Notas iniciais
Gente, perto do fim desta fanfic, restando apenas 14 capítulos, eu queria anunciar a minha nova história, sucessora desta. Não será de terror, mas sim original. Aqui embaixo, a sinopse, espero que gostem!
Noah e Joshua, dois irmãos de dezesseis anos, porém um adotivo, perdem a mãe em um acidente de carro. Mudando de cidade para se recuperar da dor com o pai, Hudson, que luta contra um câncer, eles vão há um lugar que mudam a vida deles completamente. Em meio a tantas tristezas, eles conhecem pessoas do novo colégio que são excluídas do resto dos alunos. Formando um grupo, eles começam a querer esquecer a perda da mãe e a doença do pai. Então, eles se entregam as drogas, o álcool e a tudo aquilo que intriga um adolescente. Na parte mais linda da vida, eles terão que lidar com as consequências dos fatos que começam a fazer. Uma história dramática que mostra os prazeres da vida, mesmo certos ou errados.
Aborda assuntos como: recuperação depois de alguma morte, doença, droga, álcool, paixão, homossexualismo, bissexualismo, racismo, diferença entre classes sociais e etc.
História original criada por: EUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

– Delegado filho da puta! – exclamou Josh irritado. – fofoqueiro.

– Pare Josh. – disse Kate o mandando parar de gritar. – ele é aliado de Elizabeth. Com certeza iria contar, nós que fomos bobos.

– Elizabeth? – perguntou a mulher. – é assim que se dirige a sua mãe?

– Você deixou de ser a minha mãe desde quando me mentiu e colocou aquele homem para dentro de casa. – falou Kate sentando ao lado de Laura que estava chocada com toda a conversa.

– Isso não importa. – falou Elizabeth observando o local em que estava. — você não irá. Não quero que vá. Já disse para Sérgio que ele está proibido de te levar para aquele lugar.

– Então eu não vou. – falou Kate fazendo uma cara triste. – diga para Sérgio vir para cá. Vou falar para ele não insistir, pois não quero mais ir.

– Como assim, Kate? – Josh e Laura estavam espantados por Kate mudar de ideia tão rápido.

–Melhor assim. – falou Elizabeth sorrindo e indo embora. – as portas de minha casa estão abertas para você. Saiba disso.

Elizabeth saiu, deixando todos parados olhando para o nada. Josh estava com vontade de bater em Kate por ser tão estúpida.

– Você não vai mais? – Josh estava furioso. – quero te matar.

– Óbvio que vou. Por isto mandei Sérgio vir para cá. Ele sabe como eu sou e com certeza já vira pronto e com as malas. Ele dorme aqui e vamos amanhã de madrugada.

– Esperta. – disse Josh rindo de Kate.

– Tem um telefone tocando. – Laura levantou-se tentando procurar.

– É o meu. – falou Kate indo em direção do balcão para atender ao telefone. – alô? Julie! Como assim? Porque, cara? Ok, eu não vou ficar brava. Beijos, eu te entendo amiga. Tchau.

– O que ouve? – perguntou Laura interessada sobre o assunto.

– Julie não irá mais com a gente. Ela irá ficar com Paul e se ele tiver alguma premonição ou algo do tipo, ela nos liga imediatamente.

– Que pena que ela não vai. – disse Josh trazendo uma xícara de café que Kate havia passado instantes antes de Elizabeth chegar.

– Eu também não vou. – disse Sérgio entrando pela porta. – me desculpe Kate, mas tenho umas papeladas para assinar que ficarão prontas só no fim da semana.

– Não tem que se desculpar. Estou triste, óbvio, mas não tem problema. Julie e Paul não vão, ou seja, dá para ir todos no mesmo carro. O ruim é que agora teremos que dividir o dinheiro do aluguel por quatro pessoas e não sete.

– Eu pago. – falou Sergio tirando várias notas de cem reais de dentro da carteira. – presente de desculpas.

Ele saiu pela porta antes mesmo que Kate pudesse negar o presente, pois achou muito desaforo da parte dela aceitar.

– Irá só eu, vocês e Aidan. – falou Kate olhando para Josh e Laura. – nós quatro. Que demais. Tem os documentos do carro Josh?

– Tenho tudo pronto Kate. – falou Josh tirando os documentos do bolso. — vou guardar as coisas que já podemos deixar dentro do carro e amanhã só guardamos as comidas e as coisas pessoais.

†††


– Quando eu tive meu primeiro pesadelo com Freddy, eu estava em uma fábrica ou coisa parecida. Mas eu já estive naquele lugar. Será que fica em Nova Iorque? Springwood? – Kate estava olhando para Josh que dirigia tranquilamente.


Kate e Josh estavam na frente e Laura e Aidan estavam atrás. Aidan dormia, pois era cinco horas da manhã e eles não tinham nem saído do estado deles. Chegar a Ohio era uma tarefa difícil. Laura vinha conversando com Kate e Josh ouvia uma música baixinha para não pegar no sono.

– Foi só um pesadelo Kate. Você teve a sensação de estar naquela fábrica, mas nunca foi lá Às vezes acontece isto. – disse Laura bocejando. Kate ficou quieta por um momento e fechou os olhos, lembrando-se de seu primeiro pesadelo com Freddy.


Havia fumaça. Ela estava em um lugar que já era conhecido. Sabia que um dia foi lá. Mas não se lembrava de como. Era uma usina. O lugar estava vazio. Fugia de alguém.


– Por favor... – pedia ela soluçando. – pare!

Alguém estava dando gargalhadas. Tinha fumaça dos gases para todo lado.

Katharine havia se escondido atrás de caixas e alguns instrumentos de metais. Ela tapou a boca com a mão. Do jeito que soluçava, o homem conseguiria ouvir ela.

Ela estava agachada. Começou a andar de joelhos com suas mãos no chão. Estava procurando outro lugar para se esconder. Ou pretendia descer até as escadas que levava até o terceiro andar da usina.

– Kate... – falou ele.

– Me esqueça, por favor! – gritou ela. – o que eu fiz a você? Eu nem o conheço.

– Pergunte a sua mãe, Katharine. – ele riu. – ela tem a resposta.

– O que ela tem com você? – ela perguntou. – o que ela é sua?

– Era. Essa é a resposta correta. Era. – disse ele. – mas infelizmente, você não irá viver para perguntar a ela.

–Não... Por favor...


“Preciso descobrir e Springwood irá me ajudar” pensou Kate.



Era meio dia e eles haviam parado para almoçar e ir ao banheiro. Cinco horas da tarde quando eles passaram por uma pequena feira “Cidade Feira” e quando olharam para frente viram uma placa que dizia: “Bem Vindo a Springwood”. Um pouco depois de entrarem na cidade, Josh perguntou a eles se queriam dar uma volta na cidade ou largar as coisas na pousada. Eles preferiram a segunda opção para fazer um lanche e ir ao banheiro. Depois de conhecer a pousada que era básica, afinal era barata, mas era limpa e tinha tudo de que precisavam para ficar uma semana. Depois de descansarem do carro, eles foram conhecer a cidade e andavam de carro bem devagar. Passaram pelo hospital de Springwood, pelo Springwood Pool Center e diversos locais que a noite era o ponto de encontro dos adolescentes. Era uma cidade pacata, mas era bem bonita apesar de parecer abandonada.


– Que rua feia. – argumentou Laura olhando para algumas casas que estavam abandonadas.

– Elm Street. – disse Kate olhando a placa que estava o nome daquela rua. – rua feia mesmo.

– E olha aquela casa. Completamente abandonada. – falou Laura olhando atentamente – será que há algum espetáculo de terror aí dentro?

– 1428 é o número da casa. – disse Kate lendo em voz alta o que estava em uma placa de madeira.


“Antiga casa das famílias Thompson e Walsh. Abandonada por muitos anos e reconstruída pela família Campbell que também a abandonou. Vende-se este lar. Entrar em contato com o número abaixo.”



– Josh, pare! – Kate gritou mais alto do que pode.


– O que houve Kate? – perguntou Aidan que foi interrompido por Josh.

– Essa casa abandonada que está para vender, pertenceu à família Thompson. Era aqui que Donald Thompson morava. – disse Kate observando a casa.

– E a do delegado? – perguntou Laura afastando os olhos da casa com medo e virando para o outro lado da rua onde se encontrava uma casa da cor de marfim. – temos que saber qual era a casa dele ou a da sua mãe, Kate.

– A casa de Elizabeth e do delegado irá ser difícil de encontrar. – disse Katharine rindo. – há não ser que tenha uma placa na frente da casa deles também.

– Sua mãe trabalhava em um cabaré. – falou Laura pensativa. – e se este cabaré ainda existir?

– Josh, volte pra pousada. – falou Kate apreensiva.

Josh acelerou o carro e eles foram em direção a pousada. Passaram por um cemitério, o que fez Kate se arrepiar e logo após passaram por uma clínica cujo nome era Westin Hills. Passaram por um parque onde tinha uma grande fonte no centro do local e depois por uma lanchonete chamada Crave Inn.

– Deve ser muito boa a comida deste local. – disse Laura com apetite. – vamos vir comer aqui amanhã.

Eles chegaram à pousada e procuraram pelo dono do local. Ele estava sentado em uma cadeira de plástico ao lado da piscina onde várias pessoas tomavam banho. O homem falava ao telefone e eles esperaram o velho desligar o celular para irem até ele.

– Olá senhor. – falou Josh sorrindo e indo até a beira da piscina falar com o velho. Estava sendo seguido por Kate, Laura e Aidan.

– Olá. – disse o homem encarando os quatro.

– Vou ser direta, quero saber se existe um cabaré pela região. – disse Kate, mas viu que o homem não conseguia compreendê-la. – um bordel na cidade de Springwood?

– Há sim. – disse o velho seriamente. “Porque diabos uma garota iria querer ir a um bordel?” pensou o dono da pousada. – é perto daqui. Só há este bordel na cidade. Fica no centro local. É fácil de achar.

– Obrigada senhor. – disse Kate afastando-se com os amigos.

– Senhor, só Deus, minha filha! – exclamou o velho sorrindo.

– Vamos agora ao cabaré? Seria legal me divertir um pouco. – brincou Aidan sorrindo. Queria provocar Kate e fazer ciúmes nela.

– Cabaré à tarde? Que legal. – Kate ia em direção à porta do apartamento em que estavam e colocou a chave na porta para abri-la. – vamos apenas à noite e é para investigar e não fazer outras coisas. E Laura não pode entrar em um cabaré, ela é menor de idade.

– Vamos depois da meia noite. – disse Laura sorrindo.

– Não irá fazer diferença. – disse Kate fechando a porta. – mil e quatrocentos e vinte e oito é o número do nosso quarto. O mesmo da casa de Thompson.

– Kate, aqui nessa pousada não tem mais de cinquenta quartos, porque o numero do quarto é mais de mil? – Josh estava curioso.

– Não acredito que esqueceu o aniversário da sua melhor amiga. – falou Laura dando um tabefe no ombro de Kate. – amanhã é meu aniversário, Kate! Faço dezoito anos. Idade igual a sua, igual à de Josh e igual à de Aidan.

– Eu tenho dezenove. Faço vinte anos neste ano. – sorriu Aidan.

– Me desculpe amiga. – falou Kate abraçando Laura. – tanta coisa em minha cabeça que esqueci completamente. Hoje à noite vamos sair para comprar um presente pra você.

– Te perdoo sua vaquinha. – Laura deu outro abraço apertado em Kate.

†††


Todos estavam prontos para sair à noite. A cidade tinha bastante gente, com certeza eram os estudantes que estavam de férias. Jantaram na lanchonete da cidade e foram procurar um presente para Laura. Ela experimentou algumas roupas, mas adorou um vestido que custavam alguns dólares a mais do que Kate tinha em mãos. Então Josh e Aidan resolveram pagar o vestido e dar de presente para Laura também. Ela agradeceu a todos, mas especialmente a Aidan, pois ele não era amigo dela e resolveu pagar. Depois disso, eles se dirigiram para o cabaré e viram que estavam entrando pessoas de tudo quanto é tipo, menos crianças. Tinha idosos, tanto homem quanto mulher. Aquilo era realmente estranho. O local não tinha nome, apenas tinha a palavra dance pintada na parede. Talvez aquele fosse o nome do local. Eles aproximaram-se da porta grande onde tinha dois seguranças que estavam vendo as identidades das pessoas.


– É aqui o cabaré? – Aidan riu e Kate entendia, pois não tinha como segurar a risada de um local tão esquisito.

– Isto é uma danceteria. – falou o segurança da esquerda. Negro com lábios avermelhados e musculosos. – o cabaré fechou a tempo. Virou apenas uma danceteria.

– É o mesmo dono? – perguntou Katharine olhando para dentro do local. Realmente era apenas uma danceteria e havia poucas pessoas.

– Não, é o filho dele. O dono do cabaré deu espaço para o filho seguir em frente. E ele transformou isto em uma danceteria. – disse o segurança da esquerda que ao contrário do outro, era baixo, forte, branco e bonito.

– O antigo dono morreu? – perguntou Laura olhando para o louro baixo que estava encantado com ela.

– Não, ele deve estar em casa essa hora. – falou o segurança baixo.

– Me de o endereço? – perguntou Josh encarando os dois seguranças.

– Não sei. Entre e pergunte para o filho dele. – falou o segurança grande da esquerda.

– Não vou entrar e pagar para fazer uma pergunta. Não pretendo ficar aqui. – disse Kate implorando para irem buscar o endereço.

– Então vão ficar sem o endereço. – disse o segurança maior.

– Por favor. – Laura caminhou sensualmente até o “mini segurança”. – peça pra mim?

– Está bem. – falou o segurança menor e encarando o segurança maior que lhe olhava furiosamente. O homem entrou e saiu minutos depois com o endereço do velho.

– Está aí. – disse o segurança entregando para Laura. – embaixo está o meu telefone para você. Ligue-me gata.

– Assim que eu puder. – piscou Laura para o segurança louro e baixo que era musculoso e deveria ter uns vinte e dois anos no máximo.

– Vamos, Laura. – Kate a puxou pelo braço. – vamos até o carro que está estacionado um pouco a frente e irmos até a casa do velho. Você pode usar o GPS do seu celular?

– Claro. – disse Laura enquanto se livrava dos braços de Kate e esperava Aidan e Josh que vinham logo atrás.

– Vamos achar este velho e torcer para ser o mesmo dono desde que minha mãe trabalhava naquele cabaré. Quero descobrir tudo imediatamente. – disse Kate olhando para as estrelas no céu e reparando na lua. Esperava chegar à Nova Iorque e ver Julie e Sérgio, vivos e felizes. Queria ver os dois bem.


Notas finais
- Como pôde Cristiano? Deixar a garota escapar? E o ritual?
- Me desculpe. Iremos consegui-la de volta. Ela mora em Nova Iorque e está hospedada aqui. Springwood não é tão grande. Vamos procurá-la. - disse Cristiano.
- Vamos procurar no jornal todas as casas que estavam para alugar na semana passada. Ela deve estar em alguma. Você Peter! Irá pesquisar em todas as pousadas daqui. Katharine é minha. - disse a Loura sorrindo.