Notas iniciais
Hey, esta é minha primeira fic, e é dedicada a minha personagem favorita no mundo dos heróis, Laurel Lance/Canário Negro, espero que gostem ^^

—É hora de voltarmos a combater o crime. — disse Laurel para Oliver, sentado tristemente no sofá.

Já se passavam três semanas após a morte de Felicity. Oliver passava todo esse tempo sem falar com ninguém, e Laurel não havia se atrevido a incomodá-lo antes. Porém, havia um novo criminoso na cidade, e Laurel sabia que eles precisavam fazer alguma coisa. Diggle, ainda visivelmente abalado, a havia aconselhado que talvez ainda não fosse a hora, mas Laurel estava obstinada. "Felicity não desejaria que ficássemos parados", Laurel pensou na amiga, e em como ela fazia falta. "Temos que voltar", falou decidida.

Bateu à porta de Oliver no dia seguinte. Ela percebeu que os jardins que Felicity cultivava em casa não estavam mexidos, e pensou que a situação de Oliver era realmente tensa.

"Ela morreu de uma forma tão injusta", lamentou Laurel, quando Oliver apareceu à porta da casa.

—Oi- contentou-se em dizer Oliver.

Laurel olhou para ele. Tinha a barba descuidada e os olhos inchados, e parecia que não comia há dias.

—Oi, posso entrar? — respondeu Laurel com receio.

Oliver fez sinal para que entrasse.

Laurel observou a casa. Os quadros que Felicity gostava ainda estavam pregados nas paredes. A casa estava sem brilho, e parecia que não havia sido limpa recentemente. Oliver sentou-se no sofá, e cruzou as mãos acima da cabeça, cabisbaixo.

— Por que veio aqui? – perguntou de repente, e Laurel se surpreendeu ainda de costas olhando a casa.

— Queria saber como você está. – respondeu indecisa. Se preocupava com Oliver, mas sabia que não era somente isso. – Também visitei Diggle, ele e Lyla estão se recompondo.

— E seu pai?

Laurel esperava que Oliver perguntasse sobre Lance. Havia sido ele quem tinha encontrado Felicity no dia do ocorrido, e o jeito como as coisas aconteceram haviam causado danos a ele também.

—Ele está bem – respondeu ela, sentando-se no sofá ao lado de Oliver. — Ele e Donna estão ajudando um ao outro. – Laurel mencionou a mãe de Felicity antes que Oliver perguntasse sobre ela, o que seria doloroso também.

— Bem se vê que eu pareço ser o que está lidando pior com tudo. – falou Oliver, e Laurel sentiu-se culpada por estar ali. Claramente não era a hora.

—Oliver, eu sinto muito...

—Eu sei – sussurrou Oliver, ainda de cabeça baixa.

—Não há explicação para o que aconteceu, e além disso...

—Foi minha culpa –interrompeu Oliver – Eu a deixei sozinha.

—Oliver, nós sabemos de quem foi a culpa – disse Laurel, e ele virou-se para ela. – O assassino dela está pagando por isso.

— Ela não foi a única – disse Oliver, levantando-se rapidamente. – Dezenas de pessoas já morreram nas mãos daquele assassino, mas fui eu quem a trouxe para isso.

—Oliver, Felicity está em paz agora. – tentou acalmar Laurel.

—Ela ainda devia estar aqui- retrucou Oliver. – Mesmo que longe de mim, mas viva. – falou depois, e Laurel sentiu-se pior que nunca. Queria sair dali, mas não podia deixar Oliver sozinho.

— Eu sei que a situação é difícil. — Tentou falar da melhor forma que pôde. – Mas tem algo que está acontecendo, e é grave.

Oliver sentou-se de novo. Laurel continuou e contou a ele o que sabia sobre o novo criminoso. Sabia que era o líder de uma empresa que financiava drogas ilegalmente, e cujos negócios tinham chegado aos ouvidos da promotoria e de Lance, que contou à filha. Oliver ouviu tudo e permaneceu quieto.

—Oliver, diga alguma coisa. – pediu Laurel.

—Eu não posso mais fazer isso. – contentou-se em dizer.

—Mas Oliver... é a nossa cidade. – tentou convencê-lo.

—Ela era minha noiva. – sussurrou Oliver. E Laurel compreendeu.

—Felicity não iria querer que passasse o resto da vida sozinho e quieto.

—Eu já não posso saber o que ela poderia querer, ela já não pode dizer.

Laurel sentiu a forças das palavras de Oliver. Estava certo.

—Eu não espero que tudo volte a ser como antes – disse ela, e Oliver a olhou nos olhos. – Mas pense sobre isso, pense sobre a chance de fazer algo bom, por ela, ou pela memória dela.

Oliver ficou calado. Laurel levantou-se e disse que era hora de voltarem a combater o crime. Oliver apenas a olhava.

Laurel andou em direção à porta. Oliver continuou onde estava.

—A polícia marcou um encontro falso com o líder da gangue, hoje à noite, nos Glades. Se pensar ou resolver... – e saiu, deixando Oliver sozinho.

***

Sozinho, Oliver pensou nas palavras de Laurel sobre Felicity. Ela estava certa. Felicity o aconselhava sempre a fazer o certo, e agora ele simplesmente desistir de tudo, soava um tanto egoísta. Mas a ideia de voltar a lutar pela cidade novamente e arriscar a vida de suas pessoas queridas outra vez, lhe pareceu mais terrível ainda.

O telefone tocou. Oliver atendeu o telefone. Era Thea.

—Oi.- disse ela baixinho na outra linha. – Queria saber como você está.

—Parece que resolveram me perguntar isso só hoje. – disse ele, e se sentiu culpado. Era sua irmã quem falava, a única com quem tinha mantido contato depois de tudo, mas que por precaução tinha mandado fugir da cidade. – Quero dizer, Laurel esteve aqui. E eu estou bem.

— Tenho falado com ela. Ela me contou que há algo de estranho na cidade.

—Ela age rápido. – retrucou Oliver

—Ela não sabe o que fazer. -disse Thea.

—Sabe, ela já acionou a polícia e parece que está preparada. – respondeu Oliver.

— Ela não pode fazer isso sozinha. – falou Thea como certa acidez na voz. E Oliver entendeu. E ficou calado.

—Eu também não sei o que fazer. – disse ele afinal – Preciso pensar direito.

— Se precisar de mim, nem que seja pra aconselhar, estarei aqui. Fique bem. Tchau.

E desligou.

Oliver pousou o telefone e ficou olhando a casa vazia.

***

Era hora do encontro. Laurel vestiu seu uniforme de Black Canary. Estava com saudades daquilo. Ligou para Lance. Estava tudo planejado. Saiu para os Glades. Lance e a polícia estariam na espreita enquanto o comprador de drogas farsante distraía a gangue, se tudo corresse bem, não precisariam da ajuda dela, mas se tentassem reagir, ela devia estar lá.

Ficou observando do alto do telhado. A compra estava sendo feita. A polícia foi acionada, e saíram de trás das paredes apontando a arma para os criminosos. O líder do bando gritou:

—Seus desgraçados!

Lance deu ordem de prisão à todos. Estava pronto para algemá-los quando um dos homens saltou e lhe derrubou por trás, ameaçando-o com a arma na cabeça. Os policiais recuaram. Laurel tremeu.

—Um movimento e eu mato esse velho! – ameaçou o bandido.

Laurel saltou do telhado e deu um soco nas costas do homem que ameaçava seu pai, e livrou-lhe da arma. Os policiais e bandidos continuaram lutando, e Laurel os enfrentava também. Porém, num descuido, um dos homens sacou uma faca e colocou em seu pescoço. Ela não podia mexer. Lance gritou o nome da filha.

Laurel não tinha saída a não ser tentar fugir. Poderia usar da cabeça parar acertar o bandido, ou um chute, mas tudo parecia arriscado. Tudo acontecia numa fração de segundos, e Laurel não sabia o que fazer, quando uma flecha veio voando do telhado e acertou o braço do bandido que a ameaçava, livrando-a.

Laurel olhou acima de si. Era Oliver. Era Arrow.

Ele pulou do telhado. E se pôs a lutar com os bandidos. Laurel juntou-se a ele, e Lance e seus policiais faziam o mesmo. Parecia mais fácil com Oliver presente. Todos seriam capturados.

Laurel olhou para Oliver lutando. Sentia-se orgulhosa.

Algemados todos, Lance os levou à prisão

Laurel olhou para Oliver. Para o Arrow. Era bom estar com ele depois de tudo. E sorriu.

Oliver lhe retribuiu o sorriso. E voltou para o telhado de onde tinha vindo. Era isso que sempre fazia.

Laurel não sabia como, mas sentiu-se feliz com isso.

Notas finais
Vou tentar publicar um capítulo toda semana, obrigado por lerem :D Deixem comentários ♥