Welcome To Your New Nightmare

44 "Laura in Wonderland" [shadowy version]


Notas iniciais
Para todos que tem uma imaginação e adoram contos irreais...
Bem, o próximo capítulo já é 45,então quer dizer que na caixinha "Notas do Capítulo (opcional):" só mais 5 vezes irei poder escrever e desejar a todos uma boa leitura.
A minha nova fanfic, para quem não sabe que eu tenho, é só ir no meu perfil. Só tem o primeiro capítulo e irá ter só um até eu acabar essa estória, pois estou me dedicando totalmente a vocês dessa fanfic de terror que me fazem com que eu escreva e escreva cada vez mais.
#Emocionado):

Boa leitura à todos..
Murillo.

KATHARINE ESTAVA OLHANDO PELA JANELA. Tinha saudade de sua casa e seu bairro, mas sua mãe havia lhe estragado a vida. Elizabeth já havia sido levada pelos policiais e agora só esperava Sérgio e Laura para conversarem. Kate viu pela janela que eles haviam chegado e sentou-se silenciosamente.

– O que houve? – perguntou Sérgio preocupado.

– Levaram ela. – sorriu Katharine. – ela confessou diversos crimes e deixou bem claro que eu não sabia nem um terço do que ela escondia.

– Eu posso pagar um advogado para ela. – disse Sérgio pegando o celular, mas sendo interrompido por Laura, pois tinham que ouvir a opinião de Katharine.

– Não Sérgio. – Katharine levantou-se do sofá. – eu não a perdoei quando ela pediu antes de sair daqui. Quero que ela apodreça na cadeia.

– Kate! – exclamou Laura. – ela se arrependeu e é sua mãe. Não devia ter recusado o pedido de desculpas dela.

– Eu perguntei o que Freddy quer comigo. – Katharine falava calmamente, não queria se irritar. – Ela não contou. Falou que não podia. Disse que o amava e então me pediu desculpas. Obviamente eu não poderia aceitar.

– Vai morar com Aidan aqui agora? – perguntou Laura curiosa.

– Eu até pensei nisso. – disse Kate olhando para o segundo andar da casa. Achava ter visto um vulto. – mas este lugar me trás muitas lembranças ruins. Então eu não irei morar nela e sim a usá-la.

– Como assim? – perguntou Sérgio acomodando-se no sofá de um jeito melhor para prestar atenção no assunto.

– Para matar Freddy, eu tenho que trazê-lo para o mundo real. – Katharine estava nervosa. Sabia que o grande momento estava chegando. Teria que lutar contra Freddy Krueger e só ela podia fazer isso. Ela apenas sorriu para disfarçar o nervosismo. Trazê-lo e atear fogo nele. E acho que essa casa seria um bom local.

– Você irá explodir a casa? – perguntou Sérgio espantado.

– Sim. – respondeu Katharine cheirando o sofá que tinha cheiro de mofo. – assim destruo duas coisas que me fizeram sofrer. A casa e Freddy.

†††

– O que acha de usar o terno da família? – perguntou a mãe de Aidan. – seu avô e seu pai foram os últimos dos sete homens da família a usá-lo.

– Pode deixar. – sorriu ele olhando para o terno. – só tenho que o lavar primeiro.

– Claro, eu lavarei. – sorriu ela sentando na cama do filho, junto a ele. – o que ouve? Parece não estar tão feliz.

– Óbvio que eu estou. – disse ele pegando a mão da mãe. – vou casar com a mulher que eu amo. Por que não estaria feliz?

– Mas algo lhe preocupa. – afirmou ela encarando o filho.

– Sim. – confirmou Aidan olhando para baixo. Estava triste.

– Instinto de mãe nunca falha. – sorriu a mulher. – o que te preocupa?

– E se eu ou Katharine, algum de nós, morrer antes de nos casarmos? – Aidan olhou para a mãe, que fazia uma cara de preocupada.

– Vocês são jovens e bonitos. Meu filho! – exclamou a mulher. – porque um de vocês morreria antes do casamento?

– Não posso lhe contar. Não iria acreditar. – falou Aidan abraçando a mãe. – mas se algo acontecer comigo, saiba que eu te amo e avise Kate que irei amá-la para sempre.

Aidan levantou-se e saiu de seu quarto, descendo a escadaria de madeira envernizada.

– Aidan! – gritou a mulher chocada. Ela havia ficado nervosa com o que o filho disse. – Aidan, volte! Volte aqui! Aidan!

†††

Katharine e Laura foram à Tre Romena Carly, a loja mais chique de vestidos de noiva em Nova Iorque. Kate já havia marcado a hora em que iria escolher o vestido. Ela levou Laura para acompanhar e ajudar a sugerir o vestido que iria usar em seu casamento. Kate estava procurando por algo normal, pois ela não gostava de vestidos escandalosos que chamassem atenção.

– Você é a noiva, Kate. – sussurrou Laura no ouvido da amiga. – óbvio que chamará atenção.

– Não escandalosa. Gostei desse. – falou ela apontando para um manequim que vestia um vestido de noiva reto, sem babados e tecidos de seda.

– Achei simples demais. – falou Laura pegando nele. – não destaca.

– Sério que achou simples? – perguntou Kate olhando atrás do vestido.

– Sério. – falou Laura olhando para outros vestidos, procurando algo mais bonito.

– Então vai ser este. – sorriu Katharine chamando a dona da loja.

Depois de entregar um cheque em nome de Sérgio, Kate experimentou o vestido para as senhoras marcarem e ajustarem o vestido.

– Ele ficará pronto na sexta-feira. – falou a mulher sorrindo. – quando é o casamento?

– No sábado. – sorriu Katharine nervosa. – minha mãe era da igreja, então conseguiu uma brecha nos horários, afinal, achar uma igreja com hora vaga em Nova Iorque não é fácil. Está marcado para oito da noite e quando eu vir buscar o vestido, eu lhe entrego o convite.

– Fico grata. – falou a senhora acompanhando Laura e Kate até a porta.

– Agora vamos a alguma loja comprar o meu vestido. – riu Laura.

– Quero você bem escandalosa. – Kate piscou para o homem que estava atrás das duas.

– Não, pois você que é a noiva não estará, eu serei apenas uma convidada... Ai!

O homem que estava atrás delas agarrou Laura por trás e tampou os olhos dele.

– Você não será uma convidada normal. – disse Kate piscando novamente para o homem largar Laura. – você é minha madrinha e ele meu padrinho.

O homem largou Laura e ela virou-se para trás.

– Sérgio! – exclamou Laura o abraçando. – você me deu um susto. – ela virou-se para Kate. – ouviu Sérgio? Serei madrinha de Kate!

– E eu padrinho. – os dois se abraçaram e logo abraçaram Katharine.

– Eu vou indo escolher o vestido. – sorriu Laura dando um beijo. Ia dar um beijo em Sérgio, mas hesitou e resolveu dar apenas um abraço. – sabe a loja que irei, não é Katharine?

– Sei sim. Vamos tomar sorvete. – afirmou Katharine dando a mão para Sérgio. – se acabar antes, vá nos encontrar, caso contrário, a gente te encontra na loja.

– Ok. – sorriu ela caminhando em direção contrária a Katharine e Sérgio.

Katharine e Sérgio chegaram à sorveteria mais famosa de Nova Iorque e que estava muito lotada, pois havia chegado a primavera e o clima frio de neve fora embora. O ambiente era cheiroso, mas com tantas pessoas, o odor estava desagradável.

– Então, o que querem? – perguntou a garçonete que vestia uniforme azul claro.

– Eu irei me servir, não quero um prato definido. – sorriu Katharine levantando da mesa.

– Eu farei o mesmo que ela. – agradeceu Sérgio enquanto a garçonete ia atender outra mesa.

– Então, eu me sirvo e você serve-se depois? – perguntou Katharine sorrindo. – ou prefere ir antes?

– Porque não nos servimos juntos? – Sérgio começou a gargalhar.

– Pois não quero perder o lugar. Sérgio, isto está lotado. – falou Kate dando um “tapinha” na cabeça dele e indo para fila servir alguns sabores.

Depois dos dois servirem e comerem o sorvete, ficaram por um tempo esperando Laura, mas ela não apareceu.

– Mulheres demoram em compras. – falou Sérgio levantando-se e saindo com Katharine para procurar pela garota. Eles caminharam por uma longa calçada lotada de uma das cidades mais famosas do mundo. Chegaram até a loja em que Laura havia dito que iria ir, mas não a encontraram.

– Eu tenho a foto dela no meu celular. – falou Kate pegando seu telefone. – está aqui.

A dona da loja viu a foto e ficou apavorada. Engoliu sua saliva a seco.

– Nunca vi esta garota. – falou ela com as mãos tremendo. – apenas sei que ela não esteve aqui.

Katharine e Sérgio correram até a porta da loja e andaram pela avenida inteira. Nenhuma loja que vendia vestidos deu sinal de Laura.

– Voltaremos para a sorveteria, pois ela falou que nos encontraria lá. – disse Sérgio devagar para deixar Kate calma. – ligaremos para ela quando chegarmos lá.

†††


Laura abriu a porta e largou sua bolsa em cima do sofá. Subiu as escadas e deitou em sua cama. Estava sem dormir a tempo e havia muitas olheiras em seu rosto. Foi caindo em um sonho profundo ao longo do tempo e já não conseguiria mais acordar se estivesse em um pesadelo.



Ela estava correndo atrás de uma garota. A menina que Laura corria atrás cantava uma música macabra.



“Um, dois, o Freddy te pega depois,



Três, quatro, é melhor trancar a porta.


Cinco, seis, agarre seu crucifixo,

Sete, oito, fique acordado até tarde.

Nove, dez, não durma nunca mais"


Laura distraída com a garota, tropeçou na raiz de uma árvore e caiu dentro de um buraco. Estava em uma sala escura e com um vestido todo preto rasgado. Seu rosto estava sujo e de seus olhos escorriam lágrimas negras. Avistou uma porta e correu até ela, mas a porta estava minúscula. Laura queria sair daquela sala e foi até uma pequena mesa que tinha uma vela acesa. Ao lado da vela, havia um baú onde estava escrito: Coma-me. A garota abriu o baú e encontrou dentro dele um cérebro rosado que pingava sangue vermelho escuro. Comeu aquilo com tanta fome e para a surpresa dela, Laura começava a diminuir. Quanto mais comia, menor ficava. Ficou minúscula e então era o tamanho certo para passar pela porta.



Saiu da porta, mas preferia ter ficado lá dentro. Não havia um jardim mágico com todos felizes como na estória de Alice, mas sim, um reino escuro, muito escuro. As árvores completamente sem folhas e as flores derramavam lágrimas no chão.


– Como faço para crescer? – perguntou Laura para as flores que estavam com as pétalas machucadas.

– Você deve seguir em frente. – responderam em coro.

– Por favor, nos salve deste mundo. – uma planta soluçava de chorar. Estava com o caule quase todo quebrado. Então, com um assopro forte de vento, que fez com que Laura tivesse uma pequena parte do vestido arrancada, fez com que o resto do caule da planta quebrasse e então, ela caiu morta no chão de terra vermelha.

Laura seguiu em diante, pois queria voltar ao seu tamanho original e salvar aquela terra encantada que estava triste e depressiva. Ela caminhou em diante até encontrar um cogumelo adulto com uma lagarta verde em cima dele. A lagarta gemia de dor.

– O que deseja garota? – perguntou a lagarta babando algo azul escuro pela boca. Ela estava morrendo.

– Como faço para crescer novamente? – perguntou Laura passando a mão em cima da lagarta que estava maior que ela. – tudo ficará bem. Seja forte, eu irei lhe salvar.

– Eu não tenho mais jeito minha querida. – sorriu a lagarta com muito esforço. – mas você tem. Coma um pouco deste cogumelo, mas apenas o lado direito, para não diminuir mais ainda.

Depois de comer, minutos depois ela crescia ao seu tamanho original, agradecendo ao carinho da lagarta. Sem saber para onde ir, apenas seguiu em frente, encontrando um gato tristonho. O gato vivia com a cara triste na maioria das vezes depois do reino encantado ter ficado obscuro.

– Pode me indicar o caminho que devo seguir? – perguntou Laura para o gato tristonho, que estava em cima de um galho de uma das centenas de árvores mortas.

– Hum... Para onde deseja ir? – perguntou o gato interessado.

– Eu não sei. – Laura baixou a cabeça. Estava triste por não saber de nada e não poder ajudar aquele mundo.

– À direita, mora o Chapéu; à esquerda, mora a Lebre de Março. Tanto faz menina, os dois são malucos. — disse o gato com um olhar meloso.

– Então está dizendo que eu tenho que viver entre doidos? – perguntou Laura com seu vestido preto que estava apertado nela.

– Dê trinta passos pra frente, trinta passos pra direita e mais trinta pra esquerda. Ali existe uma árvore que orienta. – o gato fechou os olhos e encarou a verdade. – cuidado com ele. Foi ele que deixou nosso o mundo assim. O maníaco das garras.

Laura saiu correndo sem entender nada, mas seguiu o que o gato tristonho mandou. Levada pela intuição, Laura chegou à casa da Lebre de Março e viu a Lebre e o Chapeleiro tomando chá ao ar livre. Sentou-se à mesa com os dois. A lebre era esquisita e o chapeleiro mais ainda. Parecia que eles eram inofensivos e sofriam pelo que havia acontecido com o reino.

– Quer mais chá? – perguntou a lebre tossindo.

– Ah claro, querida! – exclamou o chapeleiro pegando a garrafa de chá que a lebre havia o alcançado.

Laura achou aquilo muito esquisito e então resolveu sair de lá silenciosamente para ninguém ver. Mais a frente, Laura encontrou soldados do Rei da Escuridão. Eles pintavam o resto do ambiente que ainda estava colorido com tinta preta.

– O que estão fazendo? Estão acabando com o resto vivo que existe! – Laura estava completamente chocada.

– O Rei da Escuridão está mandando pintar o que sobrou de vida. – falou um dos soldados continuando a pintar.

– E quem é esse tal de Rei da Escuridão? – perguntou Laura aflita.

– O homem que usa um chapéu. O homem que tem um suéter vermelho com preto. Ele derrotou a rainha anterior. Por um lado, ter a rainha de Copas distante é magnífico. Mas ele é vinte vezes pior que ela. – falou o soldado parando de pintar por alguns segundos.

– Estranho. – Laura pensava em algo. – a descrição deste homem parece com alguém que eu conheço. Seria Freddy Krueger?

– Shiu! – o soldado estava com os olhos arregalados. – não chame mais ele deste jeito! Se ele está aqui, arranca sua cabeça fora.

– Me desculpem. – falou Laura chegando mais perto deles e chutando o balde de tinta negra para longe, sujando seu sapato. – mas não podia permitir que fizessem isto.

– Peguem ela e a leve para o Rei da Escuridão! – um dos soldados apontou para ela e gritou enquanto os outros corriam atrás dela.

Laura correu o máximo que pode, mas não mais que os soldados. Eles a levaram para o castelo do Rei da Escuridão com ela gritando por socorro o caminho todo.

– Rei! – avisou um deles fazendo a reverência. – trouxe uma vadia nojenta que estava em nosso caminho e nos desacatou.

O rei olhou com nojo para o soldado e apenas disse:

– Tenho algo mais importante para resolver. – falou ele secando as mãos no seu suéter vermelho com verde. – um dos soldados foi pego roubando uma torta minha. Estão lá embaixo para o julgamento. Também irei cortar a cabeça do tal chapeleiro. Ele andou querendo invadir o castelo com seus amiguinhos nojentos. Aproveite e traga a tal “vadia nojenta” que capturou. Vamos fazê-la de testemunha.

– Mas senhor. – o soldado estava perplexo. – ela não testemunhou nada.

– Cale a boca. – o Rei da Escuridão cortou a cabeça do soldado com sua espada. – deixa que eu mesmo leve ela.

Todos estavam reunidos para o julgamento, inclusive Laura. O Chapeleiro estava cantando com um sorriso estampado no rosto.

– Cale a boca. – falou o Rei. – vamos iniciar o julgamento.

Algo muito estranho aconteceu depois que o Rei da Escuridão disse aquilo. Laura começou a crescer rapidamente, chegando a ficar com mais de um quilometro de altura.

– Fiquem com o julgado e o Chapeleiro. – gritou o Rei da Escuridão saindo de sua cadeira. – eu cuido da garota esquisita.

O Rei da Escuridão começou a crescer rapidamente também, pois queria ficar na altura de Laura. Levou a garota até uma sala escura e colocou suas garras para fora.

– Até que enfim lhe encontrei. – sorriu Freddy Krueger. – esteja pronta para morte.

Freddy gargalhou e foi em direção a Laura para assassiná-la.

– O que ouve querida? – perguntou a mãe de Laura. – cheguei do mercado e vi você gritando por socorro sem parar. Então quando entrei pelo quarto, você estava dormindo. Mexia-se loucamente pela cama e gemia de dor. Então eu lhe agitei e só consegui lhe acordar agora.

– Eu lhe amo mãe. – Laura a abraçou chorando. Por pouco não havia morrido.

O celular de Laura tocou e ela atendeu.

– Onde está? O que ouve? – perguntou Kate no outro lado da linha.

– Eu estava morrendo de sono, vim para casa, deitei na cama e dormi. – falou Laura chorando. Ela estava muito nervosa.

– Laura, você está bem? – perguntou Katharine. – porque está chorando?

– Eu tive um pesadelo com ele Katharine. – Laura foi obrigada a confessar para a amiga.

– Calma. – sussurrou ela. – eu e Sérgio estamos indo aí.

Notas finais
Gostou? Deixe uma review! Até o próximo capítulo.
E para quem não entendeu o nome do capítulo, eu coloquei em inglês, pois "In Wonderland" é menor que "no país das maravilhas", mas Alice no país das maravilhas, o lugar é atraente e bonito, por isso então a "shadowy version" que em portugues quer dizer versão sombria!
Beijos, até o próximo capítulo!