Notas iniciais
Galera, parei de escrever capítulos faz tempo já, pois tenho vários prontos, mas eles estão acabando.
E estou sem tempo para escrever, mas irei dar o melhor de mim, para fornecer o melhor a todos vocês.

KATE ESTAVA CHORANDO. Ela não conseguia acreditar que Laura, uma garota inocente que estava sendo acusada de assassinatos, estava sendo intimada a ir à delegacia. Mas ao mesmo, ela estava com raiva de Laura. Quem mandou a garota levar Gilbert para a casa dela?

- O que Gilbert fez, não está certo. Precisamos de uma prova para denunciar ele. – disse Katharine com raiva de si mesma. – ele foi longe demais. O que houve com ele?

- Não precisamos de prova. – falou Josh pegando o celular. – só temos que falar com o delegado e dizer a ele tudo que ouvimos de Gilbert ontem à noite. Vamos explicar que ele implantou as provas do crime embaixo da cama de Laura.

- Pergunte se ele pode vir aqui. Não estou a fim de ir até lá. – disse Kate levantando-se da cadeira e abraçando Josh. – porque tudo está acontecendo desse jeito? O que eu fiz para merecer tudo isso em minha volta?

- Você não fez nada. – disse Josh afastando Kate de perto dele para poder ligar para o delegado. – vou lá fora falar com ele. É melhor.

Kate ficou ali, parada. Estava furiosa, pois Laura era sua amiga e Gilbert havia sido muito cruel com ela. O delegado veio a casa de Josh apenas uma hora depois, pois foi a hora que conseguiu sair da delegacia. Eles contaram tudo que sabiam para o delegado e ele acreditou neles.

- Eu acredito em vocês, mas se falarem isto para outras autoridades ou os familiares dos mortos, eles não irão acreditar. Afinal, isto envolve Freddy e ninguém irá acreditar em Freddy. Para as outras pessoas, Laura é culpada e ela será enviada a uma prisão perpétua se for julgada do jeito que penso. – falou o delegado sinceramente para os dois.

- As câmeras! – exclamou Josh pulando em cima do sofá.

- Que câmeras? – perguntou Kate e Brown ao mesmo tempo.

- O vizinho colocou câmeras no poste e em parte da casa. Ele ficou com medo depois que esses assassinatos começaram a ocorrer. Ele fica monitorando pela televisão e ver se acha algo de errado.

- Chame-o. – falou o delegado.

†††

- Está aqui. – disse o homem vizinho de Josh. – o DVD que eu gravei no computador das filmagens de ontem à noite. Não assisti ontem, por isso não avisei a policia.

- Obrigado. – falou o delegado colocando o DVD no computador de Josh. – que horas foi isto, mais ou menos?

- Acho que foi umas nove e meia da noite. – disse Kate ansiosa. – mas não sei exatamente.

- Nove e cinquenta e cinco. – disse o delegado. – as câmeras do poste mostram que é um homem. Coloque zoom Josh. Josh colocou zoom e deu para ver que era um homem louro. Gilbert estava de costas, não dava para ver se era ele, mas aquilo inocentava Laura.

- Graças a Deus. – disse Kate abraçando Josh.

- Irei mostrar isto para as outras autoridades. – falou o delegado pegando o DVD do computador e colocando dentro do plástico que envolvia ele. – sua amiga será descartada.

O delegado foi embora e Kate e Josh comemoraram juntos que Laura seria liberada.

- Cheguei a pensar que Laura não poderia ir conosco para Springwood. – falou Katharine olhando para o computador de Josh que ainda estava no programa que reproduzia os filmes.

- Cheguei a pensar que nunca mais iríamos ver Laura. – falou Josh desligando o computador.

†††

Gilbert estava em sua casa. Estava feliz por ter escapado das autoridades colocando a culpa em Laura. Ele estava cansado, então deitou em sua cama para dormir. Ele só não sabia que estava caindo em um sono obscuro. Um sono profundo que poderia ser o último sonho de sua vida.

Estava escuro. Gilbert caminhava por um corredor que não tinha luz e os números das portas eram os mesmos: 666. Gilbert corria procurando por ajuda, mas as portas estavam trancadas. Ele ouvia gemidos e mais gemidos e logo percebeu que estava em um motel. Subia escadas, mas todas as portas estavam trancadas. 666, 666, 666, todas as portas com este número.

- Gilbert. – sussurrou uma voz que ressoava pelos corredores. – está no seu habitat preferido, não?

Gilbert ouvia a voz sussurrante e ficava com medo. Ele sabia que era de Freddy Krueger e o desespero estava estampado em seu rosto.

- Gilbert, você está no caminho certo. Continue. – sussurrava Freddy deixando Gilbert com medo.

- Vá embora. Suma de minha vida! – exclamou Gilbert mudando seu rumo e correndo para o outro lado do corredor, pois se Freddy disse que ele estava no caminho certo, uma coisa boa não era. Ele saiu correndo e descendo escadas e mais escadas. Os gemidos de sexo que ele ouvia logo se tornavam cada vez mais altos e foram se formando gritos de dor e sofrimento. O que era gemidos de prazer, agora pareciam gritos de dor, como se as pessoas estivessem tendo as pernas arrancadas.

Gilbert corria cada vez mais e ouvia gritos de homens e mulheres que pareciam estar chorando. Então ele subiu até a torre do motel, onde era o quarto mais caro com uma cobertura e suíte. A porta estava aberta e era única. Então, Gilbert entrou e trancou a porta. Ele sentou-se em cima da cama e começou a chorar de desespero. O quarto que estava sem luz, logo foi se tornando mais claro. E várias luzes coloridas estavam acesas. Algumas velas que tinham em cima de um balcão acenderam sozinhas. Gilbert começou a ficar com medo e sabia que não conseguiria escapar da morte. Beliscava-se e batia a cabeça na parede para tentar acordar, mas nada. Ele estava com a cabeça doendo e pegou uma garrafa de vodka, quebrando-a e pegando uma parte, cortando um pedaço do pulso levemente para não doer. Cada vez mais ele aumentava a força, mas ele não acordava.

- Não seja fraco. – falou uma voz que ecoou pelo quarto. – não tenha medo. Você terá uma chance de viver.

Gilbert não sabia de onde vinha aquela voz, mas sabia que era de Freddy e ele estava próximo. Então, Laura passou pela cabeça dele e ele se arrependeu de ter usado a garota e de ter colocado a culpa nela. Ele sabia que Laura morreria na prisão por sua causa. Ele levantou-se rapidamente para procurar algum papel e caneta. Ele achou uma caneta em cima do balcão e papéis em branco dentro de uma gaveta e começou a escrever rapidamente algumas anotações com desejo de que inocentassem Laura.

“Sei que quando lerem isto, eu estarei morto. Queria apenas dizer que fiz algo cruel. Assassinei muitas pessoas vestido como Jason Voorhees. Eu estava sem saída, não posso explicar porque, mas eu estava completamente cercado e morreria se não fizesse isto. Lamento por tudo que fiz, mas precisam me perdoar para minha alma descansar em paz. Não entenderão, mas a culpa não foi minha. Era apenas meu corpo. Não minha alma. A garota com quem eu dividi a cama, chamada Laura, foi apenas um jeito de escapar da prisão. Ela é inocente e tudo aquilo que encontraram embaixo da cama dela, foi implantado por mim. Lamento por todas as mortes que cometi, e peço desculpas para todas as famílias que tiveram uma perda enorme. Apenas quero dizer mais uma coisa. Maxxine Abrevoutt, era meu amigo e não fui eu que o assassinei. A morte dele não tem nada haver comigo. O corpo dele que foi encontrado na beira de um lago, não foi assassinado por mim. Assinado, Gilbert M. Becker”.

Gilbert pegou o papel que havia escrito aquelas memórias e colocou no bolso de sua calça junto com a caneta que havia encontrado. Sentou-se em cima da cama novamente e começou a chorar. Estava se lamentando pelo que fez. Olhava pelo quarto e reparou em algo diferente. A porta de correr que separava o quarto da varanda estava aberta e as cortinas ventavam para dentro do quarto com o vento. Gilbert correu para fechar e quando fechou, olhou para baixo e viu pegadas de sapatos. Olhou na direção que eles iam e as pegadas chegavam até a porta do banheiro. Gilbert caminhou até o banheiro lentamente. Hesitou quando tocou na fechadura da porta. Estava com medo de abrir e encontrar Freddy lá dentro esperando por ele. Depois de um tempo, Gilbert abriu a porta, mas não havia nada lá dentro. A torneira da pia pingava devagar e aquele barulho estava deixando ele aterrorizado. As pegadas iam até a banheira onde tinha uma cortina de banho bege e parecia ter alguém lá dentro, tomando banho calmamente. Gilbert foi indo devagar e abriu a cortina. Quase vomitou. A água tinha virado sangue e tinha um corpo de uma mulher loura dentro da banheira. Era Andreia, a loura que Freddy conquistou. Aquele banheiro não era do motel, mas sim da casa da loura no dia de sua morte, quando o corpo ainda se encontrava lá. Freddy deu um jeito de juntar o quarto do motel com o banheiro da loura. Na parede, havia um recado feito de sangue, mas estava em códigos e Gilbert desconhecia. Ele pegou o papel que havia colocado dentro do bolso e a caneta e anotou no papel.

Não tenha medo da morte. Ela sempre avisa quando você irá morrer antes de encontrar você. Siga o sinal, vá em frente, pois você está no caminho certo. Ir até o local para descobrir o que quer descobrir, pode ser o certo. Mas para ter sucesso em sua investigação, terá que ser no momento certo

Gilbert colocou o papel e a caneta de volta ao bolso e ele ficou ali parado, olhando para o cadáver da loura parada em frente à banheira.

- Olá, Gilbert. – falou Freddy enquanto Gilbert se virava assustado por causa da voz dele. – que saudades de você.

- O que quer comigo? – perguntou Gilbert espantado. – você prometeu me deixar em paz. Eu já lhe emprestei meu corpo e você falou que me deixaria viver. Vá embora daqui. Pare com isto, já!

- Cale a boca! – exclamou Freddy se aproximando. – você se atreve a falar assim comigo? Eu te dei a chance de viver e você quando eu lhe devolvo seu corpo, você vai e conta para a vadia da Kate e os amigos dela. Você é uma porra de homem.

- Por favor, me deixe em paz. – implorou Gilbert.

- Saia já de dentro do banheiro e se dirija diante de mim. – gritou Freddy apontando uma de suas garras para uma sacola que estava no chão. – sou grato por ter me emprestado seu corpo e por isto te darei uma chance. Dentro daquela sacola tem a fantasia de Jason Voorhees e um facão afiado. Você irá lutar comigo e quem for melhor, sobrevive.

- Você está maluco! – exclamou Gilbert com nojo de Freddy Krueger.

- Então prefere se entregar para mim e morrer rápido? – perguntou Freddy roçando uma garra de lâmina na outra e fazendo um barulho irritante. As garras eram prateadas e Gilbert conseguia se espelhar dentro delas.

- Não. – disse Gilbert indo rapidamente até a direção da sacola e vestindo um macacão jeans, colocando a mascara de Jason Voorhees e pegando o facão afiado. Gilbert começou a olhar através da mascara para a faca e não conseguia acreditar que iria lutar com Freddy Krueger.

- Bom garoto. – falou Freddy fechando os olhos e mudando de um motel para um ringue de luta. – deste ringue em que estamos dentro, apenas um sairá vivo.

- E serei eu. – falou Gilbert vestido de Jason.

- Não conte vitória antes da luta. – falou Freddy mostrando as garras.

Gilbert caminhou até Freddy com sua faca afiada, mas Freddy se aproximou ainda mais, o que fez “Jason” ir para trás e parar de reagir. Freddy deu uma leve risada e avançou enfiando as garras em Gilbert, mas ele se defendeu com a faca prateada. Gilbert viu a imagem de sua mascara na faca prateada e engoliu aquilo a seco como se fosse um sinal ruim. Ele tentou enfiar a faca no rosto de Freddy, mas ele impediu com as garras e deu uma risada.

- Não acha que será fácil ganhar de mim, Sr. Jason Voorhees. – riu Freddy voltando para o seu lado do ringue. – vejo você como o verdadeiro Jason, Gilbert. E eu quero acabar com você, como acabei com o verdadeiro Jason. Eu o matei há um mês. Consegui entrar no sonho dele. Aquilo foi maravilhoso.

- Jason era Jason. Eu sou Gilbert. Ninguém irá me matar. – falou Gilbert agarrando a faca com mais firmeza e correndo até Freddy, dando uma facada em sua barriga. – surpresa, não?

- Você foi rápido agora. – sorriu Freddy tirando a faca da barriga e jogando longe. – mas agora está indefeso!

Freddy colocou suas garras em Gilbert no rosto, mas ele logo viu o erro que cometeu. Gilbert usava a dura mascara de Jason e as garras de Freddy deixaram marcas na mascara, mas não no rosto de Gilbert. Ele teve tempo de pegar a faca e ir para longe e Freddy estava com muita raiva, lamentando-se por não ter arrancado os olhos de Gilbert.

- Um ponto para você, Mister Jason. – sorriu Freddy roçando as garras, uma na outra e fazendo sair um brilho imenso. – agora é minha vez de atacar.

Freddy correu até Gilbert com os braços esticados e as garras estratégicas para matá-lo, mas Gilbert se abaixou e encravou a faca na perna esquerda de Freddy, deixando sair sangue de sua pele queimada.

- Filho da puta! – gritou Freddy com dor e dando um chute em Gilbert para ele levantar-se. – vamos ver se você sabe fazer alguma coisa além de sexo. Seu cretino.

- Irei acabar com você. E saiba que lhe matar vai ser mais fácil do que transar com alguma vadia por aí. – disse Gilbert arrumando a grande faca afiada em suas mãos.

- Vamos ver então. – Freddy ajeitava suas garras e ia em direção a Gilbert.

Gilbert impediu com a faca que Freddy o trucidasse e foi para cima dele. Freddy ameaçou atacar Gilbert com as garras de uma mão e Gilbert impediu. Então Freddy usou a outra mão com garras para atacar a outra mão de “Jason” que não estava na faca e arrancou dois dedos de Gilbert. Ele gritava e Freddy sorria com prazer Adorava machucar as pessoas e ver pedaços dos corpos das vitimas estraçalhados pelo chão era o maior prazer dele.

- Quero que fique nu garoto. – afirmou Freddy sorrindo. – apenas de mascara. Saiba que se não obedecer, eu te mato de outro jeito que você não terá chances de sobreviver. Afinal quem manda neste pesadelo sou eu.

Gilbert tirou suas vestimentas e depois a sua cueca. Ele estava nu, apenas com uma mascara e uma faca grande na mão que parecia mais uma espada, pois tinha o mesmo tamanho.

- Você é muito bonito, Gilbert. Será que eu não te comi quando você era criança? Não consigo lembrar-se de abusar uma criança com este nome. – falou Freddy analisando o corpo dele.

- Pra que me pediu para tirar minhas vestes? – perguntou Gilbert assustado. Freddy queria fazer algo com ele e Gilbert sabia disso. “Será que ele quer me estuprar?” pensou Gilbert horrorizado.

- Vou te contar uma coisa curiosa. Quando fiquei em seu corpo, nunca o analisei. Nunca me olhei no espelho para ver se você era realmente bonito, mas agora eu consigo ver e é realmente belo. Gostoso.

- Vou lhe matar. – disse Gilbert correndo até ele com a faca, mas Freddy o tocou para longe com o pensamento e arrancou a faca de suas mãos e trouxe até ele. Tudo com o pensamento.

- Um garanhão que fode todas as garotas. – afirmou Freddy sorrindo. – seria um bom final para ele, ser abusado. Afinal é tão machão, não é?

- Vai tomar no seu cú! – explodiu Gilbert de raiva. – nunca fará isto comigo.

- Então prefere morrer rápido a fazer um favor e ter a chance de lutar comigo e sobreviver? – perguntou Freddy sorrindo.

- Não pode ser outra coisa? – perguntou Gilbert assustado.

- Fique de quatro. – disse Freddy tirando suas luvas com garras da mão. – agora eu irei encostar-me a você sem te machucar.

- Você é burro! – exclamou Gilbert vestindo sua cueca e sua calça.

- Fique de quatro, eu disse! Porque colocou roupa? Porque eu sou burro? – perguntava Freddy cada vez mais furioso.

- Porque você tirou suas garras, seu trouxa! – Gilbert foi para cima de Freddy e rasgou o braço de Freddy, fazendo sair muito sangue enquanto chutava as luvas de Freddy para fora do ringue. – diga adeus Freddy Krueger!

Notas finais
Gilbert levantou a espada para arrancar a cabeça de Freddy e matá-lo.