Notas iniciais
A história de terror contada por um dos personagens não é criada por mim. Peguei desse site http://www.sobrenatural.org/conto/detalhar/11732/10_contos_de_terror/
Boa leitura, contagem regressiva!
#Faltam5Capítulos!

– ONDE ESTÁ ELA? – perguntou Katharine para a mãe de Laura enquanto caminhava pela casa.

– No quarto dela. – afirmou a senhora.

Katharine subiu as escadas até o quarto de Laura com Sérgio atrás dela. A garota estava deitada na cama olhando para o teto com seus olhos arregalados.

– O que houve? – perguntou Kate abraçando a amiga. – como foi o pesadelo?

– Se minha mãe não me chamasse eu estaria morta nesse momento. – sussurrou Laura. – eu estava em um lugar cheio de dor. Cheio de tristeza. E Krueger comandava esse lugar.

– Tudo ficará bem. – sorriu a amiga puxando Sérgio para a cama, pois achava que Laura e ele formavam um casal perfeito. – Laura, você passou na loja que iria passar?

– Não. – falou ela achando aquilo estranho. – eu vim direto para casa. Estava sem ânimo para comprar vestido.


– Eu tenho a foto dela no meu celular. – falou Kate pegando seu telefone. – está aqui.


A dona da loja viu a foto e ficou apavorada. Engoliu sua saliva a seco.

– Nunca vi esta garota. – falou ela com as mãos tremendo. – apenas sei que ela não esteve aqui.


– É que a dona da loja ficou tão estranha quando eu mostrei sua foto. – falou Kate desconfiando de algo. – eu vou até lá.


– O que? – perguntou Sérgio sem entender nada. – o que irá fazer lá?

– Desconfio que ela não ficou nervosa pela foto de Laura. E sim por mim. – Kate estava sussurrando para garantir que aquilo ficasse entre os três. – ela deve saber algo. Sobre mim ou sobre Freddy Krueger.

– Está maluca, Katharine. – falou Sérgio a puxando. – está criando esperanças em tudo que vê. Está desesperada por respostas, mas isto não irá trazer nada que quer.

– EU NÃO ESTOU MALUCA! – Katharine empurrou Sérgio e ele bateu de cabeça no guarda roupa de Laura.

– Sérgio! – exclamou Laura correndo até ele. – está bem?

– Minha cabeça dói. – ele encarou Katharine que estava desesperada. Fez algo que não queria. Ela estava ficando maluca e sabia disso.

– De onde tirou essa força toda? – perguntou Laura olhando seriamente para Katharine.

– Me desculpe. – ela sussurrou isso e desceu as escadas correndo. Estava arrependida e com vergonha do que havia feito.

Katharine caminhou até a sua casa que estava prestes a explodir. Subiu até seu quarto e encarava o espelho de seu quarto.

– Eu tenho raiva. – ela estava chorando. – raiva de mim mesma!

Kate tocou um enfeite no vidro para quebrá-lo. Todos os objetos que tinha, começou a atirá-los no chão. Abriu seu guarda roupa e atirou todas suas roupas em cima da cama. Com a tesoura mais próxima, ela rasgou todas as peças que tinha. Estava se derretendo em lágrimas. Começou a gritar histericamente, soqueando as paredes até rasgar a mão, deixando seus dedos em carne viva. Foi até o espelho, pegou um pedaço de vidro caído no chão e se cortou. Estava se cortando, pois aquilo lhe dava um prazer que não tinha há tempo. Só em pensar que rasgar mais um pouco poderia fazer com que ela morresse, deixava-a excitada. Katharine deitou-se na cama e observou o quarto bagunçado. Tudo estava destruído e sua raiva havia passado.

– Eu estou ficando maluca. – falou ela dando altas gargalhadas e olhando para o espelho quebrado. Katharine se apavorou quando viu um vulto correr para o quarto de sua mãe. Ela já havia visto um vulto naquela casa e agora estava vendo outra vez. Pegou um pedaço gigante de vidro que estava caído no chão e caminhou lentamente até o outro quarto. Abriu a porta do quarto de Elizabeth e viu que ele estava em chamas.

– Alguém me ajude! – exclamou ela. Viu que havia uma menina chorando no meio das chamas e ela estava ficando cada vez mais queimada.

– Olá Kate. – sorriu Freddy Krueger acenando para ela e virando-se para apreciar a menina sendo devorada pelas chamas.

Katharine saiu correndo com medo para fora da casa e pedindo ajuda a um vizinho.

– Não há nada no quarto. – falou ele fechando a porta.

– Ele estava aí. – ela falava desesperada. – eu o vi. Ele e a menina. O quarto estava em chamas.

– Olhe você mesmo senhorita Johnson. – ela olhou e viu com os próprios olhos que não havia nenhum sinal de ninguém e nem das chamas. Nada estava queimado. Tudo estava intacto. – você está se drogando?

– Não! – disse ela apavorada com a pergunta.

– Olhe para você menina. Está toda cortada. O que houve? Há algo que queira me contar? – perguntou o homem observando os cortes nos pulsos de Katharine.

– Não. – respondeu ela dando outra olhada no quarto. – irei sair. Então você terá que se retirar também.

– Sim. – falou ele saindo pelo corredor. – estou indo embora.

†††


A loira estava experimentando os sapatos. Ela havia escolhido um sapato azul para combinar com o vestido azul turquesa que havia colocado. Uma mulher baixinha de cabelos escuros chegou e se deparou com aquela cena, ficando furiosa.


– Eu já disse que não quero que experimente nada. – falou ela encarando a garota.

– E porque não posso? – perguntou ela ingênua.

– Porque eu já lhe disse que te dei um lugar para se esconder porque não tinha dinheiro, mas com a condição de não mexer em nada. – falou a mulher abrindo o fecho do vestido e tirando da garota. O vestido escorria por seu corpo e a moça ficava apenas de sutiã.

– É muito chato ficar presa aqui o tempo todo sem poder sair para conhecer Nova Iorque. – ela delirava em pensar certas coisas sobre o lugar. – isso aqui é muito diferente de Springwood.

– Todo cuidado é pouco. Você tem que ficar aqui por dois motivos. – falou a velha colocando o vestido no seu devido lugar. – o primeiro, é a garota. O segundo é porque Cristiano, Sill e Peter não podem lhe achar.

– Uma hora eu terei que me mostrar. – falou Michelle guardando os sapatos dentro de uma caixa.

– Tem alguém batendo na porta. – sussurrou a mulher. – rápido, se esconda.

Michelle se escondeu na parte de trás da loja, onde era o estoque.

– Ah, você. – falou a mulher desapontada, saindo da porta para Katharine entrar.

– Olhe para mim! – gritou Kate dando um tabefe na cara dela.

– O que você está fazendo garota? – a mulher estava espantada.

– O que está escondendo de mim? Eu sei que ficou nervosa quando eu estive aqui. – Katharine começou a encarar a mulher, a deixando com medo. – o que está escondendo? Freddy Krueger? Ele veio para o mundo real? Onde ele está?

Katharine trancou a porta e ficou com a chave. Começou a jogar todos os vestidos no chão e a pisar neles.

– Pare! – exclamou a mulher furiosa. – vou chamar a policia.

– Chame! – gritou Kate pegando o telefone da loja e o atirando contra um espelho gigante que tinha e o quebrando. Ela jogou todas as caixas de sapatos no chão e virou para a senhora que estava chorando. – onde está? Onde está ele, sua vagabunda?

Katharine empurrou a mulher no chão e a chutou. Pegou ela pelos os cabelos e cuspiu na cara dela.

– Vai me dizer ou não? – perguntou Kate com os olhos vermelhos de raiva.

– Eu não sei de nada. Não sou nova, tenho quarenta e seis anos. – suspirou ela enquanto soluçava de chorar. – você está maluca!

– EU NÃO ESTOU MALUCA! – Kate teve um surto e começou a gritar histericamente.

– Pare, por favor. – a mulher implorava.

– Eu poderia assistir isso lá no canto. – sorriu Michelle chegando até o local onde as duas estavam. – mas não aguentei e tive que vir rir de perto.

– Michelle? – perguntou Kate virando-se. A mulher da loja correu para dentro do banheiro que tinha e trancou-se.

– Sim, sou eu irmãzinha. – falou ela chegando mais perto de Katharine.

– Você não morreu? – perguntou Kate encarando a loira.

– Pergunta idiota. Não está me vendo aqui? – perguntou Michelle andando até Katharine.

– Mas pensei que... Ah, claro! Não encontraram seu corpo na casa. Você fugiu.

– Ninguém morreu. Apenas seu namoradinho imundo e nem foi por causa da explosão.

– Engano seu. – Kate estava amargurada por Michelle ter se lembrado da morte de Josh. – Cristiano e os outros dois morreram.

– Não, eles não morreram. – falou Michelle rindo. – como alguém que é morto poderia morrer?

– Mas acharam corpos. – falou Kate sem entender nada.

– Tudo depende do psicológico da pessoa. Assim como o seu. – falou Michelle revirando os olhos. – você está me vendo como? Estou uma garota normal, não é? Mas eu não sou assim.

– Não consigo entender. – falou Katharine balançando a cabeça.

– Ai, pelas barbas do Profeta! Sua imbecil! – Michelle respirou fundo para explicar a história. – não tinha nenhum corpo, Cristiano, Sill e Peter fugiram antes. O policial encontrou o que queríamos que ele visse. Nada além do psicológico dele. E você está me vendo de seu psicológico também.

– Você é um fantasma? – perguntou Katharine tentando entender aquela parte.

– Não. – falou Michelle fechando os olhos e começando a mudar. A roupa que havia colocado enquanto se escondia de Katharine estava se rasgando e sua pele apodrecendo. Em sua testa havia um enorme buraco. Suas tripas estavam do lado de fora da testa. – eu sou um zumbi.

– Um zumbi? – Katharine estava com ânsia de vômito. Aquilo fazia mal para o bebê e para ela. O cheiro de carne podre estava muito forte, pois tudo estava trancado.

– Gostei da sua reação. Agora você está enxergando tudo como realmente é. – sorriu Michelle se aproximando de Kate, mas a garota tentava se afastar com medo e por causa do odor. – estou me escondendo de Cristiano, Sill e Peter. Eles também vieram para Nova Iorque e estão lhe caçando. Mas eu lhe quero sozinha. Só eu mereço o premio que Freddy irá me dar. Assassinar pessoas nos pesadelos.

– Você é perversa! – gritou Katharine subindo para o segundo andar da loja.

– Venha aqui Kate! – exclamou Michelle subindo os degraus atrás dela.


††1996††



– Cristiano! – exclamou Michelle correndo atrás dele. – esqueceu seu livro dentro da sala de aula.


– Obrigado mesmo. – falou ele dando um beijo nela. – aonde iremos hoje gata?

– Estava pensando em chamar o Sill e Billy, Peter e Lapsa. Que tal acamparmos? – perguntou ela com um sorriso malicioso.

– O que está tramando? – perguntou Cristiano olhando ela dos pés à cabeça.

– Não acha que devemos dar mais um passo em nosso relacionamento? – perguntou Michelle em um tomo ousado. – cada casal terá sua barraca, teremos o máximo de privacidade. Quero dar para você.

– Gostei da ideia de acampar. Quer que eu converse com eles? – perguntou Cristiano olhando em volta para ver se não achava nenhum deles para convidar.

– Pode ser. – disse ela se afastando.

– Ah, não se esqueça, querida. – sorriu Cristiano enquanto Michelle voltava a olhar para ele. – vou bater a tarde toda pensando nisso que disse.

– Nojento. – falou ela indo para a casa.

Depois de passar a noite toda conversando em volta de uma fogueira, eles decidiram que iria ser a hora de acabar com aquilo e irem dormir.

– Não antes da minha história de terror. – sorriu Sill.

– Fala logo Sill. – Cristiano estava ansioso. Michelle viu que ele estava estourando de excitação.

– Conta-se que uma moça estava muito doente e teve que ser internada em um hospital. Desenganada pelos médicos, a família não queria que a moça soubesse que iria morrer. Todos seus amigos já sabiam. Menos ela. E para todo mundo que ela perguntava se ia morrer, a afirmação era negada. Depois de muito receber visitas, ela pediu durante uma oração que lhe enviassem flores. Queria rosas brancas se fosse voltar para casa, rosas amarelas se fosse ficar mais um tempo no hospital e estivesse em estado grave, e rosas vermelhas se estivesse próxima sua morte. Certa hora, bate a porta de seu quarto uma mulher e entrega a mãe da moça um maço de rosas vermelhas murchas e sem vida. A mulher se identifica como "mãe da Joe". Nesse meio de tempo, a moça que estava dormindo acordou, e a mãe avisou pra ela que a mulher havia deixado o buquê de rosas, sem saber do pedido da filha feito em oração. Ela ficou com uma cara de espanto quando foi informada pela mãe que quem havia trazido as rosas era a tal “mãe da Joe”. A única coisa que a moça conseguiu responder era que a mãe da Joe estava morta há 10 anos. A moça morreu naquela mesma noite. No hospital, ninguém viu a tal mulher entrando ou saindo. – Sill encerrou a noite com aquele conto e entrou na barraca com a namorada.

– Isso foi ridículo. – falou Peter rindo e entrando com sua namorada na barraca.

– Acredita mesmo que isso seja real? – perguntou Cristiano pegando Michelle pelo braço que admirava o vento acabando com a fogueira que haviam feito e deixando tudo escuro.

Dentro da barraca, Michelle entregava sua virgindade para Cristiano, que possuía Michelle de um jeito romântico e selvagem ao mesmo tempo. Quando eles acabaram exaustos, Michelle viu um vulto no lado de fora.

– Tem alguém no lado de fora da barraca. – disse ela encarando Cristiano. Estava com medo.

– Deve ser Sill que saiu para fumar. Relaxe. – disse ele virando-se e agarrando ela para dormir.

Ouviu-se um tiro e um grito. Cristiano saiu nu com Michelle para o lado de fora e viu que ali, havia um homem vestido com roupas negras e uma arma na mão. Olhou o corpo de Peter no chão. Sill, Billy e Lapsa estavam escondidos atrás de moitas. Michelle e Cristiano fugiram, mas o homem acertou o coração de Cristiano, o assassinando. Michelle conseguiu escapar.

Ele caminhou assoviando a “música de Freddy Krueger” até Billy e assassinando ela. Lapsa deu um grito e saiu correndo, mas o homem a acertou também. Por último, Sill.

– Um, dois, o Freddy te pega depois. Três, quatro, é melhor trancar a porta. Cinco, seis, agarre seu crucifixo.

Sete, oito, fique acordado até tarde. Nove, dez, não durma nunca mais. – cantarolava Donald Thompson atirando o corpo das duas meninas pelo barranco.

Ele deixou o dos três garotos ali, pois precisava correr atrás de Michelle. Caminhou atrás dela, mas ela já devia estar longe. Foi quando ouviu um grito abafado pelo desespero de não ser vista. Ele encontrou ela escondida no meio do mato.

– Não. Por favor. – sussurrou ela.

– Seu pai estuprou minha filha. Antes de eu matar ele, vou matar você. – falou ele tirando a mascara e colocando de volta. Deu um tiro na testa de Michelle e ela caiu para trás, morta.

Levando ela junto aos outros corpos, em vez de tocá-los pelo penhasco, os enterrou. Colocou fogo em todos os pertences deles até destruir tudo, inclusive as barracas. Thompson foi embora rindo sozinho.


††



– Até hoje eu procuro por esse homem. – Michelle estava chorando. – quero me aliar ao meu pai e matar todas as pessoas do mundo. Inclusive Donald Thompson.


– Ele está morto. – falou Katharine com pena de Michelle. – Freddy o matou. Sinto muito por tudo que aconteceu Michelle.

– Não tenha pena de mim. – sorriu ela pegando uma arma de seu bolso. – eu irei lhe matar igual.

Notas finais
E agora? O que será de Katharine?