Notas iniciais
Um obrigada de coração a Carol que fez a quarta recomendação da fic, obrigada por me apoiar em mais um flor.

- Como foi o primeiro dia na faculdade Bella? – Leah perguntou animada, enquanto eu penteava meus cabelos. Bufei lembrando-me do dia.

- Um saco. – Disse, ela riu e sentou-se ao meu lado na cama.

- Ia te chamar pra ir comigo para a fisioterapia, queria que você e o Edward se conhecessem, mas a secretaria ligou dizendo que ele não vai poder ir hoje, então remarquei para amanha. – Ela tagarelou, mas eu só consegui escutar uma palavra.

- Edward? Não seria o Edward Cullen, seria? – Perguntei.

- É, mas você o conhece?

- Um pouco, não gosto dele. – Fui direta.

- Não sei por que, eu o adoro, é tão legal, sem contar que é um gato, as enfermeiras da clinica vivem babando nele. – Revirei os olhos.

- Leah, por causa dele eu estou nessa cadeira de rodas. – Ela arregalou os olhos.

- Não Bella, o Edward ele...

- E por causa dele meu namorado morreu Leah, por favor, eu não quero falar dele, acredita que ele também esta dando uma aula extra na faculdade, isso é um pesadelo.

- Bella tem certeza do que você ta falando, eu conheço o Edward, não acho que ele... – A interrompi.

- Ele diz que a culpa não é dele, mas pra mim ele é o único culpado.

- Você sabe o que diz, mas eu vou falar com ele amanhã. Vou fazer meu trabalho de química, tchau. – Sai do quarto acenando para mim.

Pov. Edward.

— Shii, eu estou aqui com você. – Fale sabendo que essas palavras não teriam efeito nenhum.

Sentia minha camisa já molhada, não me importei com isso, queria poder fazer algo, algo que a fizesse lembrar que ela tem uma vida pela frente, que ela tem amigos que a amam, que ela é especial.

Mas nada disso adiantaria nada faria com que a dor que ela esta sentindo diminuísse, afinal não foi qualquer pessoa que morreu, foi o pai dela.

Com certo esforço, caminhei com ela para o elevador, Emmett cuidaria de tudo para o enterro.

Com certo esforço consegui colocá-la dentro do carro, prendi seu cinto e em seguida entrei no mesmo. Olhei seu rosto molhado pelas lagrimas, senti um aperto no peito ao saber que nada eu poderia fazer para diminuir a dor que ela sentia.

Dirigi sem pensar muito, e mais uma vez ajudei Tânia na hora de sair do carro. Caminhei vagarosamente com ela ate meu apartamento.

Levei-a ate o quarto de hospedes.

- Tome um banho e tente descansar ok? – Ela assentiu, sai do quarto indo em direção ao meu próprio.

Deus, meu dia hoje não foi nada do que eu poderia esperar.

Primeiro aquela garota. Certo acho que fui um pouco grosseiro, talvez pedisse desculpas depois, mas... Ela mereceu.

E logo em seguida a noticia, a primeira coisa que passou por minha cabeça foi Tânia.

Tomei um banho quente para tentar relaxar um pouco.

Fui para a cozinha e preparei um caldo forte para Tânia, faria com que ela tomasse nem que fosse um pouco, ela tinha que comer algo, colocou o prato com o caldo em uma bandeja, juntamente com uma colher e um copo de suco de laranja.

Fui ate o quarto que a havia deixado. Ela não estava lá, nem no banheiro já que a porta estava aberta.

Fui ate o meu quarto, a encontrando deitada em minha cama.

- Hei, venha tomar esse caldo aqui, só um pouco. – Pedi sentando-me com a bandeja no colo.

Ela sentou-se e ficou me encarando, o rosto um pouco inchado por conta das inúmeras lagrimas que ela tinha derramado.

Tomou um pouco do caldo, e um pouco do suco. Deitando em seguida e abraçando o travesseiro.

Sai do quarto indo em direção a cozinha.

Escutei meu celular tocando e fui ate a sala onde eu tinha deixado ele.

- Oi Emm.

- Cara, como ela ta? – Ele perguntou.

- Esta deitada, parou de chorar. – Suspirei sentando-me no sofá.

- Ok, já cuidei de tudo, o corpo será liberado amanhã de manhã, então o enterro será amanhã mesmo.

- Tudo bem, não sei se ela vai agüentar ver tudo, mas sei que ela irá querer ir.

- Certo amanhã passo ai, pra ver ela e ir com vocês para o enterro.

- Ok. – Após nos despedimos desliguei o celular apaguei as luzes e fui para meu quarto.

Deitei em minha cama abraçando Tânia, tentando dar um consolo que eu sabia que não era o suficiente.

Pov. Bella.

- Infelizmente hoje vocês não terão a aula com Edward, ele esta com um problema e não poderá vir, mas amanhã ele estará aqui. Vocês podem aproveitar esse tempo extra para visitar nossa biblioteca ou outra instalação da faculdade. Estão dispensados. – O reitor falou e logo a turma saia da sala.

Fiquei feliz ao menos hoje eu estava livre de vê-lo.

Fui empurrando minha cadeira pelos corredores já vazios, não sabia ao certo para onde estava indo.

Por fim acabei parando em uma área verde da faculdade, algumas arvores grama verde e muitas flores.

Fiquei um bom tempo ali, mas logo deu a hora de ir para outra aula. O reto do dia passou rápido, e logo eu já saia da faculdade indo em direção a Sue que me esperava do lado de fora do carro. Ajudou-me a entrar, e colocou minha cadeira a entrar.

- Como foi seu dia menina? – Ela perguntou.

- Foi bom Sue. – Respondi sorrindo, só em lembrar que não havia visto ele me fazia sorrir.

- Seus pais ligaram, e sua mãe disse que quando você chegasse a casa ligasse para ela. – Avisou-me eu assenti.

Fomos o resto do caminho em silencio.

- Quer comer algo? – Sue perguntou na porta de meu quarto, balancei a cabeça negando. Ela saiu e eu peguei o telefone já discando o numero de casa.

- Residência dos Swan’s. – A voz de alguém desconhecida falou.

- Aqui é Isabella Swan, minha mãe esta? – Perguntei.

- Sim senhorita, ela estava aguardando sua ligação, espere um momento, por favor. – Fiquei esperando e logo escutei a voz de minha mãe.

- Filha?

- Oi mãe. – Sorri ao escutar sua voz.

- Oh Bebê, como sinto sua falta. – Ela falou chorosa.

- Não é pra tanto mãe.

- Filha ingrata. – Ela resmungou fazendo-me rir.

- Quem é a pessoa que me atendeu? – Perguntei lembrando-me da voz desconhecida.

- É Maria, a contratei ontem. Quero falar serio com você. – Pra ela dizer isso tem de ser serio mesmo. Suspirei tentando achar um motivo convincente para termos uma conversa seria. Não encontrei nenhum.

- Pode falar dona Renée.

- Eu queria falar com você pessoalmente, mas como não posso terá de ser por telefone mesmo.

- Mãe diga logo. – Pedi.

- Filha, sei que se mudou buscando sua liberdade, e sei que você é maior de idade, mas nada é mais forte que o amor de sua mãe. Quando liguei hoje pela manha eu conversei um pouco com Sue, e ela me contou a historia de Leah. Ela me falou sobre o fisioterapeuta dela e... – Já entendi tudo.

- Não eu não irei fazer fisioterapia novamente. – Falei revirando os olhos, não faria fisioterapia, e principalmente não faria fisioterapia com ele.

- Sinto muito Isabela, mas ou você faz a fisioterapia ou você volta para casa ainda essa semana. Quero a resposta amanhã. Amo você filha, estou fazendo isso para seu bem. – Ela desligou o telefone antes que eu pudesse retrucar.

Notas finais
a partir de agora as coisas vão andar ok? só casal, brigas, confissões e muito mais.
to chateada com o numero de reviews, a fic tem 53 leitores, e eu ñ recebo nem 15 por cap, qual é gente, vou começar a demorar a postar. prox cap eu só posto na quarta feira ok?
bjsssss