Weasley's Love

14 Meu lugar preferido no mundo


Notas iniciais
Olá meninas! Sei que faz muito tempo que não posto mas é por causa da faculdade, que toma muito do meu tempo e sim, é muito mais difícil do que estudar para o ENEM. Mesmo assim vale a pena, mas ainda assim é triste não ter prazo para atualizar as minhas histórias. Por sorte, consegui atualizar Weasley's Love e o capítulo está grandão, para recompensar o tempo perdido. Espero que gostem e quero muitos reviews também, por favor! Estou morrendo de saudade de vocês. Boa leitura! Beijos e até as notas finais!

Rose Weasley

Estava preocupada com meu amigo e não poderia negar apoio a ele enquanto estivesse desacordado na enfermaria. Scorpius estava muito mal mesmo, mais do que esperava encontrá-lo. Havia fraturado algumas costelas, quebrado muitos ossos e, aparentemente, batido a cabeça diversas vezes em algo muito duro, provavelmente na parede do banheiro do Madame Puddifoot, onde fora encontrado por um funcionário responsável pela limpeza há cinco dias. Ele estava sozinho. O Sr. Malfoy, pai de Scorpius também nos informou que os feitiços que atingiram o filho eram avançados demais para um aluno de Hogwarts. Eu não fazia ideia de quem poderia ter feito tamanha crueldade com meu amigo, no entanto podia concluir que ele não estava sozinho na cada de chá, o loiro sequer frequentaria aquele local por livre e espontânea vontade. Era óbvio o envolvimento de Grace Stanton mas preferi não comentar nada a respeito, apesar de convidá-la para uma conversa reservada na qual a mesma não compareceu. Era melhor que o próprio Scorpius esclarecesse tudo quando acordasse. Entristeço-me ao pensar no modo como ele “acordava” ultimamente. Ninguém fazia ideia da intensidade das pancadas recebidas pelo garoto, nem mesmo o próprio pai, que não raramente aparecia em Hogwarts para cuidar do filho e insistia em carregá-lo para o St. Mungus. Graças à madame Kidston sua insistência não obteve sucesso dado que não havia real necessidade para tal ação. Não havia mais o que fazer a não ser esperar. A única coisa que tínhamos certeza era que, devido às fraturas na cabeça, o loiro acordava sempre aos berros, o que obrigava os profissionais a tomarem medidas drásticas para fazê-lo adormecer novamente. Eu estive presente em três vezes que ele despertou e assustei-me mais do que gostaria. Saí do se leito aos prantos em todas essas ocasiões, entretanto notei que a situação se amenizava ao longo do tempo, o que me animou bastante. Era questão de dias até que ele estivesse recuperado e então poderíamos compreender o que de fato acontecera.

Pensava a respeito do assunto durante a aula de História da Magia e nem percebi o término dos sermões do professor Binns, até que Jolie, uma garota da Lufa-Lufa tocou um de meus ombros chamando minha atenção. Ela perguntou a respeito da atual situação de Scorpius e lamentou o ocorrido antes de se despedir e sair da sala, deixando-me completamente sozinha com minhas reflexões. A preocupação dos lufanos com o próximo me agradava bastante, podia sentir que era verdadeiro. Saí da sala a passos lentos, sem animação alguma para o almoço, até que, no fim do corredor, deparei-me com uma criatura loira que sorria de orelha a orelha para mim e logo veio me abraçar, gesto que retribuí com afeto.

– Você está com uma cara péssima – comenta ao separarmo-nos.

Lanço a ela um olhar triste. Dominique se preocupava comigo.

– Scorpius não melhorou ainda e isso me preocupa. – suspiro – Não há o que se fazer além de esperar, o que parece fácil, mas não é. – derramo toda a verdade que guardava por baixo de uma espessa camada de otimismo.

– Vamos almoçar juntas. – decretou animadamente colocando as mãos sobre meus ombros.

Ela estava bem, embora diferente. Não só emocionalmente abalada desde os últimos acontecimentos com ela, como também fisicamente. Os cabelos, antes compridos, alcançando a medida pouco abaixo de seus ombros e, desde que voltara de sua breve estadia nada agradável no hospital tornou-se adepta de boinas. Sentia um pouco de pena sabendo que era apenas um artifício para esconder seu couro cabeludo, ou melhor, os tufos de cabelo que faltavam nele. Ela também adotou uma franja curta que dava um ar angelical ao seu rosto. Ainda havia alguns curativos em sua testa, quase imperceptíveis através de seu cabelo claro e suas bochechas carregavam marcas avermelhadas, ainda que disfarçadas pela maquiagem. Somente alguém que a visse todos os dias repararia também que seu olho esquerdo permanecia um pouco inchado. Mas nada, absolutamente nada daquilo, a tornava menos bonita.

Fomos juntas para o Salão Principal e acomodamo-nos num canto mais afastado na mesa da Grifinória. Me servi e logo comecei a comer ao passo que a colocava mais detalhadamente a par do estado de saúde de Scorpius. Minha prima e eu não nos falamos muito por minha atenção estar sendo dirigida ao meu melhor amigo ultimamente. Não que ele ocupasse totalmente meu tempo. Também estava fazendo coisas para me distrair, não que meu envolvimento com Lorcan se resumisse a isso, porém era o que me animava nos últimos tempos e aproveitava os momentos que passava com ele. Eram sempre proveitosos. Trocávamos alguns beijos vez ou outra longe das vistas alheias, estudávamos na biblioteca quando dava – também costumávamos nos beijar nessas ocasiões, mas não sempre. O que pude compreender de toda essa bagunça era que beijar Lorcan era muito bom.

– Olha quem vem aí. – Domi apontou para o rapaz que vinha esbaforido em nossa direção.

– Olá Rose. – saudou-me assim que chegou. Fiz o mesmo ao terminar de mastigar a última garfada de pudim que levara à boca – Como vai Dominique? – dirigiu-se à loira que tinha uma expressão divertida no rosto.

– Vou bem, Lorcan. E você?

– Também. – respondeu apressado, voltando sua atenção para mim – Rose, será que pode me acompanhar? – convidou sem mais delongas.

– Agora? – indaguei um pouco desconfiada.

– Bem. – enrolou-se um pouco para continuar. Estava apreensivo – Os elfos precisam de ajuda na cozinha.

Pelo semblante do rapaz dava para reparar que ele próprio tinha consciência de que sua desculpa fora ridícula, contudo era meu dever auxiliá-lo, afinal, sabia exatamente o que ele pretendia e não me opunha a isso.

– Claro, os elfos. – concordei me levantando às pressas da mesa como se aquilo fizesse mesmo algum sentido – Domi, assunto urgente. – disse a ela, jogando um beijo no ar. Ela limitou-se a rir e acenar.

Saí logo atrás do Scamander, com o passo rápido, quase correndo. Prestes a sair do Salão, coloquei-me a seu lado.

– Ajudar os elfos na cozinha? Não tinha uma desculpa melhor? – perguntei beirando uma gargalhada – Esperava mais de alguém da Corvinal. – viramos em um dos corredores, afastando-nos cada vez mais do lugar das refeições.

– Desculpe, não consegui formular uma resposta coerente com você tão perto. – ele vacilou um pouco ao dizer, continuando levemente exasperado: – Preferia que dissesse que estou louco para dar uns amassos em você?

– O que? – eu havia entendido perfeitamente, apenas não compreendia seu desespero. Não era como se eu causasse tudo isso.

Ele parou assim que me manifestei.

– Me desculpe. – pediu com os olhos aflitos– Saiu sem querer, eu nem percebi. – justificou apoiando-se na parede mais próxima abaixando a cabeça em sinal de nervosismo – Droga! – praguejou levantando o olhar para me encarar – Foi algo muito babaca de se dizer, não é?

– Não. – garanti rapidamente. – Só achei sincero demais.

Realmente não achei babaca, não vindo dele. Tinha conhecimento sobre a maneira como Luna Scamander e seu marido criavam os filhos: ambiente de plena verdade, o que acabava por dificultar que os garotos desenvolvessem um filtro para suas frases. Lorcan ainda conseguia lidar melhor com isso do que Lysander.

– Não está chateada, então? – questionou temeroso.

– Não poderia estar. – tinha plena certeza de que fiquei escarlate para externar a frase seguinte – Até porque – respirei fundo para poder dizer num só fôlego – Também estou louca para dar uns amassos em você.

Era incapaz de encará-lo, estava muito envergonhada. Olhava para cada tijolo de pedra da parede em que ele se apoiava apenas para não ter de encará-lo. Sabia que ele não pensaria mal de mim, porém eu, com meu jeito nada extrovertido de ser, me reprimia de certas vontades. Com ele eu não precisava agir dessa forma.

– Isso é serio? – ele ria nervosamente, claramente surpreso – Uau! Não pensei que diria algo assim.

– Eu também não. – confessei cravando meu olhar no seu. Mal percebi que me aproximava dele. Quando dei por mim, estávamos a um passo de distância.

– Estão todos no Salão. – relatou olhando para os lados conferindo o local – imagino que não vá aparecer ninguém por aqui a essa hora. – continuou apoiando suas mãos em minha cintura e puxando-me para perto dele até que estivéssemos colados um no outro.

Sorri passando minhas mãos por seu pescoço e acariciando um pouco os seus cabelos que alcançavam a nuca. Aproximamos nossas faces lentamente, não tínhamos pressa. Ele beijou meu rosto e eu sorri novamente porque fazia cócegas. Logo seus lábios foram de encontro ao meu e passamos do nível delicado ao intenso em segundo, na mesma proporção em que as mãos do meu companheiro ficavam menos tímidas, mas ainda não atrevidas. As minhas mãos também não se estacaram e passeavam por vezes em seu cabelo loiro ondulado, outras pelos seus braços meio finos, mas firmes. Ele havia acabado se desunir nossas bocas, direcionando a sua para o meu pescoço, o que me fez fechar os olhos e suspirar, quando ouço um som muito desagradável.

– Rose? – a voz do meu irmão ecoa pelo corredor quase vazio. Desgarrei-me de Lorcan abruptamente para me deparar com um Hugo vermelho da testa ao queixo.

– E aí cara? – o loiro se pronunciou com a voz levemente falha. Ainda estávamos sem ar.

– Teremos uma conversa mais tarde, Scamander. – apontou o dedo para ele com o tom de voz mais grave e alto do que o normal – Será que posso pelo menos conversar com a minha irmã sem que você fique agarrado a ela?

– Hugo! – repreendi-o. Ele estava exagerando.

– Vou deixar vocês sozinhos. – o rapaz mais velho deu-se como derrotado – Vejo você mais tarde? – dirigiu-se a mim.

– Pode ser. Qualquer coisa aviso a você. – assegurei.

– Ele se afastou e eu bufei antes de encarar meu irmão. Hugo era ótimo, mas não quando estava enciumado ou com raiva e, naquele momento, se encontrava nos dois estados.

– Não acredito que a minha irmã, minha irmãzinha bela, recatada e do lar estava se agarrando num corredor qualquer com um cara como aquele. – começou dramático – Como pôde trair a família desta forma Rose? Eu não me conformo. – quase berrava andando de um lado para o outro. Revirei os olhos.

– Já chega Hugo. – determinei entediada. Me postei à sua frente, fazendo-o parar – Eu não estava fazendo nada demais.

– Vocês estavam se... – ele estava agoniado – Se...

– Beijando. – concluí calmamente – Eram só alguns beijos e você sabia que estávamos saindo juntos.

– Sim, mas eu não precisava ver. – resmungou como um bebê birrento – Vou ter pesadelos à noite. – Fez biquinho e cruzou os braços emburrado. Abracei-o e ele, mesmo relutando um pouco, acabou retribuindo.

– Me desculpe. – pediu como uma criança arrependida. Não posso negar que ele era amável daquele jeito – Só não quero mais ver.

– Não vai. – certifiquei – Vou tomar cuidado da próxima vez.

– Vai ter próxima vez? – queixou-se num murmúrio. Ri de seu ciúme exagerado – Podemos mudar de assunto? – perguntou afastando-se de mim.

– Tudo bem. – concordei – Sobre o que quer conversar?

– Só queria te colocar a par das últimas novidades. – fiquei curiosa – Acho que gostaria de saber que Scorpius Malfoy acordou e está consciente há mais ou menos uma hora. – soltou como se não fosse importante.

Olhei-o espantada querendo dar uns tapas naquela cara de sonso.

– E você não me fala nada? – questiono irritada.

– Você estava ocupada demais deixando o Scamander explorar sua boca com a língua dele. – zombou.

Nem me dei ao trabalho de respondê-lo. Saí correndo em direção à enfermaria e quase derrubei alguns alunos no percurso. Chegando à porta do local, tive que desacelerar o passo para não ser repreendida pela madame Kidston, que veio ao meu encontro logo que pus os pés no recinto. Parecia cansada como sempre, mesmo assim direcionou-me com boa vontade ao novo leito do garoto Malfoy, como ela chamava.

– Precisávamos de mais espaço devido à grande demanda de visitas que vem recebendo. – explicou.

– Obrigada. – falei rapidamente antes de seguir para o lugar indicado.

Lá chegando, observo Astoria Malfoy de pé acariciando os cabelos – agora um pouco ensebados – do filho, que fazia careta diante do mimo.

– Boa tarde, senhora Malfoy. – cumprimentei na intenção de chamar também a intenção de Scorpius. Era imensamente gratificante vê-lo finalmente lúcido e bem. Reprimo a vontade de chorar, seria desastroso. Ao invés disso, apenas admiro o garoto na maca.

– Rose Weasley, é bom ver você. – exclamou voltando-se para mim – Está a cada dia mais bonita. – seu elogio me faz corar um pouco, mas agradeço com uma resposta curta.

Percebo, devido a seus olhos vermelhos e cílios úmidos, que ela andou chorando. Não era para menos, se eu, que sou apenas amiga de Scorpius me emociono, imagino ela que é mãe! O que sinto a mais por ele, aquele sentimento que ultrapassa a amizade não conta. Qualquer pessoa que construísse uma amizade sólida como a nossa estaria sentindo o mesmo que eu, tenho certeza. Devido minha viagem ao universo no raciocínio, me disperso do que está acontecendo onde me encontro e só volto a mim quando a mãe do meu amigo passa por mim, despedindo-se.

– Ela não me deixava respirar. – Scorpius resmungou assim que a mulher saiu de nossas vistas.

– Você não faz ideia do que ela passou nos últimos dias. – defendi-a. Fora quase uma semana de grande dor.

– Eu imagino. – declara culpado – Sabe – recomeça – Pode chegar perto de mim se quiser, eu não mordo.

Só então percebo que, desde que chegara ali, mantinha-me estacada no mesmo lugar. Tomando fato, ando em sua direção e acomodo-me numa poltrona ao lado da maca, antes ajeitando-a para que eu ficasse de frente para o loiro.

– Você nos deu um grande susto. – comentei me segurando para não chorar. Minha garganta estava presa – Pensei que ia perder você, foi horrível. – minha voz saía arranhada.

– Ei, não precisa ficar assim. – tocou meu rosto com sua mão. Seus ossos estavam curados, afinal. – Eu não vou deixar você, Rosie.

– Você já não estava falando comigo antes e eu também estava com raiva de você. – tentei continuar, entretanto as lágrimas começavam a rolar em demasia, eu também soluçava. Abaixei a cabeça por alguns segundo. Não olhar para ele poderia ajudar. – As crises foram horríveis. – relatei sem saber a razão – A cada vez que você acordava e gritava, e então o seu pai ficava louco, ele queria levar você... – não consegui continuar. Era doloroso relembrar.

Senti os braços de Scorpius me envolvendo e o abracei de volta. Era meu lugar preferido no mundo.

– Não faça isso Rose, por favor. – suplicou – Odeio ver você sofrendo, e pior, por mim.

Levantei o rosto e ele limpou as lágrimas. Aos poucos eu me acalmei.

– Eu peço perdão por tudo que fiz desde que chegamos em Hogwarts neste ano. Fui um completo babaca. – desculpou-se. Me limitei a assentir e voltar a abraçá-lo – Você estava certa o tempo todo. – sussurrou causando-me arrepio. Que merda, Rose! – A respeito de tudo, da Stanton principalmente.

Afastei-me de imediato, ficando cada vez mais curiosa.

– Ela tem a ver com o que aconteceu a você não é? – a fúria tomava conta de mim – Ela vai ser expulsa de Hogwarts, garanto a você. – falava entredentes – Quando eu pegar aquela...

– Não assim. – ele interrompeu, embora parecesse estar se divertindo com minha raiva – Pode ajeitar os travesseiros, por favor? Ainda dói quando viro a cabeça. – pediu constrangido por estar dependendo que alguém para arrumar seus travesseiros. Fiz o possível para que ele ficasse confortável – Não contei o que houve a ninguém, nem à minha mãe. Ela não vai entender. Quero que isso fique entre nós dois, tudo bem?

– Não sou fofoqueira! – me defendi.

– Sei que não. – soltou uma risada fraca – Mesmo assim, prometa que não dirá a ninguém. Tive de dizer à mamãe que não me lembro, e é o que direi a todos, menos a você, porque é minha melhor amiga.

– Tudo bem, eu prometo. – assegurei.

– Na verdade, tudo o que eu sofri foi porque apanhei de um cara. – corou a dizer e eu me assustei. Teria de ser um criminoso para fazer tanto estrago – Era o namorado da Stanton. – falou tão baixo que eu quase não ouvi.

– O que? – inquiri levando as mãos à boca devido à surpresa – Ela tinha um namorado?

– É. O cara era grandão, domador de dragões, eu suponho. Pelo menos era o que ele dizia enquanto me socava. – fez uma careta de dor. Imaginei que estivesse se lembrando do que sofreu e apiedei-me dele, fazendo carinho em sua mão – O cara tinha mais de dois metros, Rose, eu não tinha como me defender. Eu não sabia que ela tinha namorado. Estava me apaixonando, entende? – eu assinto magoada. Doeu ouvir que ele estava se apaixonando por ela— Reservei uma mesa naquela casa de chá idiota para nós dois no meio da semana. Saímos escondidos por uma das passagens secretas das masmorras e chegamos a Hogsmead. O clima estava ótimo, embora o lugar fosse uma merda. Já foi naquela espelunca? É uma merda, não vá lá. – aconselhou e eu apenar ri – Eu ia me dar bem se, quando nós estávamos nos pegando num dos sofás, muito desconfortáveis por sinal, de lá o namorado dela não estivesse decidido a fazer uma visita surpresa a ela na escola e presenteá-la com alguns biscoitos daquele templo cor-de-rosa. – sua feição era de puro arrependimento e, apesar de piedosa, fiquei feliz por ele se sentir assim – Ele ficou louco quando nos viu lá e então a Stanton fez que não sabia o que estava fazendo lá. A garota se vitimizou dizendo que eu havia a enfeitiçado. Aí o cara virou uma fera mesmo e partiu para cima de mim enquanto a outra fazia um feitiço de ilusão para que ninguém percebesse o que, de fato, estava havendo. Ele me arrastou para o banheiro e usou feitiços que usa em dragões em mim. Foi horrível porque, obviamente, eu não sou um dragão. Doeu bastante e depois que eu já estava praticamente morto, ele decidiu que seria legal bater a porta na minha cabeça. Depois disso não me lembro de mais nada, nem mesmo destas crises que você e mamãe disseram que eu tive. Tudo parece um borrão.

Ele continuaria a narrar o que houve, porém o senhor Malfoy entrou como um raio no leito do filho, abraçando-o de uma forma que me surpreendeu. Imaginei que seria invasão demais continuar ali, então saí de fininho antes que o doutor Draco Malfoy me percebesse ali ao lado dos dois. Eu não fazia parte daquilo, mas tomei as dores de Scorpius e esperaria o jantar para dar o próximo passo. Precisava acertar as contas com uma certa Sonserina.

Notas finais
E aí meninas, o que acharam? Bem, querem saber mais sobre as fics interagir com leitoras e autoras bem legais? Pois bem, a gente tem um grupo no whatsapp e para participar dele é só enviar seu nome e telefone por mensagem privada. Vai ser muito bom ter mais garotas por lá, viu? Beijos amores, até breve (espero).
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.