Welcome To My Life
39 Capítulo 38
Notas iniciais
Mordi meu lábio com força quando a porta foi aberta. Meu coração bateu violentamente quando ele apareceu em meu campo de visão.
Estava com olheiras ao redor dos olhos, e a aparência cansada. Os cabelos mais bagunçados do que o normal. Usava uma regata branca e uma calça de moletom.
Nada importava ao não ser o seu olhar preso ao meu, senti-me uma idiota ali. De repente eu já não sabia o que falar.
E com a maior cara de pau que eu nem imaginava possuir, eu me joguei em seus braços, apertando sua cintura.
Funguei em seu pescoço, suas mãos foram para mim cintura, agarrei-me mais a ele pensando que ele iria me afastar. Mas ele apenas suspirou e me abraçou de volta.
Depois de algum tempo, uma de suas mãos abandonou minha cintura, escutei a porta sendo fechada.
Ergui um pouco meu rosto, meus lábios querendo chegar nos dele, pensei que talvez ele cedesse, mas ele virou o rosto e saiu de meu abraço apertado.
Ele não falou nada, apenas ficou ali, me olhando. A um passo de distancia. Novamente me senti uma idiota sob seu olhar. Talvez ele estivesse esperando que eu falasse algo, ou que iniciasse uma conversa... Ou simplesmente eu explicasse o por que de eu estar ali.
Manti meu olhar no seu, sem saber o que fazer, até me mexer parecia incomodo por que eu sabia que qualquer ato meu estava sendo observado por ele. Mordi meu labio fortemente, procurando falar algo coerente.
- Não vai falar nada? – Ele perguntou passando a mão nos cabelos.
- Queria encontrar algo para dizer... Acho que não consigo te dizer tudo o que queria, não teria como explicar. – Admiti torcendo as mãos em frente a meu corpo.
Ele parecia frustrado com algo.
- Você deveria ao menos tentar dizer algo... Não é isso que as pessoas fazem quando erram? Elas falam, dizem o por que de terem feito isso... Mas o motivo real.
- Eu já disse... Ele era muito parecido com o Jack...
- Não, não era por que ele era parecido. Você ainda quer o seu ex namorado, não é? Se sabia disso por que simplesmente não se afastou de mim? Teria me poupado tanta dor e decepção. – Seu olhar não se abalava em nenhum momento.
- Eu juro, não quis em nenhum momento te magoar, se eu pudesse de algum modo reparar isso, eu faria, não importaria o que custasse. Nada, nada me faria mais feliz do que ter você novamente ao meu lado. Nada iria se comparar a ter seus olhares novamente, de escutar sua voz e sentir seus beijos. Eu nunca mais iria precisar de nada se você estivesse ao meu lado... Comigo, lutando, um apoiando ao outro, por que é isso que os casais fazem, não é?
Ele riu sem nenhum traço de humor.
- Isso quando a confiança. Você acha que em algum momento, um casal pode ter confiança depois de passar pelo que passamos? Sempre terá a desconfiança. É idiotice tentar se desculpar, não resultará em nada.
Ele ficou de costas para mim, nesse ato vi um pouco de fraqueza. Ele havia quebrado o contato visual, perguntei-me o que tinha em seus olhos que ele queria esconder de mim.
Suspirei tentando encontrar algo, algo forte o suficiente para ele se balançar e pensar no que eu falar.
- Uma chance. Me dê uma chance, apenas uma será o suficiente para que eu provo que eu realmente amo você. – As duas ultimas palavras saíram sem o meu consentimento.
Percebi que ele ficou um pouco tenso, me aproximei silenciosamente dele, com a ponta dos dedos o toquei delicadamente, com medo de que qualquer ato mais forte que esse, o faria dar um passo para frente e me mandar ir embora.
Segundos depois, reunindo o pouco de coragem e o restante de minha cara de pau, eu o abracei novamente pelas costas. Ele não se moveu. Não retribuiu meu abraço, mas também não se afastou de mim.
- Por que não parou? – Sua voz saiu baixinha, e tive a ligeira impressão de que se ele falasse mais alto ele terminaria chorando.
- O quê?
- Quando você me viu... Quando me viu na sua porta naquele dia, por que você simplesmente não parou aquele beijo? Por que não se afastou?
Naquele instante percebi que talvez, só talvez. O fato de eu ter continuado ali, continuado o beijo – e ido muito mais além- o tenha humilhado. Era idiotice minha fingir que isso era algo que pudesse ser ignorado.
- Desculpe. – foi a única coisa que saiu de meus lábios. Retirei minhas mãos dele.
- Desculpe? É só o que tem a me dizer? Não consegue sequer me dar um motivo?
- Acho que para isso não tem motivo... Te serviria de consolo se eu dissesse que ele foi embora no dia seguinte? – Perguntei.
- Eu já imaginava que você havia dormido com ele. E não, não serve de consolo. Eu jamais me sentiria melhor em cima da humilhação de alguém.
Ele virou-se para mim, um meio sorriso nos lábios perfeitos.
Sem ter medo, vergonha, ou qualquer outra coisa em mente, eu me joguei em cima dele, meus braços em volta de seu pescoço, e antes que ele pudesse ao menos pensar em reagir, eu colei nossos lábios.
Era apenas isso que eu queria para o resto de minha vida. Queria ele.
Ter ele. Para mim. Para sempre.
Quase que com desespero, forcei a entrada de minha língua em sua boca. Mas não obtive sucesso. Suas mãos seguraram minha cintura e me afastou dele. O rosto serio, os olhos o traiam. Um brilho intenso irradiava dos olhos verdes.
Não precisei dizer nada, ele mesmo me puxou de volta, beijando-me com a intensidade que eu queria. A língua forte invadiu minha boca com força, suspirei derretendo em seus braços, uma de suas mãos se manteve em minha cintura, a outra subiu para os cabelos de minha nuca, os puxando com força, fazendo com que meu rosto ficasse grudado no dele.
Isso não era necessário, eu preferia morrer ali, nos braços dele, morrer pela falta de ar causada por seu beijo arrebatador, há ter que me separar dele novamente.
Suspirei quando ele nos separou. Me empurrou levemente.
- Isso é uma droga sabia? É uma merda saber que não consigo resistir.
- Não resista. Nunca, nunca mais farei isso com você. Só deixe-me tentar fazer você feliz.
Notas finais
2º desculpem o cap.
eu teria feito melhor, só que não to muito bem, ontem fui com meu pai para o hospital, ele estava com muita dor nas costas. quando deu umas 22h ele piorou. não conseguia nem levantar da cama. vcs tem ideia de como foi para mim uma garota de 15 anos ver o pai chorando por não conseguir levantar da cama? céus, foi a pior sensação que eu ja senti, talvez empate quando minha mãe teve crise de labirintite.
sabe o estranho gente? eu não sou evangelica, mas obviamente acredito em deus. e enquanto minha mãe falava com meu pai, no quarto deles, eu estava sentada no sofá, rezei baixinho pedindo a Deus para que ele melhorasse...
Vcs podem não acreditar em mim, mas quando o carro chegou, e todos discutiam como o levariam até o carro, ja que ele não conseguia levantar. eu rezei novamente, minhas mãos começaram a queimar e eu simplesmente as levantei. foi incrivel, meu pai disse estar melhor, conseguiu levantar e foi ao hospital. esta bem agora. céus, foi a coisa mais incrivel que ja aconteceu comigo, não contei a ninguem, exceto vcs. uau, se eu ja creio em Deus, agora então...
mudando o assunto, acho que mereço expor meu ponto de vista, certo?
O lance do Bruno...
Não foi bem como ele contou, ok? Primeiro ele não tava PERTO da vadia, quer dizer da menina, ele tava BEIJANDO ela. Podem dizer que eu não tinha o direito, mas poxa me senti traída.
e eu não tava cheia de sorrisos para o garoto, até pq não faria isso para fazer ciumes, não sou assim. o garoto me convidou pq eu comentei que fazia tempo que eu não ia ao cinema, e ele se ofereceu para me levar.
não achei que tinha necessidades do Bruno ter socado ele.
acho que essa é mais uma provo que dessa amizade, não renderá nada alem disso, amizade.
bjsss e até o prox.
Fale com o autor