Weasley's Love
5 Erro?
Notas iniciais
Dominique Weasley
A casa do tio Harry e tia Gina não era mais assombrada. A casa número 12 do Largo Grimmauld tinha ganhado vida nova com os reparos comandados pela tia Gina e depois do nascimento das crianças tornou-se um ambiente ainda mais agradável. Pelo que a minha mãe diz, várias coisas sombrias já aconteceram nesta casa. Para quem entra nela hoje, é impossível acreditar que seja verdade. Tia Gina conta que dias antes do casamento, bateu o pé dizendo ao tio Harry que nunca se uniria a um homem que morasse numa casa escondida de todos, assim, seu noivo teve de desfazer o feitiço que tornava a casa oculta. O feitiço era muito bem elaborado, porém a dificuldade maior foi convencer os vizinhos de que a casa sempre estivera lá.
Pois bem, aqui estava eu, de frente à casa dos meus queridos tios que resolveram que hoje era um ótimo dia para sair e fazer safadezas. É, porque se a tia Gina acha que eu acreditei no papo furado dela, está muito enganada. Bati na porta e esperei até que o acéfalo – porém gato – que é meu primo viesse abri-la para mim, e ele o fez, com uma toalha enrolada na cintura e os cabelos molhados. Posso dar um palpite? Acho que ele acabou de sair do banho.
– Isso é jeito de receber visitas? – perguntei fingindo indignação no entanto estava agradecendo mentalmente por ele ser tão dedicado ao quadribol.
– Dominique? – tornou um tanto confuso.
– Não vai me convidar para entrar? – inquiri já passando por ele e entrando na casa. O moreno apressou-se a fechar a porta e virou-se para mim um tanto desnorteado – O que foi? Até parece que nunca me viu. Sou eu, Dominique, em carne, osso e com os cabelos loiros mais sedosos que você já viu. – disse sorrindo.
Ele não melhorou seu humor, que péssimo anfitrião! Apenas continuou a perguntar:
– O que faz aqui?
Soltei um suspiro antes de responder.
– Sua mãe provavelmente acha que você não é bom o suficiente para ficar de babá dos seus irmãos, então pediu para que eu viesse fazer companhia a vocês.
– E onde estão meus irmãos?
– Virão após o jantar n’A Toca. Mais alguma pergunta?
– Por enquanto não.
Vi aquilo como uma deixa para sair dali e correr para o quarto de hóspedes. Eu não disse que a casa era grande? Tudo bem que este era o quarto do Teddy mas garanto que ele não se incomoda da cunhada ocupar seu antigo quarto depois dele ter fugido para viajar com a minha irmã deixando apenas um bilhete que dizia: “Saímos para explorar o mundo, quando voltarmos, por favor, não nos matem. Beijos, Teddy”. Eu nunca disse que Teddy era o cara mais esperto do mundo. Se fosse, saberia que assim que voltasse meu pai o mataria, com bilhete de despedida ou não. Sorri com essas lembranças enquanto me jogava na cama macia em que meu cunhado costumava dormir. Tio Harry com certeza dava muita mordomia para seu afilhado. Não percebi que estava tão cansada até que meus olhos começaram a pesar. Infelizmente, fui despertada com batidas na porta.
– Dominique, posso entrar? – ouvi a voz de James abafada pela porta.
– Não, estou nua. – gritei de volta. E adiantou de alguma coisa? É claro que não, ele entrou assim mesmo.
– Você não está nua. – reclamou meu primo, agora devidamente vestido, ao entrar no recinto.
– Não me diga. – retruquei sarcasticamente.
Ele bufou claramente frustrado e se jogou na cama ao meu lado.
– Como foi hoje na casa da vovó? – começou puxando assunto.
– Você não estava lá, não tem o direito de saber. Aliás, por que não foi lá hoje? Você ama A Toca!
– Você nem imagina? – questionou sugestivamente.
Pensei um pouco antes de chegar a uma possível conclusão.
– Não vai dizer que é pelo que aconteceu na semana passada. – ele confirmou – Ah, James, nós combinamos que esqueceríamos aquele beijo.
– Só que eu não esqueci, Domi. – regardiu enquanto sentava na cama, tomando uma postura mais séria – Não consegui.
Me juntei a ele na beirada do leito, olhando para minhas pernas, as quais comecei a balançar como uma criancinha de tanto nervosismo que sentia. Obviamente tentei esconder isso ao máximo do meu primo.
– Você sabe que não é certo. – Virei-me para encará-lo, um ato súbito de coragem – Somos parentes.
– Somos primos Dominique, não irmãos. – enunciou olhando em meus olhos – Nem é tão ruim assim. Pelo que sei, vovô e vovó eram primos, papai me mostrou numa foto de uma tapeçaria que tinha aqui. Era a árvore genealógica da família Black. A avó do Teddy também se casou com um parente próximo e os Malfoy sempre faziam isso. Até mesmo os pais de Scorpius têm um breve parentesco entre si, ele mesmo me disse, eu fiz questão de perguntar.
– Isso não tem nada a ver. – tentei protestar.
– Claro que tem. E se for por medo do que nossos pais podem pensar, saiba que daremos um jeito. Eu dou. Sabe, acho que depois que Victorie fugiu, seu pai está mais aberto a aceitar relacionamentos. Ele certamente não quer outra filha longe dele, principalmente você.
Será que esse garoto pensou em tudo? Considerando o nível de inteligência de James Potter, que não é lá grandes coisas, posso deduzir que ele dedicou muito do seu tempo pensando em formas de ficar comigo, o que era muito fofo, mas ainda bem estranho. James e eu crescemos juntos, sempre zapeando um pela casa do outro, aprontando juntos, estudando juntos. Eu costumava dar conselhos a ele sobre garotas e agora ele está aqui, usando toda a lábia que eu ajudei a construir contra mim. Eu criei um monstro.
– Desculpe Jay, é muito para mim. – declarei decidida. Ok, talvez não tão decidida. Levantei me da cama e recostei numa parede próxima, de costas para ele. Eu precisava respirar sem que James Potter me fizesse perder o ar.
Senti seus passos se aproximando e logo seu corpo estava encostando no meu.
– Me deixe tentar. Seja lá o que esteja te deixando desconfiada de mim, saiba que não interfere nos meus sentimentos por você. – sussurrou bem próximo do meu ouvido. Sabe aquela coisa sobre a respiração? Esqueça! CADÊ O AR?
– James... – ia começar a queixar-me de suas ações. Quando cometi a burrice de virar-me a fim de encará-lo. Perdi o pouco controle que me restava e o moreno aproveitou-se do meu momento de fraqueza para avançar sobre mim, prensando-me contra a parede e segurando firme a minha cintura.
– Ia dizer algo, Domi? – zombou antes de me beijar no maior estilo James Potter: forte, quente e voraz. Eu sabia que era um erro, mas fazer o que se alguns erros são tão gostosos?
Fale com o autor