We must be killers

2 Quanto tempo é preciso para se esquecer do passado?


Notas iniciais
I´m back bitches. Vraaa. Eu nem ia postar hoje, eu juro, mas como eu falei que não ia demorar eu decidi postar logo hoje. Gente que comentários fofinhos ♥ quero agradecer a todos que leram e comentaram ok? PERFECTS. Falando sobre o capítulo, vamos nos direcionar para seis meses depois da tragédia e aí vocês poderão ver como todos os personagens estão. É claro que não será esclarecido tudo, mas por meio de flashbacks e várias conversas tudo ficará bem nítido. As músicas deste capítulo são apenas duas (como a maioria das vezes kkkkk) : Night - Zola jesus e Dean Hurley remix / e Monster - Boondox. Abaddon.

Seis meses depois — Colégio Half-Blood

Annabeth Chase repassou mentalmente tudo o que teria que dizer para seu discurso daqui a poucas horas. Ela não havia dormido mais de 4 horas desde que o Sr. Quíron, seu professor de história, havia comunicado que a garota concorreria para a vaga de representante e líder de sua classe. Em Half-Blood não havia honra maior — se é claro desconsiderasse fazer parte de um grupo de apoio— mas isso era um caso a parte. Enquanto ensaiava seu discurso sobre suas propostas, Annabeth pensou naquela noite. Especialmente quando seus olhos se encontraram com os de Nico Di Ângelo passando pelo corredor. Naquele dia, especialmente, ele a encarou por mais de vinte segundos.
Vem sendo assim desde..." ela sabia. Sabia que ele a odiava. Assim como também odiava Silena Beauregard, ou Piper Mclean. Ele odiava todas elas. E com razão.
— Preocupada com algo? — Luke Castellan a agarrou pela cintura depositando um beijo em seus lábios.
— Não mais — Annabeth respondeu com os olhos fechados.
"Seu namorado". Essas palavras ecoavam em sua mente todos os dias. Eram pronunciadas por todas as pessoas. Todos queriam saber sobre seu relacionamento com Luke e isso nunca a incomodou, até alguns dias atrás quando "acidentalmente" alguém tirou uma foto bem mais que íntima dos dois.
— Quando que vamos poder nos ver? — o garoto perguntou depositando alguns beijos em seu pescoço. Annabeth revirou os olhos. — Não revira os olhos! Sabe que não seu quem tirou aquela foto.
— Como futura representante da classe — ela sorriu jogando os cabelos loiros para o lado. A bolsa escorregando do ombro. — Eu proponho que seja feita uma busca para encontrar o culpado.
— Então acho que vamos ter que repetir os atos para atrair o culpado novamente!
Annabeth envolveu as pernas na cintura do garoto deixando a bolsa cair ao seu lado. Seus beijos eram intensos e seus lábios se encaixavam completamente. Era como se houvesse uma força os mantivessem juntos. Alguém pigarreou atrás deles fazendo Annabeth corar imediatamente.
— Senhorita Chase espero que esteja ciente que seu discurso deverá ser feito dentre de alguns minutos então não é recomendável que você fique de agarramento nos aposentos do colégio.
— Já estava de saída — ela beijou Luke mais uma vez passando pela Diretora. — Odeio essa mulher— sussurrou para si mesma.

We must be killers

— Eu literalmente odeio essa mulher! — Silena Beauregard exclamou batendo os livros sobre a mesa azul onde costumava se sentar. Sua única aula vaga no dia serviria especialmente para aguentar a Diretora daquela fu**** escola.
Sentada ao seu lado Piper Mclean, sua irmã, bebericava seu café como se tivesse todo o tempo do mundo. Silena acendeu seu cigarro, furiosa.
— Tenho que me concentrar nesse discurso. — disse tragando o cigarro com os dedos saboreando a leve sensação de ter todo o seu corpo leve.
— Legal. — Piper disse observando algo ao longe. Não que Silena se importasse, estava preocupada demais pensando sobre seus próprios problemas. Como Nico Di Ângelo sentado a duas mesas de distância as observando. De novo. E de novo.
— Ele esta nos observando. — disse se virando para Piper jogando a fumaça para cima e abanando com as mãos. — De novo.
Piper se virou para a irmã.
— Não podemos voltar ao passado, Silena. Eu bem que queria. Mas não posso. Nem você. Então sugiro que não o encare de volta se quiser se sair bem nesse discurso idiota.
—Eu quero.
— Então não encare.
— Não encarar. Não encarar.
— Olha pra baixo.

We must be killers

Quando se entra em um lugar abafado e quente a sensação de se estar morrendo não pode ser deixada de lado. Era isso que Reyna Avilla sempre pensava. Em como poderia facilmente se esgueirar para dentro de qualquer buraco e somente definhar até a morte. Mórbido? Sim. Tornar-se-ia realidade? Talvez.
— Aguentando mais um dia em sociedade? — Alguém perguntou ao seu lado.
Droga" era Percy Jackson, o capitão do time de natação do colégio e o único garoto que Reyna não gostaria de não ver nunca mais em toda a sua existência.
— É né. — Respondeu sarcástica se esgueirando entre os assentos. Sempre que se sentava perto do palco algo ruim acontecia. Alguém caía, ou esquecia o texto, ou talvez desmaiasse no meio da peça. Então especialmente naquele dia, Reyna, se sentou o mais longe que pode do palco e isso de alguma maneira afastou Percy para longe, que se sentou na segunda fileira de cadeiras.
— Boa tarde! — Hera Grace disse calmamente ao microfone. Seus olhos vagueavam por toda a platéia. — Bem, alunos da Hal-Blood estamos aqui reunidos para escolhermos nossos representantes mais aptos e adequados ao cargo de presidente da classe. Sabemos que essa pessoa terá total controle para fazer coisas que ajudem ou prejudiquem todos vocês então sugiro que prestem realmente muita atenção em quem escolher.
Algumas palmas foram ouvidas de cantos isolados, mas nada que fizesse Hera sorrir ou algo do tipo. Reyna tirou o celular do bolso checando os e-mails ou mensagens de texto que pudesse ter recebido. É claro que não havia nenhuma. Ela nem tinha amigos.
— A primeira aluna escolhida para candidata é Annabeth Chase!
Desta vez as palmas foram maiores. Annabeth subiu ao palco sorrindo. Aquele sorriso que ela sempre teve. Suave, misterioso e amador. Quando eram vizinhas, Reyna costumava dizer que Annabeth se tornaria alguém parecida com Regina George. Ela era loira, alta, rica e mesmo que não admitisse manipuladora, e era isso que Regina era. E era isso que Annabeth parecia ser.
— Ela parece feliz não? — Reyna se virou para o lado esquerdo, de onde a voz foi pronunciada. — E isso me deixa tão furioso.
A voz de Nico estava sombria. E seu rosto estava parcialmente iluminado. Os cabelos pretos e lisos espetados para cima. O maxilar fixo. E os olhos presos no palco.
— Quem? Annabeth?
Ele negou balançando a cabeça.
— Não ela. A outra.
Reyna seguiu seu olhar observando a outra concorrente de Annabeth sorrir animada. Seu corpo estremeceu pensando no sorriso de Silena, no dia do acidente. A notícia de que ela vivia alegre, enquanto Reyna chorava todas as noites produziu aquele efeito acompanhado de um bater de coração violento e ela teve certeza de que tanto Nico, quanto Silena ou até mesmo Annabeth poderiam ouvir de onde quer que estivessem.
— Ela não parece feliz. — disse sem pensar. Mas Nico não respondeu. Annabeth havia começado, e na verdade não disse nada de realmente interessante a não ser sobre como mudaria os armários da turma e como gostaria de ter uma quadra de basquete maior (ela ao menos joga basquete?). Tudo aconteceu da maneira que teria que acontecer. Da maneira que sempre acontecia. Exceto por um pequeno acidente.
Tudo aconteceu quando Silena se levantou de onde estava sentada para poder ler suas propostas. Todo o palco se calou para ouvi-la e enquanto ela discursava algo se mexeu atrás dela. As enormes cortinas vermelhas se abriram e uma palavra escrita em vermelho vivo chamou a atenção de todos os presentes:
"A-S-S-A-S-S-I-N-A"
Reyna leu as letras. Formou a palavra. E depois começou a soluçar. Aquilo não era para atingir Silena. Ela olhou para Percy, e depois para Annabeth e depois de algum tempo para Silena. E ela a encarou de volta confirmando sua hipótese. Aquilo não era pra ela. Era para eles. E todos sabiam.

We must be killers

— Todos somos culpados. — a garota murmurou após o silêncio constrangedor que se seguiu.
— Mas apenas você recebeu um aviso. — Foi Percy quem encarou Silena desta vez. Estavam todos muito tensos. Reyna, Annabeth, Silena e Percy. Os quatros nas arquibancadas vazias.
Ainda. — Annabeth engoliu em seco enquanto desfazia a trança lateral em seu cabelo. Os olhos vagueavam pelos bancos a procura de alguém vigiando.
— O que esta querendo dizer com "ainda"? — Percy encarou Annabeth com os olhos faiscando.
— Acha realmente que quem fez aquilo não virá atrás de nós? — ela rebateu.
— Não podemos envolver a polícia. — Silena intrometeu-se na possível discussão que se estendeu. — Não agora.
— Tem razão. — Reyna concordou levantando-se e escorando-se na cerca. — Precisamos contar pra alguém R. Deixe-me contar a minha mãe. — Annabeth replicou. Os cabelos agora soltos caiam pelas costas ondulados.
Não! — Percy atraiu todos os olhares para si depois de seu grito ecoar por todo o espaço. — Um escândalo desses iria arruinar as nossas vidas.
— Esta preocupado com o que os outros vão pensar? — Annabeth perguntou dando uma risada sarcástica.
Uma pessoa morreu.— o silêncio se estendeu novamente quando Reyna disse isso.
— Nós sabemos. — Silena engoliu em seco. — Mas não podemos fazer nada com isso. A não ser nos proteger.
— Nos encobrir... — Annabeth revirou os olhos arqueando as sobrancelhas enquanto não acreditava naquilo.
— Proteger nossas famílias — Silena insistiu.
— Vamos conversar com os outros. Tenho certeza que Luke ou Thalia saberão que o certo é falar com alguém.
— Tem certeza disso Annabeth? Já que foi Thalia quem pediu para Nico encobri-la.
— Você não entende Jackson.
— Você é muito mimada sabia? Acha que a verdade é uma água cristalina no deserto? Que quando você revela-la ela vai libertar você? Às vezes contar a verdade faz mais mal do que bem.
— Isso é o que um mentiroso sempre diz.
— Então você é uma puta mentirosa. Por que quando a polícia te perguntou seis meses atrás, você também mentiu.
Annabeth o encarou. O sangue pulsando, nas veias. Os olhos faiscando de raiva. Se não fosse pelo celular vibrando no bolso da calça indicando uma nova mensagem ela teria pulado em cima de Percy com uma pedra nas mãos.
“Se contar isso para alguém eu arranco os seus olhos com as mãos".

Notas finais
Gente eu não sei o que esta acontecendo comigo. Serio. Eu embarquei numa onda de rever os episodios de Teen Wolf e eu fico voltando no 3x23 e todos sabemos o que acontece nele :( choremos juntos. Bem, a Crystal Reed é a Reyna da fic então da pra imaginar que ela será bem parecida com a Allison (de Teen Wolf) em alguns quesitos. Vou deixar algumas coisas do próximo capítulo aqui: Quem nunca mudou com o tempo? "Eu sei que sabe quem fez isso, e eu vou fazer você falar." "Eu poderia destruir VOCÊ." - Já te falamos, Valdez. - ela frisou. - Alguém boicotou as eleições para representante da classe. "Não poderia saber de nada, e com certeza não sabia sobre o segredo que apenas ela e Silena conheciam." - Você fez aquilo de propósito? - perguntou apavorada. - Eu vi você! E se você contar eu vou contar também. Para todo mundo. - Eu acho que não. Não com o que eu sei sobre ele.