Water
8 Oito ou oitenta
Notas iniciais
continuem assim meus pexinhos ;_; sz
ps: agradecimentos especiais à sumida Temari_Sabaku pela simulação do Kazuki
Capítulo 8:
Oito ou oitenta
porque água morna não serve nem pra fazer chá
Acordei renovado, sem nem saber o que tinha me atingido na noite anterior.
Também, depois de dormir abraçado nele, como eu poderia querer remédio melhor? Só seu toque já fazia eu me sentir bem. Seu conforto, então...
Estava correndo tudo muito bem comigo ignorando qualquer sentimento ruim que insistisse em rondar minha cabeça.
Kouyou parecia muito satisfeito também. Ficou na cama comigo até eu acordar. Era a primeira vez que eu acordava ele ainda estava ali, e não limpando a casa. Uma sensação totalmente nova que me deixou um pouco desconfortável.
Assim realmente parecíamos um casal.
Eu queria arrumar um emprego pra ele, pra que se ocupasse com alguma coisa que não fosse comigo. Afinal, ele tinha o dia todo livre e tanta disposição...
Ah. Disposição. Era isso que eu queria comentar. Ele tinha disposição.
Cada dia que passava ele fica mais inteligente, se é que isso é possível. Só que, por outro lado, a cada dia que passava, ele ficava mais fraco fisicamente.
No fim da tarde, antes mesmo de escurecer, ele já estava meio tonto e precisava do seu banho salgado. E seus banhos começaram a demorar cada vez mais, algumas vezes ele precisava ficar pelo menos 1h dentro da água pra se sentir melhor.
O que, de fato, estava me deixando preocupado, e ao mesmo tempo profundamente irritado.
Mudando de assunto...
Dá pra acreditar que o filho da puta do Hitsugi foi lá em casa querer pedir desculpa?
Ele estava tocando a campainha há uns cinco minutos, mas não abri a porta.
Na verdade, acabei tendo uma ideia maravilhosa.
–Kouyou, quero te pedir um favor. — Anunciei pro loiro, que estava fazendo meu almoço de domingo.
–Hn?
–Chupa meu pescoço.
Pausa dramática.
…
EU NÃO ACREDITO.
QUE EU DISSE ISSO.
Não soava tão idiota antes de eu dizer em voz alta.
–E-Eu posso...? — Seus olhos brilhavam.
Hitsugi continuava batendo na porta e chamando meu nome.
–Vai logo. Mas não muito forte.
Afastei o cabelo e me preparei psicologicamente.
Não.
Nada no mundo teria me preparado para ter Kouyou beijando, lambendo e sugando meu pescoço.
Ele se aproximou devagar, colocando as mãos na minha cintura, me olhando nos olhos, e fez o serviço que eu pedi.
Mas logo me afastei, antes que eu tivesse a porra de uma ereção por causa daqueles dentes raspando minha pele, me dando arrepios.
–O-O-Obrigado... — Agradeci, tentando respirar.
Deus do céu, eu havia perdido a força nas pernas e meu coração queria saltar do peito.
Fiz um grande esforço pra ignorar o enorme sorriso em seus lábios.
Baguncei um pouco o cabelo. Como eu estava com minha roupa amassada de ficar em casa, a cena do crime estava perfeita. Me olhei no espelho e vi as marcas vermelhas bem visíveis que Uruha havia deixado. Abri a porta.
–O que você quer?
–Yuu, me desculpe, eu estava bêbado, era minha ex, eu – !!
–Me poupe das suas desculpas. Eu passei a noite bem ocupado também.
Percebi que ele estava encarando meus chupões, com uma cara falsa de tristeza.
–Eu tenho namorado também, pode voltar pra sua vadia, aproveita e enfia um abacaxi no teu rabo. Adeus.
Bati a porta na cara dele.
Missão cumprida.
Atravessei a sala comemorando e me deparei com um Uruha parado no meio corredor, brisando. Parado, olhando pro nada, um sorriso idiota na cara.
–Kou. O arroz tá queimando. — Balancei a mão na frente dele, pra ver se o acordava de seus devaneios comigo.
–Ah... AH É! Droga, desculpa. — Voltou correndo pra cozinha e eu o acompanhei, rindo.
Bendita ideia que eu fui ter. Só queria um álibi pra humilhar aquele arrombado, não foi por terceiras intenções que eu pensei naquilo.
Voltei a ajudá-lo, ambos em silêncio. Já comentei como ele estava gostoso hoje? Com aqueles braços maravilhosos de fora.
–Então... você tem um namorado? Por que não me contou? — Perguntou.
–Eu não tenho namorado! — Me indignei. — Foi só uma desculpa pra... pra...
Ficou desapontado por eu não ter dito que era ele.
–Quer dizer... — Tentei consertar, mas desisti.
Achava que eu era tão fácil assim pra me render por uns beijinhos no pescoço? Pff.
Claro que sim.
Mas sou um moço de família, não é por me bajular por três meses que vai me conquistar...
Três meses... já se passaram três meses desde que ele veio morar comigo...
Não éramos mais estranhos. Ele era meu amigo, e eu apreciava sua companhia.
E a rotina continuava como sempre. Dias de semana ele fazia meu café da manhã e depois passávamos a noite juntos. A única diferença era que seus banhos estavam mais demorados e mesmo assim ele continuava parecendo cansado e abatido. Mesmo que nunca parasse de sorrir pra mim.
Assistia a todos os noticiários e passava a outra metade do tempo tocando guitarra ou no computador. Eu havia comprado alguns livros, e ele os leu em poucos dias.
Então, no final de semana nós saíamos pra praia de tarde e ficávamos lá até anoitecer.
Ele ficava tão, mas tão feliz na água que parecia um crime deixá-lo preso lá em casa o tempo todo, fazendo coisas chatas de humanos.
E pra mim era tão solitário comer sozinho, eu queria que ele pudesse comer também. Perguntei sobre isso, ele disse que até podia, mas que ficava muito enjoado, só de pensar.
E... bem... o que eu estava me recusando a pensar até agora...
Hitsugi estava fora da jogada.
Acabou meu motivo pra indecisão.
Só me restou o peixe carinhoso, apaixonado e dedicado.
Então eu não tinha mais nada pra reclamar e era só me entregar pra ele, certo?
Óbvio que não.
Complicado e sexy do jeito que eu sou, é claro que eu estava prestes a atrair mais problemas.
Era um dia como qualquer outro no trabalho, quando resolveram fazer uma janta do pessoal da polícia e vieram pedir meu “ok” e a liberação do salão de festas da sede. Claro que deixei eles fazerem, eu não ia ter que pagar nada mesmo, e ainda ia beber de graça.
Estava considerando passar em casa e perguntar pro Kou se ele queria ir junto.
Mas daí surgiu aquele infeliz com fogo no rabo.
–Shiroyama-san? — Kazuki bateu na porta, e então entrou.
–Algum problema? Achei que já tinha saído, todos estão indo lá comprar e organizar as coisas.
–Ah... na verdade eu não tenho como ir, moro aqui perto e venho a pé sempre, lá é muito longe... eu até poderia faltar aula hoje de noite, eu queria tanto ir...
Ele estava implorando, então eu tive que ser educado e oferecer.
–Quer uma carona? Pode vir comigo, só vou dar uma passada em casa antes.
–Sério mesmo? Não vou incomodar? — Estava quase saltitante.
–Claro, só vou terminar isso aqui e já vamos.
Era meio arriscado andar sozinho com aquele meu fanboy. Vai saber o que ele não iria querer fazer comigo em um beco escuro.
Com sua ajuda, terminei o que estava fazendo e logo estávamos no meu carro, a caminho de casa. Notei que a primeira coisa que ele fez ao sair do local de trabalho foi colocar um piercing no lábio. Eu nunca tinha percebido que ele tinha um furo ali.
Deixei ele falando sozinho sobre qualquer coisa que estivesse falando. Depois, ele se calou também.
Finalmente estacionei em casa.
–Espera aqui? Eu volto rapidinho. — Perguntei, tirando o cinto de segurança.
–Não. — Respondeu, sério, me encarando profundamente.
Tive um mau pressentimento. Talvez meus medos se tornassem verdade.
O menor se inclinou sobre mim, apertando o botão que trancava as portas por dentro, e tirou a chave da ignição.
– Você não vai a lugar nenhum.
Santo Hide.
É hoje que eu morro.
É hoje que eu vou ser estuprado.
–Kazuki? O que diabos você acha que...
Antes que eu terminasse a frase, ele estava sentado em cima de mim, um joelho de cada lado.
Tô fudido.
Ele deslizou uma mão por minha coxa e pegou o par de algemas que eu sempre levava no bolso. Antes que eu pudesse reagir, estava com uma mão algemada no voltante. Mal podia me mover, ele estava entre mim e a direção do carro, as mãos nos meus ombros.
Agora sim eu tô fudido.
–Me solta. Agora. — Ordenei.
–Não. Você é meu. Eu não me importo se perder meu emprego, mas não aguento mais, eu preciso de você, em mim, bem fundo, Shiroyama-san...
Começou a rebolar em cima de mim, friccionando seu quadril contra o meu, gemidos escapando de seus lábios.
–KAZUKI! PARA!
Comecei a me desesperar. Entrar em pânico. Ele me calou com um beijo molhado.
Involutariamente meu corpo estava reagindo aos seus estímulos. Agora me apertava entre suas pernas cada vez mais, eu sentia sua excitação contra minha própria.
Eu virava o rosto pra todos os lados, tentando me esquivar, mas ele me beijava com força, me machucando com seu piercing.
Meu pulso estava machucado também, pois eu estava lutando contra as algemas, tentando me soltar a qualquer custo. Não conseguia alcançar as chaves delas.
–Por favor, para com isso!
Ele me ignorava e continuava rebolando e gemendo, agora beijando meu pescoço.
Senti seus dedos abrindo meu cinto, e então se infiltrando em minha calça.
Não... não... tira a mão daí seu puto...
Eu estava completamente encurralado. Não podia me mover, e minha mão livre não alcançava a trava da porta. Ele ia me obrigar a comer ele ali e agora, eu concordando com isso ou não.
–Kazuki... chega... — Implorei, choramingando, e ele pareceu se excitar mais ainda.
Seus dedos atrevidos passeavam dentro da minha calça, e a outra mão estava brincando por baixo de minha camisa.
Mas então, um milagre aconteceu.
A porta do carro se abriu.
Kazuki foi arrastado pra fora.
E o nome desse milagre é Kouyou.
–Aoi, eu vi que você chegou mas estava demorando pra sair do carro, algum problema?
–Kouyou... graças a deus... me tira daqui...
Kazuki estava jogado na calçada sem saber o que aconteceu.
–A chave está presa no meu cinto. — Expliquei e ele as achou, ignorando o volume entre minhas pernas e o garoto que havia tirado de cima de mim. Soltou as algemas e finalmente pude sair do carro.
–Deixa eu resolver esse problema aqui. — Kouyou comentou. Eu nunca tinha visto seu olhar tão frio e cruel. Agarrou Kazuki pela gola da camisa e saiu arrastando-o pela calçada, até a esquina, onde o largou sem nenhuma delicadeza.
Fechei minhas calças. Respirei fundo.
Sobrevivi.
E mais uma vez o dia foi salvo pelo super peixe. O dia, minha vida, minha integridade e minha inocência.
Ao longe, eu podia ver Kazuki apavorado, sem saber como havia sido arrastado. Ele levantou e saiu correndo sem olhar pra trás nem pra me ameaçar com algo tipo “essa conversa não acaba aqui”.
A primeira coisa que eu fiz foi ligar de volta pro trabalho e ordenar sua demissão. Desacato à autoridade e abuso sexual.
Uruha voltou e me empurrou pra dentro de casa, trancando a porta em seguida.
–Aquele filho da puta me atacou! — Comecei a me explicar.
–É claro que as pessoas vivem te atacando, você é tão lindo e perfeito que não dá pra resistir...
–Obrigado por me salvar, Kou, muito obrigado!
–Eu sempre vou te salvar, é o mínimo que eu posso fazer. Mas o que ele estava fazendo no seu carro...? — Perguntou, desconfiado.
–Eu estava dando carona pra ele pra janta do pessoal hoje.
–Ah... então você tem janta hoje?
Ainda estava um pouco ferino e agressivo por antes. E ficava tão sexy assim.
–Não vou ir mais. Depois dessa...
–Você devia ir. Vai lá se divertir com seus colegas, vai...
Havia uma pontada de ciúmes naquele tom ou era impressão minha?
–Não vou ir.
–Ah é? Que milagre você não querer sair com seus amiguinhos fazer festa por aí.
–Por que você está tão irritado?
–Não é óbvio!?
–Pra sua informação, antes que comece a gritar comigo, eu vim pra casa pra te convidar pra ir junto.
Sua expressão raivosa se desfez.
–Desculpa... — Pediu com o rabinho entre as pernas. — Posso pedir um favor?
–O quê? — É estúpido comigo e ainda quer fazer exigências.
–Vai tomar um banho. O cheiro dele está muito forte em você e isso me deixa enjoado.
–Ok. Ok, eu vou mesmo.
Conseguiu me deixar irritado.
Bati a porta do banheiro com força com mais força do que deveria. Maldição, eu havia sido encurralado e abusado, não estava com paciência pra aguentar seu ciúme possessivo.
Então não dava pra confiar em ninguém? Nem no meu suposto velho amigo nem no meu próprio assistente? Todos queriam meu corpo nu? Por que eu confiaria num peixe misterioso então?
Seria tão mais fácil continuar vivendo sozinho... eu não precisava de namorado, eu não precisava de ninguém. Que saudade dos velhos tempos quando ninguém me queria e eu vivia tranquilo sozinho e feliz.
Tomei um banho de pelo menos meia hora. Também queria tirar aquele perfume irritante de mim.
Voltei pra sala e Uruha estava lá preparando a janta como esperado. Disse que ainda não estava pronto e que era pra eu esperar mais um pouco. Mas eu nem queria falar com ele mesmo. Queria ficar longe de todo mundo. Fui pro computador.
Olha só que curioso.
Ele deixou o tumblr aberto.
É inevitável não dar uma espiada, mesmo que eu estivesse irritado com ele.
O maldito escrevia em inglês. Tinha comentários dele em algumas fotos, e respostas de asks. Tentei jogar uma no tradutor pra ver se eu entendia.
"Yuu não entende inglês, então eu posso falar o que eu quiser sobre ele por aqui ~
(=´∀`)人(´・_・`)人(´∀`=) fufufu”
TÁ ME CHAMANDO DE BURRO É.
Quer se aparecer enfia um peixe no cu e fala que é sereia… Ok, esquece.
E anda falando de mim por aí? Coisas tipo o quê?
Comecei a traduzir tudo que ele dizia, me deparando com frases sobre eu estar bravo com ele e coisas assim. Eu até ia pensar sobre isso, mas chegou uma ask naquele exato momento.
De um tal de Kai. Dizendo coisas muito íntimas.
–Quem é esse aqui? — Perguntei pra ele dali mesmo.
–Quem? — Veio da cozinha assim que eu chamei.
–Quem é esse Kai aqui?
–Ah, é meu amigo.
–Então você tem... amigos? Consegue falar com outras pessoas se for pela internet?
E se ele tivesse outros humanos além de mim e contasse a mesma mentira pra todos?
–Consigo. A Internet é uma espécie de magia que os humanos inventaram. Ei, espera, por que você tá mexendo... NO MEU TUMBLR!? — Percebeu o que eu estava fazendo e arrancou o mouse da minha mão, fechando a janela imediatamente.
–Você esqueceu aberto. Eu tava dando uma olhada.
–Não é pra você olhar! Droga! — Cruzou os braços, nervoso.
–Pode deixar que eu termino minha janta. Fica aqui conversando com o seu amiguinho. — Falei um pouco mais irritado do que deveria.
–Por que está falando assim? — Ele questionou.
–Nada. Eu não me importo mesmo. Fica por aí rindo de mim pelas costas, só porque você é melhor em tudo. Arranja outro melhor pra você então.
–Yuu... você por acaso... está com ciúmes? — (Inclua sorrisinho maroto aqui).
–Ciúmes? QUE CIÚMES, CARALHO? Andou fumando!? Por que eu iria ficar com ciúmes de você? E você é tão irritante, eu não aguento mais, para com esse mimimi.
–Eu irrito você, é...?
–Sim, você me irrita. Você faz tudo melhor que eu. Você cozinha, toca guitarra e fala inglês. Você é mais bonito que eu. Você fica jogando isso na minha cara todo dia. Você é todo perfeitinho e isso IRRITA, MUITO.
–M-Me desculpe... não falo mais nada então... eu só queria... te dar um presente... mas se você não quiser eu coloco fora, não tem problema... — Estava quase chorando, mas não ia me fazer mudar de ideia.
–Presente?
–É, era uma surpresa. Chegou hoje, eu ia te dar depois da janta... mas se eu te irrito tanto assim...
–Eu aceito o presente. Desculpa ter gritado... — Na verdade eu não estava a fim de pedir desculpa porque era tudo verdade, mas quero o presente.
Ele foi buscar, e voltou com uma caixa embrulhada num papel bonito.
–Posso abrir? — Perguntei. Ele concordou com a cabeça, e eu comecei a rasgar a embalagem.
Puta.
Que.
Pariu.
–UM IPAD!? De onde você tirou dinheiro...!? — Me assustei ao ver o que era.
–Eu trabalhei pela internet, fazendo sites e programas. Juntei dinheiro pra comprar um presente pra você. Seu computador é tão velho e anda travando tanto que achei que fosse querer um novo e melhor...
–Nossa... muito... muito obrigado, Kou... eu nem sei o que dizer... deve ter custado tão caro, e você trabalhou só pra isso...
Com que cara de pau eu ia pedir desculpa agora? E esse peso na consciência eu tiro como?
–E tem mais um também...
–Mais um!?
–Sim, tá escondido lá no quarto.
–Eu quero ver!
Ele me levou até lá, e o misterioso presente 2 estava escondido atrás da cortina.
–Uma prancha de surf nova...? Sério...?
Quase chorei de emoção. Ele lembrou que eu tinha perdido a minha aquele dia. E a nova era praticamente igual, mesmo modelo, mesma cor, mesmo acabamento.
Ainda que um pouco hesitante, dei um abraço rápido nele.
–Mutito obrigado! — Completei com uma reverência.
–Eu que agradeço por estar sorrindo assim Yuu.
–Cara, nossa, eu nem sei o que dizer! Me desculpe por antes, mesmo...
–Tudo bem...
–Como eu posso te recompensar?
Mil possibilidades passaram por minha mente ao dizer aquilo e me afoguei em arrependimento. Uma sombra maligna passou por seus olhos, mas acho que foi só impressão minha.
–Já agradeceu. Um abraço seu vale mais do qualquer coisa que dinheiro possa comprar.
–Aham, ok, cala a boca Kou. — Fiquei rindo. Era minha única defesa contra seus ataques.
Nos demos mais ou menos bem pelo resto da noite. Brincamos juntos com iPad e ele me ensinou a usá-lo. Mas eu ainda estava irritado com ele, no fundo. E também estava traumatizado com o ocorrido dentro do carro.
Acho que na verdade eu tenho medo de ele me beijar e seus sentimentos não serem tão verdadeiros quanto parecem, ou de que ele me agarre a força como o outro fez.
Quando fomos dormir, senti ele colocar as patinhas pra cima de mim, mas me afastei, ficando bem longe. Não queria contato. Estava com medo.
De madrugada, acordei uma vez, sentindo seus dedos acariciarem meu cabelo levemente. Continuei de olhos fechados, fingindo que estava dormindo. Era tão bom...
Até que ele disse, bem baixinho, pra si mesmo:
–Será que você... vai ao menos sentir minha falta quando eu for embora...?
Que história é essa de ir embora?
E por que...
… Por que meu coração começou a doer ao pensar nisso...?
Notas finais
tumblr do Kou >>>>> http://goldy-fish.tumblr.com/
askem que ele responde :3 vão lá stalkear que nem o Yuu faz, vão
chegando no final agora Dx
o próximo vem sexta, talvez
depende se vocês vão continuar comportados assim e colaborando com revius X3
ps: fatos verídicos esses dois http://25.media.tumblr.com/tumblr_lsjq14kDcU1r3tstno1_500.jpg QQQ
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