We Remain
9 Capítulo 09
Elano abriu os olhos e sentiu o corpo de Camila sobre seu peito, respirou fundo e expirou lentamente. Lembrando-se lentamente do tempo que tinha passado com ela, já era manhã do outro dia, e eles tinham feito muita coisa nesse tempo. Ficou ali com os braços apoiados no colchão, olhando pro teto, pensando na vida que tinha virado de ponta cabeça de um dia pro outro. Pensou em Giane e no que tinha dito pra ela, ele não tinha certeza do seu sentimento, não devia ter falado nada, ele não queria estragar a felicidade de ninguém. Ouviu o celular tocar em algum lugar daquela zona, olhou pro chão que tinha um emaranhado das roupas dele e dela, e o celular tocava dentro da calça.
Gentilmente, ele empurrou o corpo de Camila sobre a cama, que resmungou um pouco, mas não acordou. Levantou-se pisando por cima das roupas, pegando o celular, era sua irmã de criação, Penha, suspirou, atendeu, mas saiu do quarto, torcendo para que Camila não tenha nenhuma empregada, pois ainda estava sem roupa alguma.
_ Fala, Penha. – ele atendeu com um sorriso, sentia falta da irmã.
_ Elano, eu to te ligando desde ontem à noite, por que não me atendeu? Fiquei preocupada! – ela disse naquele sotaque carioca forte.
_ Nada. Eu só tinha perdido meu celular... – ele fez uma careta. – Como você está?
_ Bem e você, Elano?
_ Bem. Bem...
_ Elano, você precisa voltar...
_ Por que? Aconteceu alguma coisa? – ele perguntou preocupado, a voz da irmã tinha um tom de urgência.
_ Você precisa resolver sua situação com a Cida, já deu dessas férias, né?
_ Penha, não começa.
_ É sério, Elano, você precisa...
_ Me deixa falar com ele, Penha! – ele sentiu o coração congelar ao ouvir a voz de Cida ao longe do telefone, e logo depois, bem no seu ouvido. – Elano. Por favor, fala comigo...
Ele não respondeu, sentiu o peito apertar com a voz dela.
_ Por favor, eu sei que eu te magoei, mas a gente precisa conversar.... Elano?
Ele desligou o telefone, sentiu que os olhos ardiam, mas não ia se deixar abater assim. Tinha mensagens no seu celular, da Penha, do Fábio e por mais incrível que pareça da Giane. Ela queria conversar com ele. Ele voltou pro quarto e foi caçando suas roupas, se vestiu e Camila nem se mexeu da cama. Ele saiu do apartamento, e pediu para o porteiro ligar para um táxi, e rumou para a Casa Verde novamente.
Giane o viu da janela de casa quando o táxi encostou, ele estava indo rumo a Acácia Amarela, decidida a falar com ele, ela saiu de casa e foi até a floricultura.
_ Você pode levar essas rosas nesse endereço? – anotou o endereço que o porteiro tinha lhe passado. – Para Camila Lancaster.
_ Camila Lancaster? – Giane perguntou, ele olhou pra ela, e logo voltou a olhar para o papel que anotava o endereço.
_ Sim, Giane.
_ Então, era com ela que você estava?
_ Por que quer saber?
_ Você é uma babaca, sabia!? Você me fala aquelas coisas, me deixa falando sozinha e depois passa a noite com a Camila?
Ele respirou fundo antes de respondê-la, mas parecia que a grosseria estava no sangue dele, fervendo.
_ Por que? Você queria que passasse com você?
O atendente que conhecia bem Giane e Fabinho se assustou e Giane se aproximou de Elano e lhe meteu um tapa forte na cara.
_ Eu AMO o Fabinho, você tá me escutando? Você que é um idiota, que fica fugindo dos seus problemas. Eu jamais vou dormir com você! Tá me ouvindo?
No mesmo momento, Elano se arrependeu das palavras que disse e se aproximou dela.
_ SAI DE PERTO DE MIM! Eu fiquei preocupada com você! PREOCUPADA! – ela deu uma risada sem graça nenhuma, forçada. – E você aí, agindo feito um idiota. Quer saber? Você mereceu! Você mereceu o que aquelazinha fez com você! Corno!
Isso tinha doido mais que o tapa na cara. Ela saiu feito um furacão da floricultura, ele pagou pelas flores e resolveu que não iria atrás dela. Foi até a casa de Margot, tomou um banho gelado e arrumou as coisas que tinha comprado em uma pequena mochila. Salvou o arquivo do processo da agência em um pen drive, ele ia continuar trabalhando naquilo em consideração á Fabinho, apesar de achar que ele não merecia depois do que tinha visto ontem.
_ Onde você tá indo, filho? – Margot se levantou do sofá quando o viu com a mochila nas costas.
_ Margot... – ele sorriu pra ela – Obrigado por tudo, você foi como uma mãe pra mim. Mas, eu preciso ir embora, minha irmã me ligou hoje, e eu não posso mais adiar o que eu tenho pra resolver. – ele deu um abraço carinhoso na mulher e um beijo no rosto dela.
_ Mas, Elano... Você tá bem? Aconteceu alguma coisa pra você não querer ficar?
_ Não, não aconteceu nada. Eu me diverti muito na Casa Verde, Margot, foi incrível, mas minha realidade não é essa.
_ Quando você quiser, você pode voltar, essa porta vai estar sempre aberta pra você.
_ Eu sei que sim. Depois eu ligo pro Fábio pra me despedir, sei que ele tá no trabalho. – ele deu outro beijo nela, e tomou coragem pra sair pela porta.
Encontrou seu Silvério no portão.
_ Elano, já vai?
_ Obrigado por tudo, seu Silvério, e agradeça a Giane também, infelizmente não vai dar pra me despedir dela. – ele bem que queria, mas não arriscaria.
_ E como você vai embora?
_ Vou de ônibus, da Rodoviária do Tietê saem ônibus pro Rio a toda hora.
_ Boa sorte, filho. – ele cumprimentou o senhor, e saiu, indo para o ponto de ônibus naquela avenida que tinha batido o carro.
Ficou observando do ponto o local que faltava o guardrail da avenida, iria voltar, não sabia o que ia acontecer, lembrou-se de Cida te traindo, do seu casamento com ela, o quanto estavam felizes na festa, parecia que nem era ele, e sim, um filme que tinha visto, ele tinha mudado tanto em pouco tempo. Lembrou-se também de Giane e o quanto ela o tinha mudado, ficou com um peso na consciência de não se despedir dela, mas depois da briga que tiveram seria melhor. E muito menos iria se despedir de Camila.
Giane estava à milhão, precisava se acalmar, falar com Fabinho, deixar pra lá esse babaca do Elano que só fez te confundir a cabeça, se tinha uma coisa que era inegável era que amava muito Fabinho, aquele fraldinha, seu parceiro de futebol. Sentia-se mal só com a ideia de ter ficado confusa com Elano, ela ia passar o resto da vida com Fabinho e sabia disso como sabia que dois mais dois era quatro.
Entrou na agência e respirou fundo, Giane não queria parecer nervosa perto dele, iria gerar muitas perguntas, e ela não saberia explicar.
Fabinho estava quebrando a cabeça com mais uma campanha, encostou a cabeça na mesa e ficou batendo sua testa levemente. Sua mãe tinha ficado preocupada com o destino de seu irmão na noite passada, mas ele não estava nem aí, ele era maior de idade e vacinado, sabia bem de seus atos e consequências. Ficou ali um tempo, até que sentiu duas mãos no seu ombro, apertando levemente, te fazendo uma massagem. Era bom demais.
_ Quem te deixou vir aqui, maloqueira?
_ Quem é maloqueira?
Fabinho saltou da cadeira, dando de cara com a loira que não largava de seu pé.
_ Que é isso, Michele?
A loira lhe sorria, e se aproximou dele, e ele foi se afastando.
_ Fiquei chateada que você não me ligou ontem à noite. – ela fez um biquinho. E ele riu.
_ Mas eu não ia te ligar mesmo...
_ Larga de ser tão mau comigo, Fabinho... – ele encostou-se à parede da sala, sem saída quando ela avançou pra cima dele. – Todo mundo sabe que você é a fim de pegar mulheres como eu...
_ Eu era, eu era afim. Não mais. – ele estava planejando uma forma de escapar dali, quando ela avançou pro seu pescoço.
Quando ele segurou em seus braços para empurra-la, ele ouviu a última voz que queria ouvir naquele momento.
_ FABINHO!
_ Puta merda. – ele reclamou baixo, empurrando a loira, fazendo a cair no chão.
Giane estava parada na porta da sua sala, com uma cara de surpresa, que levemente se transformava em expressão de violência. Seu cérebro pensava em milhões de desculpas ao mesmo tempo, ele era inocente, dessa vez, ele era.
_ Giane... – ele se aproximou dela, que foi se afastando dele.
_ Agora eu já sei porque você sempre fica aqui até mais tarde. – os olhos dela transbordavam de lágrimas.
_ Calma, Giane. Eu não... Ela me atacou! – ele gesticulava com as mãos, nervoso.
_ Ah, claro, né, Fabinho! Claro! E você nem gostou!
_ Claro que NÃO!
_ Como eu sou idiota, cara! – ela se martirizava, e Fabinho a segurou pelo braço, ela se soltou com rapidez.
_ Me ouve, por favor?
_ Vai se ferrar, Fabinho! — ela respirava rápido, nervosa demais pra pensar em qualquer coisa.
_ Fabinho...
_ CALA A BOCA, VAGABUNDA. – Fabinho gritou pra moça caída no chão, e quando se virou Giane tinha partido, ele foi correndo atrás dela, ela esperava o elevador, a porta abriu, ela entrou e ele tentou entrar.
_ Não ouse! – Giane olhava pra ele com raiva e desprezo, o que o fez parar na porta sem que entrasse. – Volta pra aquela vadia, Fabinho. Eu pensava que você ia ver a nossa casa quando não estava comigo, e na verdade tava se divertindo aqui. Vai pro inferno, acabou! Acabou esse noivado que você tanto queria.
Fabinho ficou tão chocado com as palavras dela que mal se mexeu quando a porta foi se fechando na sua cara, como ela podia ser tão impulsiva? Ela mal quis o ouvir, ela não confiava nele?
Giane saiu do prédio da agência, sentia o corpo tremer todo, foi horrível ver aquela loira siliconada se esfregando no seu fraldinha, ela assim pensava, que ele era seu. Sentiu as lágrimas chegarem aos olhos, foi pra casa, e ao chegar à rua, seu Silvério e Margot a viram se aproximar andando rápido, a passos largos, nervosa.
_ Filha, filha, o que aconteceu? – Silvério interveio no seu caminho.
_ Me deixa, pai. – ela ia acabar descontando nele.
_ Giane, o que aconteceu?
_ Me deixa em paz. – ela queria fugir pra sua cama.
_ Giane, se acalma, minha filha. – Silvério passou a mão nos cabelos curtos da filha, vendo sua resistência abaixar e os olhos da filha transbordar.
_ Foi isso que ele foi embora. Vocês brigaram, não foi? – Margot olhava confusa pra ela.
_ Que? Quem foi embora? – só de pensar que Fabinho tenha ido embora te fez ficar mais nervosa.
_ O Elano.
Giane se lembrou da conversa que tinha tido com ele no dia anterior, ele tinha tentado te avisar: Você confia nele, não é? Pois então, eu também confiava na Cida. Ele tinha ido embora, depois daquela briga idiota que ela teve com ele. Só ele iria entender a dor que ela sentia. Maldito! Por que ele foi embora?
_ Pra onde ele foi? – sua expressão havia mudado, limpou algumas lágrimas que tinha escorrido pelo rosto.
_ Pro Rio de Janeiro.
_ Eu sei, ele foi a pé? – ela não queria ser rude, mas estava tão nervosa que nem se lembrava de que falava com o seu pai.
_ De ônibus.
Giane não tinha um carro, portanto, esperava que conseguisse chegar a tempo. Ela pediu pro pai não contar a Fabinho onde tinha ido, e seu pai e Margot assentiram contra a vontade, sabiam que tinha algo muito estranho ali.
Giane pegou o próximo ônibus rumo à rodoviária, seu peito arfava tamanhas eram as emoções que carregava, segurava o choro com força, fazendo ficar tudo mais dolorido, e repetia na sua cabeça a cena de Fabinho com a loira na cabeça. Precisava pedir perdão a Elano, antes que ele fosse embora.
Elano tinha acabado de comprar o passaporte para o Rio de Janeiro, o ônibus partiria daqui uma hora, então, ele se sentou em um café e pediu um lanche pra tomar, ele não tinha almoçado ainda. Iria embora e parar de atrapalhar a vida dos outros, só avisaria Penha quando estivesse sentado no transporte com uns 20 km de distância no mínimo.
Depois de uma meia hora ali, anunciaram que os passageiros deviam formar fila no portão 20, ele pegou a mochila e foi até a fila, conferindo o bilhete.
_ Elano! Elano! – alguém te chamava, ele olhou ao redor confuso, não enxergando ninguém. – Elano!
Encontrou a fonte da voz, uma menina pequena passava e esbarrava em algumas pessoas pelo caminho, Elano não acreditava no que via, e sentiu quando ela se pendurou nele o abraçando. Seu coração disparava e tinha certeza que todos ali podiam ouvir.
_ Giane, o que você tá fazendo aqui?
_ Desculpa, me desculpa. Seu idiota. – ela lhe deu um tapa nas costas. – Idiota, desculpa! – ela começou a tremer, e soluçar.
Elano nunca a tinha visto chorar, muito menos daquele jeito. Passou os braços ao redor dela, a abraçando forte.
_ Senhor, você vai embarcar?
_ Não vai agora, por favor. – ela falou baixo no seu ouvido.
_ Desculpa, eu.... Eu troco o bilhete pra mais tarde. – eles saíram do meio do caminho e do campo de visão dos outros passageiros, e se sentaram em um banco.
_ O que houve, Giane? – ele segurou na mão dela, que chorava copiosamente.
_ Aquele fraldinha maldito. – ela passava a mão no rosto, tentando secar as lágrimas que caiam fortemente.
_ O que ele fez?
_ Ele tava se agarrando com aquela loira lá, na agência. Você sabia, não sabia?
Elano se lembrou da loira ousada da agência, mas não sabia que Fabinho seria capaz de trair Giane com ela. Sentia-se mal por ela, porque sabia como era aquela dor no peito, bem no meio que te deixa meio sem ar.
_ Calma, Giane. Calma...
_ Logo você, me pedindo calma? Você sabe o que eu to sentindo...
_ Acredita em mim, não adianta você ficar assim. Você é muito impulsiva, eu também sou assim, mas você é mais, olha pra você... Você tá muito nervosa. – ela apertou a mão dele com força.
_ Desculpa ter te dado aquele tapa, você sai e transa com quem quiser, eu não devia ter feito nada. Você é meu amigo, não é?
_ Sou. – ele sorriu torto e com a outra mão limpou as lágrimas dela.
_ Você é um babaca mesmo, mas é meu amigo e tentou me avisar... – ela se acalmava agora. – Cara, como eu pude ser tão idiota?
_ Você não é idiota, ele que é, a Cida que é. Eu demorei pra entender isso, mas entendi. Desculpa se eu te magoei, ou te deixei confusa... Não era minha intenção.
_ Mas deixou... – ela riu, nervosa. – Eu sei que eu amo o Fabinho, Elano. Mas... Depois que você.... Ah, eu não sei de mais nada, eu to tão.... Cansada. – ela respirou fundo. – Eu não queria que você fosse embora sem que eu te pedisse desculpas.
_ Nem precisava se dar ao trabalho. – ela lhe deu um tapa no braço com a mão livre.
_ Cara, você ia embora sem se despedir de mim! – ela riu e ele também.
_ Desculpa, Giane, eu não queria complicar mais as coisas, se te consola, não me despedi de ninguém, além da Margot e do seu pai.
_ Eu fiz você perder seu ônibus.
_ Eu não ia te deixar chorando aqui. Tá mais calma? – ele passou a mão no rosto dela, afastando a franja que insistia em cair toda hora.
_ Sim, mas ainda dói.
_ Eu sei, nunca vai parar de doer. Mas você é mais forte que eu, e consegue lidar melhor com isso.
_ Elano, aquilo que você me disse ontem... É verdade? – ela agora olhava pra ele.
_ Acho que sim. – ele respirou fundo. – Simplesmente aconteceu, mas não importa agora.
Ela olhou pra mão dele apertando a sua com força, ela se sentia tão fraca e confusa, ela olhou para aquele rosto tão parecido, mas ao mesmo tempo tão diferente de Fabinho, seus olhos castanhos cálidos, se lembrou de como ele tinha falado que se sentia ao seu lado. Quando percebeu seu rosto já estava perto do dele, e encostou seus lábios nos dele. Seu coração despedaçado disparava tanto que chegava a doer.
Elano foi pego de surpresa com a aproximação dela, foi tão rápido que ele mal conseguiu se afastar, ele ainda segurava a mão dela e a apertou com força quando sentiu seus lábios molhados pelas lágrimas nos dele, ele suspirou e sentiu seu corpo derreter devagar. Era quase certeza que estava sonhando, fazia tempo que não derretia assim.
Fabinho se pudesse tinha batido em todos que viu pela frente quando saiu da agência, ele nunca tinha chorado por uma mulher, mas depois que expulsou a vagabunda da sua sala, ele jogou tudo que viu pela parede, e se viu caído no chão chorando por causa de Giane, a amava demais, demais. Ele era inocente! Por que ele não a ouvia? Que merda, Giane! Ele gritava sozinho, e ninguém da agência que presenciou da cena se aproximou da sala. Quando ele acalmou, pegou o carro e parou em um bar próximo, não iria conversar com ela agora, não ia adiantar nada, porque ela não iria ouvi-lo de qualquer forma.
Bebeu todas que tinha que beber, e quando olhou pra fora já era à noite, ele deixou o carro estacionado na frente do bar e saiu cambaleando pelas ruas do bairro. As pessoas o olhavam algumas com pena, outras desviavam do seu caminho, ele queria gritar com elas também. Ele resmungava o nome de Giane com aquela voz de bêbado, quando foi atravessar a rua pra chegar em sua casa, um carro parou encima dele.
_ Você tá maluco!? – uma voz de mulher lhe atingiu os ouvidos, a porta se abriu, mas ele não enxergava nada com o farol na sua cara, ele mal se mantinha em pé. – Você quer morrer?
_ Elano? – a voz se aproximou dele, ele tampou os olhos por causa do farol e se afastou da moça e da luz que o cegava.
_ Que Elano, o quê!? Porra! – ele destampou os olhos, a moça tinha se aproximado de novo, e segurou seu rosto com as duas mãos.
Fabinho foi obrigado a encara-la, ela era muito parecida com Giane, a não serem os cabelos longos, e a maquiagem que carregava no rosto e o vestido de mulherzinha. Ele não acreditava no que tava vendo, tava muito bêbado mesmo.
_ Ah, tu é a empreguete! – ele riu, descontrolado. E ela percebeu que ele estava bêbado.
_ E você é o Fábio, irmão do Elano. – ela soltou seu rosto.
_ Fabinho. Pode me chamar de Fabinho. – ele sorriu pra ela.
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