Welcome To Your New Nightmare

38 O segredo de Paul e o teste de Katharine


Notas iniciais
Por favor, não me matem, ok? HAISUASHAISH
Me desculpem pela demora, me desculpem mesmo, mas não tá nada fácil minha vida.
Tá dificil o primeiro ano da escola e to me fudend* em biologia. To sem tempo e ando meio doente também.
To tentando dar o melhor de mim e acabar os capítulos mais rápidos, mas vocês querem tão rápidos e quando acabar vão ficar se lamentando que não vai ter mais T.T
Desculpem e boa leitura :D

- Eu não consigo acreditar o motivo disso tudo. – falou Josh colocando a mão na cabeça. – ritual e sonífero. Por quê?

- Há mais mistérios do que eu pensei. – falou Kate levantando-se quando Laura a chamou para conversarem sozinhas. – me conta mais sobre isto, Kate. Ele te fez transar a força? Que horror.

- Não quero falar sobre isto. – disse Kate chateada. – só de lembrar me dá ânsia. Na verdade, eu quero me encontrar com ele.

- O que? – perguntou Laura apreensiva.

- Preciso me encontrar com ele. Quero descobrir sobre isso. Não vai ser difícil encontrá-lo. Ele está me caçando. Precisa de mim e eu não sei para quê. – falou Katharine fazendo uma careta. – estou um pouco enjoada. Acho que foi em pensar nisso. – falou Katharine colocando a mão na barriga.

- Você precisa dormir. Já é quase duas horas da manhã. – falou Laura tirando a roupa de Kate e colocando um pijama nela. – Ander irá dormir conosco hoje.

- Ander? – perguntou Katharine rindo. – já está tão intima assim para chamá-lo por apelido?

- Talvez. – falou Laura sorrindo. – sabe, ele me faz bem. Salvou nossa vida, mesmo não tendo nada haver com isto. Foi gentil da parte dele e me faz esquecer Gilbert.

- Eu tenho que lhe agradecer por tê-lo chamado. – disse Kate abraçando Laura. – se não fosse você, não estaríamos aqui. E quem sabe este Anderson não te faça bem. Laura, eu quero apenas sua felicidade.

- Você tocou no ponto que eu queria que tocasse. – sorriu Laura elegante. Estava começando a sussurrar para ninguém ouvir. – felicidade. Katharine, você é apaixonada por Josh. Ama ele. Você disse isso. Porque beijou Aidan?

- Eu não sei. – falou Katharine agarrando o travesseiro e pensando no beijo que havia dado em Aidan. – eu estou frágil. Tudo que está acontecendo, está me deixando sensível e Aidan é um gato. Estou me deixando entregar. Mesmo não querendo.

- Não, Kate. Sou sua amiga e amigas são para isto. Vou ficar do seu lado, pois sou amiga, mas vou lhe criticar, pois sou sua amiga. Não entende? Você não pode vir com este papo de que não estava querendo, pois eu vi com meus próprios olhos. Você quis Katharine. – Laura estava atordoada.

- E se eu quiser ficar com Aidan? Sou solteira e livre. Faço o que quiser Laura. – disse Kate virando para o outro lado. – Boa noite, eu preciso descansar.

- Boa noite, Kate. – disse Laura saindo do quarto e indo em direção à varanda, onde estava os três homens.

- Vamos tomar banho de piscina. – falou Anderson beijando Laura. – quer vir com a gente?

- Não, não. – disse Laura sorrindo. – vocês são malucos, sabiam?

- Deixa nós vivermos felizes. – falou Josh encarando Aidan. — bem, estaria mais feliz se ele não estivesse aqui.

- Digo o mesmo. – falou Aidan olhando para Josh com frequência.

- Eu concordo. – disse Laura encarando os dois. – com Josh.

Eles desceram e Laura ficou observando da varanda. Os três estavam se divertindo e era muito divertido para Laura, assistir o modo de como Josh e Aidan brigavam para manterem-se no topo. Queriam a atenção de Anderson.

†††

- Então você me enrolou. Disse que iria contar tudo, mas não abriu a boca faz meia hora. – falou Julie acariciando o rosto de Paul. – não tenha medo, Paul. Não ficarei com raiva de você por nada. Diga-me tudo.

- Irei contar. Passo a passo. – afirmou Paul sorrindo, mas logo aquele rosto tão bonito e singelo foi perdendo a alegria e ficando triste. – vou começar, falando sobre mim. Depois eu falo sobre Freddy e a garota que vi no tumulo. Por favor, não fique me interrompendo todo tempo.

- Prometo que não irei lhe interromper. Só quando você der pausas. – falou Julie sorrindo, pois não sabia do que estava por vir.

- Julie, eu não sou uma criança abandonada por uma família. – disse Paul olhando para o teto.

- Você tem família? – perguntou Julie apavorada. – onde estão eles então?

- Eu não tenho família. Mas eles não me abandonaram. – disse Paul com uma cara de arrependido. – eu os matei.

- O que? – Julie deu um pulo de onde estava sentada. – você é um assassino?

- Espere. Falou que não iria me interromper. – disse Paul olhando furioso para Julie. Ela ficou em silencio e ele continuou. – era um natal e toda a família estava reunida. Faz tempo, muito tempo. Eu me lembro de que era fascinado por filmes de terror. Então criei diversas mascaras que imitavam peles costuradas e rosto de pessoas em decomposição. Coloquei uma naquela noite e matei todos a facadas. Minha avó, minha mãe e meu pai. Era só o que eu tinha de família. Ah, tinha minha irmã também.

- Você a assassinou também? – perguntou Julie apavorada com o que Paul dizia.

- Não. Nunca faria isso com ela. – Paul abaixou a cabeça. Estava triste por lembrar-se de tudo aquilo.

- Então onde ela está Paul? – perguntou Julie curiosa, porém estava tremendo, pois estava ao lado de um garoto que havia matado sua família.

- Ela está morta. Meu pai e meu tio a estupraram. Eles estavam abusando dela em cima da cama quando estava entrando na adolescência e seu corpo começando a se formar. Então minha mãe viu o que eles estavam fazendo e foi para a sala chamar a policia pelo telefone. Mas depois desistiu, pois amava meu pai e não queria vê-lo preso. – Paul começou a chorar e via a raiva no rosto de Paul. – como que ela pode amar um homem que estava comendo a filha dela? Minha irmã morreu durante o estupro. E então decidi me vingar. Meu tio fugiu por aí. Marcus Wookdov. O pior monstro que já vi além de meu pai. No dia do natal, matei meu pai por ter abusado e matado minha irmã. Matei minha mãe por ter acobertado meu pai e não ter amor por minha mãe. Não queria assassinar minha avó, mas se ela vivesse, iria me entregar.

- Que horror. Entendo-lhe Paul. Mas este era seu segredo? – perguntou Julie horrorizada. – e aquela garota do tumulo era sua irmã?

- Sim, ela era minha irmã. Doze anos. – disse Paul chorando. – mas o meu segredo não é este.

- Você disse que faz muito tempo. E você é quase um adolescente. Quantos anos você tinha? – perguntou Julie pegando na mão de Paul para ele se acalmar.

- Eu tinha dezenove anos. – falou Paul olhando com raiva para Julie.

Julie deixou um grito soltar por sua boca e sem querer, derrubou o abajur que ficava ao lado do sofá.

- Como pode ter dezenove anos naquela época se você tem doze anos agora? – perguntou Julie boquiaberta. Aquilo não fazia sentido. – por acaso você é o Benjamin Button?

- Não faz piada essa hora. – disse Paul tentando sorrir para se acalmar. – eu não tenho doze anos e eu não rejuvenesço. Eu tinha dezenove anos na época e isto faz dezoito anos. Julie, eu tenho trinta e sete anos.

- O que? – Julie estava quase rindo. – fale a verdade, Paul.

- Mas eu estou! – ele estava realmente ficando bravo por Julie não acreditar nele. – eu tenho uma doença rara Julie. Eu tenho tamanho de criança, não tive desenvolvimento, minha voz é de criança, eu não criei nada que um homem cria quando cresce cada vez mais. Eu não sou anão. Anão tem tudo que um homem tem, só é pequeno. Julie acredite em mim.

- Acredito Paul. – falou Julie abraçando ele. – e Freddy Krueger? O que tem haver com isso tudo?

- Freddy começou a me atormentar nos pesadelos, mas não queria me matar. Queria só me atormentar mesmo. Em um dos pesadelos, eu pedi para ele assassinar meu corpo, mas levar minha alma com ele. Eu queria atormentar meu tio Marcus. E ainda quero. Mas Freddy me fez doar minha alma para ele quando morresse com um pacto, mas até hoje ele não veio atrás de mim, ou seja, eu vou morrer. Freddy irá me levar com ele, e Marcus continuara vivo, pois Freddy me trapaceou. Doei minha alma para nada.

- Porque você fez isso? Você é louco? – perguntou Julie espantada.

- Queria derrotar meu tio. E agora quero derrotar Freddy Krueger também. – falou Paul com olhos vermelhos de raiva.

- Agora é minha vez de falar. Pelo sobrenome, esse Marcus é o padrasto de Katharine que ela odeia. – falou Julie sorridente. – você tem uma oportunidade em mãos. É a sua chance de acabar com ele, Paul.

- E eu vou. – falou Paul parando de chorar.

- Mas agora me diga. O que era tudo aquilo que você fazia? Você colocou fogo no gramado do cemitério formando a palavra Help. Por quê? – Julie precisava perguntar aquilo.

- Foi Freddy Krueger que fez aquilo. – disse Paul escorando a cabeça no ombro de Julie e fechando os olhos para descansar por alguns segundos.

†††

Havia amanhecido em Springwood. Katharine estava abrindo a sacada do apartamento da pousada e fez com que todos acordassem por causa da claridade. Aidan, Anderson e Josh voltaram a dormir, mas Laura acordou e foi fazer o café da manhã.

- Não estou com vontade de comer. – disse Katharine colocando a mão na barriga e fazendo uma careta. – estou com enjoo.

- Kate, sente-se no sofá. – falou Laura largando tudo que estava fazendo e sentando-se com Katharine. – há tempo estou notando que está com enjoos e chegou a vomitar. Você está grávida?

- Grávida?! – Kate estava espantada e deu um pulo do sofá. – está maluca? Grávida do que? Do vento?

- Ah, quem não conhece, acha que é santinha. – disse Laura revirando os olhos. – vamos ver a lista, tem Donald, Aidan, quem mais?

- Pare Laura. Eu e Aidan fomos apenas um divertimento. Pare. – disse Kate pensativa. – e usei preservativo com Thompson.

- Preservativo com Thompson. – repetiu Laura refletindo. – então quer dizer que quando deu pra Aidan, você não usou camisinha?

- Não. – falou Katharine sentando novamente no sofá. – foi tudo tão rápido. Será que eu estou grávida?

- Só há um jeito de saber. – disse Laura abraçando a amiga. Sabia que Kate estava nervosa. – e você sabe como.

Katharine saiu para caminhar pela cidade. Estava preocupada com a conversa. Deixou Laura tomando seu café e começou a passear. Não havia quase ninguém pela cidade. Katharine estava sozinha. Estava caminhando, quando observou um velho lhe chamando e dobrando a esquina. O velho deu um sorriso e desapareceu. Kate dobrou a esquina atrás dele e se deparou com ele encostado-se à parede.

- O que quer comigo? – o velho nada falou e continuou caminhando. Ele entrou em uma rua onde tinha casas gigantes e velhas. Então entrou até a casa que estava para vender, onde Donald Thompson morava. Ele a chamou para entrar e Kate foi atrás. Sabia que tinha 90% de se meter em uma enrascada, mas os outros 10% poderiam dar a chance de descobrir algo. Entrou pela porta que soou um ruído. A casa estava praticamente vazia, exceto por uns móveis velhos que estavam encapados por lençóis. O velho encontrava-se na cozinha, parado na frente da pia com as mãos na cabeça.

- O que quer comigo? – perguntou Katharine outra vez com medo do velho, mas curiosa. Estava afastada dele, mas tinha medo igual. O velho permaneceu calado por um tempo, mas virou-se para ela minutos depois.

- Katharine? – perguntou o velho em dúvida se esse era o nome dela realmente.

- Sim. – falou Kate assustada. – como sabe meu...

- Sente-se. – disse o velho apontando para uma mesa de jantar com cadeiras que estavam encapados. – retire o lençol.

Katharine retirou o lençol empoeirado que cobria a mesa de vidro e as cadeiras de couro vermelho. Ela sentou-se e deu uma leve espirrada por causa da poeira.

- Você sabe que está correndo perigo aqui, não? – perguntou o velho procurando algo nas prateleiras do balcão que tinha. A casa estava com poucos objetos e o velho tentava achar algo para fazer um chá. – quer chá?

Kate lembrou-se do que havia acontecido com seus amigos que beberam o chá e estava com medo. Mas resolveu aceitar, pois o velho parecia ser um homem bom.

- Sei que corro grande perigo, mas preciso descobrir algo. – disse ela cuidando do que o velho fazia para ver se ele não colocava algo no chá dela.

- O que você quer realmente descobrir aqui? Acha que descobrirá algo a mais sobre Freddy Krueger vindo para cá? Você é uma iludida. – disse o velho cuspindo no ralo da pia.

- Freddy Krueger? Como sabe sobre ele? – perguntou Kate espantada.

- Ele vivia aqui. Sua mãe também vivia aqui. – disse o velho sorrindo.

- Qual seu nome? Sabe algo sobre minha mãe? – Kate estava falando rapidamente e sem pausas. Estava muito ansiosa.

- Meu nome até eu desconheço. – disse o velho dando uma gargalhada. Katharine riu também. – eu era amigo de Freddy até ele abusar de várias crianças. Eu que alertei Thompson sobre isto e quando a filha dele, Nancy, chegou a casa dela, ele a interrogou e viu as marcas na garota. Ela revelou tudo. Todos os detalhes. As coisas mais nojentas que já poderia imaginar.

- Conte mais. – argumentou Kate ansiosa.

- Sua mãe sabia de tudo que ele fazia. Ela acobertava Freddy, pois ela o amava. – disse o velho entregando o chá para Katharine e indo servir o seu.

- Minha mãe hoje em dia é muito religiosa. – citou Kate querendo fazer uma pergunta. – porque ela entrou para a igreja se ajudou a fazer tantas coisas ruins para as crianças?

- Talvez fosse uma forma de se redimir de tudo que fez. – disse o velho. – nunca mais mantive contato com ela desde que foi para Nova Iorque. Acho que ela se arrependeu.

- Ela foi para Nova Iorque grávida de mim. – disse Kate bebendo um gole do chá que estava delicioso. – quem é meu pai?

- Não sei. – disse o velho engolindo a saliva. Começava a ficar vermelho e estava suando. – esse chá está quente.

- Tem certeza que não sabe quem é meu pai? – perguntou Katharine servindo mais um pouco de chá.

- Não. Nem sabia que ela foi embora grávida. – disse o velho sorrindo para Kate e ligando a luz da cozinha para ficar mais claro o ambiente.

- Como sabia meu nome? Como sabe de tudo isso? – perguntou Katharine curiosa. Estava com milhares de coisas passando por sua cabeça.

- Depois falamos sobre isto. Tenho algo mais importante para te dizer. – disse o velho segurando a mão de Katharine.

- O que é? – perguntou ela segurando a mão dele com força. Estava angustiada.

- Cuidado Katharine. Não é só Freddy que está atrás de você. A Aliança também está. – disse o velho pegando a xícara e colocando na mesa.

- Aliança? – perguntou Kate sem entender nada.

- Um grupo de várias pessoas que acham que só porque Freddy sumiu, está no inferno. Eles te querem para fazer algo. Estão lhe caçando. – disse o velho fechando a janela por causa de um vento.

- Eu acho que sei quem são. – disse Kate lembrando-se do que havia acontecido na última noite. – o que acha que tenho que fazer para vencer Freddy?

- Nada. – disse o velho cobrindo a mesa novamente com o lençol.

- Como assim “nada”? Acha que posso vencê-lo sem fazer nada?

- Acho que não precisa fazer nada, pois você não vai vencer Freddy. Ninguém vence Freddy, senhorita. Lamento lhe dizer isto Katharine. – disse o velho olhando fixamente para ela. – sua morte está marcada. Cedo ou mais tarde, você irá morrer. E está mais para “cedo”.

- Tenho algo aqui no meu bolso. Você consegue decifrá-lo para mim? – perguntou Katharine entregando um papel com o código que Gilbert havia anotado antes de morrer.

- Pelas barbas do Profeta! — o velho deu um pulo. – isto é um código que eu e Freddy fizemos quando éramos crianças.

- Consegue decifrá-lo? – perguntou Katharine acabrunhada para saber o que estava escrito no papel.

- Espere um pouco. Preciso me lembrar, não é? Tenho setenta e cinco anos e este código foi feito quando eu deveria ter uns doze anos no máximo. – o velho pensava e arrancava tudo da memória para descobrir o que estava escrito. – venha aqui amanhã. Ficarei com isto e amanhã te digo a tradução do código.

- Posso trazer meus amigos? – perguntou Katharine saindo da cozinha e indo em direção a porta da frente.

- Claro que pode. – falou o velho sorrindo. – quando sair pode me fazer o favor de arrancar a placa de venda-se? Desisti de vender esta casa.

- Ok. Tiro sim. – falou ela saindo pela porta.

- Katharine, seus amigos correm risco de vida. E se morrerem será culpa sua. – disse o velho tentando ajudá-la. – se precisar se entregar, entrega-se.

†††

Katharine voltou até a pousada e todos estavam dormindo ainda. Foi até a geladeira ver o que estava escrito em um bilhete.

“Fui me bronzear na piscina. Daqui a pouco volto. Se quiserem vir aqui também, fechem a porta.

Beijos, Laura.”

Kate entrou no banheiro e ficou algum tempo lá dentro. Ouviu Laura chegar ao apartamento em que estavam e Katharine a chamou até a sacada.

- Tenho muitas coisas a te contar, mas antes, eu queria-te dizer que passei na farmácia. – falou Katharine desesperada.

- E o que tenho haver com isso, Kate? – Laura deu uma gargalhada. – para que me contar que foi até a farmácia?

- Para te dizer que comprei duas porras de teste de gravidez e fiz essa merda. – disse Kate alterada e depois ficou com medo de que alguns dos garotos tivessem ouvido.

- Meu Deus! – exclamou Laura horrorizada. – e então Kate qual foi o resultado?

- Eu estou esperando um filho de Aidan. – suspirou Kate quase chorando.

Notas finais
trecho não disponível, capítulo não feito.