Welcome To Your New Nightmare
37 Aliança Freddy Krueger
Notas iniciais
Kate segurava o celular de Laura que estava com o GPS. Josh estava todo perdido e se não fosse o GPS, ele não saberia ir até lá.
- É bem longe do centro. Tem que dar muitas voltas e curvas. Iremos precisar do GPS para voltar. – disse Josh prestando atenção no que a mulher de voz chata no GPS falava.
- Ok. – disse Kate reparando no caminho do GPS e viu que eram bastantes voltas.
Josh estacionou em frente a uma mansão antiga. Parecia que todas as casas naquela cidade eram antigas e grandes. Uma cidade pacata mesmo. Eles saíram no carro e foram em direção a casa que estacionaram. A casa não tinha nenhuma cerca e eles entraram pelo jardim. Tocaram a campainha que tinha na porta e um velho grisalho atendeu. O homem era corcunda e baixinho. Ele vestia um casaco de couro e sorria ao ver Kate e seus amigos na porta. Parecia que ele já os esperava e estava preparando um caldeirão para ferver todos juntos e comê-los como sopa. Foi o que Katharine pensou, pois o rosto do homem era cruel.
- Olá. – disse o velho sentindo o frescor do perfume de Laura e cheirando seu pescoço. Ela hesitou com medo, mas o velho continuou. – está deliciosa. Que perfume é este?
- Eau de Toilette senhor. – falou Laura fechando os olhos com medo.
- Quem são vocês? – perguntou o velho olhando para todos os garotos.
- O senhor era dono do cabaré que seu filho agora fez de danceteria? – perguntou Kate sorrindo. Queria demonstrar alegria para o velho chato.
- Sim, sou eu.
- Pois bem, o senhor era dono daquele cabaré há quanto tempo? – perguntou Josh indo para frente do velho. Queria proteger Katharine, pois não confiava em um velho que cheirava pescoço de garotas de dezessete anos. Na verdade ela já havia feito dezoito anos.
- Eu que o construí. – o velho se orgulhou de sim mesmo. – por quê?
- Porque quero falar com o senhor e de preferência dentro de casa, pois não está calor aqui fora. – Kate foi fria, mas queria entrar de uma vez na casa do velho.
- Me desculpem, entrem! – exclamou ele apertando a mão de cada um. – me chamo Rudolf Blashier.
Eles entraram e se apresentaram para o velho.
- Fiquem aí, eu irei fazer um chá. – disse Rudolf indo até a cozinha.
- Vamos embora! – exclamou Laura horrorizada. – este velho deve ser um maníaco que irá nos cortar com uma serra elétrica e fazer picadinho.
- Pare Laura. Fique tranquila. – disse Aidan a abraçando. – posso mexer no seu celular? Quero jogar seus joguinhos. Amo esses aplicativos de Iphone.
- Pega esta porcaria. – Laura entregou o telefone para Aidan que se fez feliz naquele momento com o celular e seus aplicativos.
O velho estava na cozinha esquentando a água no chá e enquanto fervia, espiou o que os garotos faziam. Correu para o canto da cozinha e pegou seu celular, ligando para um número que já estava anotado em seus contatos.
- A garota está aqui. – disse o velho espiando eles na sala. – mas trouxe três amigos juntos.
- Ótimo. – falou uma voz de homem do outro lado da linha. – de um fim nos outros três. Não machuque a garota. Já estou indo.
†††
Julie chegou à casa de seu trabalho. A garota não estava parando por causa de Freddy. Iria começar a fazer uma faculdade de medicina veterinária. Mas enquanto isto trabalhava para manter ela e Paul.
- Quero crescer rápido e trabalhar para te ajudar. – falou Paul sorrindo. – não quero que gaste comigo. E outra, eu sei que você ganha bem, mas trabalhar de madrugada não é bom. Eu fico com medo de você sozinha a essa hora da noite.
- Paul, você não pode viver comigo. – disse Julie sentando no sofá ao seu lado. – eu não tenho direito seus. Você tem que ir para o conselho tutelar, até ir para uma casa de doação e ser adotado.
- Eu nunca irei ser adotado. – falou Paul baixando a cabeça e ficando triste. Ele havia ficado magoado com Julie, mas ela estava sendo sincera. Não queria iludir o garoto.
- Irá sim. E por mim. – falou Julie dando um abraço nele.
- Não quero ficar longe de você. – ele começou a encher os olhos de lágrima.
- É só pouco tempo Paul. – Julie secou os olhos dele com os dedos.
- Então nem me adote. Como você irá arranjar um namorado? Ninguém irá querer alguém com um filho adotado. – falou Paul pegando o controle da televisão e a ligando.
- Então eu não irei te adotar e nunca mais irei te ver. Não posso conviver com um garoto que não me fala a verdade. – Julie pegou o controle da TV e desligou. Queria conversar seriamente e televisão ligada naquele momento não era o ideal.
- Que verdade, Julie? – perguntou Paul curioso.
- Seu passado. – afirmou Julie colocando a mão na cabeça.
- Eu não tenho que dar satisfações para você. – disse Paul levantando do sofá e trazendo dois copos de suco.
- Não deve? Você diz que eu sou uma irmã para você. – falou Julie pegando o copo que Paul entregava para ela. – você tem que me contar tudo.
- E o que exatamente quer saber? – perguntou Paul bebendo seu suco em um gole.
- Tudo. – falou Julie pegando o copo dele e colocando na mesinha de centro. – todo seu passado. De onde você veio? O que Freddy tem haver com você? Quem você é realmente? E quem era aquela garota do túmulo?
- Está bem, Julie. – falou Paul abrindo a porta que dava para a varanda. Ele queria sentir o frio, o vento e a neve. – já que quer saber, irei te contar tudo.
†††
- Como está ficando as papeladas? – perguntou Elizabeth servindo bacon para Sérgio.
- Boas. Me mudo para a nova casa ainda nesta semana. Acho que por quarta feira. – disse Sérgio bebendo um gole de refrigerante.
- E o carro? – perguntou Elizabeth sentando-se e servindo a janta.
- Fecho negócio amanhã, na segunda. – disse Sérgio comendo sua janta. – está delicioso.
- Obrigada. – falou Elizabeth tentando falar algo que estava preso em sua garganta. – me desculpe por servir a janta de madrugada. Mas não queria que você fosse dormir depois de comer cedo e me deixasse sozinha. Marcus não chegou e eu não consigo dormir quando ele desaparece. Fico preocupada.
- Não é nada, tia. – falou Sérgio bebendo mais um gole de refrigerante. – eu gosto de ficar acordado até tarde.
- Sem problemas. – falou ela sorrindo e comendo mais da janta.
A porta se abriu e Marcus entrou. Ele estava fedendo a cachaça e completamente bêbado. Foi até Elizabeth e deu um tabefe na cara dela.
- O que está fazendo com um macho, sozinha dentro de casa? – perguntou ele olhando fixamente para Sérgio.
- Você que me deixou sozinha com ele. E ele é meu sobrinho, Sérgio. Ele mora com a gente. Não está reconhecendo? – perguntou Elizabeth calmamente.
- Não sei quem é Sérgio. – ele estava completamente bêbado e era difícil reconhecer Sérgio daquele jeito. – serve a minha janta, sua vadia.
- Não fale assim com minha tia! – exclamou Sérgio levantando-se da mesa.
- Cale a boca, seu filho da puta. – Marcus deu um soco em Sérgio e ele caiu no chão sangrando. Marcus continuou a dar chutes na cara dele e Elizabeth tentava segurá-lo.
- Pare de fazer isto. Deixe-o quieto! – ela gritava.
- Não se meta nisso sua puta. Vai voltar para o bordel. – Marcus tocou um prato na cabeça de Elizabeth e ela gritava de dor, sangrando. Ele puxou a toalha de mesa. Depois puxou ela pelos cabelos e a levou até o quarto. Sérgio estava desacordado e Elizabeth chegou a pensar que ele estava morto. Marcus chegou ao quarto e jogou Elizabeth em cima da cama, trancando a porta. Rasgou as roupas dela e a deixou de quatro na cama. Estava a fodendo a força enquanto Elizabeth chorava. Mito que homem bêbado não consegue a ereção.
- Pare de chorar. Você ganhava a vida fodendo, porque agora está triste? Isso é só o começo do seu castigo – ele estava melhorando. Talvez por causa do sexo. Não estava falando tão enrolado como antes. Claro que continuava bêbado, mas muito menos. Se visse Sérgio, talvez ele se lembrasse. Largou a mulher de lado e começou a bater na bunda dela com a palma da mão. Logo depois, pegou o cinto de sua calça jeans e deixou Elizabeth em carne viva.
- Largue ela, largue ela! – exclamou Sérgio batendo na porta, tentando arrombá-la.
- Diga que está tudo bem. Faça parecer tranquila. – sorriu Marcus começando a fodê-la novamente.
- Está tudo sob controle, querido. Vá descansar! – exclamou Elizabeth tentando parecer alegre. Marcus começou a bater nela novamente.
Sérgio saiu triste. Sua tia, além de idiota por proteger Marcus e querer Marcus depois de tudo que ele fez, ela nem se preocupou com ele. Sérgio havia se machucado e estava todo roxo. Sua tia não saiu do quarto para perguntar se ele estava bem, ou se precisava ir ao hospital. Ela apenas falou que tudo estava bem. Kate estava certa. Elizabeth deveria levar uma surra.
†††
Rudolf serviu o chá nas canecas brancas. Havia duas canecas azuis que eram dele e de Kate. As brancas haviam sonífero e Rudolf colocou bastante para que eles adormecessem até a chegada do homem. O problema é que havia bastante sonífero e dava para sentir um gosto diferente. Por isso que Rudolf decidiu não revelar o sabor.
- Aqui estão os chás. – sorriu Rudolf entregando as xícaras para todos.
- Do que é? – perguntou Katharine bebendo um gole.
- Uma mistura de ervas. – falou Rudolf bebendo um gole de seu chá. – tem um gosto bem esquisito.
- Eu não achei. – disse Katharine sentindo o cheiro. – delicioso.
Aidan entregou o celular de Laura para ela, onde havia criado uma mensagem.
Há algo de errado com este chá.
Laura não havia bebido nenhum gole do chá e aquilo a alertou. Entregou seu celular para Aidan e ele continuou a jogar seus joguinhos.
- Posso conhecer a casa? Adoro ver casas grandes? Tem piano? – perguntou Laura rindo.
- Laura! – exclamou Kate rindo. – isso não é pergunta que se faça.
- Cala a boca Kate, parece minha mãe. – Laura revirou os olhos.
- Claro que tem piano. No segundo quarto há direita. – sorriu Rudolf. – pode conhecer.
Laura saiu fingindo beber o chá e foi até os andares de cima.
- Onde é o banheiro? – perguntou Laura a si mesma. Ela correu até o banheiro e jogou o chá pela pia. – qual seja a ideia deste velho babaca, eu não irei cair na dele. Preciso de ajuda. Já sei! – Laura parecia louca exclamando e falando sozinha. – vou ligar para o segurança gatinho. Ele irá poder ajudar.
Laura colocou as mãos no bolso para pegar seu celular e fechou os olhos de raiva dela mesma.
- Merda! – exclamou. – o celular está com Aidan.
Laura procurou alguma coisa para chamar a atenção de Aidan e encontrou o piano. O instrumento tinha um microfone em cima para cantar algo em quanto tocava e Laura teve uma ideia. Havia feito curso de piano e tinha um piano em casa. Começou a tocar bonitamente e no microfone começou a cantar uma música que havia inventado:
“Há algo de errado, algo de errado com este blah, blah”.
“Venha cá, me ajude, preciso de você Dan”
Todos achavam que Laura estava cantando, mas Aidan reparou que ela estava pedindo ajuda a ele. Então, Aidan subiu as escadas e foi em direção ao som.
- O que houve? – perguntou Aidan fazendo cara de quem não entendia nada.
- Há algo de errado com o chá mesmo Aidan. – disse Laura apavorada. – será que tem veneno? Este homem quer fazer alguma coisa. Preciso do meu celular. Dessa lá e tome guarda. Fique com Josh e Kate. Deixe-me sozinha.
- Ok. – disse Aidan dando o Iphone para Laura e descendo as escadas.
Ela pegou o papel onde estava o número e ligou para o segurança pequeno.
- Alô? – perguntou Laura horrorizada. – sou eu, Laura. A garota que você deu seu número.
Ela riu. Laura foi até a janela da sala de piano que era na frente e viu um homem de capuz com uma arma na mão, entrando pelo portão e indo aos fundos. Ela o seguiu pelo andar de cima, indo a todas as janelas de todos os cômodos. Chegou à janela dos fundos e viu que o homem deu sinal para alguém, com certeza foi para o velho.
- Preciso ir lá embaixo. – disse Laura tentando ir para o térreo, mas sendo parada quando olhou algo pela janela. O velho estava lavando louça e Kate estava ao seu lado. Se ela alarmasse algo, o homem poderia avançar em Katharine. – bem, eu e meus amigos estamos correndo perigo. Venha para o endereço que deu rápido. Já saiu do trabalho? Por favor, venha então.
Laura foi espiar pelas escadas e viu que Aidan e Josh estavam caídos no chão. Não pareciam estar mortos, pois não estavam com ferimentos. Então Laura pensou no chá e concluiu que ele estava envenenado.
- Não posso me intrometer. Se eu ficar aqui, será melhor. Poderei ver o que está acontecendo e ajudar. Se eu for lá, eu irei morrer. Tenho que ajudar Kate, então preciso ficar aqui.
Ela foi para a sala e ficou ouvindo a conversa que o velho tinha com Kate na cozinha.
- Katharine é seu nome, não? – perguntou Rudolf olhando para Kate que ajudava a lavar a louça.
- Sim. Este é meu nome. – ela sorriu secando um pires de chá.
- Coloque isto no lixo para mim. – pediu Rudolf entregando um pedaço de plástico que tinha ao lado da pia. Kate abriu a cesta no lixo e olhou para o que tinha dentro. Um pequeno frasco vazio de sonífero. “Ai Meu Deus” pensou ela. – Kate, poderia ir lá aos fundos acender a luz dá área de serviço para mim? – perguntou Rudolf sorrindo. – está muito escuro lá atrás.
- Pode deixar. – falou Kate saindo da cozinha e indo até o fundo do jardim, onde tinha uma área de serviço com uma garagem no outro lado da jardinagem.
- Merda. – sussurrou Laura subindo as escadas e espiando pela janela. Ela estava apavorada, pois sabia que o velho Rudolf havia mandado Kate aos fundos, pois o homem iria pegar ela. Quem era aquele homem? O que ele queria? Laura bateu no vidro tentando chamar a atenção de Kate. Não podia bater muito forte para ninguém ver. Ela sabia onde o homem estava e Kate estava indo em direção ao psicopata que iria matá-la. Ele estava escondido atrás da máquina de lavar, e a tomada da luz era bem ao lado. Laura abriu um pedaço da janela e começou a gritar baixo “Kate”. Quando Kate foi acender a luz, ela viu um vulto na janela e virou-se. Lá estava Laura a mandando correr, mas Kate não entendeu e apenas acenou para ela. Quando virou para trás, o homem estava atrás dela. Kate correu e saiu gritando por “Rudolf”, mas o velho ria da cara dela na cozinha. O homem a pegou e a ameaçou com a faca. Pegou Kate e a trancou na garagem, fechando a porta e a trancando lá dentro. Laura saiu da janela e desceu as escadas. Iria salvar a vida de Kate, mas quando foi para a sala, o homem estava entrando na cozinha e ela decidiu ouvir o que os dois estavam conversando.
- Sabia que ela viria um dia. Precisamos apenas dela. – falou o homem tirando o capuz. Ele era alto e bonito com tatuagens no braço e musculoso. – cadê os outros?
- Dois estão desmaiados na sala. Na verdade estão dormindo, mas não se preocupe, não irão acordar tão cedo. A outra garota subiu as escadas e estava tocando piano. Acho que ela acabou desmaiando lá em cima enquanto tocava. O sonífero funcionou. – o velho deu um sorriso maligno.
- Vou conferir se ela está desmaiada. Os outros, tem uma marreta lá nos fundos, dentro do tanque de lavar roupas. Pegue a marreta e mate-os. – disse o homem bonito que deveria ter uns trinta e dois anos no máximo. – confio em você papai.
Laura estava chocada. O filho e o pai eram assassinos. Então Laura subiu depressa as escadas, pois o homem iria conferir se ela estava apagada. Então Laura acendeu a luz do banheiro e pegou a chave, o trancando pelo lado de fora. Correu até o quarto em que estava antes, o dos fundos, e foi para baixo da cama. O homem era filho de Rudolf. Mas porque queria matar todos? Quase todos. Porque ele queria Katharine? O homem foi até a sala de piano e ela não estava. Ele se apavorou. E se a garota tivesse fugido e chamado a policia? Ele correu até o banheiro, pois viu que a luz estava acesa.
- Ela está trancada no banheiro. – falou o homem descendo as escadas. – provavelmente deve ter desmaiado lá dentro. Bom, eu irei lá à garagem cuidar da garota. Mate-os. Já pegou a marreta?
- Já. – disse Rudolf sorrindo. – vou matá-los e deixar os corpos sem sangue.
O velho e o homem riram.
- Que seja. – disse o homem caminhando até a garagem.
†††
Kate estava espiando por uma fresta que tinha na porta da garagem de madeira. Ela viu o homem vindo com uma arma e ficou apavorada. Kate pegou um martelo e segurou em mãos. Estava atrás de um carro quando o homem chegou.
- Olá Katharine. – riu o homem. – cadê você? Quer brincar de se esconder? Sem sucesso, pois eu quero brincar de outra coisa.
Ele foi até o fundo da garagem e Kate foi pelo outro lado do carro atrás dele, erguendo o martelo e tentando atingir sua cabeça, mas o homem foi mais rápido que ela. Ele virou-se e pegou o martelo das mãos de Katharine.
- Vadia! – exclamou ele atingindo o martelo no vidro do carro e o quebrando. O carro ficou sem vidro e Katharine levou um susto. – não se preocupa, não quero matar você. Só irei matar se você fizer algo. Você é bem gostosinha, sabia? Ajoelhe-se aí no chão se não quiser levar um tiro. Katharine começou a chorar e ficou de joelhos. O homem colocou Kate de quatro e tirou a roupa dela. Deixou Katharine nua e abriu o fecho das calças, tirando o membro pra fora e estuprando a garota.
†††
Laura saiu de baixo da cama e foi para as escadas. Viu o velho com a marreta na mão.
- Quem eu mato primeiro? – perguntou o velho a si mesmo, rodeando os corpos de Josh e de Aidan. — Vou ao moreno. Deixaremos o carinha do cabelo castanho-claro para depois.
O velho ergueu a marreta para cima e mirou no rosto de Aidan. Laura correu em direção a ele sem gritar e empurrou o velho para longe. Pegou a marreta da mão dele e deu uma marretada em sua cabeça. O velho desmaiou e sua cabeça estava sangrando.
- Laura! – exclamou o homem.
- Ainda bem que veio. – disse ela caminhando até o homem que estava na porta. – qual é o seu nome?
- Anderson. – disse o segurança piscando olho e dando um beijo na boca de Laura.
- Ok, Anderson. – disse Laura afastando ele dela. – preciso que me ajude. Meus amigos estão correndo perigo e estes dois no chão estão desacordados.
- E o velho ali? – perguntou Anderson olhando para o velho desmaiado e ensanguentado.
- Este queria matar meus amigos. É o pai do dono da danceteria. Anderson, qual é o nome do homem da danceteria? – perguntou Laura apavorada.
- Cristiano. Não o conheço direito. Nunca nos falamos pessoalmente. – disse Anderson pegando a marreta nas mãos de Laura. – o que quer que eu faça?
- Salve minha amiga. Katharine está trancada na garagem e o tal de Cristiano vai matá-la. Preciso que a salve.
- Fique aqui. – disse Anderson piscando para ela e fazendo um biquinho. Ele deu um beijo em Laura e depois se afastou. – se o velho acordar, bata na cabeça dele com algo. Vou salvar sua amiga Katharine.
†††
- Vadia! Gostosa! – o homem gemia. – se casasse comigo, iríamos foder vinte e quatro horas por dia. Iria te arrombar todinha. Se você prometer que irá trepar comigo para sempre eu lhe protejo deles. Vamos fugir, nós dois. Você é de deixar todos louquinhos. Estou quase lá. – ele gemia loucamente, mas Katharine não estava sentindo prazer. – abre a boca garota.
O homem desmontou de Kate e entregou seu membro para ela.
- Não chore. Chupe. – disse ele sorrindo, mas Kate ficou imóvel. – chupe se não quiser morrer, porra! – ele gritou.
Kate o chupou e ele a puxava pelos cabelos, fodendo-lhe a boca. O homem gozou nela dois minutos depois e quando Kate iria cuspir o homem a pegou pelo rosto e a fez engolir seu sêmen, até ela se engasgar e começar a tossir. Ele agarrou Kate nua e a beijou. Depois a empurrou.
- Se vista. – disse o homem colocando o membro para dentro. Kate colocou a roupa e o homem ficou admirando ela. – meu nome é Cristiano e eu sou filho de Rudolf.
- O que quer comigo? – perguntou Katharine limpando o rosto que estava todo molhado de lágrimas.
- Precisamos de você. Eu e os outros. Sem você, não poderemos realizar o ritual. – disse ele pegando ela pelo rosto e a beijando. – mas eu te faço uma proposta. Não deixo nada de mal acontecer com você e então nos casamos e você será só minha. Irei lhe foder todo o dia e noite.
- Aceito sua proposta. – falou Katharine sorrindo e beijando o homem. Apesar de sentir nojo e raiva por ele ter a comido a força, Kate o achava muito bonito e era uma tentação para qualquer mulher. – irei dar para você todo dia, seu gostoso. Mas não deixe nada de mal acontecer comigo. Vamos trepar toda hora. Eu serei só sua. – Kate já estava sussurrando em seu ouvido.
- Estou ficando excitado. – disse o homem apertando a bunda de Kate sob as calças.
- Então vamos trepar aqui mesmo. Deite no chão que eu tirarei a roupa para você. – Kate riu.
O homem deitou e massageou o membro sob as calças. Ele lambia a volta de sua boca e Kate tirou sua blusa. Ficou de quatro e foi caminhando até ele, colocando a mão no membro dele e colocando para fora. O homem ordenou ela chupar, mas Kate não fez isto. Estava querendo pegar a arma dele, mas não achava. Então colocou o membro dele de volta para dentro das calças e andou um pouco mais, chegando até a cabeça dele. O beijou e desabotoou a camisa dele, deixando o peitoral definido e o tanquinho definido de fora. Ela começou a lamber o corpo dele e subiu até seu rosto, o beijando na boca. Ergueu o braço e pegou um grande caco de vidro do carro que havia no chão e quando parou de beijá-lo, cravou o caco de vidro no peito dele. Kate tentou fugir, mas a porta estava trancada.
- Socorro! – exclamou Katharine chorando. – alguém me ajuda!
- Cheguei a acreditar em você. – falou o homem tirando o caco de vidro do peito direito. – tão burra que não serve nem pra acertar no coração. Não cravou fundo, amor. Eu estou vivo. – ele pegou a arma e apontou para ela. – acho que você não merecia nem chances de se livrar do ritual.
- Que ritual? Quem são os outros? – Kate estava apavorada. O homem destrancou a porta com as chaves e ficou na frente dela.
- Eu e as outras pessoas queremos fazer um ritual e precisamos de você. O ritual é para...
Anderson abriu a porta e deu uma marretada na cabeça do homem.
- Vamos sair daqui antes que ele levante. – disse Anderson pegando Kate pelo braço.
- Obrigada, obrigada. – disse Kate pegando as chaves.
Anderson trancou a porta e colocou um cadeado pelo lado de fora. Chegaram até a sala e Kate abraçou Laura.
- Todos estão bem. – disse Laura para Kate que tentava acordar Aidan e Josh.
- Eu irei carregar um para o carro e vocês carregam o outro. – disse Anderson pegando Aidan pelas pernas.
- Não precisa. – disse Aidan levantando-se. – estou tonto. O que houve?
- Explicamos no caminho. – disse Kate tentando acordar Josh. – Aidan, ajude o moço a levar Josh para o carro.
- Ah, a princesinha dormiu e eu que tenho que levá-la. – falou Aidan reclamando.
- Não sou moço. Meu nome é Anderson e tenho vinte e um anos. Sou o novo namorado de Laura. – falou Anderson cumprimentando Katharine.
- Não exagere. – disse Laura olhando fixamente para ele.
Kate abriu a porta para Aidan e Anderson largarem o corpo desmaiado de Josh.
- Como iremos embora se Josh é o único que sabe dirigir? – perguntou Aidan fazendo uma careta.
- Eu sei dirigir. – disse Anderson sentando no banco de motorista. Laura sentou-se na carona e Kate sentou-se ao lado de Aidan que ficava segurando Josh.
- Quer ajuda? – perguntou Kate olhando para Josh que caía no corpo de Aidan.
- Quero um beijo seu. – disse Aidan beijando Kate que aceitava. Ela estava sentindo aquilo como alivio, pois aquele beijo estava a fazendo esquecer o que passou lá dentro.
Laura ficou olhando os dois se beijando e realmente não era aquilo que ela queria. Kate estava de olhos fechados e Aidan abriu um dos olhos e olhou para Laura que estava o encarando. Ele piscou para ela e ela virou-se para frente. Laura não gostava de Aidan. Achava um garoto galinha e Josh, ela achava um garoto apaixonado. Kate disse para Laura que amava Josh, mas estava beijando outro cara. “Kate não dá valor a ela mesma” pensou Laura que continuava vendo os dois beijarem-se. Josh acordou e viu Aidan e Kate se beijando. Por um momento, ficou triste, mas ele havia prometido que não iria mais correr atrás dela e se essa foi à decisão de Katharine, tudo bem. Ele fechou os olhos e esperou o beijo acabar para fingir que havia acordado.
†††
- Socorro! Socorro! – exclamou Cristiano batendo na porta.
- Calma. Eu já arrebentei o cadeado. – falou uma mulher. – arrebente a porta com alguma coisa.
- Eu tenho uma marreta. Espere, saia de perto. – disse Cristiano arrebentando a porta.
- Pronto. – falou uma mulher morena entrando pela porta e sendo seguida por uma loura e um homem alto. – seu pai está morto. Lamento.
- Foda-se aquele velho babaca. – falou Cristiano colocando as mãos na cabeça. – já fez o trabalho dele.
- E você estragou. – falou a loura dando um tabefe na cara do homem. – como pôde Cristiano? Deixar a garota escapar? E o ritual?
- Me desculpe. Iremos consegui-la de volta. Ela mora em Nova Iorque e está hospedada aqui. Springwood não é tão grande. Vamos procurá-la. – disse Cristiano.
- Vamos procurar no jornal todas as casas que estavam para alugar na semana passada. Ela deve estar em alguma. Você Peter! Irá pesquisar em todas as pousadas daqui. Katharine é minha. – disse a Loura sorrindo.
- Michelle, eu não entendo. Pra que tanto quer a garota? – perguntou Cristiano colocando a mão no rosto dela.
- Solte minha filha. Não são mais namorados. – falou a morena Jane. – precisamos dela, Cristiano. Só com ela é que poderemos retornar Freddy até nós. Precisamos dela para fazer o ritual que fará Freddy sair do Inferno e nos encontrar. E quando ele voltar, nos dará o poder de entrar no pesadelo das pessoas. E então, iremos colocar o terror de volta em Springwood e no mundo.
Notas finais
O problema é que estou sem tempo, mas sempre darei um jeitinho.
Próximo capítulo tem segredo de Paul revelado!!!!!!
Beijos!
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