Welcome To Your New Nightmare
9 Especial dia 21- O Mundo só acaba para quem morre
Notas iniciais
Boa leitura,
Um Potterhead.
HOJE É O FIM DO MUNDO. Para Katharine. Já decidi que de hoje ela não passa. Aquela garota está me desafiando. E ela é de longe, a mais corajosa de todas que eu já matei. Mas também, eu não ligo para isto. Até agora ela já levou alguns sustos, mas deixe-a para mim. Antes de tudo isto, eu preciso matar outra pessoa. Algum amigo dela. Quero deixar todos com medo antes de agir contra ela. Quero que depois disso os amigos dela acreditem no que ela falou, mas será tarde de mais, pois quando chegarem a pedir desculpas, ela já estará morta. Preciso matar alguém rápido ou o pacto se desmanchará e eu vou me afundar por toda eternidade. Eu também não posso esquecer-me de Thompson. Está na hora de minha vingança contra ele. Está na hora dele encontrar a filha no inferno. Um me deixou assim, todo queimado e deformado e a outra era uma “dedo-duro” filha da puta que me entregou. Foi ela a causadora de minha morte. Nancy Thompson. A menina vadia. Também tem meu amigo, o delegado Harris, que aceitou aquele homem como tenente. Eu estou pensando em que vítima eu poderei fazer. Talvez aquela menina que era melhor amiga. Ou até a mãe. Mas a mãe eu preciso de um tempo. Quero assustar um pouco a senhora Elizabeth. Bem, agora com esse tal “fim do mundo” as pessoas só sabem falar disto. Mas o mundo não irá acabar. Porque diabos o mundo iria explodir? Porque diabos essa porra iria ter fim? Será que eles não entendem que o fim só existe para aquele que vai para o caixão e é comido por bichos?
Então eu estava montando um pesadelo para a próxima vítima. Seria legal se ela estivesse aonde? As pessoas até podem achar fácil, mas é difícil montar um pesadelo. Acho que eu poderia colocá-la em uma sala de cinema. Mas que filme? Pensei em colocar o filme do Ghostface ou talvez de Jason. Não, não. Que tal a menina que sai da TV? Samara não é tão assustadora. Acho-a uma menina tão patética. Se fosse eu, tacaria fogo nela e tocava ela de volta naquele poço horroroso de onde nunca deveria ter saído. E aquela garota do filme O Exorcista? Nem se fala. Mais uma menina mimada pela mãe que recebe uma visita de algum demônio. Acho que seria legal colocar o filme de Jason. Vocês sabiam que Jason existe de verdade? Ele era meu amigo na infância. E todos os filmes sobre ele são reais. Gravados por psicopatas amigos dele. Eles levam as pessoas dizendo que irão fazer um filme de terror e tudo. E quando aparece Jason, ele mata as pessoas de verdade. Por isso que nunca mais falei com ele. Como podem fazer um filme com aquele retardado que usa mascara? Eu acho que sou o único assassino com classe. Falando em mascara, não podemos deixar de citar Ghostface. Não sei se ele existe realmente, mas se existisse seria uma decepção para todos os assassinos. Olha aquela mascara dele? Aquela boca aberta que parece que está chupando um pênis. Literalmente um fracassado. Fora os tombos que ele cai porque as vitimas o empurram. Sem classe alguma. Mas enfim, eu precisava escolher algum filme. Tinha que ter algum assassino. Então eu pensei emLeatherface. Há um erro neste filme muito cruel. “O massacre da serra elétrica”. Filho, “serra elétrica” já diz tudo: ela é elétrica. Serra elétrica se liga na tomada. Ele usa um motosserra. Motosserra funciona em qualquer lugar. Definitivamente é o que estraga. Mas então eu iria colocar o filme dele. Nada de regravações. Vou colocar um dos antigos. Que tal o primeiro? Seria este.
A minha vitima seria alguém que eu já tivesse visitado antes. Aquela garotinha bonita e marrenta: Bianca. Tinha visitado ela enquanto dormia há dois dias. Estava tudo pronto. Todas as coisas estavam dando certo. Só faltava uma coisa apenas: a vítima. Tentei me concentrar e me conectar com ela, mas ainda estava acordada. Então eu esperei algum tempo e consegui entrar no sono dela.
A garota estava sentada no canto do cinema comendo pipoca. Óbvio que aquela pipoca não era normal. Quando a vítima começa a ficar com medo, eu começo a mudar as coisas e deixar o lugar mais macabro. As luzes estavam escuras e Bianca não fazia ideia do que estava acontecendo até que apareceu Leatherface na tela do cinema correndo atrás das vítimas.
– Que filme é este? – perguntou ela alto para eu, que estava a algumas fileiras na frente. Eu não respondi. Apenas a deixei continuar assistindo. Fiz uma surpresa para ela ficar mais assustada. Quando Leatherface assassinou sua primeira vítima, começou a jorrar sangue para fora da tela. Por isso amo ser um assassino de pesadelos. Posso fazer o que não conseguiria se fosse um psicopata normal.
– O que está acontecendo? – perguntou ela outra vez. Queria olhar para trás e ver se ela estava suja de sangue, mas não podia. Ela não podia saber quem eu era.
– Ele está jorrando sangue em mim. – ela gritou assustada. – por favor, o que está acontecendo? Cadê as outras pessoas do cinema.
Eu apenas continuei comendo minha pipoca. Ela ficou quieta e continuo assistindo o filme. Ela começou a gostar quando ** começou a cortar as pessoas. Eu tinha acertado. A garota adorava terror. E iria sofrer em minha mão antes de ser morta. Ela ficou entusiasmada então eu espiei entre as poltronas e ela estava fascinada pelo filme. Ela foi pegar mais pipoca e eu fiz a minha surpresinha.
– Ai meu Deus! – ela gritou jogando o saco de pipoca para longe. – tinha dedos dentro do saco. Dedos cortados.
Ela suspirou rápido.
– O senhor sabe o que está acontecendo? – ela perguntou para mim levando um susto quando viu que eu não estava mais lá.
– Senhor? Onde está você? – perguntou ela desesperada.
Um cheiro podre começou a surgir. Ainda bem que eu não sentia nada. Muitas moscas começaram a saírem da tela atrás daquele cheiro. Ela se deu conta que tinha alguns pedaços de carne podre na poltrona ao seu lado só depois que as moscas se aproximaram. A garota se desesperou e começou a gritar.
– Me ajudem! — gritou ela. – alguém me tire daqui, por favor?!
– Fique quieta. Eu quero ver o filme. – eu sussurrei no ouvido dela.
Ela levou um susto e se virou para trás. Quando ela me viu atrás dela, eu dei um sorriso. A aparência dela estava pálida. Não se mexia e não sabia o que fazer. Tentava tirar palavras da boca, mas se tremia toda.
– Fre-Freddy Krueger. – disse ela gaguejando de medo.
– Em carne e osso. – eu falei lentamente dando um susto nela.
Ela se levantou e correu e as moscas correram atrás. Elas entravam por todos os lados. Algumas entraram pela boca dela e Bianca caiu no chão. Ela ficou deitada de barriga para baixo e tapava o rosto. Eu me levantei e comecei a caminhar em direção dela. Ela viu que e estava me aproximando e levantou-se. Foi em direção à porta para abri-la. Ela tentou puxar o trinque, mas a porta estava trancada. “socorro” a falou empurrando a porta e fazendo um grande barulho. Ela se agitava e mesmo assim as moscas não saiam de perto dela. Então eu dei um empurrão no ar e as moscas desapareceram. Fiquei só eu e ela. Como eu queria.
– Olá Bianca. – eu disse dando um sorriso. Adoro sorrir. É tão bom. As vitimas se desesperam mais.
– O que você quer comigo? – perguntou ela desesperada. – vá embora. Deixe-me!
– Vamos fazer uma brincadeirinha antes. Sente-se em uma poltrona.
– Eu não vou sent...
– SENTE-SE EM UMA POLTRONA! – eu dei um grito que chegou a doer minha boca.
Ela sentou-se porque sabia que não tinha saída, há não ser, acordar. E eu não iria deixá-la acordar.
– O que você quer? – perguntou ela.
– Brincar de perguntas e respostas. Eu pergunto e você responde.
– O que você quer que eu responda?
– Qual seu filme de terror favorito?
– Isto não é uma fala de Ghostface?
– Fique quieta, quem faz perguntas aqui sou eu.
Eu dei um chute na canela dela para parar de resmungar. Garota chata. Quem fazia as perguntas era eu. Se eu quisesse, eu fazia as perguntas de Ghostface, pouco me ligo. Ela tentava evitar me olhar, mas eu ficava encarando ela. Existe coisa melhor do que ficar vendo o desespero de alguém? Algo melhor do que cortar alguém ao meio? Não. Nada é mais prazeroso do que cortar uma garganta.
– Qual é a próxima pergunta?
Então eu raspei uma de minhas garras no seu rosto e aquilo foi jorrando sangue aos poucos. Um corte pequeno. Mas lindo de se ver.
– Só eu pergunto. – falei para ela depois de um grito de dor que ela soltou.
– Então pergunte. – disse ela segurando o rosto com a mão.
–Você acredita no fim do mundo?
– Que tipo de assassino faz uma pergunta assim?
Eu não consegui me segurar. Qual a parte do “SÓ EU FAÇO AS PERGUNTAS” que ela não entendeu? É difícil me entender? Eu falo outra língua que não a dela? Dei mais um chute em sua canela e arranhei seu braço.
– Você acredita no fim do mundo?
– Não.
– Por que não?
– Porque o mundo não vai acabar.
– Você é Deus para saber se vai acabar ou não?
– Os Mayas eram Deus para saber se o mundo iria acabar ou não?
– Garota, você não consegue ficar um minuto, apenas um minuto, sem fazer uma pergunta?
– Desculpe.
– Sabe por que o mundo não irá acabar?
Ela ficou em silencio.
– Não vai perguntar “porque”?
– Não posso fazer perguntas.
– Eu deixo você perguntar “porque”.
– Por quê?
– Porque o mundo só acaba para quem morre.
Ela ficou pensando e não me respondia nada. Até que ela abriu a boca.
– O que isto tem haver com um psicopata? Desculpe-me fazer pergunta, mas qual o motivo destas perguntas?
– A conclusão. Acabamos de chegar à conclusão de que o mundo só acaba para quem morre. Ou seja, estamos falando de morte. E o mundo irá acabar para você.
– Isso não me surpreende. Você se acha um assassino com classe? Você é um lixo. Apenas mais um retardado que deve ter sido rejeitado pelos pais.
Então eu fiquei com raiva. A garota conseguiu me deixar com mais raiva que todas as pessoas que eu tinha. Ela acaba de assinar um contrato com a morte. Uma morte cruel. Então todo aquele cinema desapareceu e agora Bianca estava em uma cama e amarrada. Eu subi em cima dela e rasguei sua roupa até deixá-la de sutiã. Então eu tirei seu sutiã e comecei a passar minhas garras de leve em seus peitos. Comecei a passar as garras em volta dos seios e deixei-os cortados. Então desci até sua barriga. Ela não gritava porque não conseguia. Apenas chorava muito. E eu ria. Chamei-a de delicia e sorria como se eu fosse algum tipo de galã. Quando cheguei mais embaixo dos seios, comecei a escrever. Queria que todos soubessem que eu existia e não estava para brincadeira. Então eu fiz um S e depois um A. Fui escrevendo chegando até seu umbigo. Então me afastei e olhei a frase. Escrevi perfeitamente. É muito bom escrever em um corpo. Bem melhor que escrever em alguma folha de papel. “say hello to Freddy”. A frase ficou perfeita. Desci mais um pouco e fui as suas coxas. Arranhei até as pernas. Então eu pedi para ela colocar toda a dor que sentia para fora. Cheguei a seus braços amarrados na cabeceira da cama e cortei um dedo dela. Ela gritou mais alto do que eu poderia imaginar.
– Pare. Pare, por favor. – pediu ela chorando e gritando.
– Não. Eu estou adorando.
Então cortei mais um dedo. Ela estava gritando muito. Eu estava torturando ela de um jeito tão maquiavélico. Até eu estava com pena. Coitada.
– Me mate. Mate-me. Por favor! – gritava ela olhando para mim. – me mate logo, mas não me torture mais.
Tudo que eu queria ouvir. Era só o que faltava para eu cravar minhas garras em seu peito e puxar seu coração. Então eu levei minha mão ao alto e fui muito rápido em direção a seu peito esquerdo. Queria esmagar o coração dela. Então fui rapidamente cravando minhas garras o mesmo lugar até a memória de ela ser apagada e assim ela começou a parar de respirar. Ela estava morta.
Depois disto, eu descobri que Katharine estava dormindo. Então eu andei por um lugar escuro e ela estava escondida de mim. Eu estava procurando por ela até que a vi embaixo de uma mesa.
– Katharine. – eu sussurrei. – você disse que não tem medo de mim. Prove-me. Apareça.
Eu fiquei espiando ela, então vi que ela hesitou na hora de sair de baixo da mesa. Mas saiu.
– Olá Katharine.
– Olá Freddy.
– Você está bem? Dormindo bastante?
– Durmo sim. Nunca durmo sozinha.
– Acompanhada da mãe?
– Muito raro. Tenho amigos.
– Antes de tudo, falando em “amigos” eu queria lhe dizer que sua amiga acabou de ter um pesadelo comigo.
– Que amiga? – perguntou ela espantada.
– Bianca.
– Você a matou?
– Sim. Eu torturei e depois a matei.
– Seu monstro! – gritou ela chorando. – eu te odeio seu verme.
Então eu fiz aparecer uma faca em cima da mesa.
– Então venha garota. Desconte toda sua raiva. Pegue esta faca e venha me matar. – eu disse rindo.
E não é que ela pegou a faca mesmo? Então veio correndo em minha direção com a faca erguida contra mim. Eu joguei a faca longe com meu braço e arranhei o braço dela um pouco.
– Tola. Garota inútil. Acha mesmo que pode fazer isto? Você acha? – eu comecei a rir mais ainda.
Então ela correu e eu fui caminhando atrás para matá-la, mas tudo desapareceu.
Acho que ela acordou. Merda. Esta garota é uma idiota. Ela não pode escapar tão fácil assim. Eu estava com muito mais raiva dela. Como ela disse, não dormia sozinha, alguém deve ter acordado ela. Pelo menos já matei mais uma garota. E não preciso mais me preocupar. Acontece que quando eu peguei fogo, invoquei os demônios dos sonhos. As três cobras voadoras vieram até mim e eu pedi a elas o poder a imortalidade. Em troca, eu seria o maior assassino dos pesadelos do mundo. Então se eu ficasse tempo de mais sem matar alguém, eu morreria.
Katharine está me tirando do sério. Se eu não conseguir matar ela, alguém vai ter que matá-la por mim. E eu não quero isso. Afinal é comigo que ela tem uma conta a resolver. Mas se ela não dormir alguém terá de matá-la acordada. E eu posso muito bem voltar a ser amigo de Jason Voorhees. E ele pode fazer este favor para mim.
Notas finais
- Olá Aidan. disse Caroline. será que posso entrar?
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