Weasley's Love
13 Resposta
Notas iniciais
Roxanne
Já fazia uma semana desde que havia retornado àquele inferno denominado escola. Graças ao “castigo” que recebi de meu queridos genitores, a situação não estava tão insuportável, muito pelo contrário. Não havia nenhum primo idiota importunando-me e também não devia educação aos professores. O que entristecia-me era que, desde meu retorno, não havia recebido carta alguma vinda de Scott. O fato era preocupante, visto que ele poderia estar ferido de maneira que o impossibilitasse de se comunicar comigo. Pensava numa maneira de descobrir se ele estava bem quando alguém trombou em mim propositalmente.
– O que pensa estar fazendo, idiota? – praguejei em direção ao garoto que sorria maldosamente. Havia mais dois ao seu lado – Peça desculpas agora, estou mandando! – ele trajava um uniforme da Sonserina e era mais alto que os outros dois, que pertenciam à Lufa-Lufa. Era estranho pessoas destas casas tão distintas estarem andando juntas.
– Que eu me lembre, não podemos falar com ela, não é, Connor? – se dirigiu ao garoto que estava do seu lado direito, ao que ele assentiu.
– Vocês são ridículos. Deem o fora daqui. – ordenei. Eles não se moveram um milímetro – São surdos? Eu mandei saírem do meu caminho. – repeti com a voz ainda mais grave.
– Vocês estão afim de saírem daqui, meninos? – o maior indagou novamente. Os outros apenas negaram. Eram dois paspalhos sem vontade própria.
– Então saio eu. – tentei passar por eles, porém fui impedida pelos braços de um dos lufanos que empurrou-me em direção ao chão. Confesso que fiquei um pouco apavorada, no entanto não havia escapatória. Ergui-me e encarei-os – Digam logo o que querem comigo.
– Algum de vocês querem algo com ela? – disse o sonserino em tom de zombaria. Aquilo era um joguete. Ele não falava diretamente comigo, portanto não perderia nada. Estava se divertindo às minhas custas – Eu quero. O que farei com ela será prazeroso. – declarou num volume baixo enquanto aproximava-se de mim. Fiquei paralisada – E um pouco doloroso para a florzinha aqui. – suas mãos tocaram minha bochecha e senti asco.
– Vocês aí, sabem que não podem falar com ela. – a voz do meu primo Albus soou atrás de mim e aliviei-me um pouco. Os garotos saíram às pressas, deixando-me sozinha com o filho do meio dos Potter – Você está bem? Eles machucaram você? – questionou fingindo preocupação.
– Não deveria estar falando comigo. – repreendi.
– A não ser que seja necessário. – argumentou – Eles estavam importunando-a, portanto, é necessário.
– Sim, eles estavam me importunando. E você também está, se quer saber. – deixei claro começando a andar em direção ao dormitório.
– Você não está sozinha, Roxy. – explanou fazendo com que eu parasse de andar por um instante – Ainda nos preocupamos com você, a queremos de volta. Somos sua família e te amamos.
Continuei minha caminhada sem olhar para trás. Eles não me amavam, nunca amaram. Não poderiam oferecer-me o amor que Scott me proporcionava. E, por mais que ele andasse sumido, ainda era o proprietário do meu coração.
Dominique
– Não acredito nisso, Rose. – explanei diante de minha amiga totalmente indignada – Eu sumo por alguns dias e quando volto me diz que está namorando Lorcan Scamander? É inacreditável!
– Não queria ter dito antes porque não é nada sério, não gostaria de incomodá-la em seu descanso. – tentou explicar – Além disso, não estamos namorando. Saímos juntos uma só vez, não foi nada demais.
– Nada demais? Você teve seu primeiro encontro e eu não estava aqui para ajudá-la. – fiz cara de cachorrinho que caiu da vassoura – Você teria ficado deslumbrante.
– A única deslumbrante aqui é você. – contrapôs vindo me abraçar, gesto que aceitei de bom grado – Foi muito legal e posso contar todos os detalhes mais tarde.
– Mais tarde? – reclamei – Por que não agora?
– Tenho coisa importantes para resolver.
– Coisas que tem de esconder de mim?
– Na verdade, só não queria estressar você com esse assunto. É um pouco delicado. – contava-me um pouco contida. Segurei suas mãos.
– Pode me contar qualquer coisa. – assegurei – Qualquer coisa mesmo.
– Não é sobre mim. – iniciou com um pouco de medo – É a respeito da Roxanne.
– O que tem a traidora? – resmunguei.
– Escrevi ao namorado dela. – revelou – E agora recebi a resposta.
– E por que está parecendo que viu um trasgo no banheiro? O que o rapaz diz?
– Não sei, ainda não abri. Não tive coragem.
– Certo. – suspirei – Onde está esta carta? – Rose buscou-a sobre o criado-mudo ao lado de sua cama. Tomei-a de suas mãos e iniciei a leitura. – “Olá Rose, fico feliz que tenha enviado uma carta. As pessoas da sua família são estranhamente tradicionais, não é? Mesmo assim, é bom receber notícias de uma velha amiga. Você perguntou se estou me correspondendo com sua prima, pois é, estamos nos falando e nos conhecendo um pouco melhor. Ela conta muitas coisas sobre a vida dela e isso é meio assustador ás vezes. Informação demais. A Roxanne é bem legal, mas acho que está levando nossas conversas a sério demais. De vez em quando vem com uns papos estranhos sobre fugir e constituir uma vida juntos. Uma vez ela até falou em casamento. Ela também escreveu falando que me ama mais do que o mundo inteiro e isso me deixou um pouco apavorado, devo confessar, porém relevo, afinal, todo mundo é meio louco. Só não sinto o mesmo por ela, penso que ainda é cedo demais para dizer” Eles não estão no mesmo patamar. Roxanne está viajando legal – expressei – “Quero fazer faculdade e a Roxy não parece compartilhar do mesmo pensamento. Não entendo muitas coisas que ela diz e peço desculpas por ter sido o pivô do afastamento dela. De fato, recebo muitas cartas dela durante a semana, meus pais chegaram a estranhar um pouco. Farei o possível para que ela reata a relação com vocês sem comunicar sobre sua carta. Também pedirei que não escreva tanto, está me sufocando um pouco. Foi bom receber algo seu. Obrigada pelos chocolates, são deliciosos. Com carinho, Scott Smith.” E assim termina a cartinha do amiguinho.
– Ele aparenta sentir medo dela.
– No estado possessivo em que aquela maluca se encontra é bem fácil ter medo. – declarei – Duvido muito que o garoto esteja mentindo, por qual razão mentiria? Ele não está controlando-a. O problema está na cachola dela.
Rose começou a andar de um lado para o outro e sabia que estava pensando em alguma estratégia.
– Vou pedir para que Scott não a responda mais. – disse nervosamente.
– Está querendo que ela se atire da Torre de Astronomia? – tive de perguntar, pois era isso que aconteceria caso ela não fosse correspondida.
– Claro que não. – postergou – Ele avisa que não poderá mais enviar e nem receber cartas e pede para que ela aguarde o feriado de Natal para que se encontrem. Vamos conversar com a tia Angelina e implorar que o Scott termine tudo com a Roxy.
– Ela vai ficar arrasada. – argumentei. Ela era uma traidora, mas não queria vê-la destruída.
– Ela já está arrasada. E está arrasando todos nós.
No resto do tempo que nos restava, ficamos fofocando e eu pedi todos os detalhes do encontro de Rose com Lorcan, que por sinal fora muito romântico. Também contei como James e eu havíamos ficado mais... íntimos nos dias em que ele me assistia no St. Mungus. James podia ser muito fofo quando tinha vontade. Quase chegando a noite, alguém insistentemente batia à porta do dormitório. Abrimos e damos de cara com uma Lily completamente suada e ofegante.
– Scorpius – começou, todavia parou um pouco para tomar fôlego, apoiando as mãos nos joelhos – Scorpius está na enfermaria. Ele apanhou muito feio e tem muito sangue. Disseram que ele terá de ir para o hospital.
Só tive tempo de direcionar um olhar preocupado a Rose e perceber seu rosto contorcer-se em pavor.
– Vamos para lá agora. – decretou decidida – Aquele idiota que não ouse me abandonar.
Fale com o autor