Notas iniciais
desculpa a demora de meses pra voltar eu estava com bloqueio porque não conseguia me decidir sobre o final da fanfic (ainda estou indecisa sobre dois possíveis finais, mas ao menos agora, depois de muita discussão e debate sobre prós e contras de cada possível rota, eu já tenho uma ideia melhor de por onde ir). ''o que o Constantine tá fazendo na capa? ele vai aparecer na fanfic?'' vai, não por agora, e se eu conseguir manter meus planos originais pra fanfic, ele será de fundamental importância para o desfecho dela

— Bella? Bella, está me ouvindo?

Minha cabeça doía mais do que eu gostaria de suportar. De alguma forma, eu não havia desmaiado, mas talvez aquela batida de cabeça fosse considerada uma concussão e eu temia vomitar em algum momento. Havia algo escorrendo da minha têmpora direita – sangue, o que me fazia temer que Edward estivesse por perto, mas aquela voz não era dele.

— Onde ele está? – perguntei quando consegui abrir meus olhos e percebi que era Dean falando comigo. Eu estava sentada em algum outro carro, provavelmente o dele, e ele estava agachado ao meu lado, do lado de fora.

— Ele está inofensivo – Dean sorriu de canto, me deixando confusa. – Não se preocupe com ele, cuidaremos dele. Ele nunca mais vai te incomodar.

Por um momento, eu temi ter acabado de cruzar caminho com alguém muito mais perigoso que Edward e me vi paralisada.

— O que fizeram com ele?

— Um pouquinho disso aqui – ele levantou uma seringa vermelha. – E ele está desacordado.

Aquilo era novidade. Eu não sabia que existia algo que pudesse apagar um vampiro, especialmente um rápido como Edward era.

— O que vão fazer comigo? – tentei recobrar as forças para me mexer, e quem sabe, com muita sorte, usar meu spray de pimenta a tempo.

— Nada – ele franziu o cenho, confuso ao que parecia. – Estávamos atrás de um trio de sanguessugas e vimos que o ninho desse maluco quase brigou com os nômades que estávamos caçando.

— O meu pai – tentei levantar. – James sentiu o meu cheiro, ele vai me caçar!

— Ei, ei, fica calma. Onde está o seu pai? Podemos tirar vocês daqui e colocar em um lugar seguro até matarmos aqueles três.

— Ele estava em casa quando eu saí hoje.

— Beleza. Você tá com seu celular aí?

— Sim.

— Liga pro seu pai.

Eu não precisava ouvir duas vezes para fazer aquilo. Meus dedos tremiam enquanto eu digitava o telefone de Charlie, mas a espera foi pior. Chamava, chamava e ninguém atendia. Na terceira tentativa, finalmente tive resposta.

Isabella Swan — eu engoli a seco ao ouvir meu nome.

— James? – perguntei com um fio de voz, no que Dean ficou atento.

— Eu estava pensando em fazer uma visitinha ao seu pai. O chefe Swan estava preocupado com a sua demora. Imagine a surpresa dele quando percebeu que não era você andando pela casa.

— Onde ele tá?! O que vai fazer com ele?!

— Por que não vem pra casa e descobre? Ah, e venha sozinha. Se os seus amiguinhos vierem, eu vou rasgar o seu pai da cabeça aos pés – e desligou.

— E aí, o que foi que ele disse? – Dean me encarou.

— Ele disse que se vocês forem lá, ele... Ele vai...

— Ele está com o seu pai?

— Sim.

— Tá, fica tranquila, a gente vai dar um jeito.

— Ah, Dean...! – ouvi a voz de Sam o chamando, no que percebi que Emmett e Jasper estavam segurando Sam enquanto Alice tirava Edward do carro. – Preciso de ajuda aqui!

— Soltem ele! – eu gritei ao sair do carro, no que Emmett e Jasper me encararam sem entender nada. – Eles estão aqui atrás do bando de James!

— O que vocês fizeram com o nosso irmão? – Emmett perguntou furioso.

— Sangue de homem morto – Dean mostrou a seringa, e eu vi que, por um momento, Jasper engoliu a seco. Talvez tivesse parado de respirar. – O seu irmãozinho aí não queria deixar a Bella sair do carro.

— É verdade – Alice trocou um olhar preocupado com os demais. – Ele está falando a verdade. Eu disse a vocês que o Edward faria isso!

— O James está com o meu pai! – me aproximei. – Ele disse que se eles forem, ele vai matá-lo.

— Esme e Carlisle estão à procura deles, mas seria melhor se nós nos dividíssemos. O problema é que o mais rápido de nós está apagado – ela suspirou, encarando um inconsciente Edward em seus braços.

— Olha, eu sei que nós temos as nossas diferenças... – Sam começou a falar, ainda que com as mãos erguidas em rendição. – E que vocês não gostam nem um pouco da gente, beleza, eu entendo, mas se nós nos dividirmos, podemos pegá-los. Vocês querem ajudar a Bella e nós queremos matar aqueles três. O que acham de nos ajudarmos aqui?

— É uma péssima ideia – Rosalie rosnou.

— Se deixarmos eles por aí, vão ferir mais pessoas – Alice a encarou. – Sabem o que temos que fazer, sabem o que Carlisle vai dizer.

— E quanto ao Edward? – Jasper observou o irmão.

— Mantenham ele longe da Bella – Dean disse com cara de poucos amigos, muito para a minha surpresa.

— É o que você quer? – Jasper me fitou.

Eu apenas assenti, no que vi Rosalie arregalar os olhos.

— Não dá – respirei fundo. – Ele ia me levar embora e deixar meu pai pra trás, desprotegido!

— Bella, seu pai nunca ficaria desprotegido – Alice saiu em defesa do irmão. – Nós cuidaríamos dele.

— O que é ótimo, e eu agradeço, mas o Edward... Ele não respeitou as minhas escolhas...! Não dá pra continuar desse jeito.

— Eu vou levá-lo pra casa – Alice me assegurou. – Precisamos encontrar os outros dois, vamos nos dividir.

— Qual é o plano? – Dean perguntou.

Nos próximos minutos, todos nos dirigimos à casa dos Cullens e nos encontramos com Carlisle e Esme, que afirmaram ter perdido Victoria e Laurent de vista.

E para o meu horror, Charlie não estava em casa, e não havia sinal dele ou James na cidade. É como se James já soubesse o que estávamos decidindo fazer e estivesse à nossa frente, nos fazendo andar em círculos.

Apesar de meus protestos para acompanhar os Winchester na procura à Charlie, eu fui obrigada à ficar confinada em casa, sob a vigilância de Sam e Esme enquanto os demais procuravam por Charlie e os três nômades.

Eu ligava para o celular de Charlie a cada cinco minutos, esperando por notícias, mas ele não respondia à nada, e nem James falava mais por ele.

Esme, que parecia profundamente curiosa e confusa com os Winchesters, conversava com Sam sobre seu ‘‘trabalho’’ de caçar monstros enquanto aguardávamos por notícias. O Winchester mais novo, que estava armado com sangue de homem morto, parecia interagir com mais facilidade em comparação ao mais velho.

Sam parecia ter uma mente mais aberta e ser mais compreensível. Dean, por outro lado, parecia estar no extremo oposto. De acordo com Sam, o extremismo do irmão era algo ainda em desconstrução, o que pareceu ter tranquilizado Esme de alguma forma.

Eu estava prestes a começar a roer minhas unhas depois de tantas horas de espera quando meu celular finamente tocou. Era o telefone da minha mãe, o que me deixou confusa a princípio.

Mas então meu coração afundou quando a ouvi me chamar com uma voz de desespero. Não apenas ela, como Charlie também.

— Pensei ter dito para ir para casa sozinha, Isabella— James por fim falou. — Se não está disposta a honrar os termos, tenho que tomar decisões mais drásticas.

— Onde eles estão?! O que vai fazer com eles?!

Percebi pelo canto do olho que Sam e Esme logo estavam vindo até mim.

— A sua escola não guarda muito bem as informações dos alunos. Não foi difícil pra Victoria descobrir algumas coisas. Lembra do estúdio de ballet?

O estúdio onde eu costumava ter aulas quando criança.

— Venha, e venha logo. E sozinha, Isabella, ou seus pais pagarão o preço. Não teste a minha paciência de novo— e desligou.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Sam e Esme estavam com seus respectivos celulares, ligando para os outros e lhes dizendo o que estava acontecendo. Eu me senti enjoada, meu estômago pesado como se eu tivesse engolido uma pedra, e meu coração prestes a saltar pela boca.

— O que eu faço agora?

Notas finais
só lembrando: nessa fanfic o Laurent não debanda do grupo e ele não tem problema algum com as coisas que o James faz uma dúvida: com quem que vcs tavam shippando a Bella?? pq eu acho que vcs não vão gostar do ship do qual ela fará parte