We are the same
1 Welcome to the Hamptons.
Hamptons Bays — 10:00 PM.
Para Amanda Clarke desde que chegou aos Hamptons, o que importava era vingança, não medindo medindo quem atingisse.
Porém, houve alguém. Um homem, que não a julgou por isso como os outros e que procurou, entender seu passado...
No prédio da Grayson Global, Daniel tinha as provas que poderiam inocentar o pai de Emily Thorne (Amanda). A loira havia descoberto pelo áudio, instalado no escritório do rapaz.
Daniel era alguém do qual Emily havia se afeiçoado muito e uma das grandes decepções também.
Para a vingativa agora, não importava mais. Ele era um Grayson e pagaria o preço, fosse como fosse!
Quanto ao homem mencionado? Este sofria de puro tédio desde que, se instalou nos Hamptons por férias.
Aquele povo era desajustado demais. Confuso demais e os mistérios? Nenhum!
No instante em que ele pôs os olhos em Emily Thorne, em uma festa qualquer que não se atentou, na mansão Grayson, na qual se infiltrou por pura diversão, Sherlock Holmes soube que havia um grande mistério ali.
— A morte desse Frank Stevens não pode ter sido aleatória Watson! Nem mesmo a queda do prédio da tal Lydia Davis! E sobre a surra dada no cara pequeno do bar... — Falava consigo mesmo. — Definitivamente há algo aqui!
— Sherlock pelo amor de Deus, a palavra férias é tão difícil assim para não ser compreendida por você? — Retrucou o amigo, suspirando.
— Eu estou entediado nessa terra de ninguém! — Ele disse olhando pela janela.
— Ou será que está é interessado? — Watson pegou o recorte de jornal. — Emily Thorne! — Ele leu em voz alta o nome no artigo. — De acordo com isso... — Se referindo ao mesmo. — ... Ela é noiva, sabia né? E de um dos maiores riquinhos da cidade!
Sherlock juntou as mãos em forma de prece e encarou o horizonte. Era como se estivesse em transe.
— E eu sei exatamente onde ela está indo!
Foi como se Watson não houvesse dito uma frase se quer.
— Ela quem, homem? — Olhou perdido.
— Amanda Clarke! — Explicou o moreno.
— Quem? — Watson perguntou, ainda mais confuso.
— É uma armadilha! Como com Moriaty — Ele pegou o casaco e saiu batendo a porta.
— Sher... — E ele se foi. — ... lock! — Watson estava estático.- Isso mesmo, Holmes! — Ironizou. — Deixe seu melhor amigo sozinho aqui! Inacreditável! — Resmungou, sentando no sofá.
Já na Grayson Global, Emily tinha a ajuda de Nolan, para quebrar as barreiras a fim de invadir a sala de Conrad Grayson.
— Mais dois blocos, sunshine!
— Não dá pra ir mais rápido? Eu estou atrasada para o jantar com o Daniel!
— Como se você quisesse mesmo ir, né? — Nolan usou seu sarcasmo comum.
Emily revirou os olhos. Usava a lanterna, para iluminar tudo quando, o sinal se cortou.
— Nolan? Você tá aí? — Não obteve reposta. — Nolan? — Esbravejou. — Mas que merda!
Então, uma mão tocou sua boca e um braço a sua volta, a puxou com força para o canto da outra parede.
Emily esperneou. Era forte o suficiente pra se soltar de seu agressor e o fez.
O puxou por um dos braços, o esquerdo mais precisamente e o jogou com força no chão, tomando um susto ao ver de quem se tratava.
— Oh meu Deus! Holmes!?
— Olá, minha cara! — Ele lhe sorriu, irritantemente.
Ela arregalou os olhos, esticando a mão, para que ele pudesse se levantar.
— O que está fazendo aqui?
— Não podia deixar que fosse pega, poderia Amanda? — Ele sussurrou.
— Ja lhe disse que não quero que faça parte disso! — O tom era sério e nada surpreso, por ele saber a verdade.
— Ah, mas eu insisto! — Ele cruzou os braços. — Aliás, não está nem um pouco curiosa em saber como soube sobre a sua verdadeira identidade, senhorita Thorne?
— Particularmente, não! — Ela ironizou ao olhar o mesmo.
— Eu já disse! — Insistiu. — É uma armadilha! E assim que pisar naquela sala, será exposta para os Graysons! Basta analisar os fatos! Está muito fácil para você!
— E eu já te disse, que se ousar se colocar no meu caminho, derrubo você! — Olhou Emily, ameaçadora.
— Não irá não! — Disse Holmes cheio de convicção.
— É mesmo? E por quê não? — Perguntou ela com cinismo.
Holmes a puxou pela cintura e encarou seus olhos castanho com os seus azuis.
"Respiração levemente alterada." — Constatou ele. —
" Batimentos cardíacos inconstantes" — Ele voltou a analisar a jovem loura, americana, mentalmente, ficando bem perto da mesma ao apoiar a mão firme em sua nuca. Emily o encarou voraz e séria. Holmes a beijou, imediatamente.
De início, Emily tentou repelir tal ação ou toque, porém em alguns segundos, ela já o retribuía!
Maldito inglês!
"Eles são todos assim?" — Questionou a si mesma, ainda nos braços dele.
Quando, finalmente o beijo cessou, depois de alguns minutos, ela lhe fitou e virou um tapa ardido contra a bochecha direita do investigador, lhe erguendo a sobrancelha, cinicamente.
Holmes sentiu a força do tapa e o modo cínico da vingativa e deu um sorriso de canto após voltar a olhar a mesma.
— Vai precisar ser mais convincente, minha querida!
Emily virou a mão do lado esquerdo do rosto dele, dessa vez.
Holmes, virou o rosto ao lado indicado novamente e a encarou.
— Já acabou? — Ele perguntou, debochado.
A loira sentiu cada parte de ser corpo arder em ódio e partiu pra cima dele, para o imobilizar, quando foi pega pela cintura e jogada nas costas do moreno.
— Me põe no chão! — Ela mandou, furiosa. — Agora!
— E deixar que seja incriminada? Não, muito obrigado! — Respondeu Holmes dando passadas longas, com ela sob seu ombro.
— Eu juro que se não me por no chão agora mesmo, vou gritar! — Emily esperneiou nos braços dele, em vão.
— A vontade! Quem vai expor a sua identidade verdadeira será você e não eu, então... — Pausou e em seguida, sorriu. — Seja uma boa menina, senhorita Thorne!
Ela deu um tapa estalado nas costas dele, enquanto era "arrastada" dali.
— Por que você se preocupa tanto com isso?
— Porque você não pode fazer isso sozinha! — Ele então, a pos no chão. — Não seria justo!
Emily o olhou nos olhos. Havia um fundo de verdade nisso, embora não admitisse, nem mesmo a si mesma.
— Você não irá estar aqui!
— Eu estou aqui agora!
Ao olhar novamente nos olhos dele, apoiou a mão em seu rosto.
— Por que, eu? — Estava curiosa.
— Porque assim como você, tenho meus próprios demônios e luto com eles, dia após dia! Mas, ainda não os venci! — Ele sentiu o toque da mão dela em seu rosto. Seu olhar, encontrou ao dela.
Emily começava mesmo a entender o que se passava ali.
— E talvez, eu nunca os vença! — Holmes completou, ao tornar a olhar a loira.
Esta se inclinou até ele, com o rosto ao seu e o beijou devagar.
Sherlock, lhe retribuiu, já a trazendo, próxima de si, envolvendo os seus braços à sua cintura.
Talvez, no fundo, Emily Thorne e Sherlock Holmes, não fossem tão diferentes assim.
Flashback — Mansão Grayson — Duas semanas atrás.
Desde que John Watson havia sido convidado para passar uns dias em Hamptons por um de seus amigos da faculdade de medicina, Sherlock havia ficado enciumado. Ele era seu melhor amigo e agora um estranho o estava tirando dele com a bela desculpa de que John precisava de férias. Ah... férias, por favor!
Relutante, Sherlock acabou por aceitar o convite de ir junto. Claro que não por acaso. Já havia investigado a cidade toda para onde iria Watson e um caso em particular, lhe chamou a atenção: O ato terrorista de David Clarke.
Ficou a noite toda em claro lendo páginas e mais páginas que encontrou pela internet. Cada vez mais aquilo não fazia sentido algum, porque de acordo com todos os relatos que conseguiu pegar, David Clarke não parecia ser como descreviam.
Aceitou na manhã seguinte pra valer a ideia de viajar, o que intrigou Watson, mas não ao ponto de se preocupar em ter algo errado ali.
Quando chegaram aos Hamptons, aquele maldito calor do verão incomodou ambos.
A noite haveria uma bela festa, na casa da família anfitriã da cidade, justamente quem ele esperava conhecer tão bem de perto: Os Grayson.
Passaram no South Fork Inn e fizeram suas reservas. Dormir seria muito bom, afinal, estavam exaustos.
Para Watson, ele ainda teve a paciência de tirar as roupas da mala, já Sherlock, bom, era Sherlock. Ou seja, deixou tudo como estava e foi dormir.
A noite, ambos estavam prontos e acompanhando o médico da cidade até a tal esperada festa.
Assim que pisou na mansão, Sherlock já começou sua breve analise aos convidados, percebendo o que cada um poderia esconder, com poucas expressões ou trejeitos.
Porém, seus olhos pararam no instante que viu um casal de jovens vir em sua direção.
O rapaz moreno segurava a mão da loira.
Sherlock pegou uma taça de champanhe e logo voltou sua total atenção a ambos, falando baixo com Watson:
— Noivos! Ela parece desconfortável ao lado dele. O modo como segura sua mão é superficial, se pudesse, certamente não o estaria fazendo. O sorriso singelo denota incomodo no ambiente.
— Sherlock, por favor, não começa!
— Incomodo não. Raiva! Seus olhos querem demonstrar leveza, mas a forma com a qual move sua mão esquerda diz o contrário. Ela odeia estar aqui tanto quanto eu, senão fosse pela boa bebida, é claro!
Watson respirou fundo, sorvendo sua bebida e revirou os olhos.
Assim que olhou ao lado, Sherlock não estava mais ali.
Começou a ficar nervoso, porque o amigo era ótimo pra se meter em encrenca.
— Sherlock? — Chamou baixinho.
— Eu devo ressaltar que também odeio multidões? — Perguntou o inglês sutilmente a jovem loira, parada ao lado do buffet.
— O que dizer a respeito quando se trabalha com isso? — Perguntou a loira de volta. — Oh sim! É um mal necessário! — Ela brincou com o mesmo.
— De fato! — E o moreno segurou sua mão, lhe dando um beijo as costas desta. — Holmes, Sherlock Holmes! — Se introduziu, assim. — Não sou daqui!
A garota ficou tocada pelo gesto cortês do homem ao ser tomada sua mão e ele pôde perceber um leve rubor em sua face por sua audácia.
— Emily Thorne! — Respondeu ela ao homem, dando um sorriso educado. — Bem vindo aos Hamptons! — Disse a moça voltando a lhe sorrir.
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Emily olhava Sherlock dormir ao seu lado, em sua cama, após voltar de suas lembranças. Ele parecia tão calmo e sereno. Era um homem fascinante e ela não podia negar a admiração que tinha pelo mesmo, embora lhe irritasse um pouco, algumas vezes.
Então, ele abriu os olhos e lhe sorriu enigmático e doce. Bem diferente do tom que conheceu há algumas semanas atrás.
— Bom dia! — Disse ela.
— Bom dia, minha querida! — Ele fitou os olhos castanhos de Emily.
— Posso perguntar uma coisa? — O olhou curiosa. Na realidade aquela pergunta estava na sua mente desde o dia anterior.
— Certamente que sim! — Consentiu ele, segurando sua mão e afagando a mesma.
— Como você soube? — Ela estava tímida e ele o notou.
— Sobre você? Bem... — Ele segurou o pulso dela, onde havia a tatuagem.
Emily o olhou nos olhos, azulados e misteriosos, ainda mais curiosa do que antes. Ninguém nunca a havia feito se sentir assim antes.
— A sua tatuagem do infinito é idêntica ao entalhe no corrimão da sacada da sua casa, que coincidentemente era a casa de David Clarke, há anos atrás. — Ele a olhou nos olhos de volta. — Sua respiração e batimentos cardíacos se alternam quando fica perto dos Grayson, precisamente até mais de Victoria do que Conrad. Ou falam algo sobre sua família perdida ou a respeito do atentado de David Clarke.
Emily o olha nos olhos ainda surpresa. Como ele conseguia fazer dessas coisas?
— Como você... — E foi interrompida.
— Logicamente, você é idêntica a sua versão pequena, onde qualquer um pode constatar isso, exceto seu amigo do bar da praia, que realmente não tem o menor senso de direção por achar que a sua amiga maluca do reformatório seja você!
— Uau! — Ela lhe sorriu amplamente. — Incrível!
— Você não gosta do Daniel! Talvez, tenha gostado, antes de ele te trair! Não digo com uma mulher e sim com seu passado. Ele soube e nunca defendeu a verdade. Isso lhe magoou ao ponto de casar-se obrigada com o garoto, mesmo não sentindo mais nada, além de total desolamento e repulsa por suas atitudes.
— Houve um tempo, que eu faria de tudo pra salvá-lo! — Emily lhe confessou.
— Eu sei! Mas hoje, se esforça além do necessário para conseguir manter-se ao lado dele na cama. — Sherlock ergueu a vista e a olhou nos olhos. — Você o faz, todos os dias, mesmo que isso lhe incomode porque vai fundo na sua culpa, em sua vingança, colocando seus ideais e a vontade de limpar a memória do seu pai, acima de tudo, até mesmo de seus desejos mais profundos!
— Você é mesmo bom no que faz! — Ela disse, completamente surpresa por alguém poder analisá-la tão bem.
— Sabe que sou ótimo também? — Ele perguntou a olhando, ao passo que tocava seu rosto com o polegar.
— No que? — Estava curiosa. Ele lhe causava um frenesi de situações, desde curiosidade a tórrido prazer.
— Vem cá mais perto que eu te mostro! — E ficou por cima da loira, segurando uma de suas mãos com a dele, entrelaçando os dedos de ambos.
— Sherlock, essa não é uma boa ideia...
— Daniel não virá aqui! Estamos em meu território agora! Um lugar em que... — Ele a beijou delicado no pescoço. — Você pode se sentir livre e segura!
— Oh céus, eu te odeio por estar certo! — Ela sussurrou e arrepiou com seu beijo quente.
— Eu estou sempre certo, minha querida!
Emily abriu um sorriso arteiro e riu. Não havia como fugir dele. Não poderia. Ao menos não naquele momento e certamente, não o queria. Deixou seu rosto próximo ao dele. Sherlock sorriu de canto e lhe beijou em seguida. Agora ela era dele e Daniel teria que esperar, um bom tempo pra que ele pensasse, se a deixava ir pra perto dele, novamente.
South Fork Inn
— Emily não dormiu em casa! — Disse Nolan Ross a John Watson que andava de um lado ao outro de seu quarto.
— E Sherlock não atende ao celular! — Respondeu de volta o inglês. — Acha que eles podem estar encrencados? — Watson perguntou, preocupado.
Nolan pegou o notebook de Watson e o ligou, se sentando a mesa.
— Hey, isso aí é meu! — Watson implicou.
Nolan o ignorou por alguns segundos enquanto digitava algo no equipamento.
— Eu falei com você! — John disse sério.
— Eu acho que eles estão muito bem! — Nolan sorriu cínico ao olhar a tela do note.
— Você realmente não acha que eles... — Watson olhou surpreso ao loiro americano.
— Oh, elementar, meu caro Watson! — Nolan estreitou o sorriso e virou o notebook a ele, onde poderia ver Emily e Sherlock entrarem juntos, no quarto dele.
— Oh santo Deus! — Watson estava pasmo.
— A química quase explodia ali! Ou a atração da física! Como preferir! Era óbvio
— Mas... ela tem um noivo!
Nolan ajeitou os pés na mesinha de centro dando de ombros.
— E vamos fazer o que agora? — Watson perguntou. — Precisamos fazê-los voltar a razão!
— Nós? — Nolan olhou o britânico. — Agora? Nem pensar meu amigo! Só nos resta esperar! — Nolan disse brincalhão. — Não sei quanto a você, mas eu não quero segurar vela! Então, sugiro que faça o mesmo que eu! — Ele abriu o jornal. — Espere! E pode ser que ainda demorem bastante! — Se voltou ao mesmo e sorriu debochado. — Horas...
— Horas? — Watson perguntou incrédulo. Como alguém podia tirar tanto a atenção de Holmes assim? Pasmo, arregalou os olhos por quase visualizar a cena e fez uma careta, voltando a atenção ao seu jornal também, ainda em surpresa.
Pelo jeito, essa tal de Emily Thorne, tinha algo de especial por conseguir envolver seu melhor amigo.
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