feliz.
— É sim. – Concordei.
Não acredito que irei dizer isso, mas preciso. Como é bom estar em casa.

Notas finais
Preparem seus coraçõezinhos porque nos próximos capítulos novas emoções iram rolar. Então, até breve!