Um mês depois:

- Não acredito nisso. – Escondi meu rosto com o braço, querendo impedir que eles vissem as lagrimas que escorriam por meu rosto.

- Eu sinto muito, Edward. – O corpo pequeno de Tânia abraçou o meu, afundei meu rosto nos cabelos dela, apertando meus braços ao redor da cintura dela.

- Fiz de tudo Edward, eu juro cara. Só que... Não deu. Eu realmente sinto muito. – Jared falou.

- Ele só esta decepcionado, Jared, sabemos que você tentou de tudo, não se preocupe. – Ela disse afagando meus cabelos, eu apenas assenti, sem levantar a cabeça, concordava totalmente com o que ela havia falado.

- Então eu acho melhor ir embora, já não posso fazer mais nada. Sinto muito cara, tentei de tudo, me empenhei ao maximo, mas não consegui. – Escutei outros murmúrios, mas não levantei a cabeça. Escutei a porta sendo aberta e depois sendo fechada.

- Hei, podemos sair hoje. Boate. Bebida. Garotas...

- Via ser legal. Menos a parte de garotas. – Ouvi Tânia falando.

- O que você acha, Edward? – A voz de Emmett chegou aos meus ouvidos.

- Não obrigado, mas divirtam-se. – Murmurei ainda abraçado a Tânia.

- Qual é...

- Emm, melhor não insistir, vamos deixar ele se acostumar com tudo. Quer ficar sozinho, Edward? – Assenti soltando meus braços de seu corpo.

- Amanhã nos falamos. – Ela deu-me um beijo na bochecha e se afastou, Emm me abraçou, dando-me três tapas na costa.

- Se cuide. – Tânia disse antes de sair de meu apartamento.

Sentei-me no sofá, minhas mãos foram para meus cabelos. Não acreditava que isso realmente estava acontecendo. Eu estava tão animado, com a ideia de ser pai. De ter Emily ao meu lado.

Já havia imaginado tantas coisas.

Imaginava quando ela me chamaria de pai, ou quando daria seus primeiros passos. Como eu vibraria ao ver seu primeiro dentinho nascer. Já imaginava como ficaria orgulhoso ao vê-la ir pela primeira vez ao colégio.

Me imaginava até, respondendo a famosa pergunta : De onde os bebes vem? Ou o ciúme louco que sentiria ao ver qualquer marmanjo querendo namorar minha princesinha.

Ri sem nenhum humor. Todas essa coisas que eu viveria com ela foi abaixo quando Jared chegou.

Sua expressão estava triste, e pensei em qualquer coisa, mas não estava preparado para ouvir um: sinto muito, Edward. Não consegui a guarda da Emily, ela ficará sob a responsabilidade do casal Oliveira.

Deus... Minha vinda desandou de uma forma que eu não conseguia acreditar, quantos baques uma pessoa pode levar, e ainda assim levantar e tentar novamente?

Pov Bella.

- Srt. Swan? – A voz de Marcos o porteiro era um pouco vacilante.

- Sim?

- Tem um rapaz aqui, ele deseja ver a Srt.

Franzi a testa, será que James veio me ver?

- Qual o nome dele? – Perguntei, passando a mão por meu cabelo.

Escutei um cochicho do outro lado da linha, esperei até que marcos voltou a falar.

- O nome dele é Emmett, disse que é amigo de Edward. – Emmett?

O cara grandão e engraçado?

- Emmett?

- Sim, Srt, posso deixa-lo subir.

Não fazia a mínima ideia do que ele queria, mas a curiosidade falou mais alto do que qualquer coisa.

- Sim, pode manda-lo subir.

- Sim, Srt.

Cerca de cinco minutos depois, a campainha do apartamento soou, levantei do sofá, largando meu livro em cima da mesa de centro.

Abri a porta dei de cara com ele, continuava do mesmo jeito que eu lembrava, apenas uma diferença, ele não tinha mais o sorriso bobo nos lábios, estava serio, um pouco tenso até.

- Oi, pode entrar. – Dei espaço para que ele passasse, e assim ele fez. Ficou parado, parecendo não saber o que fazer. – Pode sentar, fique a vontade.

Fechei a porta e me sentei também.

- Deve estar se perguntando o por que de eu estar aqui.- Começou e olhando nos olhos.

- Para falar a verdade, eu estou.

- É por causa do Edward. – Arregalei meus olhos, meu coração deu uma disparada.

- A-aconteceu algo com ele? Ele esta bem? – Perguntei.

- Fisicamente sim. Olha Bella, não quero comentar nada sobre essa historia da traição, por que não tenho o direito de me meter nessa história. – Ele começou, falava seriamente, eu abaixei minha cabeça, um tanto envergonhada. – Ele ficou mal, mas pensei que ele Iria superar. Só que veio essa historia da Emily, e cara ele esta muito triste, parte por você e parte por Emily.

Suspirou audivelmente.

Ele não podia estar aqui para me falar sobre essa garota, afinal o que eu tinha haver com isso? O que eu tinha com Edward acabou no momento que ele não quis me ouvir.

- Olha, eu lamento muito por ele, não sei pelo que ele esta passando, mas o que tínhamos acabou... É irracional lutar contra isso. – Um nó se formou em minha garganta, e pensei que não conseguira falar mais nada.

- Por que vejo tanta dor em sues olhos quando você fala isso? – Perguntou pacientemente.

E ali em minha frente, já não era o mesmo Emmett, ele agora era serio, compenetrado no que ouvia.

- Eu... Eu o amo droga. – gritei com raiva colocando o que eu sentia para fora.

Eu o amo... eu o amo.

Eu havia mesmo dito aquilo? Eu estava mesmo colocando isso para fora, justamente com o melhor amigo dele?

Ele sorriu para mim, um sorriso um pouco triste até.

- Não deveria me meter nisso, mas é loucura tudo isso entende? O Edward gosta de você... Acho que ele ama você. E mesmo depois do que aconteceu, eu sei que ele vai te perdoar... Ele não quer que eu e Tânia fiquemos com ele, mas sei que ele esta se sentindo sozinho, não gosto de pensar nisso... Que coisa boiola de se dizer não acha?

Ele franziu a testa, e ali eu vi Emmett novamente.

Balancei a cabeça negativamente.

- Não é assim que as coisas funcionam, eu...

Ele levantou-se.

- Olha, do jeito que estamos conversando parece que ele é o culpado de tudo. Vim aqui, tentando ajudar um amigo... Ou melhor um irmão, e de quebra ver se coloco algo em sua cabeça. Você agiu errado, não te julgo, somos humanos e apesar de sermos os racionais, as vezes agimos sem pensar. Ele pode te julgar, ele foi o que saiu mal dessa historia, mas não aja como se ele tivesse alguma culpa no cartório, por que ele não tem. Me arrependi de ter vindo até aqui. E se de alguma forma, você realmente o ama, você deveria engolir a merda do orgulho feminino e ao menos tentar uma conversa, por que eu sei que ele é homem o suficiente para engolir a merda do orgulho masculino e ficar com você.

Ele balançou a cabeça, como se estivesse decepcionado e foi em direção a saída do apartamento.

- Emmett... – Ele virou-se lentamente.

- sim?

- Quem é Emily? – Não pude evitar a pergunta, eu estava remoendo isso a dias.

Ele franziu a testa, e depois sorriu.

- Está com ciúmes, não é? – Ele perguntou, um leve brilho divertido nos olhos. Abaixei a cabeça, sentindo um leve rubor cobrir minhas bochechas.

- Só responde, por favor. – pedi.

- Ela é uma menina, um bebe que agora tem oito meses, o Edward a salvou e estava tentando adota-la, mas ele não conseguiu a guarda, ele ta muito mal com isso. Bem, eu tenho que ir. Pensa, você não tem nada a perder, se você insistir, um pouco só um pouco, ele vai ceder. Tchau.

Acenou e saiu.

Encostei-me no sofá. Mordi o lábio ansiosamente, coloquei a mão sobre a minha barriga. Não sabia que ele tinha esse desejo de ser pai, sabia que ele gostava de crianças.

Suspirei. Meu pé se mexia nervosamente. Droga essa visita de Emmett me deixou inquieta.

Mas ele tinha razão em vários pontos. Edward não tinha culpa no cartório. Eu tinha orgulho feminino sim... Mas não tinha certeza se Edward cederia.

Oh droga, a dor no peito havia voltado.

Logo agora que eu estava... Balancei a cabeça, não adiantaria mentir para mim mesma, eu não estava acostumada com isso, não queria perder Edward, mesmo sabendo que isso já havia acontecido, não queria pensar na possibilidade de não poder tê-lo nunca mais.

Eu não queria me torturar, mas nunca havia parado e realmente pensado na dor que eu havia infligido a ele. Eu havia sofrido sim, mas acho que ele sofreu muito mais.

O que senti quando o vi na boate com a loira, não deve ter sido nada comparado ao que ele sentiu ao me ver com Taylor.

Mordi o lábio me sentindo a pior das pessoas. Eu estava sendo egoísta todo esse tempo. Nunca parando para pensar nele, apenas culpando-o, culpando-o por uma coisa que não tinha sentido. O que ele fez afinal?

...

Talvez esse tenha sido o meu problema... Talvez se ele tivesse reagido, tivesse dito algo naquele momento... tentasse impedir o que estava prestes a acontecer, e que infelizmente aconteceu...

Balancei a cabeça novamente.

Eu estava culpando-o novamente.

Talvez Emmett tivesse razão. Talvez ele cedesse.

Não custava nada tentar.

Notas finais
Fala aê galaera. Bruno salvando a patria como sempre né? Ju ta sem net. vai trocar o provedor, e os caras que iriam instalar tudo ainda não foram na casa dela.
Aproveitando isso aqui, posso desabafar?
adivinhem o que a ju aprontou comigo?
sabe o que ela fez? ela olhou nos meus olhos e disse: olha aqui Bruno, você pode falar mil vezes que gosta de mim e que quer ter algo serio comigo, mas se você age como um moleque de dez anos eu não vou aceitar, e outra, você fala isso para mim e no mesmo dia eu te vejo com aquela idiota da ... não quero olhar na tua cara enquanto eu não ver um Bruno adulto ai.
vocês acreditam nisso? quer dizer, ta eu errei quando deixei a menina ficar muito perto e tals, mas eu não sabia que a ju tava ali, eu gosto dela, mas ela é dura comigo.
E sabe o pior? depois que ela me disse isso ela teve a coragem de deixar um cara que eu detesto, odeio e não suporto, chegar perto dela. ele chegou todo: e ai July, ta afim de pegar um cineminha mais tarde? So eu você, no cinema escurinho... e sabe o pior, ela tava toda sorrisos pra ele, e obvio que ele ficou se sentindo o maior idiota né? Grande merda isso que ele é.
e ela teve coragem de ficar com raiva por eu ter socado ele... como se EU tivesse errado. e não deixou eu levar ela para casa. PQP que odio.
ufa, desabafei. postando apenas porque havia me comprometido.
Fui.