We Can Not Stay Together....

2 Ela se foi e ninguém pode trazê-la de volta....


Notas iniciais
Oi gente! Espero que gostem bjs (tt é Gmorschbacher e sigo de volta)

Já haviam se passado 40 minutos do horário que era pra minha mãe ter chegado.

- O supermercado deve estar lotado, por isso ela esta atrasada – falei para mim mesma e continuei a fazer minhas lições. Terminei a lição de matemática, depois de inglês, historia, física e biologia. Ok, agora é oficial: aconteceu alguma coisa para ela estar se atrasando tanto. Enfiei meu tênis no pé, peguei minha bolsa e a chave de casa e sai pela porta correndo. Comecei a falar sozinha.

- Ta, ela iria ir no mercado e depois no banco. Eu vou tentar ir ao mercado para ver se a encontro. – percebi que muitas pessoas olhavam pra mim enquanto eu caminhava. Provavelmente deviam estar pensando que eu era louca falando sozinha. Eu estava á apenas duas quadras de chegar ao mercado e vi uma cena chocante. Dois carros estraçalhados, completamente em chamas, um capotado e o outro de cabeça para baixo. Vi que uma ambulância se aproximou do local juntamente á dois carros da policia e um caminhão de bombeiros. Enquanto os médicos tiravam duas macas da ambulância, os bombeiros jogavam água nos carros em tentativa de apagar o fogo. O fogo estava quase contido quando os médicos aproximaram as macas dos carros e retiraram uma mulher de dentro de um dos carros. Naquele momento, meu mundo parou. A mulher que estava sendo retirada do carro toda ensanguentada era minha mãe. Senti lágrimas brotando de meus olhos. Muitas pessoas corriam para se afastar do fogo e muitas pessoas ficavam paradas, observando. Os policiais estavam mandando todos se afastarem e as pessoas obedeciam. Mas eu não. Sai correndo na direção de minha mãe mas um policial me puxou pelo braço.

-Ei garota, você não pode ficar lá perto! É perigoso!

-MAS ELA É MINHA MÃE! – gritei.

-Ela é sua mãe? Então me acompanhe. – eu apenas segui o policial que me levou para dentro da viatura de polícia e ligou o carro. Ele se virou para trás e disse:

-Garota, vou te levar para o hospital onde sua mãe ficará. Qual é o seu nome e o nome de sua mãe?

-M-Meu nome é A-Alice e o nome de m-minha mãe é La-Larissa. – eu disse em meio á soluços.

-Ok.

O policial se virou para frente e começou a dirigir, seguindo a ambulância. Eu estava chorando como uma criancinha, soluçando muito até que o carro parou e eu olhei para a janela. Vi minha mãe sendo retirada da ambulância cheia de médicos em volta dela. Sai rapidamente do carro e corri em direção á ela. Segurei sua mão e disse:

-Tudo irá ficar bem mãe, não se preocupe.

Eu estava com aquele pressentimento ruim novamente, mas esqueci aquilo enquanto caminhava pelo corredor da emergência do hospital ao lado da maca da minha mãe. Estávamos chegando perto do final do corredor, onde havia uma porta e uma placa escrita: apenas médicos e pacientes. Senti alguém puxando meu braço e vi que era aquele policial.

-Você não pode ultrapassar esta porta. Daqui pra frente, sua mãe esta sozinha. Sente-se em alguma cadeira, eu vou pegar uma água para você.

-Como assim? Eu tenho que ficar ao lado de minha mãe! Eu não quero perde-la, eu a amo! – gritei. O policial olhou em meus olhos e apontou para uma cadeira vazia que havia num canto.

-Senhorita, sente-se ali e espere. Caso precise de alguma coisa, meu nome é Robert. Mas me chame de Oficial Robert. – balancei a cabeça em sinal de positivo e segui para a cadeira. Me sentei e percebi que minha blusa estava manchada de sangue. Devia ser porque eu havia encostado na mão de minha mãe que estava sangrando. Apoiei meus cotovelos em meus joelhos e levei minhas mãos á cabeça. Comecei a chorar como criança novamente mas me acalmei quando vi o Oficial Robert chegando perto de mim com uma garrafa de água na mão.

-Beba, isso vai te acalmar. – ele me deu a garrafa de água e um comprimido que era um calmante, eu realmente estava muito nervosa. Engoli o comprimido com dificuldade e aos poucos, fui me acalmando. Eu estava sentada de olhos fechados, com algumas lágrimas nos olhos, mas não estava soluçando. Senti um peso sobre meu ombro e rapidamente abri os olhos. Era um médico, vestido com uma roupa toda branca e carregava uma prancheta com ele.

-Você é Alice? Filha da Larissa?

-Sim. COMO ESTA MINHA MÃE? QUERO VE-LA AGORA! – eu disse e me levantei da cadeira mas o medico pôs a mão em meu ombro e disse:

-Sente-se. Você terá que ser muito forte. Muito mesmo.

Notas finais
Cap triste né? :((