Notas iniciais
Mega obrigada a Colorada e Juh_teamEdward que recomendaram a fic, obrigada mesmo meninas amei.
e colorada flor, eu sei que isso tava acontecendo, mas eu precisava fazer uma cena que ñ deu mt certo, ñ se preocupe que a partir de agora é so o casal, e pensando no que vc me disse em um dos coments, q nunca tinha uma vadia q incomodasse o casal, bom a partir de agora vai ter, e vc ja faz alguma ideia de quem seja?

Pov. Bella

Acho que no fundo eu imagine coisas, pensei que talvez todos me fossem olhar estranho, alguns olharam mesmo, mas acho que não pelo fato de eu ser paraplégica, mas sim pelo fato de eu ter escolhido cursar fisioterapia.

Continuei empurrando a cadeira para uma nova aula, dessa vez ela não estava no horário, pelas conversas que eu ouvi todos os cursos teria ela.

Obviamente eu não era tão rápida quanto os outros alunos, e terminaria chegando atrasada nela. Bufei inconformada ao ver o corredor totalmente vazio.

Continuei olhando as portas procurando a que seria minha turma. Quase sorri ao encontrar a sala 102. Abri a porta devagar, quase implorando para que o professor não me olhasse com cara feia.

– Como hoje é o primeiro dia, eu vou fazer mesmo que meu antigo professor fez, quero que cada um me diga o nome e o porquê de terem escolhido a fisioterapia como o curso superior. – Escutei uma voz que eu diria ser jovem demais para ser um professor.

Olhei em direção a voz rouca e acho que alem de minhas pernas o resto de meu corpo estava paralisado.

Era ele.

Novamente aqueles olhos verdes olhando-me profundamente. Meus olhos marejaram um pouco quando me lembrei do acidente.

Procurei minha voz, queria gritar para todos que estavam ali que ele era o responsável por eu estar em uma cadeira de rodas.

Parecia que o tempo havia congelado, que tudo o que aconteceu, tudo o que eu sofri estava passando ao meu lado como um túnel do tempo.

Os olhos me olhavam da mesma forma como e olharam no acidente. Assustados.

O que era aquilo afinal? Uma brincadeira? Logo agora que eu estava tentando ser feliz? Que eu estava tentando recomeçar?

Tirando forças de onde eu não sei girei a cadeira prestes a sair daquela sala.

– Aonde vai? Tem que assistir a aula. – Sabia que era ele que falava.

– Não sou obrigada a isso. – Falei rispidamente, mas não consegui mover mais a cadeira, fiquei de costas para a turma.

– Deixa a aleijada pra lá professor. – Escutei uma voz terrivelmente fina falar. Virei-me no mesmo instante olhando uma garota com uma típica roupa de patricinha.

– Seu nome? – Ele perguntou firme.

– Alice Brandon.

– Esta com uma advertência senhorita. Não permitimos o preconceito nesta faculdade, respeite seus colegas de classe. – Olhei para ele, e mesmo sem querer eu tive um pouco de agradecimento dentro de mim.

– Desculpe. – Ela respondeu baixo.

– Não é a mim que deve desculpas. – A garota bufou e olhou em minha direção quase que com nojo.

– Desculpe. – Falou de má vontade, dei de ombros.

– Para seu lugar senhorita. – Ele falou, acho que tentando fingir que não me conheci.

– Não irei assistir à aula. – Falei encarando seus olhos incrivelmente verdes.

– Ela ira contar em suas notas como qualquer outra. – Retirou uma das cadeiras que ficavam nas mesas, para que eu me posiciona-se ali. Veio para perto como se fosse me ajudar.

– Não preciso de sua ajuda. – Fui para o lugar.

– Vamos continuar de onde paramos? Seus nomes e porque fisioterapia?- Ele perguntou e apontou para uma garota sentada a três cadeiras de mim.

– Meu nome é Ângela, e eu decidi cursar fisioterapia porque quando eu tinha onze anos sofri um acidente, e perdi os movimentos das pernas, fiz fisioterapia durante três anos, e decidi que queria fazer pelos outros, o que fizeram por mim. – A garota falou simplesmente.

Ele respirou fundo e me encarou.

– Você.

– Você não precisa ficar sabendo disso, e acho que se lembra de meu nome. – Eu falei calmamente.

– Ok, não são obrigados a falar, e você? – Perguntou a um dos garotos.

– Meu nome é Seth, e não tenho realmente um motivo para ter escolhido fisioterapia. – Ele admitiu com um sorriso.

E assim um por um foram falando. Todos sem exceção a não ser é claro por mim.

– E você professor? Nem falou seu nome. – Perguntou uma garota mais ao fundo.

– Desculpe, meu nome é Edward Cullen, bom eu cursava psicologia, mas aconteceu um acidente em que meu carro foi envolvido, um garoto morreu e a namorada dele ficou paraplégica, eu sei que eu não tive culpa, mas algo dentro de mim fez com que eu decidisse mudar o curso e fazer fisioterapia. – Ele suspirou.

– E não fez questão de procurar saber da garota não é? – Perguntei ironicamente, ele virou-se para mim.

– Esta enganada, eu sabia que ela poderia voltar a andar, falei com os pais dela para ver se poderia ajudar com algo, mas eu sabia que quando eu aparecesse para ela, ela me enxotaria gritando que eu era o culpado por tudo. – Ele falou encarando-me.

Virou-se e começou a escrever algo no quadro.

Pareceu que uma década havia se passado quando finalmente podíamos sair da sala.

Quando estava prestes a sair à porta foi fechada.

– Quero falar com você. – A voz falou atrás de mim.

– Não temos nada a conversar, com licença. – Pedi o mais educadamente que pude.

– Olha Isabela, eu sinto muito pelo que aconteceu, mas isso não é motivo para você querer se fazer de vitima. – Me virei para ficar de frente com ele.

– Fingir? Não preciso fingir, eu sou vitima.

– Pare de olhar para seu próprio umbigo, você não precisa disso, eu sei que você podia voltar a andar, se não esta andando a culpa não é minha, você deveria parar de bancar a menininha mimada, você acha que conseguirá o que fazendo com que a faculdade saiba disso? Ficará todas as aulas com a cara amuada? Eu sinto dizer mais isso não fará diferença nenhuma. – Ele falou firme.

– Não estou me fazendo de coitadinha, e se você quer saber eu fiz fisioterapia durante três malditos anos, e não fez diferença nenhuma. Você deveria parar de pensar que sabe das coisas quando não sabe. Por sua culpa minha vida dos sonhos se tornou um pesadelo, e justo quando estou tentando retomar minha vida você aparece tentando destruir tudo novamente. – Gritei a ultima frase.

– Você... É tão impossivelmente egoísta. – Ele falou descrente.

– Não irei comentar isso, você não sabe o que esta falando, você não sabe como é difícil para mim, pra você é fácil dizer, depois daquele acidente sua vida não mudou muito, a minha deu um giro de cento e oitenta graus, mas você não pode entender isso. – Gritei sentindo uma inútil quando senti lagrimas quentes deslizando por meu rosto.

– Eu gostaria de entender, mas você... – Sua frase foi interrompida quando ele pegou o celular no bolso, atendendo-o imediatamente.

– Estou indo pra ai, cuide dela Emm. Continuamos isso depois, e não adianta você ficar toda arisca Isabella, isso só fará os outros terem pena de você, e acredite pena é o sentimento mais repulsivo que alguém pode ter por outra pessoa. – Dizendo isso ele saiu deixando-me sozinha, e ali naquela sala, permiti que as lagrimas caíssem logo, quando mais cedo caíssem mais cedo elas secariam.

Mas quem ele pensa que é? Limpei as lagrimas e sai da sala pronta para ir para outra aula e pedir desculpas ao próximo professor.

Não deixaria que ele estragasse minha vida novamente.

Sai da sala, sabendo que chegaria muito atrasada na proxima aula.

– Ei, estou falando com você. — A voz ja conhecida e odiavelmente fina falou atras de mim.

– O que você quer? — Perguntei a garota da aula.

– Eu vi quando você ficou sozinha com o Edward na sala. — Foi direta.

– E?

– Pode pedir para que ele ligue para mim? — Perguntou mexendo na bolsa. Não sei o que me tomou, mas não foi uma sensação muito boa.

– Claro, ele tem seu numero? 0800 vadia? — Sai de perto dela que me olhava de boca aberta.

Agora alem de aturar aquele idiota ainda teria a patricinha metida a besta me pedido favor pra conquistar ele? Acho que a faculdade não vai aquilo que eu esperava.


Notas finais
espero q tenham gostado, e outra não esperem cenas engraçadas em minhas fic ok? sou pessima nisso é um fato.
ate o prox, comentem, recomendem e se quiserem favoritem.
bjsssss